sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Sondagem i/Pitagórica: Marcelo aumenta vantagem para Belém

Segundo o Jornal I, “Durão Barroso, o adversário dentro do PSD, perdeu este mês mais 4,4 pontos, a agravar a taxa negativa. Tem sido uma constante do barómetro i/Pitagórica. Marcelo Rebelo de Sousa, ex-líder do PSD, professor de Direito e comentador dos domingos à noite na TVI, continua a liderar a lista dos potenciais candidatos a Belém. Este mês volta a subir 2,3 pontos percentuais relativamente a Dezembro, juntando agora – num saldo de opinião produzido através da diferença entre a percentagem de avaliações positivas e negativas, ignorando-se as respostas neutras – a soma de 20,8. A uma longa distância está o único candidato que neste barómetro obtém avaliação positiva: o socialista António Costa, já envolvido na polémica em torno da liderança do PS que coincidiu com a realização dos inquéritos. Costa tem 4,9, subindo 5,1 relativamente ao barómetro do mês passado.
As ambições presidenciais de Durão Barroso nunca foram um segredo no PSD, mas o actual Presidente da Comissão Europeia (eventualmente agora mais interessado num cargo internacional nas Nações Unidas) está a uma larga distância de Marcelo Rebelo de Sousa. É o quinto do ranking, com um saldo negativo de -33, que se agravou em 4,4 em relação ao mês passado. Em melhores condições do que Durão Barroso para disputar uma candidatura presidencial encontram-se, segundo o barómetro i/Pitagórica, o sociólogo António Barreto e o ex-primeiro-ministro António Guterres. Depois de Marcelo admitir em entrevista ao i que António Barreto poderia ser candidato presidencial, o sociólogo apressou-se a desmentir qualquer intenção de se candidatar a Belém. António Guterres, que depois de abandonar o governo se tornou o comissário das Nações Unidas para os Refugiados, regressou recentemente a um cargo nacional de relevo. Neste momento, integra a administração da Fundação Gulbenkian e fez recentemente um mea culpa relativamente aos erros dos seus governos. O pior colocado como candidato a Presidente é José Sócrates, com uma avaliação negativa na ordem dos -65,9. Pior que Santana Lopes, que tem -58,3. Carvalho da Silva, outro potencial candidato, tem uma avaliação negativa de -37,8”

Marinho e Pinto diz que nem Salazar governamentalizou tanto as ordens profissionais

O Bastonário dos Advogados vai convocar um Congresso extraordinário da Ordem para Junho. Marinho e Pinto está contra a nova lei que regula as ordens profissionais e ameaça mesmo abandonar o cargo (veja aqui o video da RTP)

Palavras infelizes de Ulrich originam apelo a boicote ao BPI

O presidente do BPI disse que se os sem-abrigo aguentam a austeridade então o resto da população também deveria aguentar. PCP e Verdes pediram ao primeiro-ministro para condenar as palavras do banqueiro Fernando Ulrich. Passos Coelho não deu resposta ao pedido (veja aqui o video da RTP)
***

Portugal cortou em Saúde o dobro do exigido pela troika

Portugal cortou nas despesas de Saúde o dobro do que era exigido no memorando de entendimento com a ‘troika’. A conclusão é da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE). O relatório da OCDE compara os cortes no setor da Saúde registados em vários países. O documento termina com um aviso aos governos sobre os impactos futuros dos cortes que agora estão a ser feitos no setor (ver aqui o video da RTP). Sobre este tema li no Publico que "as medidas do Governo de contenção da despesa no sector da saúde fizeram com que Portugal acabasse por cortar o dobro do que era exigido no memorando de entendimento com a troika, diz um relatório da OCDE. Esta é uma das principais conclusões do relatório Health Spending Growth at Zero – Which countries, which sectors are most affected?, que acaba de ser publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e que compara os cortes no sector da saúde em vários países. A OCDE ressalva que este relatório limita-se a analisar as tendências e não a discutir a eficácia das medidas ou o seu efeito no estado de saúde da população. O relatório refere que a Alemanha foi o único país da OCDE que não registou um abrandamento na taxa de despesa em Saúde em 2010, em comparação com os anos anteriores. Num dos pontos do documento, a OCDE refere que o Governo português assumiu o compromisso de fazer “poupanças significativas” no sector da saúde em 2011 e 2012, nomeadamente através de cortes nas despesas com o pessoal, “concentração e racionalização” da oferta em centros de saúde e hospitais do Serviço Nacional de Saúde e cortes nos benefícios obtidos através dos impostos, como as deduções de despesas em sede de IRS. “Em Setembro de 2011, o país anunciou uma redução de 11% no orçamento do Serviço Nacional de Saúde para 2012, o dobro do corte do memorando de entendimento com a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional”, lê-se no documento. Numa das tabelas, as contas da OCDE apontam para que a despesa em 2011 tenha caído 5,2% face a 2010, quando a média de todos os países que integram a organização foi de um crescimento de 0,7%. Tudo isto fará com que o país alcance em 2013 uma despesa pública em Saúde pouco superior a 5,1% do produto interno bruto (PIB), quando a média da zona euro se estima que seja na ordem dos 7%. Em 2010 a despesa portuguesa representava mais de 10%. Segundo o documento, depois da crise económica e financeira que estalou em 2008, diversos países começaram a tentar conter o contínuo crescimento da despesa no sector da saúde, alcançando taxas na ordem dos 0% em 2010 e conseguindo mesmo valores negativos em 2011.
A mesma receita em vários países
Acrescenta a OCDE que, independentemente do país, a receita para controlar a despesa pública neste sector tem sido quase sempre a mesma e passa por três caminhos: ajustar orçamentos, aumentando as contribuições dos cidadãos; regular a procura de serviços; e controlar o custo dos cuidados prestados. Aliás, a contenção de custos têm sido feita tanto nos medicamentos como nos cuidados ambulatórios, hospitalares e serviços administrativos. Só a área de cuidados continuados tem continuado a exercer uma forte pressão nos orçamentos, continuando a crescer, ainda que a um ritmo mais controlado. Em muitos países, em especial na Estónia, Irlanda e Hungria, a estratégia tem também passado por “grandes reduções nas verbas alocadas à prevenção e saúde pública entre 2008 e 2010”, alerta o documento, que destaca Portugal como um exemplo de um país em que os orçamentos para estas áreas têm subido, apesar da contenção noutros parâmetros. Sobre a política do medicamento sublinha-se que Portugal introduziu uma série de medidas destinadas a reduzir o preço dos fármacos, assim como centralizou a compra deste tipo de produtos em meio hospitalar, criando ainda linhas orientadoras de apoio à prescrição dos médicos.
Impactos a longo prazo
Em Novembro, a OCDE já tinha divulgado dados que indicavam que as despesas de Saúde tinham caído em toda a União Europeia em 2010, o que aconteceu pela primeira vez em décadas devido aos esforços dos governos para conterem os défices orçamentais e conseguirem convergir com as metas de Bruxelas. O documento advertia, contudo, que a redução ou abrandamento da despesa poderá ter um impacto a longo prazo nos cuidados de saúde. “É importante assegurar um acompanhamento contínuo dos dados e dos indicadores no domínio da Saúde e dos sistemas de Saúde, a fim de obter indícios do impacto potencial da alteração das circunstâncias económicas e das políticas de Saúde ao nível do acesso aos cuidados, da sua qualidade e dos seus resultados”, referia o relatório, que dizia ainda que a redução da despesa pública foi conseguida através de medidas que incluíram a redução de salários, o aumento dos pagamentos directos por parte dos utentes e a imposição de restrições orçamentais nos hospitais. O documento destacava que a percentagem do PIB dedicada à Saúde estabilizou ou desceu em 2010, com os Estados-membros a afectarem em média 9% do respectivo PIB. Portugal situava-se ligeiramente acima desta média, com 10,7%. Já antes, em Junho, um outro relatório do mesmo organismo dizia que um pouco por toda a Europa os governos estavam a cortar nas despesas com a Saúde e em 2010, ao contrário do que era tendência desde 2000, o crescimento dos gastos no sector foi nulo ou muito baixo. O documento dizia que Portugal não foi excepção, tendo-se passado de um ritmo de crescimento de 2,3% para 0,6%. Mas em plena crise os portugueses continuavam a ser dos que mais pagam directamente do seu bolso despesas com saúde: 26% face aos 20,1% da média dos 34 países da OCDE. O relatório destacava que Portugal, em termos de percentagem do PIB, gastava um pouco acima da média da OCDE, mas, se os números forem vistos à lupa, ou seja, quanto é alocado neste sector por habitante, a média é bastante inferior à dos países da OCDE: os gastos em Saúde per capita são de 2196 euros, enquanto na média dos países chega aos 2631 euros. Nos EUA, por exemplo, é de 6629 euros"

Desemprego: novo recorde de 16,5%, segundo o Eurostat

Segundo o Publico, num texto do jornalista Felix Ribeiro, "o desemprego volta a subir depois de dois meses estagnado em Outubro e Novembro nos 16,3%. A taxa de desemprego aumentou 1,9 pontos face a Dezembro de 2011.A taxa de desemprego em Portugal aumentou 0,2 pontos percentuais em Dezembro de 2012 e atingiu um novo máximo histórico de 16,5%, segundo os resultados divulgados nesta sexta-feira pelo Eurostat. Os números do desemprego voltam assim a subir depois de terem ficado nos 16,3% em Outubro e Novembro. Os resultados anunciados nesta sexta-feira representam uma escalada de 1,9 pontos percentuais face à taxa de desemprego de 14,6% registada no mesmo mês de 2011. Portugal mantém-se assim em terceiro lugar no conjunto dos países com maior taxa de desemprego da União Europeia, atrás da Grécia e da Espanha, que reduziu a taxa de desemprego 0,1 pontos em Dezembro, para os 26,1%. O Eurostat não apresenta resultados actualizados para a Grécia, mas em Outubro, o último mês para o qual há registo, a Grécia tinha uma taxa de 26,8% de desempregados, a maior dos 27. De acordo com os dados do Eurostat, Espanha e Grécia foram também dos países onde mais se agravaram os números do desemprego no último ano, grupo em que se insere também Chipre. Na Grécia, o desemprego aumentou dos 19,7% para os 26,8% entre Outubro de 2011 e Outubro de 2012. Em Chipre, que se tem vindo a aproximar de Portugal nos números do desemprego, houve um aumento de 9,7% para 14,7% entre os meses de Dezembro de 2011 e 2012. Já Espanha registou um aumento homólogo de 2,9 pontos face aos 23,2% de desempregados registados em Dezembro de 2011. A média de taxa de desemprego na zona euro manteve-se nos 11,7% em Dezembro, o mesmo valor de Outubro e Novembro. Também no conjunto dos 27 países da União Europeia a taxa continuou igual aos dois meses anteriores, nos 10,7%. O desemprego continua a ser menor na Áustria, com 4,3% de desempregados dentro da população activa, na Alemanha e Luxemburgo, ambos com 5,3%, e na Holanda, com 5,8%. Os números do Eurostat baseiam-se nas informações do Instituto Nacional de Estatística (INE) e Instituto de Emprego e Formação Profissional. Estes dados são frequentemente ajustados em função das actualizações do INE, que apresenta resultados para o desemprego apenas de três em três meses.
Queda no desemprego jovem não compensa agravamento
O desemprego nos jovens abaixo dos 25 anos caiu pelo segundo mês consecutivo e chegou aos 38,3% em Dezembro. Este valor passou dos 39% de Outubro para os 38,7% em Novembro, e, nos últimos resultados, o desemrprego jovem desceu 0,4 pontos. Mas os números do desemprego jovem em Portugal continuam acima da taxa média de 24% para os países da zona euro e de 23,4% da União Europeia. A queda no desemprego jovem não conseguiu esconder o salto generalizado no desemprego de Dezembro. Segundo os dados do gabinete de estatísticas da Comissão Europeia, o desemprego nos homens cresceu 0,4 pontos em Dezembro, para os 17,1%. Já o desemprego feminino aumentou 0,3 pontos de Novembro para Dezembro, encontrando-se agora nos 15,9%".

Impossibilidade de despedir na Função Pública ameaça "refundação" do Estado

Até 120 mil trabalhadores podem ter que sair da função pública este ano se o governo seguir as recomendações do FMI. Só que despedir funcionários públicos sem justa causa pode ser inconstitucional. O governo garante que é possível reduzir sem despedir mas admite que a mobilidade não está a funcionar bem (veja aqui o video da RTP)

Estão a ser propostos em média aumentos de renda de 300 por cento a vários inquilinos!

Centenas de famílias desesperadas entopem todos os dias as associações que oferecem aconselhamento legal na negociação com os senhorios (veja aqui o video da RTP)

Franquelim Alves diz estar "perfeitamente tranquilo" no Governo

O novo Secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação diz que está "perfeitamente tranquilo" com a entrada no Governo. Franquelim Alves passou pela SLN com o pelouro financeiro e encarregado da ligação ao BPN. Na tomada de posse em Belém não quis falar aos jornalistas sobre a polémica. No entanto, mais de duas horas depois falou à agência Lusa para dizer que estamos perante uma falsa questão.

Um novo secretário de estado que esteve ligado ao BPN?!

O ex-administrador da Sociedade Lusa de Negócios e agora novo secretário de Estado Franquelim Alves, disse, em 2009, que perdas do grupo da SLN/BPN não foram comunicadas por prudência



***

A partir de 5 de Fevereiro na SIC: A Fraude

O BPN ficará na história por várias razões. Provocou um prejuízo aos contribuintes que já chegou aos 3 mil e 400 milhões de euros e que, se tudo correr mal, chegará aos 7 mil milhões. Durante 5 meses, uma equipa da SIC mergulhou no dossier BPN. Falámos com 51 pessoas, entre banqueiros e ex-banqueiros, arguidos dos processos judiciais em curso, advogados, acionistas e administradores do BPN e da SLN, hoje Galilei, clientes lesados, políticos. O BPN pesará na consciência de muitas dessas pessoas: a maioria rejeitou ser entrevistada. A FRAUDE será emitida no Jornal da Noite nos dias 5,6,7 e 8 de fevereiro. Nos mesmos dias, ao final da noite, a SIC Notícias aborda o assunto em quatro debates.

Carlos Costa garante que Banif vai pagar ao Estado mais 10% no final

O deputado do PS João Galamba questionou o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, do porquê do empréstimo ao BANIF não seguir os mesmos moldes da ajuda dada a outros bancos como o BCP e ao BPI. O Governador do Banco de Portugal garantiu, em resposta ao deputado socialista, que o Banif vai pagar ao Estado mais 10% do dinheiro agora emprestado.

PPP custaram 0,76% do PIB em 2012...

Li no Expresso que "o secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, afirmou hoje que o Estado teve, em 2012, encargos brutos com as parcerias público-privadas (PPP) correspondentes a 0,76% do Produto Interno Bruto. Sérgio Monteiro, secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, garante que o Estado teve encargos brutos com as parcerias público-privadas (PPP) correspondentes a 0,76% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2012. Citando um relatório da Direção-Geral do Tesouro e Finanças, Sérgio Monteiro, que falava na comissão de inquérito às PPP, disse que, os encargos brutos das PPP "foram, em 2012, de 0,76%, que sobe em 2013 para 0,81%, vai até 1,12% em 2014, até 1,15% em 2015 e reduz para 1,08% no ano seguinte". De acordo com o governante, a variável que deve ser considerada é a dos encargos brutos, uma vez que "a receita é estimada", e, portanto, incerta. "Temos de controlar os custos porque é esta a componente em que podemos intervir diretamente. É preciso criar condições para reduzir custos e para que a cobrança de portagens seja mais eficaz", defendeu. Quanto à cobrança de portagens, Sérgio Monteiro referiu ainda que "com o modelo anterior", a taxa de cobrança a estrangeiros era de 15% e que "o nível de cobrança está hoje bastante mais próximo dos 50%", de acordo com as estimativas da Estradas de Portugal. O secretário de Estado disse que o Governo "não está satisfeito" com esta taxa, mas sublinhou que há uma evolução positiva neste indicador".

Deputados da Madeira e Açores na AR querem frente comum em defesa de lei de finanças regionais menos penalizadora

A Madeira e os Açores estão prestes a criar uma frente comum em defesa de uma lei de finanças regionais menos penalizadora para as duas regiões Autónomas. Os deputados madeirenses eleitos pelo PSD já escreveram uma carta ao líder da bancada laranja a alertar para o voto contra se o texto não for alterado.

A palhaçada da "reforma do Estado": Passos acusa António José Seguro de falta de seriedade...

O primeiro-ministro acusa o secretário-geral do PS de falta de seriedade e de estar a fazer chantagem com o Governo ao usar o argumento dos 4 mil milhões de euros para se escusar a debater a reforma do Estado. Pedro Passos Coelho voltou a sublinhar que a refundação vai muito além das poupanças de 4 mil milhões de euros.

A palhaçada da "reforma do Estado": PS diz que volta a discutir reforma do Estado se Governo abdicar do corte de 4 mil milhões

António José Seguro diz que o PS está disposto a discutir a reforma social do Estado, se o Governo retirar do memorando de entendimento o corte adicional de 4 mil milhões de euros.

Passos avisa que são precisos mais sacrifícios

António José Seguro acusou o primeiro-ministro de se vangloriar do regresso aos mercados e esquecer os problemas do país. No debate quinzenal desta manhã, o líder do PS fez duras críticas a Pedro Passos Coelho que insistiu que o país está no bom caminho. O primeiro-ministro deixou ainda um aviso: ainda serão precisos mais sacrifícios.

Alberto João Jardim defende que Governo tem de ser firme com a UE e "dar murros na mesa"

Alberto João Jardim diz que Portugal deve utilizar todos os meios disponíveis para defender os interesses nacionais no que toca aos fundos comunitários para os próximos 7 anos. A poucos dias do Conselho Europeu, o Presidente do Governo Regional da Madeira pediu firmeza ao Governo.
 

Taxa de desemprego subiu para 16,5% em dezembro

Há cada vez mais pessoas sem trabalho em Portugal. Os números, revelados esta manhã, indicam que a taxa de desemprego subiu para 16,5% em dezembro. É um recorde que contraria todas as previsões do governo.

Síria: "Sin noticias de Asma el Asad"

Escreve o El Pais que "era demasiado bonito para ser verdad. En medio de la brutal guerra civil siria, que ya se prolonga dos años y ha dejado 60.000 muertos, una noticia dulce: el embarazo de la mujer del presidente Bachar el Asad, la bella y muy criticada Asma Akhras. La fuente, un periódico libanés filosirio, y el que la primera dama no haya aparecido en público desde el pasado marzo, daban visos de credibilidad a un rumor que rondaba Damasco desde hace un par de meses. Algunos observadores lo interpretaron como un intento del régimen de proyectar sensación de normalidad. Pero la oficina de prensa de la Presidencia siria se ha apresurado a desmentirlo.
“Lo que se cita, en el título y el contenido del artículo, como palabras de El Asad es totalmente falso”, asegura con inusual diligencia ese departamento en su página de Facebook tanto en árabe como en inglés. La refutación se refiere a un blog publicado en la web de The Washington Post, pero no fue ese medio el único que se hizo eco de la información de Al Akhbar. Según la edición del lunes de ese diario libanés, durante una reciente conversación con “visitantes árabes”, el presidente sirio dejó caer que su esposa estaba embarazada. El detalle corrió enseguida como la pólvora por las redes sociales y varios medios internacionales recogieron la buena nueva. No en vano su protagonista es una mujer atractiva, cuya permanencia al lado del dictador ha dado lugar a todo tipo de especulaciones.
Nacida en Londres en 1975 de padres sirios, la antigua asesora financiera de JP Morgan introdujo cuando se casó con Bachar un toque de glamour y modernidad en la gris estampa familiar de los El Asad. En febrero de 2011, en los albores de la primavera árabe, la revista Vogue la presentaba como un ejemplo de estilo y saber estar. La publicación llegó a los quioscos a la vez que las noticias sobre la violenta represión de los manifestantes pacíficos que reclamaban democracia en las calles de Damasco.
Quienes habían atribuido a Asma cierta influencia en la modernización que su marido quiso imbuir a su presidencia, esperaron algún gesto por parte de la primera dama. No lo hubo. Al contrario, unos correos electrónicos personales interceptados por los opositores desvelaron el año pasado una despreocupación frívola por la guerra que ya estaba a las puertas de la capital. Según su contenido, la terrible fractura de su país no había disminuido el gusto de la señora por los zapatos de diseño y otros productos de lujo que compraba online. La Unión Europea añadió su nombre a la lista negra de responsables sirios, aunque no puede prohibirle la entrada en Reino Unido porque sigue siendo ciudadana británica.
Al principio del conflicto, Asma se dejó ver en varias ocasiones con su marido empaquetando ayuda para las víctimas de los “terroristas” a los que el régimen acusa de la violencia. Hace un año, incluso acudió a un mitin del presidente junto con sus tres hijos, Hafez, Zein y Karim, de 11, 9 y 8 años, respectivamente. Pero desde marzo ha desaparecido de la vista. Su ausencia llevó a especular en verano, cuando los combatientes llegaron a las afueras de Damasco, con la posibilidad de que se hubiera refugiado en Moscú, pero a diferencia del traslado de su cuñada Bushra a Dubái, donde recientemente se le ha unido Anisa, la matriarca del clan El Asad, aquel extremo no llegó a confirmarse. Incluso Bachar, que últimamente no prodiga sus apariciones públicas, acudió a una mezquita la semana pasada con motivo del aniversario del nacimiento del profeta. Sin embargo, nadie ha visto a la primera dama"

Famílias já representam mais de 60% das falências!

Escreve o Económico, num texto da jornalista Inês David Bastos que “o relatório trimestral do Ministério da Justiça mostra que acções de falências atingem cada vez mais as famílias. Acções em tribunais cresceram 27% e o número de processos parados também está a subir. Os processos de falência que dão entrada nos tribunais não param de aumentar e estão a atingir cada vez mais as famílias, cujo peso já ultrapassou os 60% no bolo total. O mais recente relatório do Ministério da Justiça referente ao terceiro trimestre de 2012 refere que em relação a período homólogo de 2011 o número de processos de falência - incluindo famílias e empresas - subiu 27%, mantendo a tendência de crescimento que vem desde o início da crise, em 2008. Aliás, se a comparação se fizer com o mesmo período de 2007, o aumento do número de processos de falência é de 441,8%. Deste bolo, 61,7% diz respeito à falência de empresas, uma subida grande face aos 38,8% de 2010, quando as empresas dominavam, e um crescimento de seis pontos percentuais face aos 55,8% de igual trimestre de 2011. As empresas estão a ser menos atingidas por processos judicias, o que se justifica segundo advogados contactados pelo Diário Económico pelo facto de o Governo ter lançado um programa extra-judicial (SIREVE) para a resolução destas falências. Estes mecanismos, bem como o programa Revitalizar, evitaram que processos entrassem em tribunal. Em contrapartida, o agravamento da crise e das medidas de austeridade empurraram mais famílias para a situação de insolvência, cenário que tanto advogados, como o próprio Governo prevêem que se agrave no final de 2012 e 2013. De acordo com o mesmo relatório (que o Ministério da Justiça está obrigado a apresentar trimestralmente por ordem da ‘troika'), são mais de dez processos de falência por dia ou 327 por mês que entraram nos tribunais entre Julho e Setembro do ano passado quando comparado com os mesmos meses de 2011. Com o número de processos entrados a subir sucessivamente, os tribunais não estão a conseguir dar resposta, o que está a levar, também, a um aumento do número de processos parados. Isto apesar de o número de processos findos ter aumentado (foram decretadas mais 37% de insolvências entre Julho e Setembro de 2012 que no ano anterior). É que o número das entradas é bastante superior ao dos processos saídos. Dos processos findos, a esmagadora maioria acaba em decretamento da falência ou insolvência. Estas acções de falências - a par das de cobrança de dívidas, que também não param de subir - têm colocado em risco o cumprimento da meta imposta pela ‘troika' para que o Governo resolva até 2014 todas as pendências. O Governo tem lançado várias medidas mo terreno para tentar resolver este problema, quer ao nível das insolvências, quer da acção executiva. Nomeadamente mecanismo de resolução alternativa ou processos para tentar salvar as empresas antes de estas abrirem falência. No campo das acções executivas, uma das medidas urgentes que entrou recentemente em vigor tem a ver com o fim da acção judicial se não forem encontrados bens para penhorar e também que o exequente não tiver qualquer iniciativa no processo. Da leitura do mesmo relatório, pode apurar-se que a taxa de recuperação de créditos (a proporção do montante de créditos pagos face aos reconhecidos) continua muito baixa. Entre Julho e Setembro de 2012 só 2,7% dos créditos foram pagos, tendo ficado por pagar os restantes 97,3%”.

Presidente do BPI diz que se gregos sobreviveram à austeridade portugueses também têm de conseguir!

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, reforçou que o país tem de aguentar mais austeridade, se for necessária. O banqueiro, que anunciou lucros superiores a 200 milhões, voltou a afirmar que "se os gregos sobreviveram", os portugueses também têm de conseguir

Quebras nos impostos cobrados ameaça programa de resgate da Madeira

Escreve o Económico, num texto das jornalistas Margarida Peixoto e Marta Moitinho Oliveira que “apesar do aumento de impostos, as receitas fiscais caíram 57,4 milhões de euros em 2012. O programa de austeridade previa uma subida de 135,1 milhões. As receitas fiscais arrecadadas pela Região Autónoma da Madeira caíram 57,4 milhões de euros em 2012, em relação ao ano anterior. A queda provocou um buraco de quase 200 milhões de euros na consolidação prevista no programa de austeridade da Madeira. Os números constam do boletim de execução orçamental referente a 2012, publicado quarta-feira pela secretaria Regional do Plano e Finanças, e mostram uma redução de 8,6% nas receitas fiscais cobradas no ano passado. Como o Programa de Assistência Económica e Financeira da Madeira (PAEF-RAM) contava com um aumento de 135,1 milhões de euros em receitas de impostos, os resultados finais ficam 192,5 milhões de euros abaixo do projectado. Esta derrapagem aconteceu apesar do aumento de impostos aplicado na região. Recorde-se que o memorando assinado entre o Governo da República e a Região Autónoma da Madeira obrigou a subir as três taxas de IVA, passando a taxa normal de 16% para 22%, a 1 de Abril. Mas afinal, a cobrança de IVA ficou 3,9% abaixo do ano anterior, de acordo com dados provisórios inscritos no boletim, já que falta apurar as receitas arrecadadas este ano mas que ainda pertencem a 2012. O cumprimento do PAEF-RAM fica ainda mais difícil do que o previsto pelo Ministério das Finanças quando em Maio publicou o primeiro e único relatório de avaliação à aplicação das medidas de austeridade. "A receita ficou abaixo do esperado em cerca de 5,1 % do PIB regional, o que acarreta riscos significativos para a execução de 2012", dizia na altura a equipa de Vítor Gaspar.
Em Maio, o Ministério das Finanças reconhecia também riscos do lado da despesa "devido ao aumento de prestações sociais". No entanto, o boletim publicado pela secretaria regional não permite avaliar os resultados anuais desta rubrica. O documento revela antes a evolução dos gastos totais no Governo regional, onde se registou uma subida de 16,9%. Tanto a despesa de capital como a corrente aumentaram, mas os números estão afectados pelo pagamento em Dezembro de 150 milhões de euros de dívida titularizada. Em termos globais, o défice consolidado em contabilidade pública atingiu os 279,1 milhões de euros. Contudo, não é possível verificar se os compromissos do PAEF-RAM estão a ser respeitados, já que o limite de 194 milhões de euros para o défice regional não contabiliza gastos com compromissos de anos anteriores - uma informação que não está disponível no documento. Recorde-se que quando Vítor Gaspar conseguiu a flexibilização das metas do défice para 2012 e 2013, o governo de Alberto João Jardim também pediu uma revisão dos seus objectivos orçamentais. Um pedido que ainda não teve resposta, mas que permitiria acomodar os desvios entretanto verificados, até no que respeita ao défice de 2011.
O cumprimento do programa da Madeira tem estado envolto em polémica, já que desde Maio o Ministério das Finanças não divulga relatórios. Conhecem-se apenas alguns resultados dispersos, como por exemplo a redução líquida de 1,8% de funcionários públicos da região até ao terceiro trimestre do ano passado.De acordo com os critérios do próprio programa, as tranches de financiamento só podem ser libertadas depois da verificação do cumprimento - e sobre isso sabe-se que em Setembro a Madeira tinha a receber 519 milhões de euros. De lá para cá, não se conhecem desenvolvimentos, a não ser o facto de Gaspar ter aceite pôr no Rectificativo de Outubro um aval para que a Madeira peça um empréstimo de 1.100 milhões de euros para pagar dívidas. Se se confirmar que Alberto João Jardim falha o programa de ajustamento, o memorando prevê a suspensão das tranches que estejam por libertar e o eventual reembolso imediato do que já tiver sido transferido. O Diário Económico contactou o Ministério das Finanças e a secretaria Regional do Plano e Finanças mas não obteve resposta”

Los Angeles: auto-estrada cortada devido a proposta de casamento!

Cabra agride jornalista durante reportagem...



Futebol: o livre ensaiado mais estúpido do mundo...

No jogo entre Muangthong United e Gyeongnam, na Coreia do Sul, Mario Gjurovski deidiu inovar no livre e acabou por entrar na história do futebol como autor de um dos livres mais estúpidos de sempre.

Provavelmente o militar ficaria furioso se o fizessem: PCP, Bloco e Verdes contra voto de pesar a Jaime Neves

Li no DN de Lisboa que "comunistas disseram que "por honestidade e coerência" não podiam acompanhar homenagem dos deputados ao major-general Jaime Neves, que morreu no domingo. Com o grito de guerra "Mama sume" (que significa "prontos para o sacrifício"), um pequeno grupo de antigos comandos, que se reconheciam pelas suas boinas, assinalaram a aprovação do voto de pesar do Parlamento ao major-general Jaime Neves, uma das figuras centrais do 25 de novembro e que morreu no domingo. Mas as bancadas à esquerda do Parlamento (PCP, Bloco de Esquerda e Verdes) votaram contra o pesar apresentado em conjunto pela maioria e socialistas. António Filipe, do PCP, explicou à câmara que "por honestidade e coerência", os comunistas não se associavam "à homenagem da Assembleia da República", deixando "os sentimentos de pesar aos seus familiares, amigos" e camaradas militares.O deputado fez questão de sublinhar que se depois do 25 de novembro se evitou um conflito grave entre os portugueses "foi devido a personalidades como Ramalho Eanes, Melo Antunes ou Costa Gomes", não tanto a Jaime Neves.O Bloco de Esquerda e os Verdes não se pronunciaram no período de intervenções, mas acompanharam o voto contra dos comunistas"

Só visto. "TV Rural" passa mas divide PS ao meio!

Segundo o DN de Lisboa, "o plenário da Assembleia da República aprovou uma resolução proposta em conjunto pelo PSD e pelo CDS recomendando à RTP que coloque de novo na antena um programa do género "TV Rural". A resolução passou apenas com os votos dos proponentes. A votação teve de ser repetida para se contabilizarem os ínumeros votos do PS que surgiram contra a determinação oficial da direção da bancada, a abstenção. Cerca de 30 deputados socialistas votaram contra a resolução, num total de mais de 60. A estes votos contras juntaram-se também os do Bloco, do PCP e do PEV"
***

Humor de Henrique Monteiro: limpeza básica

(fonte: henricartoon)

Constança Cunha e Sá (TVI): «A ideia, afinal, é transformarmo-nos na Grécia?»

Constança Cunha e Sá comenta as declarações desta quinta-feira de Fernando Ulrich afirmando que «se a ideia era emendar foi pior a emenda do que o soneto». «No fundo, é uma declaração provocatória», considera, na TVI24, deixando uma pergunta com a respetiva resposta: «Qual é o modelo de vida para Fernando Ulrich? É os sem-abrigo". «Uma pessoa que não seja um sem-abrigo é um privilegiado» conclui Constança Cunha e Sá sobre as palavras do presidente do BPI apontando que «nos mercados financeiros não temos nada a ver com a Grécia, estamos com os irlandeses, mas já no que toca aos portugueses, os portugueses estão com os gregos».«O ponto aqui é que isto não são declarações exclusivas de Fernando Ulrich; fazem parte de um ponto de vista em que este Governo assenta», diz a comentadora da TVI lembrando que «as declarações de Passos Coelho do custe o que custar querem dizer isto». Constança Cunha e Sá pergunta se «a ideia é empobrecer à bruta, ao ponto de dizer que até aguenta sem abrigo?» «No fundo, o que ele está a dizer é quem é que eles julgam que são? Então os gregos não aguentaram? «A ideia, afinal, é transformarmo-nos na Grécia?», questiona. «Pode estar em causa uma rutura social», pois, diz Constança Cunha e Sá que «as pessoas que têm responsabilidade não têm um mínimo de sensibilidade social» e isto é um incentivo à revolta, que não deve haver, que não deve ser feito». No que respeita à atual situação do PS, Constança Cunha e Sá refere que «é uma palhaçada». «Temos António Costa a dizer-nos que temos um António José Seguro que não vai ser o António José Seguro que ganhou o congresso. É outro, que ele fabricar coma ajuda de António José, Seguro», analisa, concluindo que «é o partido socialista que sai altamente enfraquecido». No comentário desta quinta-feira - que pode ver integralmente no vídeo - , Constança Cunha e Sá também comenta a remodelação entre secretários de Estado referindo que «não reforça o Governo» e «como disse Passos Coelho é um acerto». «O ponto é que o Governo estar amarrado por uma orgânica a que se obrigou e por ministros que não consegue remover» (veja aqui o video da TVI com estas declarações)

Nascimento de uma ilha


Construção e bancos pensam em despedir mais

Escreve o Dinheiro Vivo que "mais de 42% dos empresários da construção e quase 40% no sector das atividade financeiras e de seguros admitem despedir em 2013. De acordo com o inquérito do INE, o ramo da construção está, aliás muito mais pessimista quanto ao cursos dos acontecimentos ao longo deste ano, tendo agravado as intenções de diminuir a força de trabalho (30% disse que o investimento em 2012 foi acompanhado de redução de pessoal). Em termos gerais, a situação surge mais sombria, já que 18,7% dos inquiridos admite despedir contra apenas 5% a dizer que pode criar empregos ao longo deste ano no âmbito de projetos de investimento. A indústria extrativa surge como a menos pessimista, com 9,5% dos empresários a apontarem para um aumento do emprego. Logo a seguir aparece o sector das águas e da gestão de resíduos com 7,3%. Uma vez mais, analisando o histórico dos últimos dez anos, percebe-se que a primeira estimativa do inquérito ao investimento é mais otimista do que a realidade final. A redução de emprego é, em média, dois pontos percentuais mais violenta do que a inicialmente prevista. Para este ano, o Governo espera um agravamento da taxa de desemprego para 16,4% da população ativa e uma destruição de 1,7% no emprego total. Segundo dados do IEFP(centros de emprego), em 2012, o desemprego aumentou 25,6% na construção e quase 11% no sector da banca e seguros"

Dois distritos e cinco cidades ficam sem cinema

Com o encerramento de 49 salas da Castello-Lopes há 2 distritos (Viana do Castelo e Açores) e cinco cidades que ficam sem acesso a cinema (Dinheiro Vivo)

Crise capitalista: Holanda nacionaliza SNS Reaal e injecta 3,7 mil milhões no banco

Escreve o Jornal de Negócios que "Amesterdão decidiu avançar com a nacionalização do banco e seguradora depois de não ter sido possível encontrar uma solução com os investidores privados. Esta opção visa evitar uma falência na banca neerlandesa. 3,7 mil milhões de euros é o valor que será injectado no grupo.Os Países Baixos anunciaram a nacionalização do grupo SNS Reaal, depois das perdas assumidas com imobiliário terem provocado danos que põem em causa a solvabilidade do grupo. Para evitar a falência, o Governo decidiu avançar com a nacionalização do banco e da seguradora, de acordo com um anúncio feito esta sexta-feira e citado pela imprensa estrangeira. O banco neerlandês vai custar aos cofres do Estado 3,7 mil milhões de euros, que serão injectados no grupo para garantir que o banco não entra em colapso. Deste montante total, 2,2 mil milhões será injectado em capital, 800 milhões servirão para cobrir perdas e 700 milhões de euros destinam-se a cobrir o portfólio imobiliário, adianta a Bloomberg. "Escrutinei todas as soluções alternativas que envolviam o mercado", afirmou o ministro das Finanças, Jeroen Dijsselbloem, citado pela Bloomberg. "Ontem à noite dei por mim a concluir que não havia uma solução completamente aceitável. Por isso, tive de usar o instrumento de último recurso, que é a nacionalização", acrescentou o ministro. O "Wall Street Journal" diz que as tentativas de negociar com investidores privados para realizarem um aumento de capital falharam e obrigaram a que o Executivo avançasse com esta opção. Esta é a segunda nacionalização na banca neerlandesa desde 2008, altura em que o país nacionalizou as unidades holandesas do banco Fortis (que foi nacionalizado pelos Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo) e da participação detida no ABN Amro por 16,8 mil milhões de euros"

Taxa de desemprego de 16,5% mantém Portugal no pódio europeu...

Escreve o Negócios que "a taxa de desemprego em Portugal subiu duas décimas em Dezembro, mês em que o desemprego da UE permaneceu, em média, estável. Espanha e Grécia continuam a apresentar taxas superiores a 25% na taxa de desemprego. Áustria, Alemanha e Luxemburgo têm taxas em torno dos 5%. A taxa de desemprego em Portugal subiu em Dezembro, depois de ter estabilizado no mês anterior, e manteve o país no terceiro lugar entre os maiores valores da Europa. A taxa de 16,5% no último mês de 2012 representa um agravamento de duas décimas em relação ao mês anterior. Estreia-se assim um novo recorde para o desemprego no país. No mesmo período, as taxas de desemprego ajustadas dos efeitos sazonais mantiveram-se inalteradas na União Europeia e na Zona Euro face a Novembro (10,7% e 11,7%, respectivamente), segundo divulgou hoje o Eurostat. Portugal continua a apresentar o terceiro maior valor neste indicador, apenas atrás da Grécia (26,8%, embora este valor seja de Outubro) e Espanha (26,1%), ambas no centro da crise da dívida que atingiu a periferia da Europa. Logo após Portugal aparecem a Eslováquia e o Chipre (14,7%). Em sentido inverso, no centro europeu encontra-se, mais uma vez, o desemprego mais baixo. A Áustria é a campeã (4,3%) seguida pelo Luxemburgo e pela Alemanha (ambos com 5,3%). Conforme indica o documento do Eurostat, havia, em Dezembro, 25,9 milhões de pessoas desempregadas na UE, sendo que, destes, 18,7 milhões são da união monetária.
Taxa de Portugal foi a quarta que mais subiu em Dezembro
O avanço de duas décimas de Dezembro é reduzido quando se compara a variação global no último ano. Portugal acabou Dezembro 2011 com uma taxa de desemprego de 14,6%, pelo que, terminando o mesmo mês de 2012 com uma taxa de 16,5%, houve uma subida de 1,9 pontos percentuais em termos homólogos. Num ano de implementação de austeridade, imposta pelo programa de ajustamento orçamental acordado pelas autoridades portuguesas com os parceiros internacionais, a contracção económica e o aumento do desemprego marcaram presença. Este agravamento homólogo foi o quarto mais expressivo da União Europeia. Na Grécia, que só apresenta dados de Outubro, a taxa passou de 19,7% para 26,8%. No Chipre, a taxa de 14,7% em Dezembro de 2012 compara com os 9,7% um ano antes, ao passo que, em Espanha, o avanço foi de 23,2% para 26,1%. Depois, aparece Portugal. Ao todo, foram 20 os países da União Europeia a verificar uma expansão da taxa de desemprego entre os dois meses, contrariados pelos restantes sete, um grupo de países liderado pela Estónia, Letónia e Lituânia. A Alemanha também se encontra aqui, com uma redução de três décimas da taxa de desemprego. Na UE, a taxa passou de 10,7% para 11,7%, enquanto na Zona Euro de 10% para 10,7%.
Portugal volta a sentir descida na taxa de desemprego jovem
Os jovens continuam a ser a fatia da população que mais tem sofrido com o desemprego nesta altura de crise. Contudo, ao contrário da taxa global, o desemprego jovem caiu em Portugal em termos relativos no último mês do ano. A taxa de desemprego jovem (abaixo dos 25 anos) desceu para os 38,3% em Dezembro, o que compara com os 38,7% apresentados no mês anterior e os 39% de Outubro. Portugal não acompanhou, também aqui, a tendência europeia, que foi de manutenção da taxa de desemprego jovem tanto na UE como na Zona Euro (23,4% e 24%). Em Espanha, a taxa agravou-se para 55,6% e, na Grécia, que só apresenta valores de Outubro, o desemprego disparou: 57,6% dos jovens gregos estavam desempregados em Outubro, quando a taxa era de 51,4% em Dezembro de 2011"

Mais de 50% dos jovens espanhóis e gregos estão desempregados e o número continua a piorar

Segundo o Jornal de Negócios, "no desemprego jovem, Portugal apresenta a terceira maior taxa da UE, à semelhança do que acontece quando se analisa toda a população. Mais uma vez, Espanha e Grécia são os países que superam o valor nacional. Nestas duas nações, mais de metade das pessoas com menos de 25 anos está desempregada. Mais de metade dos jovens com menos de 25 anos em Espanha e na Grécia está desempregada. O número continua a registar agravamentos. A Grécia, o país mais afectado pelas medidas de austeridade e pela subida do desemprego, apresentava, em Outubro (o país não tem valores nem para Novembro nem para Dezembro), uma taxa de desemprego jovem de 57,6%. É a maior taxa entre os países da União Europeia, onde a média é de 24%. O desemprego jovem na Grécia de 57,6% em Outubro de 2012 compara com a taxa de 51,4% em Dezembro do ano anterior, segundo os dados divulgados esta sexta-feira pelo Eurostat. A taxa de desemprego de toda a população da Grécia estava, em Outubro, nos 26,8%. Neste campo, as gregas sofrem mais com o desemprego (30,4%) do que os gregos (24,1%). Em Espanha, país para o qual o gabinete de estatísticas europeu já tem dados para Dezembro do ano passado, 55,6% dos jovens estavam no desemprego, uma subida de duas décimas face ao mês anterior e de perto de seis pontos percentuais em relação a Dezembro de 2011. Com um mercado laboral em mudança um pouco por todo o mundo, a fatia mais jovem da população tem sido a mais castigada nos últimos anos. A Europa tem sido o principal protagonista nesta mudança. Portugal não escapa a esse movimento, embora tenha conseguido um alívio nos últimos meses (estava em 39% em Outubro – o recorde – mas caiu para 38,3% no último mês do ano). Portugal apresenta, à semelhança do que acontece quando se analisa o desemprego face a toda a população, a terceira mais elevada taxa da União Europeia. Com a descida da taxa de desemprego jovem nacional, Portugal não acompanhou a tendência europeia, que foi de manutenção da taxa de desemprego jovem tanto na UE como na Zona Euro (23,4% e 24%, respectivamente). Olhando para toda a população, a taxa de desemprego em Portugal foi, no mesmo mês, de 16,5%, subindo duas décimas face a Novembro. O contributo também foi dado pelas portuguesas (com um avanço de duas décimas para uma taxa de 15,9%) e pelos portugueses (cujo agravamento de três décimas levou a taxa para os 17,1%).
Alemanha com menor taxa de desemprego
Os países da União Europeia com menor desemprego também não escapam a este cenário em que os jovens são mais afectados pelo desemprego. A Alemanha, que tem uma taxa de desemprego de 5,3%, apresenta uma taxa de desemprego entre os jovens com menos de 25 anos de 8%, a mais baixa da região. A Áustria, com a taxa de desemprego mais baixa da UE nos 4,3%, tem 8,5% dos seus jovens desempregados"

QUEM LUCRA COM A DÍVIDA?

Veja este desenho animado belga.

Remodelação de m...

Hoje foram empossados não sei quantos novos secretários de estado. Pouco me importa saber quais e quantos. Estas remodelações cirúrgicas não resolvem nada, não invertem a tendência de degradação da imagem deste governo de coligação ainda em funções. É mais fácil mexer no elemento mais fraco de um governo fraquíssimo. Em concreto o que precisamos é de outra dinâmica, de uma outra forma de olhar o poder e de exercer a governação, de mais seriedade e rigor ético na explicação a dar e na comunicação com as pessoas, outra perspectiva do que devem ser as prioridades do país. O que precisamos é de alguém que perceba que não podemos estar agarrados a dogmas cumprindo as imposições externas, indo até mais além delas, ao mesmo tempo que se assiste à destruição do Estado, ao empobrecimento do país e do povo. E isso que é intolerável, é isso que transforma a política executada por este governo - sobretudo quando uma determinada fronteira da tolerância é pisada ou derrubada - numa roubalheira descarada, numa bandalhice criminosa e num asqueroso embuste mentiroso.
Em situações normais uma remodelação a sério, para sê-lo de facto, bastaria que levasse dois dos membros deste governo de coligação. Somos governados por vaidosos iluminados que nunca exerceram um cargo público que fosse, nem vereador de uma Câmara Municipal, para não pedir mais do que isso e sem ofensa para estes. Estamos a falar de um governo constituído por "yuppies" sem experiência da vida, sem responsabilidades, que vivem muitos deles ainda na casa os pais, indiferentes a tudo o que se passa à sua volta, indiferentes aos dramas sociais de uma sociedade que se vai definhando, para gaúdio dos credores, dos mercados e dos bancos, mas para para pesadelo deste povo. São estes patos-bravos engravatados, com anel de curso num dedo e portátil debaixo do braço, muitos deles sem rosto porque pouco ou nada valem neste contexto da governação, mas que se pavoneiam pelos corredores do poder, impondo uma visão ultra neoliberal da economia, da sociedade, das relações humanas, da relação estado-cidadão, a roçar a mais asquerosa visão proto-fascizante da sociedade.
Por isso essa remodelação a serio, teria que ser outra, capaz de levar bem para longe aqueles que representam a vertente mais demoníaca desta governação. O que este povo e este país precisam, não é de quem se preocupe com os capitalistas, com a banca, com os especuladores, de quem tenha medo das agências de rating, que quem adormeça e acorde a pensar nos mercados, de quem defenda os credores em vez do povo, tudo por causa do sonho de tachos futuros em instituições europeias ligadas ao capital e à banca, lugares que só são atribuídos aos "bons alunos", porque só os merecem aqueles que cumprem religiosamente a "via sacra" da destruição imposta por decreto e que vem caracterizando este governo e o exercício da governação.
Quando a economia não cresce, quando o desemprego atinge números escandalosos, quando se reconhece que a pobreza anda pelos 42% a 45% da população portuguesa, quando as falências rebentam todos os anteriores recordes, quando dezenas de milhares de jovens são obrigados a emigrar, etc, o que dizer destas remodelações?" Nada, apenas a mesma m... do costume. Quem devia sair não sai, quem devia ser posto a andar, continua sentado na cadeira, quem desacredita e abandalha o exercício do poder por lá continua a manipular e a decidir contra o povo (LFM)

O mistério da "privatização" (?) da RTP

O que se passou com o processo de privatização da RTP (falo do grupo RTP/RDP), com contradições, "casos", ingerências políticas, tentativa de destruição da empresa no âmbito de uma alegada desvalorização da sua imagem pública, continua a ser um mistério. De um lado o ministro Relvas apostado em "despachar" a RTP alegado que a empresa custa muito ao coitado do Estado que não se importa de pagar milhares de milhões com a recapitalização da banca - que está farta de encher a pança com milionários lucros à custa da dívida pública portuguesa - e com as PPP e outros negócios, como o das rendas da energia. E quanto custa ao Estado e aos contribuintes essas PPPs bem como a enigmática recapitalização dos bancos, tudo isto pago com dinheiro emprestado pela troika e que será pago por todos os contribuintes (capital e juros)? O que é que os contribuintes beneficiaram com essa recapitalização? O que é que os contribuintes têm a ver com as PPPs que custam mais de 40 mil milhões aos cofres do Estado?
Mas o mistério deste processo tem a ver com a descoberta tardia de Relvas, feita apenas quando a suposta privatização da RTP falhou, com o enigmático plano de reestruturação que mais não é que um exemplo mais pequeno do pretendido corte das despesas do Estado. Ou seja, aqui não se traata de cortar 4 mil milhões de euros. O que está em causa na RTP, segundo o próprio Relvas, é a redução do seu quadro de funcionários para que a empresa passe a viver a partir de 2014 apenas com as receitas que seja capaz de gerar. Ou seja, no actual contexto de crise económica, com as receitas publicitárias em queda livre, e onde a comunicação social se limita a lutar pela sobrevivência e pela preservação dos postos de trabalho, outros iluminados de pacotilha brincam com coisas demasiado sérias, até numa perspectiva humana, propagandeando a ideia de que a partir do próximo ano o OE deixa de transferir qualquer verba para a RTP. Ou seja, os males do país estão na RTP. Sem a RTP resolve-.se os problemas do Estado! O que se passa é que, falhada a privatização, assistimos a uma significa "vingança servida a frio", aliás bem ao estilo deste governo de coligação. Em vez da paulada que todos viam e gerava repulsa e revolta, usa outros procedimentos mais "discretos".
E nem falo no estado de espírito, na ansiedade que toda esta trapalhada gera junto dos trabalhadores da empresa que ficam obviamente desmotivados quando não sabem qual será o seu futuro daqui a dois ou três meses. Falar em despedimento com a leviandade como tem sido feito é asqueroso. Brincar com a vida das pessoas é criminoso e bandalho
Estranho é o fato de Relvas ter descoberto que a empresa (RTP) está sobre dimensionada e precisa de despedir funcionários e reduzir custos depois de ter falhado a privatização. Afinal, porque razão quando foi lançada a privatização e consultado o mercado esses problemas não se colocaram? Porque é que só agora Relvas se preocupa com isso?
Mais, porque falhou afinal a privatização da RTP? Quem eram os interessados que, segundo o consultor Borges, tinham "categoria" e "prestígio"? Porque não dizem aos portugueses quem estava interessado na RTP, se é que alguma vez houve alguém realmente interessado? Terão sido estabelecidos compromissos com potenciais investidores futuros? Estará a RTP a servir de moeda de troca (ou de chantagem e pressão?) contra as televisões privadas?
E que dizer da absurda recomendação da maioria PSD/CDS na Assembleia da República que no quadro da sua desorientação e falta de categoria, resolve "recomendar" que a RTP reponha um programa sobre agricultura e pescas? Mas isso não é competência das estruturas da RTP responsáveis pela área de informação? Ou será que desejam que a Direcção de Informação da RTP passe para o parlamento? E porquê um programa sobre a agricultura e as pescas e não a saúde, a segurança social, o trabalho, o emprego, a educação, etc?
Tenham juízo, deixem a RTP da mão, respeitem os seus trabalhadores e resolvam os problemas, esses sim, reais e sérios que afectam os portugueses (LFM)

Governo garante que negócio da venda da ANA não está em risco

Continua sem data marcada a assinatura do contrato de venda da ANA à francesa Vinci. A SIC sabe que Alberto João Jardim e Vítor Gaspar não se entendem sobre o valor a pagar à Madeira, pela parte que a região detém dos aeroportos madeirenses. O Governo e a Vinci garantem que a venda não está em risco e que este atraso se deve apenas a questões de agenda.

Governo deve emitir dívida a dez anos na próxima semana

O Governo pode estar a preparar uma nova ida aos mercados, desta vez para pedir dinheiro a dez anos e, ao que a SIC conseguiu apurar, isso poderá acontecer já na próxima semana. Vítor Gaspar já admitiu que uma operação deste género pode acontecer muito em breve. A descida dos juros da dívida portuguesa pode ser o sinal de que o governo precisa para avançar.

Governo cria secretaria para a Alimentação e Investigação Agroalimentar

Está feita mais uma remodelação no Governo. O primeiro-ministro mexe em seis secretarias de Estado e cria uma nova para a Alimentação e Investigação Agroalimentar. Os novos nomes foram apresentados esta tarde ao Presidente da República e tomam posse amanhã.

Opinião: "A MONTANHA A O RATINHO…"

"A montanha pariu um rato. António Costa andou a dizer pela (e na) comunicação social que era candidato às "diretas" do PS e que reclamaria a antecipação do Congresso do PS para uma pretensa clarificação da situação interna. Com os "socráticos" estrategicamente colocados sob a sua opa, ei-lo (Costa) a chegar à reunião da Comissão Política, esta semana realizada no Largo do Rato, qual bandarilheiro em busca da sua presa, no pressuposto que daria uma estocada, apenas uma, e o "touro" Seguro ficaria prostrado.
Foi o que se viu. Não só o touro não ajoujou como esperneou e reagiu às ameaças. Seguro, rezam as notícias com base em fontes que transformam as reuniões partidárias de hoje numa coscuvilhice pegada e numa bufaria quase em direto, terá sido violento, inesperadamente violento no discurso, e enfrentado de peito aberto as "balas", não se curvando nem ante um enigmático (afinal, o que é que quer?!) António Costa bem como Silva Pereira (a voz do dono de Sócrates). Seguro foi mais longe ao anunciar a candidatura como demonstrou - e tinha referido essa questão muito importante num texto anterior - ter o "controlo" das estruturas intermédia e de base do partido, o que imediatamente retirava espaço de manobra e capacidade de persuasão aos seus críticos.
Seguro fez um trabalho invisível de consolidação do seu poder interno, de afirmação da sua liderança, do seu calendário e das suas propostas e programa. António Costa jogou com o facto de liderar a maior Câmara do país (Lisboa) e de supostamente ter uma imagem eleitoral melhor que a de Seguro, apesar de ambas terem sido construídas na (e pela) comunicação social, com todos os riscos de vulgarização e efemeridade que decorrem dessa situação.
Cedo se percebeu que isso não chega e que provavelmente Costa se arriscaria a uma humilhante derrota interna, imposta pelas bases do PS que são quem elege os líderes, não os jornais e muito menos as televisões. Um cenário desses, potencialmente credível, questionaria e poderia mesmo inviabilizar a sua recandidatura a Lisboa.
É sabido que desde os tempos de Sócrates da derrota nas legislativas de Junho de 2011, o PS tem uma relação difícil com a comunicação social, pelo simples facto de que muitos sectores "da outra senhora" socialista, entretanto substituídos pela era-Seguro, responsabilizam-na (a comunicação social) pelo desaire eleitoral socialista e pela perseguição que segundo eles terá sido movida a Sócrates. Por isso, qualquer candidatura "fabricada" na (e pela) comunicação social é olhada com desconfiança. Costa assentava claramente nesse pressuposto além de que não se livrou da ideia de que queria muita coisa ao mesmo tempo e que tentou impor ao PS a agenda e o calendário que melhor lhe serviam.
Em resumo, António Costa entrou de "peito cheio" na reunião mas rapidamente recuou, não só abdicando de anunciar a candidatura à liderança do PS, como disponibilizando-se para ser candidato à Câmara de Lisboa, decisão que obviamente cabe ao PS e não a ele. Claro que Seguro sancionou de imediato tal pretensão de Costa que saiu desta reunião claramente fragilizado ou, melhor dizendo, posto no seu lugar.
É preciso ter presente que o PS aposta tudo numa crise política e social este ano, à medida que os portugueses sofrerem cada vez mais com a austeridade - o défice para 2013, a confirmação do défice de 2012 e as implicações do tal corte de 4 mil milhões nas despesas do Estado - e forem tendo a noção das roubalheira deste governo de coligação ladrão, fruto, entre outras coisas, de uma criminosa carga fiscal de que não há memória.
Este governo de coligação é um governo desacreditado, sem apoio popular, com medo das pessoas, cada vez mais olhado como estando ao serviço dos capitalistas europeus, que estão a destruir a Europa, dos mercados, da banca e da especulação, em vez de ter a coragem de se afirmar, vivendo apenas de fogachos que tenta transformar, por via da propaganda idiota que o acompanha, em acontecimentos à uma escala planetária, tudo em nome de uma tentativa de sobreviver a um ciclo de desgaste que poderá ser irreversível.
Tenho para mim que os próximos 2 a 3 meses serão decisivos. O PS está por isso à espera, qual lobo esfomeado às portas de um galinheiro, mas centrando as suas atenções, como lhe compete, nas autárquicas, nas quais uma derrota eleitoral em grande escala poderá colocar em causa a legitimidade do governo de coligação, naquele que será o primeiro embate eleitoral depois de Junho de 2011 e originar graves problemas internos nos dois partidos da atual maioria. Porque no ano seguinte (2014) seguem-se as europeias numa Europa claramente em mudança política e ideológica, fruto da crise social, económica e financeira que a está a destruir a União.
As bases do PS sabem outra coisa ainda: Seguro não concorreu até hoje a qualquer ato eleitoral, lidera todas as sondagens, com uma vantagem estabilizada sobre o PSD e de acordo ainda com uma outra sondagem mensal dedicada a esse tema, tem sido considerado repetidamente o melhor líder para o PS. Porventura sê-lo-á para o governo de coligação, devido à alegada fragilidade do líder socialista. Não quero contrariar esta ideia, nem subscrevê-la, pelo simples facto de me ser indiferente. Constato que o PS está amarrado ao memorando de entendimento que negociou e assinou, depois da falência do país que historicamente tem a sua chancela e a de Sócrates. Os portugueses sabem que estão hoje nesta situação por causa dessa irresponsabilidade criminosa dos socialistas.
Uma nota final sobre a forma desonesta e impressionante como este recuo (para alguns uma derrota) de Costa, foi analisado nalguma comunicação social e "justificado" por esta e por algumas das figuras socialistas que reclamam a queda de Seguro, como se se tratasse de um epílogo natural e normal, como se não tivesse havido precipitação e, porventura, demasiada ambição pessoal que em política por vezes se paga bem caro.
Aliás, estou cada vez mais convencido de que os portugueses não precisam fazer nenhum esforço para perceberem por que razão a maioria e o governo de coligação recusaram na Assembleia da República legislação destinada a dar mais transparência ao sector da comunicação social, e que pretendida divulgação da identificação dos titulares (donos) dos meios de comunicação social. E percebe-se porque a partir dessa divulgação seria possível elaborar uma rede tentacular de ligações e de interesses que poderiam justificar o que alguns pretendem esconder.
Quanto ao PS, estou convencido que teremos uma espécie de paz podre, pelo menos até as autárquicas ou, hipótese a considerar, se a evolução da situação social e política no país se degradar ainda mais" (JM)

Opinião: "Os mercados"

"A esmagadora maioria dos portugueses ouve falar em "mercados", no alegado sucesso de um falso "regresso aos mercados" e não percebe patavina. Melhor dizendo, está-se borrifando para esses maquiavelismos próprios do capitalismo selvagem que aos poucos se vai apoderando das sociedades e dos processos de decisão, particularmente os de natureza política, que manipula mercados, instituições e pessoas, que controla o financiamento dos estados, que regula os jogos da banca, fomenta e incentiva os especuladores dos mercados, etc.
Mas a verdade é que, no quadro atual de funcionamento dos mercados europeus, particularmente do financiamento dos estados, este ensaio de um futuro regresso aos mercados do nosso país - esse sim, de facto, na sua plenitude, por mérito próprio, sem almofadas - acabou por correr bem, porque a procura superou a oferta. Portugal pretendia financiar-se em 2 mil milhões de euros neste primeiro ensaio, mas acabou por reforçar em mais 500 milhões de euros a oferta, aproveitando a onda favorável que a operação propiciou.
Tal como referiu um jornalista do Público, “Portugal conseguiu colocar nos mercados mais dívida pública do que aquela que tinha inicialmente como objetivo, com uma procura mais de quatro vezes superior, e uma taxa inferior a 5%. Dadas as circunstâncias, os resultados dificilmente poderiam ter sido melhores, mas o grande desafio permanece: será que Portugal consegue, com este tipo de taxas de juro e recorrendo em exclusivo ao financiamento dos mercados, garantir que a sua dívida pública desce para níveis mais sustentáveis ou, no mínimo, estabiliza?”. E sublinha: “FMI, com um cenário de taxas de juro crescentes e um crescimento nominal da economia a situar-se a prazo nos 4% (2% em termos reais), acredita que a dívida pode cair dos atuais 120% do PIB para 84,1% em 2030. Para que isso aconteça, o excedente orçamental primário teria de andar, já a partir do próximo ano, sempre acima dos 2%, um esforço de consolidação orçamental permanente, que seria absolutamente inédito na democracia portuguesa”.
Convém lembrar que esta operação foi conduzida por 4 bancos – só um deles português - e que entre outros riscos estes ficavam na obrigação de assumir, cada um deles, uma parcela de 500 milhões de euros, caso este ensaio tivesse corrido mal por falta de procura de interessados. Aliás, recordo que os quatro bancos de investimento responsáveis pelo “regresso” de Portugal aos mercados de dívida de médio e longo prazo, encaixaram 12,5 milhões de euros em comissões, numa operação que permitiu que investidores estrangeiros tenham absorvido 93% da dívida emitida pelo Estado (apenas 7% foi absorvida por portugueses,175 milhões de euros).
Sublinhe-se contudo que dois fatores foram determinantes para os resultados obtidos: o primeiro, o da articulação combinada entre Portugal e a Irlanda para uma estratégia comum de "pressão" junto da Comissão Europeia para dilatar os prazos de pagamento das parcelas dos empréstimos contraídos no âmbito do memorando de entendimento; em segundo lugar, a política adotada pelo Banco Central Europeu e pelo seu Presidente, o italiano Draghi, relativamente às dívidas soberanas, e que tantas vezes foi criticado por alguns, incluindo a Alemanha e, paradoxo dos paradoxos, também por Passos Coelho e Gaspar. O absurdo é que estes dois tipos recusaram sempre qualquer protelamento do prazo dado a Portugal para cumprir o pagamento da sua dívida...
Recordo que em Junho do ano passado, Coelho disse que não concordava com a compra de dívida soberana por parte do Banco Central Europeu, sublinhando na Assembleia da República estar contra "a medida anunciada por Mário Draghi e que tem sido colhida como uma tábua de salvação para Portugal, permitindo aliviar a pressão sobre os juros da dívida"! Claro que apesar de ter “atraído mais investidores do que a emissão feita pela Irlanda, que também fez também neste mês o seu regresso aos mercados, Portugal pagou um juro superior aos irlandeses”
O governo português, há que dizê-lo, acabou por cumprir as exigências comunitárias para que esta operação se fizesse com sucesso, mesmo que, repito, a reboque da estratégia da Irlanda que assumiu a Presidência da União Europeia este mês. E cumpriu essas exigências à custa do empobrecimento do país e dos portugueses, de mais pobreza e exclusão social, do agravamento da instabilidade social e política, de uma brutal carga fiscal sem comparação e nunca antes vista, de um desemprego que atingiu valores que deviam envergonhar qualquer governante, do roubo sistemático dos salários, das pensões e das reformas, da austeridade imposta aos cidadãos e às empresas que gera um ciclo vicioso quando mais austeridade se sobrepõe à austeridade antes falhada, do sistemático desastre de todas as previsões de Gaspar - como aliás voltou a acontecer - e de malabarismos em torno do "cumprimento" do défice orçamental em 2011 e 2012, este ano ainda pendente, dado que o Eurostat não validou a pretendida inclusão das receitas da privatização da ANA no valor final que confirmou os 5% de défice exigido pela "troika".
Tal como referia esta semana o jornalista Pedro Tadeu, no DN de Lisboa, “olho para as notícias deste Portugal do século XXI e vejo um país de um século passado. Vejo um país onde a desgraça, a má sorte, a fatalidade, o destino, a pesporrência e o corporativismo modelam o empobrecimento geral. É a pobreza que tira meios para defesa contra catástrofes naturais; é a pobreza que sacrifica manutenções básicas de máquinas essenciais; é a pobreza que leva a grandeza de espírito e o sentido de Estado a quem representa esse mesmo Estado; é a pobreza que cria ataques de frenesim autoritário; é a patética pobreza que poupa em cintos de segurança ou cancela obras a meio; é a pobreza que cria a mesquinhez e a avareza. O País está a empobrecer, sim. Mas, mais do que isso, o País está a embrutecer. Porquê? Porquê!?”. É isto mesmo, nem mais, um país que se diverte com a treta dos mercados, com a especulação propagandística que amplia os aspetos positivos – que houve – desta operação de mera cosmética financeira, mas que não resolve um problema que seja do país nem um problema que seja dos portugueses. Provavelmente é essa a intenção subjacente a esta estratégia de hipervalorização de uma questão meramente estratégica, previamente concertada, combinada e garantida.
Finalmente, cito um jornalista do Negócios que ajuda as pessoas a perceber melhor o que realmente está em causa: “Tal como há silêncios ensurdecedores, há vazios que podem esmagar. O período pós-Junho de 2014 é um dos segundos. Por essa altura, o financiamento da troika já terá chegado ao fim e o País será chamado a navegar sozinho nos mercados de capitais. A inquietação é por isso inevitável: será que Portugal, um país pobre e endividado como nunca, agastado política e socialmente após vários anos de austeridade, conseguirá safar-se sozinho perante juros mais altos do que alguma vez pagou na década de estagnação que antecedeu a crise?”
O problema que hoje se coloca é o de saber, atendendo ao facto do governo de coligação insistir na teoria da recuperação do país e na ideia de que a austeridade tem servido para alguma coisa, se tudo isso será conseguido, ou não, com custos demasiado elevados, e qual o estado em que este governo de coligação deixará o país e os portugueses quando for escorraçado do poder, ou pela força do povo ou pela força do voto" (JM)