quarta-feira, maio 18, 2011

CINM: SDM esclarece-me...

A SDM dedicou-me hoje um esclarecimento depois de um artigo de opinião publicado no Jornal da Madeira, no passado dia 13 de Maio, e relacionado com o CINM, documento do seguinte teor:

"Da Sociedade de Desenvolvimento da Madeira, recebemos um conjunto de esclarecimentos, a propósito de um artigo publicado em Opinião e intitulado “Respostas”, que pela sua actualidade e relevância reproduzimos neste espaço. Em artigo de opinião, intitulado “Respostas”, publicado na edição de 13 de Maio corrente do Jornal da Madeira, o Sr. Dr. Luís Filipe Malheiro voltou a tecer diversas considerações sobre a Zona Franca ou Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM), suscitando dúvidas e formulando perguntas para as quais solicita respostas, em termos que, de modo explícito ou implícito, condensam e reflectem muitas das acusações que ultimamente têm vindo a ser propaladas, de modo objectivamente articulado, por opositores do seu regime. Tais dúvidas e perguntas carecem, de facto, de resposta. Antes, porém, importa, enunciar sinteticamente um conjunto de factos e noções elementares sobre o CINM sem cujo conhecimento se torna impossível qualquer juízo ou avaliação séria e responsável sobre o seu regime, impedindo inclusivamente a mera compreensão das respostas às questões enunciadas:
1. O CINM foi criado nos anos 80 do século passado, com o objectivo fundamental de promover a diversificação e modernização da economia madeirense, quer através da produção de bens quer, sobretudo, pela instalação e afirmação de novos sectores de serviços de vocação internacional.
2. Desse modo se procurava compensar as fragilidades dos sectores tradicionais da nossa economia, particularmente quando inexoravelmente forçados a competir internacionalmente em novo contexto de economia globalizada, bem como evitar os riscos e vulnerabilidades advenientes da tendencial dependência exclusiva de um único produto (o turismo).
3. O modelo seguido foi o já antes adoptado por todas as pequenas economias insulares bem sucedidas que, na Europa e em outros continentes, desenvolveram sustentadamente as suas economias, obtendo elevadíssimos níveis de bem estar e eliminando qualquer tipo de dependência de ajuda externa.
4. Tal modelo implicava a criação de condições de adequada competitividade à escala internacional, quer no funcionamento do CINM quer, desde logo, na sua capacidade de atracção de empresários e investidores, em termos tanto mais exigentes quanto é certo que a Madeira não tinha até então qualquer relevância enquanto local adequado para a instalação e desenvolvimento de actividades empresariais de vocação internacional.
5. Para tal, era necessário dotar o CINM de um conjunto de condições de atractibilidade de investidores, nomeadamente através de incentivos fiscais, em termos que fossem minimamente compatíveis com a prática vigente nas jurisdições já instaladas e muitíssimo prestigiadas com que o CINM teria obrigatoriamente de concorrer, sem as quais a iniciativa da sua criação constituiria um exercício gratuito e inútil.
6. Desde a primeira hora ficou decidido que, salvo quanto aos benefícios fiscais, as actividades empresariais exercidas no CINM ficariam sujeitas a todas as regras de funcionamento vigentes em Portugal, sem qualquer excepção. E assim foi legalmente consagrado, incluindo as normas respeitantes aos mecanismos de supervisão, controle e inspecção, a serem aplicadas nos mesmos termos e pelas mesmas entidades responsáveis no conjunto da economia nacional.
7. Do mesmo modo, perante a integração de Portugal na então CEE, foi também desde logo definido que o CINM vigoraria com obediência absoluta às normas comunitárias aplicáveis, sem qualquer regime de excepção do tipo vigente em outras ilhas europeias com sistemas equivalentes e concorrenciais como, v.g., Jersey, Guernsey ou a Ilha de Man.
8. Este princípio determinou que o CINM apenas iniciasse as suas actividades em 1987 após ter obtido autorização expressa e formal da Comissão Europeia, designadamente quanto ao respectivo regime de benefícios fiscais. E dessa primeira autorização comunitária constava, por imperativo de concorrência internacional, que as empresas licenciadas no CINM com actividades que se qualificassem plenamente para o seu regime, beneficiariam, no essencial, de isenção total de imposto sobre os lucros das sociedades até 2011, inclusive, sem obrigação de criação de postos de trabalho directos.
9. E determinou também que, de acordo com as normas comunitárias relativas às ajudas de Estado (em que se incluem os benefícios fiscais), o regime do CINM tivesse sido reavaliado regularmente pela Comissão Europeia, nomeadamente em 1991, 1994, 2000-2002 e 2007, tendo sempre obtido renovadas autorizações para a continuação do seu funcionamento, embora, como quando das duas últimas reavaliações, com alteração das suas condições e ampliação dos respectivos prazos.
10. Em concreto, na última autorização concedida em 2007 foi definido o chamado terceiro regime do CINM em cujos termos, a partir de 2012 inclusive, todas as empresas licenciadas no CINM ficam sujeitas ao pagamento de IRC, primeiro à taxa de 4% e depois, de 2013 a 2020, à taxa de 5%, ficando também com a obrigação de criação de emprego directo.
11. Todas as referidas cinco decisões de autorização da Comissão foram precedidas de notificações formais de Portugal, sustentadas em fundamentação técnica adequada, elaborada, designadamente, por instituições internacionais independentes e de elevado prestígio. Em todos os casos, as autorizações foram concedidas pela Comissão no reconhecimento expresso da adequação do regime do CINM às condições particulares da pequena economia insular e ultraperiférica da Madeira. Essa adequação, inclusive, levou a Comissão a referir expressamente que o CINM era “um dos elementos mais dinâmicos” da economia regional.
12. Para além destes processos, o regime do CINM foi também objecto de avaliação detalhada, em relação aos seus quatro sectores de actividade, pelo Grupo do Código de Conduta sobre a Tributação das Empresas, no âmbito do Conselho da União Europeia. E, salvo quanto a reservas colocadas aos Serviços Financeiros em linha com idêntica posição assumida para outros regimes europeus similares, os outros três sectores – Zona Franca Industrial, Serviços Internacionais e Registo Internacional de Navios (MAR) – não suscitaram quaisquer objecções.
13. Idêntica avaliação foi subsequentemente efectuada no âmbito do Forum sobre a Concorrência Fiscal Prejudicial, promovido pela OCDE, com resultados equivalentes. Ou seja, em ambas as instâncias (UE e OCDE) as avaliações de alto nível feitas ao CINM confirmaram, inequivocamente, a sua completa legitimidade perante os padrões internacionais vigentes e exigíveis, com absoluta transparência e demarcação das práticas características dos chamados “paraísos fiscais” e “praças offshore”.
14. Em confirmação desta constatação, nunca o regime do CINM determinou que a Madeira ou Portugal constassem das listas negras e cinzentas de “paraísos fiscais”, ou de jurisdições que não cumpriam adequadamente as boas práticas internacionais no domínio fiscal, que, na sequência da crise internacional iniciada em 2008, o Global Forum promovido pela OCDE passou a publicar regularmente.
15. Ainda de acordo com as regras vigentes, a Comissão Europeia acompanha permanentemente a evolução do CINM e das suas actividades empresariais, através dos relatórios de execução que anualmente lhe são enviados pelas autoridades portuguesas. De tais relatórios anuais de execução constam informações detalhadas sobre as actividades licenciadas e sobre os postos de trabalho criados directa e indirectamente. Perante o exposto, admite-se que possa ser apreendido o sentido e alcance das seguintes respostas às perguntas expressamente formuladas e questões implicitamente colocadas no artigo em causa:
I – O conhecimento mínimo das regras do primeiro regime de benefícios fiscais do CINM aprovado pela Comissão Europeia – que assegura, no âmbito de um Estado de Direito, a isenção de tributação em IRC até 31 de Dezembro de 2011 – deveria afastar qualquer novidade, causadora de estranheza, relativamente aos números de empresas totalmente isentas de IRC recentemente publicitados. Tais números, de resto, têm sido amplamente divulgados pela S.D.M. na sua evolução ao longo dos já quase vinte e cinco anos de operações do CINM, bem como todas as outras realidades relevantes inerentes ao seu funcionamento, de modo a possibilitar a formulação de juízos sérios e fundamentados por quem, em detrimento da mera reprodução de lugares-comuns, queira atender à lógica e racionalidade económica do CINM e à sua inserção nos mercados internacionais. Se os totais de empresas publicados merecem crítica não é por serem excessivos: é por serem reduzidos. Com efeito, quanto maiores fossem (como, de facto, já foram antes do desastroso impacte do recente cancelamento das negociações relativas à revisão dos “plafonds” aos benefícios fiscais) maiores seriam os efeitos positivos na nossa economia resultantes da sua transição para o regime que vigorará a partir de 2012 (o terceiro regime), nomeadamente porque, como antes referido, passam todas a estar sujeitas a IRC, à taxa de 4% em 2012 e de 5% de 2013 – 2020, e a ter de criar emprego directo para além do emprego indirecto entretanto gerado.
II – As empresas do CINM são contribuintes portuguesas para todos os efeitos legais, v.g., para serem fiscalizadas pelas autoridades fiscais portuguesas nas exactas e mesmas condições em que fiscalizam os restantes contribuintes portugueses. E sempre assim foi feito ao longo dos anos, sem alardes desnecessários causadores de instabilidade ou de insegurança junto de todos quantos, com propósitos justos e sérios (a enorme maioria, seguramente), optaram pela Madeira para estruturar as suas operações internacionais. O combate à fraude e evasão fiscais deve fazer-se com a máxima eficácia, como é próprio das sociedades evoluídas e democráticas, em todos os sectores de actividade, no âmbito do CINM e fora dele, segundo as mesmas regras, dispensando-se contudo as atitudes propagandísticas, reveladoras de fraqueza ou visando outros propósitos menos confessáveis.
III – Há, inquestionável e acintosamente, uma atitude de partidarização sobre o CINM.
Em primeiro lugar, por aqueles que, por raíz e princípio ideológicos, são contrários à existência do CINM e dos restantes regimes congéneres internacionais, ainda que inteiramente legítimos e consonantes com as regras exigentes estabelecidas pela OCDE. Em segundo lugar, por parte daqueles que, por tacticismo e por oportunismo conjuntural, pretendem sufocar a responsabilidade que contraíram ao decidir a interrupção definitiva e unilateral das negociações estabelecidas com a UE em Maio de 2009 para dotar o CINM das condições mínimas que lhe permitam, pelo menos, manter as empresas actualmente existentes, nos anos de 2012 e seguintes, com os benefícios para a Região acima referidos (a consabida revisão dos limites máximos aos benefícios fiscais – os “plafonds” -, inexistentes nas jurisdições europeias mais evoluídas com que o CINM tem de competir). Nesta arena não se afigura haver lugar para mais detracção, antes se devendo registar e congratular os partidos que a nível nacional assumiram, com sentido de Estado e de solidariedade para a Região, como objectivo programático a reabertura do mencionado processo negocial face à UE. Aguardamos as posições dos restantes partidos que, para o efeito, bem se poderiam louvar no exemplo de coesão e empenhamento nacionais – sem tergiversações pelo meio – fornecido, nesta estrita matéria, pelos parlamentares nacionais e regionais espanhóis ao aprovarem por unanimidade, tanto no Parlamento Canário como na Câmara dos Deputados, em Madrid, a abertura de processo negocial de igual natureza para a adequada defesa da ZEC – Zona Especial Canária, congénere do CINM.
IV – A afirmação de que a Madeira foi afastada do “lote das regiões objectivo 1” da União Europeia e, como tal, prejudicada em largas centenas de milhões de euros em fundos comunitários, como consequência de um alegado empolamento artificial do PIB regional provocado pelo CINM (é esta a fórmula propagandística habitualmente usada), não corresponde à verdade. Com efeito, de acordo com a análise efectuada sobre esta matéria, em 2004, pelo Prof. Doutor Augusto Mateus, caso fossem retiradas ao PIB da Madeira as imputações provenientes de actividades do CINM que não tivessem correspondência, directa e imediata, em termos de rendimento regional, o PIB per capita da Madeira, corrigido dos referidos efeitos do CINM, situar-se-ia, no período de referência para determinação do nível de apoio comunitário, nos 77,7% da média comunitária (UE25), ou seja, acima do limite de referência dos 75%.
Quer isto dizer que o referido “afastamento da Madeira do lote das regiões objectivo 1”, ao contrário do que é amplamente propalado pelos detractores habituais, não resulta dos efeitos do CINM e, como tal, mesmo num plano comezinho de análise desta questão apenas no curtíssimo prazo (ou seja, sem consideração da dimensão e importância estratégica do CINM para o crescimento e sustentabilidade futura da pequena economia insular e periférica da Madeira, nos termos desde sempre definidos pelas autoridades regionais), não faz qualquer sentido estabelecer uma contabilidade “deve” e “haver” neste caso específico.
V – A reiterada invocação de putativo conflito entre os interesses público e privados no que respeita ao percurso e desenvolvimento do CINM e das suas actividades, remete-nos, inevitavelmente, para o papel da S.D.M. enquanto empresa concessionária da sua gestão e da sua promoção internacional. Sem pretensão de juízo em causa própria, importa recordar alguns parâmetros que reputamos essenciais para a análise desta questão:
O modelo de concessão em regime de serviço público, a favor de entidade empresarial com maioria de capitais privados e participação pública (a S.D.M.), visou propiciar o maior grau possível de eficácia a uma tarefa que, desde o início, se afigurava de grande dificuldade: colocar a Madeira no mapa das praças internacionais de negócios, em elevado patamar de respeitabilidade, vencendo as limitações e fragilidades atávicas do passado.
Em meados dos anos oitenta, no início do processo, quando apenas uma ínfima minoria de Madeirenses compreendia o alcance e objectivos da criação e lançamento do CINM; quando, pelo contrário, a enorme maioria afirmava e apostava no seu insucesso, houve alguns empresários que, com perfeita noção do risco que assumiam, mas com a determinação que lhes advinha da convicção de que seria este o caminho certo, corresponderam favoravelmente ao desafio que lhes foi colocado pelo Governo Regional. Desde o primeiro dia, a acção da S.D.M. é inteiramente balizada pelas orientações estratégicas definidas por quem de direito, ou seja, pelo Governo Regional da Madeira enquanto entidade concedente e responsável único pela definição da política de desenvolvimento económico da Região. O cumprimento coerente e escrupuloso de tais orientações pressupõe, contudo, uma estreita comunhão de princípios e objectivos que, de facto, sempre se tem verificado e se deverá continuar a verificar.
A realização do interesse legítimo dos accionistas privados da S.D.M. passa, necessariamente pelo crescimento e desenvolvimento do CINM em bases sustentáveis, ou seja, é coincidente, e nunca contraditória, com a realização do interesse público tal como definido pelo Governo Regional. Por outro lado, saliente-se que a S.D.M. nunca constituiu qualquer encargo financeiro para a Região, muito pelo contrário. Na situação presente, a S.D.M. não pode esquecer as raízes da turbulência mediática que recentemente atingiu o CINM: a tentativa desesperada de obliteração dos danos gravíssimos causados à Madeira pela decisão do Governo da República de cancelar o processo negocial com a União Europeia sobre os “plafonds” aos benefícios fiscais do CINM, utilizando todos os meios disponíveis para desinformar e confundir a opinião pública.
E a S.D.M. não pode também esquecer a sua obrigação de continuar a diligenciar a reposição da verdade pelos meios que, caso a caso, se revelem mais adequados, independentemente de quem sejam os autores ou os mensageiros dos erros propalados, tendo sempre presente a necessidade absoluta de, pela sua acção, nunca alimentar a instabilidade, a insegurança e a quebra de confiança que a mencionada turbulência tem provocado junto dos empresários do CINM, com efeitos potencialmente desastrosos para a Madeira e os Madeirenses. É essa a posição de transparência, verdade e serenidade que tais empresários esperam continuar a encontrar na concessionária, não obstante a perplexidade que a instabilidade diariamente alimentada (que nada tem a ver com o clima de confiança e de apoio ao investimento que vigora em todas as praças congéneres) forçosamente lhes suscita e crescentemente os afecta no seu compromisso com a Madeira.
Do ponto de vista da S.D.M. o futuro da Madeira impõe o tratamento sério e responsável destas questões e não o atropelo diário da verdade e a produção de lugares comuns, gerados por razões do foro pessoal ou ideológico, ou ainda resultantes de insuficiente ou deficiente conhecimento de causa"

terça-feira, maio 17, 2011

BREVE COMPARAÇÃO ENTRE O PEC IV E O MEMORANDO DE ENTENDIMENTO DA "TROIKA"

· O memorando de entendimento relativo ao programa de ajuda a Portugal veio comprovar o falhanço do PEC IV.
· O PEC IV mantinha um objectivo de 4,6% do PIB para o défice público em 2011. O memorando de entendimento estabelece um défice de 5,9% para o corrente ano, alargando o período de consolidação em mais um ano (défice de 3% do PIB apenas em 2013). Esta medida atenua os efeitos negativos no crescimento económico. Esta proposta tinha sido apresentada pelo Presidente do PSD em Outubro passado, sendo à época acusado pelo PS de imaturidade. Afinal, tinha razão e mostrou estar melhor preparado que o Eng. Sócrates!
· O Governo foi incapaz de demonstrar aos representantes da Comissão Europeia, do BCE e do FMI que as políticas inscritas no PEC IV eram suficientes para atingir um défice de 4,6% em 2011, tornando necessária a revisão das metas do défice.
· Por outro lado, o PEC IV assentava em pressupostos errados, como ficou demonstrado pelas duas actualizações do défice de 2010 feitas pelo INE em menos de um mês (a primeira decorrente, em grande medida, dos resultados de empresas públicas de transportes e a segunda de Parcerias Público-Privadas). De facto, apenas dez dias após a entrega do PEC IV as metas estabelecidas pelo Governo já eram irrealistas, ficando claro que seriam necessárias novas medidas – um PEC V.
· Este facto comprova que era impossível fazer um acordo sobre o PEC IV e que o PSD actuou de forma responsável.
· O documento pressupõe uma revisão em baixa do PIB de 2011 e de 2012, na ordem dos dois pontos percentuais, significando que Portugal será o único país do mundo em recessão no final deste ano e durante o próximo ano.
· Em matéria fiscal, o documento recupera algumas medidas incluídas no PEC IV, como as restrições aos benefícios e deduções fiscais em sede de IRS, embora de forma mais atenuada.
· Para a redução do défice, o PEC IV privilegiava o aumento da receita fiscal, em detrimento de uma diminuição acentuada da despesa pública. O memorando vem estabelecer uma actuação reforçada ao nível da despesa, a qual passa a ter um papel primordial no processo de consolidação orçamental, contrariamente ao PEC IV, que colocava o ónus dessa consolidação sobre os contribuintes.
· Ao nível da despesa, o memorando actua sobre áreas problemáticas, que o PEC IV ignorava: Parcerias Público-Privadas, administração local e regional, entre outras.
· No âmbito do mercado de trabalho, o memorando apresenta uma reforma mais detalhada que a inscrita no PEC IV, protegendo os contratos de trabalho existentes.
· Conforme defendido pelo PSD, este memorando prevê, para as pensões mais baixas, uma excepção à regra do congelamento. À semelhança do PEC IV, o documento estabelece a aplicação de cortes para pensões superiores a 1.500 euros.
· Também conforme sustentado pelo PSD desde há vários anos, o memorando contempla, como meio para promover a competitividade das empresas, uma redução da Taxa Social Única, que deverá ser compensada por diminuições na despesa pública.
· Globalmente, as medidas incluídas no memorando são mais profundas que as previstas no PEC IV, quer do ponto de vista estrutural, quer dos objectivos a atingir.

Deslocados...

Tenho muito respeito pelos animais, tal como respeito aqueles que acham que a bicharada de quatro patas são o centro do mundo e das preocupações. Continuo contudo a pensar que bem ou mal, com todos os seus defeitos e virtudes, os animais de duas patas são o epicentro, devem ser o epicentro, das preocupações políticas o que não significa que andemos por ai a ter actos de agressão aos animais, muito menos aos domésticos. Bem entendido. Mas quando numa conjuntura de crise como a que atravessamos, quando as pessoas nem têm ainda a noção dos sacrifícios avassaladores que terão que fazer, quando não têm sequer a noção da dimensão dos esforços que lhes serão impostos, fico algo estupefacto quando constato que para um partido intitulado PAN o importante parece que tem a ver com a captura de pombos. Não acham sinceramente que cada coisa no seu lugar e no seu momento próprio?

Quantos deputados serão eleitos?


Tempo para ter juízo

Acho que vai sendo tempo para que o candidato do PND, Helder Spinola, comece a ter juízo, fale verdade e deixe-se de hipocrisias. De hipocrisias quando, por exemplo, vai para a Junta de Freguesia de Gaula elogiar a instituição em questão só porque é da oposição. Mas esquecendo o outro lado que, não sendo político, neste contexto conta. Falar verdade quando aborda questões - caso da declaração de rendimentos de Guilherme Silva - que devia saber que são exigências da lei, caso contrário o deputado madeirense de certeza que não o era. Já viu se os partidos andassem a trazer para a praça pública questões que nada têm a ver com a política, envolvendo o ex-candidato da CDU às eleições regionais?

Omissão ou desconhecimento?

O DN do Funchal, e bem, chamou a si méritos - que realmente teve - na resolução a favor dos municípios interessados de um diferendo relacionado com o registo da "Costa da Laurissilva" devido a uma notícia publicada nas suas páginas que foi determinante na razão dada em tribunal aos autarcas. Factos são factos e a verdade é esta. O problema é que o DN não disse tudo - não sabe ou não quis identificar? - porque simplesmente omitiu a identificação do espertalhão, quando nestas coisas isso é fundamental para que as pessoas percebam as motivações e o oportunismo saloio. Ainda por cima desconfio que o DN do Funchal conhece de quem se trata até pelo espaço noticioso que deu ao indivíduo em questão noutras ocasiões mais...mexidas!

A persistência da ASSICOM

A ASSICOM voltou à carga para denunciar uma questão que tem vindo a preocupar os empresários madeirenses do sector, relativamente aos quais, à redução substancial de obras, se junta agora uma concorrência desleal assente no pagamento de salários diferentes numa região que sempre se pautou por uma estabilidade social efectiva no sector da obras públicas e construção civil. Acho que se trata de uma matéria desvalorizada pela comunicação social mas que deveria ter, em meu entender, mais atenção e ser alvo de tratamento informativo mais adequado.

segunda-feira, maio 16, 2011

SJ reitera repúdio à privatização da RTP e da Agência Lusa

Confesso que também tenho a mninha opinião sobretudo em relação à Lusa - quer já está também, nas mãos de privados, sendo não apenas do Estado - devido ao facto de ser um instrumento abastecedor de notícias para todas as redacções. Quanto à RTP, desconheço se a ideia do PSD é privatizar a RTP na totalidade, se prescindir de algum dos seus canais que, pela sua natureza, bpode (deve) ser privatizado. Sobre este assunto o Sindicato dos Jornalistas emitiu este comunicado.

Ainda não entendeu? SJ preocupado com fusão de secções na Global Notícias...

Li hoje que "a fusão das secções de Economia do “Jornal de Notícias” e do “Diário de Notícias” numa estrutura centralizada destinada a produzir a informação económica para diferentes órgão da empresa Global Notícias preocupa o Sindicato dos Jornalistas (SJ). Em comunicado divulgado esta segunda-feira, 16, o SJ adverte que esta iniciativa da Global Notícias "comporta sérios problemas, quer ao nível editorial e da identidade dos órgãos de informação envolvidos, quer das condições de trabalho dos jornalistas, quer da própria relação de trabalho", pelo que vai solicitar à Entidade Reguladora". O comunicado do SJ pode ser lido aqui. O que me parece - e o meu comentário é apenas este - é que o SJ parece que ainda não percebeu a dimensão dos problemas com que até 2014 a comunicação social vai confrontar-se. Tudo por causa da crise. Lamentavelmente, é certo. Mas é esta a triste realidade.

A "teia sinistra" do Madeira Livre

sábado, maio 14, 2011

Não ofende não senhor...

Segundo o INE, "a análise por região revela uma melhoria generalizada em termos do total de dormidas, observando-se acréscimos homólogos superiores a 10% no Alentejo, no Algarve e na Madeira, tendo sido de 7,2% no Centro. A região Norte e a de Lisboa apresentaram uma relativa estabilidade, enquanto os Açores mantiveram uma evolução negativa (-1,7%) (...)Na Madeira, que apresentou resultados positivos após um período alargado de quebras, destacam-se igualmente os crescimentos homólogos dos seus principais mercados, com relevo para o mercado alemão (+19,6%) e o britânico (+18,4%) que, em conjunto, têm um peso relativo superior a 60% do total de dormidas de não residentes.A Madeira e o Algarve foram as regiões que, em média, registaram as estadias mais elevadas. Por tipo de estabelecimento, salienta-se os apartamentos e aldeamentos turísticos e os hotéis-apartamentos. O Alentejo e a Madeira foram as regiões com maior crescimento homólogo em ambos os indicadores (superior a 11%) o que, no caso da Madeira, revela uma expressiva inversão de tendência após um período alargado de resultados negativos. Madeira e Alentejo foram as únicas regiões a evidenciar melhorias na sua rentabilidade média(variações homólogas de +14,9% e +7,8%, respectivamente). As restantes regiões evoluíram negativamente, com maior intensidade nos Açores (-5,5%) e no Algarve (-3,2%).Os Açores decresceram aproximadamente 5% em ambos os indicadores, mantendo a tendência dos últimos meses".
Se estes resultados desastrosos do turismo dos Açores fossem na Madeira tínhamos os crápulas e escroques do costume:

- aproveitar-se partidariamente de contrariedades que penalizam a Madeira (sempre que isso acontece dramatizam, manipulam e fazem festanças)

- uma conferência de imprensa, dia sim, dia não, durante uma semana;

- um comunicado, de dois em dois duas, durante uma semana;

- declarações nos ocs a comentar as conferências de imprensa e os comunicados;

- projecto de resolução na Assembleia Legislativa com "soluções" e "milagres" para o turismo;

- a treta do costume sobre promoção;

- pedido de constituição de Comissão de Inquérito na Assembleia Legislativa

- pedido de audição urgente da Secretária Regional do Turismo.

Mas nos Açores - e salvo alguns prejuízos para certos negócios ou prestações de serviços - a reacção natural e normal seria mais simples, comedida e lógica: os resultados não foram bons? Paciência, vão melhorar para a próxima, porque o turismo é isto mesmo.

Perguntar não ofende

Porque é que ninguém ainda fez uma adequada "investigação" jornalística à listagem das empresas e outras instituições que, segundo as Finanças, beneficiam de isenções fiscais no CINM? Será que quando toca a "chupar" vão todos para a "tetinha" e por isso não convém? E cuidado: não se trata de um quadro apenas, há sete deles! Eu sei, é uma trabalheira. Pois é. Mas jornalismo é isso, salvo se estão à espera que alguém mande por SMS ou email um texto já elaborado, mais uma daquelas encomendas...

Educação: acabemos com hipocrisias ou memórias enferrujadas (VIII)

"Critica do Sindicato dos Professores dos Açores: "Gastos supérfluos" com avaliadores externos nas escolas


São “gastos supérfluos” aqueles que a nova secretária regional da Educação vai trazer com a contratação de avaliadores externos para os docentes na região. As críticas partem do Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA) que após plenários realizado na ilha Terceira, entregaram uma moção na sede da tutela. Dia 11 de Maio há nova reunião negocial. Caso não haja cedências, o SPRA antecipa formas de luta fortes no arranque do próximo ano lectivo. São considerados “gastos supérfluos”, em tempos de restrições financeiras, aqueles que a tutela regional da Educação irá trazer com a proposta de contratação de avaliadores externos para analisar o desempenho docente na região. Estas são críticas lançadas pelo Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA), no âmbito de diversos plenários que tem realizado pelas ilhas. Fernando Vicente, dirigente do SPRA, explica que as propostas da nova secretária de educação são inversas à actual situação de crise financeira: “as matérias que estão em cima da mesa, em termos regionais, nada tem a ver com constrangimentos financeiros, antes pelo contrário, algumas delas até vêem agravar e trazer gastos supérfluos ao sistema”. E especificou: “a questão da avaliação dos professores, que passa por avaliadores externos – a inspecção a avaliar os professores –, o que significa que ou teremos mais inspectores ou então não há recursos humanos para essa avaliação”. “Além dos inspectores, há também o convite a um conjunto de professores com formação especializada para avaliação dos professores o que significa que esses professores não darão aulas e estarão a tempo inteiro a avaliar os professores – pensamos nós, porque nada está ainda esclarecido de forma rigorosa, mas que, a ser, será um custo para o sistema”.
Negociação de carreiras “inadmissível”
Mas a matéria mais polémica está relacionada com a progressão da carreira docente que Cláudia Cardoso pretende alterar: “o que nós estamos a exigir é que a secretária cumpra aquilo que escreve. E o que está escrito é que uma carreira é de 34 anos e agora, através de um conjunto de normas transitórias, empurra-a para os 37, 38 e 39 anos de acesso ao topo”. O SPRA refere que o que está em negociação nesta matéria é “inadmissível” por criar um “acesso diferenciado” entre professores: “uma pessoa que entra agora fará 34 anos de carreira, quem já tem 20 anos, fará 39. Isto é inadmissível”. Fernando Vicente recordou outros dos principais pontos que estão em discórdia entre tutela e a estrutura sindical: “há quatro grandes assuntos: a estrutura da carreira docente; a avaliação; os concursos, que passam a ser quadrienais e em que caem as chamadas prioridades regionais, podem levar ao desemprego muitas pessoas que já estão nos Açores há bastante tempo; e os horários de trabalho do pré-escolar, 1.º ciclo e ensino especial”.
Sindicato Democrático quer "negociação de facto"
Por seu turno, o Sindicato Democrático dos Professores dos Açores (SDPA) entregou ontem na presidência do Governo Regional uma moção que pretende “sensibilizar” o presidente do executivo para a necessidade de “uma negociação de facto” sobre o Estatuto da Carreira Docente. “Queremos sensibilizar o presidente do Governo Regional para que haja uma real negociação e não seja apenas um pró-forma como está a ser”, afirmou Sofia Ribeiro, presidente do SDPA, em declarações à Lusa à margem de um plenário de docentes que ontem decorreu em Ponta Delgada. Sofia Ribeiro revelou que a moção é idêntica à que já foi aprovada por cerca de 250 professores nas ilhas de Santa Maria, Pico, Graciosa, Flores e Faial. “O documento diz que os professores rejeitam esta proposta de Estatuto da Carreira Docente”, frisou a dirigente sindical, salientando que estão em causa questões como os concursos, a avaliação e os horários.
Rejeição de transição não equitativa
A questão da transição para a nova estrutura da carreira é um dos principais motivos de divergência entre o SDPA e a Secretaria Regional da Educação, tendo Sofia Ribeiro frisado que “os docentes rejeitam uma transição que não seja equitativa para todos os professores” e “não aceitam discriminações” entre os docentes. Por outro lado, segundo Sofia Ribeiro, “a questão da introdução da inspecção regional como avaliador externo do desempenho dos docentes, tem também merecido a mais viva contestação dos professores e educadores do arquipélago”. Quanto aos horários de trabalho, a dirigente sindical alegou que “a proposta da tutela aumenta o tempo de trabalho nas escolas e vai prejudicar a componente individual de trabalho de cada docente, nomeadamente o tempo que ele gasta com a preparação e a avaliação das suas aulas e dos seus alunos”. O SDPA rejeita também a proposta da secretária regional da Educação sobre os concursos de pessoal docente altera de anual para quadrienal o prazo dos concursos de professores nos Açores
” (Notícia de 7 de Maio de 2011, do jornal “A União")

Educação: acabemos com hipocrisias ou memórias enferrujadas (VII)

"Açores: Professores reivindicam acesso ao topo da carreira

Cerca de 70 professores sairam hoje da Aula Magna da Universidade dos Açores, onde estiveram reunidos em plenário, e dirigiram-se com estandartes e bandeiras ao palácio de Santana. Foram entregar uma moção ao presidente do governo. Carlos César não estava, o que era do conhecimento dos professores. Uma assessora da presidência veio ao portão receber a moção. António Lucas presidente do Sindicato dos Professores da Região Açores, explica o ponto mais importante da moção entregue. "Não estávamos à espera de medidas que, de alguma forma, são um retrocesso relativamente ao que tínhamos", afirmou o presidente do sindicato, António Lucas, em declarações depois do plenário sindical, convocado para analisar as propostas do Governo. António Lucas adiantou que a moção "refere os princípios que o SPRA e os professores defendem relativamente a matérias como o regulamento do concurso de pessoal docente, a estrutura da carreira docente e a avaliação do desempenho". Segundo o sindicato, em causa estão, por exemplo, a intenção de prolongar a carreira docente "em mais três, quatro ou cinco anos por força de normas transitórias, e dos congelamentos ocorridos" e alterações da avaliação de desempenho tendo em vista a introdução de "elementos externos com papel activo" e que levam o sindicato a questionar se o Governo "desconfia" da avaliação que os docentes fazem dos colegas. As críticas estendem-se também à questão dos horários e condições de trabalho (o SPRA diz que os horários dos docentes do pré-escolar e do primeiro ciclo não respeitam a lei) e à proposta de alteração (de um para quatro anos) da periodicidade dos concursos de pessoal docente. Dado o período eleitoral próximo, e as campanhas dos partidos, os professores deste sindicato vão aguardar, mas garantem que o inicio do próximo ano lectivo pode ser conturbado, caso as suas reivindicações não sejam atendidas” (Notícia da RTP-Açores de 2 de Maio de 2011)

Educação: acabemos com hipocrisias ou memórias enferrujadas (VI)

"Secretária regional da Educação recusa alterar normas de transição para nova carreira dos docentes

A secretária regional da Educação, Cláudia Cardoso, afirmou hoje que o governo dos Açores “mantém a proposta” de transição para a nova estrutura da carreira docentes no arquipélago, o que contraria as pretensões dos sindicatos de professores. “Não há um consenso sobre esta matéria, mas apenas a tentativa de debate dos diferentes pontos de vista no sentido da convergência, cujo alcance se verá no final das diversas rondas negociais”, frisou Cláudia Cardoso, em declarações no final das audiências que concedeu aos dois sindicatos representativos dos professores dos Açores. Os encontros com o Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA) e com o Sindicato Democrático dos Professores dos Açores (SDPA) foram inconclusivos. António Lucas, presidente do SPRA, disse aos jornalistas que “há divergências significativas quanto às normas transitórias da antiga para a nova estrutura da carreira”, salientando que a duração de carreira será de 34 anos para uns, podendo atingir os 40 anos para outros. Por seu lado, Sofia Ribeiro, presidente do SDPA, afirmou que “a proposta faz com que os professores acedam ao topo da carreira entre os 31 e os 38 anos de serviço”, acrescentando que o sindicato “não aceita essa diferenciação”. Nesse sentido, revelou que o SDPA vai apresentar “uma proposta alternativa” no próximo encontro, assegurando que essa proposta “não acarreta alterações e aumentos na dotação orçamental com os vencimentos dos professores na região”. A presidente do SDPA defendeu ainda a criação de “uma comissão que garanta a total transparência na forma como são aferidas as vagas para os concursos interno e externo” de docentes, assim como a “suspensão da avaliação de desempenho”. Para o sindicato, esta suspensão decorre do “congelamento do tempo de serviço para efeitos de progressão”, mas a secretária regional da Educação manifestou opinião diferente, considerando que “a avaliação está a decorrer com normalidade” (Notícia da Rádio Atlântida, de Fevereiro de 2011)

Educação: acabemos com hipocrisias ou memórias enferrujadas (V)

"Sindicato dos Professores entrega Governo moção contra propostas da Secretaria da Educação

Os cerca de 500 docentes reunidos em Ponta Delgada num plenário do Sindicato dos Professores da Região Açores aprovaram uma moção, que foi entregue ontem ao executivo açoriano, contra as recentes propostas da Secretaria Regional da Educação. "Não estávamos à espera de medidas que, de alguma forma, são um retrocesso relativamente ao que tínhamos", afirmou o presidente do sindicato (SPRA), António Lucas, em declarações à Lusa à margem do plenário sindical, convocado para analisar as propostas do Governo. António Lucas adiantou que a moção "refere os princípios que o SPRA e os professores defendem relativamente a matérias como o regulamento do concurso de pessoal docente, a estrutura da carreira docente e a avaliação do desempenho". Segundo o sindicato, em causa estão, por exemplo, a intenção de prolongar a carreira docente "em mais três, quatro ou cinco anos por força de normas transitórias" e alterações da avaliação de desempenho tendo em vista a introdução de "elementos externos com papel activo" e que levam o sindicato a questionar se o Governo "desconfia" da avaliação que os docentes fazem dos colegas. As críticas estendem-se também à questão dos horários e condições de trabalho (o SPRA diz que os horários dos docentes do pré-escolar e do primeiro ciclo não respeitam a lei) e à proposta de alteração (de um para quatro anos) da periodicidade dos concursos de pessoal docente. O documento, que será aprovado pelos "mais de 500 professores" que participaram neste plenário, foi entregue na Presidência do Governo Regional logo depois do final dos trabalhos. O SPRA tem previstos plenários de professores em todas as ilhas do arquipélago, onde serão aprovadas moções sobre as propostas apresentadas pela secretária regional da Educação, Cláudia Cardoso, com quem o sindicato deverá reunir no dia 09. António Lucas adiantou que, "para já, as formas de luta serão estas", lembrando que "ainda" decorre o processo negocial com a tutela, mas admitiu que poderão ser agravadas. "Se a secretária [regional da Educação] se mantiver irredutível, nomeadamente no que se refere a questões de princípio que defendemos, poderemos caminhar para outras formas de luta", frisou o dirigente sindical, sublinhando, no entanto, que eventuais manifestações ou greves "não serão realizadas neste ano lectivo". Segundo António Lucas, "o sindicato, por princípio, não vai fazer acções de rua em período de campanha eleitoral, até por questões de alguma separação política. Contudo, é possível que o próximo ano lectivo se inicie já com outras formas de luta" (notícia de 3 de Maio de 2011, do Diário dos Açores)

Educação: acabemos com hipocrisias ou memórias enferrujadas (IV)

"Sindicato dos Professores dos Açores reúne plenários em todas as ilhas: Governo açoriano deve milhões aos professores da Região de horas extraordinárias

O Sindicato dos Professores dos Açores admitiu que a administração regional da Educação deve milhões de euros de horas extraordinárias aos professores em serviço na Região. “Estamos a falar de uma verba astronómica…”, afirmou o presidente da estrutura sindical, Rui Lucas. “Tivemos algumas dificuldades, sobretudo com os horários do primeiro ciclo e do pré-escolar. Fizemos vários requerimentos para pagamento de horas extraordinárias e a tutela tem utilizado sistematicamente o mecanismo de que não praticam actos administrativos”, explicou. O facto é que, nos últimos anos, o Sindicato dos Professores dos Açores tem alertado a secretaria da Educação, a Inspecção Regional de Educação e a Assembleia Legislativa Regional para a sobrecarga e desregulação dos horários dos docentes “com grave prejuízo para a preparação da actividade lectiva”. Nesta matéria, os horários dos docentes da Educação Pré-Escolar e do 1.º Ciclo do Ensino Básico “não respeitam” o estipulado na lei por serem “acrescidos” de cinco segmentos de 45 minutos, através de uma interpretação “abusiva” da legislação regional. O facto é que o sindicato entende que estas horas a mais que os professores trabalham devem ser consideradas horas extraordinárias para efeitos de pagamento. A estrutura sindical denuncia, a propósito, “uma atitude concertada” da secretaria da Educação: “Quando os professores pedem o pagamento das horas extraordinárias, os conselhos executivos das escolas remetem sistematicamente para oficiais circulares emanados da direcção regional da Educação. Nunca dizem que não pagam as horas extraordinárias, Mas o acto administrativo não é consumado”.
Alteração “legitima” prática de anos
Com a alteração do Estatuto da Carreira Docente, agora em apreciação, a secretaria regional da Educação propõe-se alterar o articulado da lei, “de forma a legitimar a prática dos últimos anos” e, assim, não pagar aos professores o que o sindicato entende que deve ser assumido como horas extraordinárias. Para o sindicato dos Professores, este procedimento configura “a demonstração prática do que tem afirmado relativamente à forma, em seu entendimento, ilegal, como estão a ser elaborados os horários dos docentes do Ensino Pré-Escolar e do 1.º Ciclo do Ensino Básico”. Rui Lucas aborda toda esta problemática ainda sobre uma outra vertente: “O da sobrecarga de trabalho que os professores têm”. Em seu entender, os professores “devem ser” os funcionários públicos que “trabalham sistematicamente mais de 35 horas por semana, considerando o tempo que estavam na escola e o tempo destinado à preparação das actividades lectivas e da correcção de testes. Se trabalhavam mais de 30 horas na escola, e mais cinco a oito horas semanais em casa, isso atira o trabalho dos docentes muito para além das 35 horas”, concretizou. O Sindicato dos Professores dos Açores manifestou um “claro desacordo” com o “essencial” das normas transitórias que o governo pretende introduzir na estrutura do Estatuto da Carreira Docente. Um dos exemplos dados relaciona-se com o facto de a carreira docente ser de 34 anos e o governo pretender criar mecanismos que a prolongam no tempo. A carreira tinha oito escalões e 35 anos, passou a ter dez escalões e 34 anos e, agora, “está-se a criar mecanismos para a prolongar. E nem estão a ser contabilizados aos anos de congelamento”, observa Rui Lucas. Face às normas agora propostas, “a única forma que os professores vão ter para chegar ao topo da carreira é a presença de mecanismos de aceleração, ou seja, docentes que tenham avaliações superiores a bom têm avanços, ou então, por via do mestrado ou doutoramento que permitem aceleração da carreira de respectivamente dois e quatro anos”.
“Prioridades regionais” anuladas?
Na proposta de alteração do Estatuto da Carreira Docente, a secretaria da Educação pretende ainda, segundo o sindicato, “extinguir as ‘prioridades regionais’, em vigor na Região há mais de 8 anos”. As ‘prioridades regionais’ são mecanismos que permitem a quem fosse bolseiro da Região, quem tivesse três anos de serviço ou que fizesse estágio na Região, ao concorrer a concurso externo era graduado numa posição à frente de outros que não tinham estágio nos Açores, não tinham sido bolseiros ou não tinham serviço de três anos. Este mecanismo, no entender do sindicato, “subvertia, de alguma forma, a graduação profissional e, por isso, “nunca o consideramos correcto”. Apesar disso, o sindicato “chama a atenção” para o facto de, “alterando-se este mecanismo, pelo menos para as pessoas que, neste momento, estão em condições de concorrer, seja criado um mecanismo transitório para que ainda possam usufruir deste mecanismo no próximo concurso”. Por outro lado, no âmbito da avaliação do desempenho, o Sindicato dos Professores “assume a total discordância” com a proposta da secretaria da Educação de introduzir elementos externos, com papel activo, na avaliação do desempenho docente, “pervertendo” o princípio defendido pela estrutura sindical e pelos anteriores titulares da pasta da Educação de um processo avaliativo inter-pares. Tal procedimento deixa antever uma desconfiança da secretaria da Educação sobre “a imparcialidade dos actuais intervenientes no processo avaliativo”, afirma Rui Lucas. Considera, por último, o Sindicato, que a alteração da periodicidade dos Concursos Interno e Externo de anual para quadrienal “não traz qualquer mais-valia” para o Sistema Educativo Regional; pelo contrário, esta medida apenas tem o efeito “perverso de aumentar a precariedade, ao vedar, por períodos de 4 anos, o acesso dos Professores e Educadores contratados a lugares do quadro
”. (notícia do Correio dos Açores, de 13 de Abril de 2011)

Educação: acabemos com hipocrisias ou memórias enferrujadas (III)

"Sindicato acusa secretária de "prepotência governativa"

O Sindicato Democrático dos Professores dos Açores, afecto à UGT, criticou ontem a "total indisponibilidade" para o diálogo da secretária regional da Educação, Cláudia Cardoso, admitindo que os docentes se podem mobilizar em protesto contra a situação. "Não se pode falar de negociação colectiva, mas de prepotência governativa", afirmou Sofia Ribeiro, presidente do Sindicato Democrático dos Professores dos Açores, numa conferência de imprensa realizada em Ponta Delgada, frisando que "não há condições para o diálogo e está violado o princípio da boa fé negocial". Em causa está o processo negociai relativo ao Estatuto da Carreira Docente, onde, de acordo com o Sindicato Democrático dos Professores dos Açores, a secretária regional da Educação se "recusa a dialogar sobre qualquer proposta que não seja da área do governo regional". A questão da transição em carreira é um dos principais motivos de divergência, frisando Sofia Ribeiro que a proposta do governo regional é "injusta e desigual", já que não assegura o respeito pelo "princípio da igualdade", nos termos do qual todos os professores devem poder atingir o topo da carreira ao fim do mesmo número de anos de trabalho. Os horários semanais de trabalho dos docentes, as condições de trabalho dos orientadores de estágio e o modelo de avaliação de desempenho dos professores são outras áreas em que há desacordo" (notícia de Abril de 2011)

Educação: acabemos com hipocrisias ou memórias enferrujadas (II)

"Secretária da Educação considera "estranha" a posição dos sindicatos

A secretária regional da Educação, Cláudia Cardoso, considerou “estranha” a atitude dos sindicatos representativos dos professores dos Açores, recordando que as negociações do Estatuto da Carreira Docente ainda decorrem. “Estamos num processo negocial que ainda não está concluído, onde estão a ser analisadas propostas, algumas dos sindicatos, pelo que não faz sentido a meio dar o processo como fechado”, afirmou. Cláudia Cardoso, que falava aos jornalistas em Ponta Delgada, respondia às críticas feitas pelos dois sindicatos de professores da região, que a acusaram de “falta de diálogo” no processo negocial, criticando o facto de não aceitar as propostas dos sindicatos. A secretária regional frisou que o governo tem uma posição de “rigor, isenção e abertura de espírito”, salientando que “as propostas dos sindicatos têm sido acolhidas quando são razoáveis e exequíveis”. (Notícia de 28 de Abril de 2011, do Açoriano Oriental)

Educação: acabemos com hipocrisias ou memórias enferrujadas (I)

"Sindicato de professores critica “total indisponibilidade” do governo para dialogar

O Sindicato Democrático dos Professores dos Açores (SDPA), afeto à UGT, criticou a "total indisponibilidade" para o diálogo da secretária regional da Educação, admitindo que os docentes se podem mobilizar em protesto contra a situação. "Não se pode falar de negociação colectiva, mas de prepotência governativa", afirmou Sofia Ribeiro, presidente do SDPA, numa conferência de imprensa em Ponta Delgada, frisando que "não há condições para o diálogo e está violado o princípio da boa fé negocial". Em causa está o processo negocial relativo ao Estatuto da Carreira Docente, onde, segundo o sindicato, a secretária regional da Educação, Cláudia Cardoso, se "recusa a dialogar sobre qualquer proposta que não seja da área do governo". A questão da transição em carreira é um dos principais motivos de divergência, frisando Sofia Ribeiro que a proposta do governo é "injusta e desigual", já que não assegura o respeito pelo "princípio da igualdade", nos termos do qual todos os professores devem poder atingir o topo da carreira ao fim do mesmo número de anos de trabalho. Os horários semanais de trabalho dos docentes, as condições de trabalho dos orientadores de estágio e o modelo de avaliação de desempenho dos professores são outras áreas em que há desacordo. O SDPA, que espera reunir com Cláudia Cardoso a 11 de Maio, vai realizar antes desse encontro plenários de professores em todas as ilhas dos Açores, "não afastando a possibilidade de mobilização dos docentes para contestação das propostas unilaterais e desprovidas de qualquer fundamentação" apresentadas pelo executivo regional. "Queremos avisar a secretária regional, antes da reunião, de que não teremos condições para negociar se a situação se mantiver", afirmou Sofia Ribeiro. A presidente do SDPA salientou que esta "mobilização de professores" não deve passar por uma greve, pelo menos numa fase inicial, defendendo que, devido aos transtornos que provoca, "a greve é o último recurso". Sofia Ribeiro admitiu ainda que, face ao descontentamento existente na classe docente, pode vir a ser concertada uma posição conjunta entre os dois sindicatos que representam os professores nos Açores. "O diálogo (entre os dois sindicatos) existe", afirmou, admitindo que "não está posta de parte" uma iniciativa conjunta”. (notícia de 27 Abril 2011, no Diário dos Açores)

100 clínicos no desemprego?

Li no Correio da Manhã que "mais de cem especialistas em medicina geral e familiar estão sem colocação, numa altura em que o Ministério da Saúde está a contratar clínicos colombianos para dar consultas da especialidade sem essa formação. O alerta foi dado pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM). "Estes clínicos, que tiraram a sua especialização em 2008, estão a trabalhar em instituições privadas ou em empresas de trabalho temporário e, embora especialistas, ganham como se fossem internos", explicou ao CM Diana Póvoas, da FNAM. A estrutura está a reunir com os médicos para avaliar esta situação. Recusando qualquer atitude de discriminação, o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, diz-se preocupado com a qualidade do serviço de saúde, que, a longo prazo, irá diminuir. "Estes médicos estrangeiros têm dificuldades de comunicação e não conhecem o nosso sistema de saúde, precisando de um longo período de adaptação". O responsável entende que a opção de contratar médicos estrangeiros vai desmotivar os jovens clínicos a tirar especialização, pois "para o Governo é indiferente ter especialistas ou indiferenciados". Desvalorizando as críticas da Ordem dos Médicos e da Federação Nacional dos Médicos, a ministra da Saúde, Ana Jorge, lembrou que cabe à Ordem "assegurar a qualidade da prática da medicina".

Falência atinge 11 pessoas por dia

Li aqui que "desde o início do ano, já deram entrada nos tribunais 1333 pedidos de falência de pessoas singulares, o que representa uma média de 11 pessoas por dia, num universo total de 2789 processos, apurou o Correio da Manhã junto da Associação Portuguesa dos Administradores Judiciais (APAJ). São números "alarmantes", sublinhou ontem o presidente daquela associação, Raul Gonzalez, que prevê um aumento significativo das falências. Esta média diária de insolvências de particulares é quase o dobro do valor registado em 2010 e "tudo aponta para que, nesta conjuntura, mais famílias entrem em incumprimento", sublinhou ao Correio da Manhã Raul Gonzalez. Este mecanismo permite aos particulares pagarem as suas dívidas ao longo de cinco anos, através da elaboração de um plano de pagamentos que tem em conta os rendimentos auferidos pelo insolvente. O plano de pagamentos é fixado por um juiz e todo o processo é acompanhado de perto por um administrador de insolvências. No final do prazo, as dívidas remanescentes poderão ser perdoadas. Para o agravamento das condições, quer dos particulares quer das empresas, contribuem as dificuldades crescentes para o "refinanciamento dos créditos", explica Raul Gonzalez. O presidente da APAJ defende a existência de um mecanismo preventivo que possa identificar e apoiar as empresas "muito antes de os gestores se apresentarem à insolvência". O ideal, acrescenta, seria "haver uma entidade independente que tivesse acesso a bases de dados sobre as empresas e pudesse agir". Actualmente, os processos de insolvência prolongam-se nos tribunais, em média, cerca de quatro anos, o que inviabiliza a recuperação das empresas. Por outro lado, nos casos em que são aceites planos de recuperação, o Fisco – credor maioritário – "é pouco flexível", considera o presidente da APAJ. O problema das insolvências foi sublinhado pela APAJ numa reunião que teve com técnicos do Fundo Monetário Internacional, no âmbito do apoio pela troika.
SOLICITADORES INVESTEM UM MILHÃO NA NET
A Câmara dos Solicitadores vai investir, até ao final do ano, mais de um milhão de euros na sua plataforma electrónica, o que irá permitir acrescentar funcionalidades ao portal. Uma das novidades anunciadas ontem, durante a assinatura de um protocolo com a Associação Portuguesa dos Administradores Judiciais (APAJ), foi a criação de uma área de venda dos bens penhorados. O protocolo assinado irá permitir, em dois meses, a extinção de "mais processos executivos", afirmou o ministro da Justiça, Alberto Martins”.

Nível de vida cai 12% em três anos...

Segundo o Correio da Manhã, "os preços dos bens e serviços estão a aumentar fortemente, e a tendência será para um agravamento da inflação nos próximos meses. A aplicação das medidas acordadas com a troika não vai ajudar, e o nível de vida dos portugueses poderá mesmo cair 12% até 2014. Os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que, em Março, a inflação atingiu 4,1% em relação ao mesmo mês de 2010. A contribuir para o agravamento dos preços estiveram os transportes, a energia (água, gás, electricidade e combustíveis), a habitação e os alimentos. Assim, a cada mil euros que uma família tem disponível, a inflação retira imediatamente 41 euros ao orçamento. Para o economista Eugénio Rosa, nos próximos meses "teremos o disparar da inflação e a redução do rendimento das pessoas, o que irá diminuir o nível de vida" das famílias, sobretudo por via da aplicação do conjunto de medidas exigidas pela troika. No seu entender, a reestruturação do IVA – que tem causado polémica entre PS e PSD e que está prevista no acordo – "vai determinar o aumento dos preços" "Muitos produtos vão passar da taxa mínima para a intermédia e outros passarão da intermédia para a taxa máxima. A receita do IVA vai aumentar, e isso terá um grande impacto nos preços", admite. A par disto, adianta o economista, a aplicação de um imposto sobre o consumo de gás e electricidade, o corte nos benefícios fiscais aplicados aos juros pagos na compra de casa e a subida dos impostos sobre os imóveis farão também "disparar a inflação". Eugénio Rosa não tem dúvidas de que, no final do ano, "a inflação estará acima de 4%". "Em três anos, e com o congelamento dos salários, haverá uma quebra no nível de vida que se situará entre os 10 e os 12%."
FAMÍLIAS DEIXAM DE PAGAR A CASA
Nos primeiros meses de 2010, o Banco de Portugal contabilizou 8045 famílias que deixaram de pagar a prestação da casa, aumentando o número total de incumpridores no crédito à habitação para os 135 mil agregados. No consumo, o número é ainda mais alto, com cerca de 19 mil pessoas a deixarem de cumprir os encargos com o crédito pessoal, segundo dados do Banco de Portugal.
IMPOSTOS ALTOS SOBRE TRABALHO
Portugal tem uma carga fiscal sobre o trabalho acima da média dos trinta países da OCDE. No caso de um solteiro com dois filhos, 21,6% do que ganha no trabalho vai para impostos, quando a média na OCDE é de 15,8%, menos seis pontos percentuais. Isto inclui IRS mais Taxa Social Única (TSU), paga pelo empregador e trabalhador. Segundo o relatório da OCDE, a explicar essa "elevada" carga fiscal está a Taxa Social Única, que o PSD quer reduzir”.

Contribuinte vai pagar milhões das estradas...

Diz o Correio da Manhã que "a dívida da Estradas de Portugal ascendeu a mais de 2 mil milhões de euros só em 2010. Um processo de auditoria em curso do Tribunal de Contas, a que o Correio da Manhã teve acesso, arrasa as parcerias público-privadas (PPP) e o organismo regulador criado pelo governo do primeiro-ministro José Sócrates. No relato do Tribunal de Contas escreve-se que o Instituto das Infra-Estruturas Rodoviárias (InIR, I.P.) "não exerceu as competências que lhe cabem nos termos estatutários e enquanto entidade reguladora do sector rodoviário". Só os encargos com as Scut nos dois últimos anos "atingiram 1.315 milhões de euros". Com os aditamentos aos contratos de concessão para as chamadas Scut e para as concessões Grande Lisboa e Norte, com a introdução de portagens, o Estado paga mais de dez mil milhões. Como se escreve no documento do Tribunal de Contas, "os contratos iniciais apresentavam pagamentos fixos a realizar pelo Estado relativamente curtos", mas "com a alteração dos mecanismos de pagamento, as concessionárias passaram a beneficiar de rendas avultadas, baseadas no conceito de disponibilidade". O ex-presidente da Estradas de Portugal Almerindo Marques, que saiu do lugar a 31 de Março passado, afirmou ontem na TVI que a responsabilidade por esta renegociação, concluída em Julho de 2010, não é da empresa pública mas do ministro das Obras Públicas, António Mendonça. No processo de auditoria afirma-se ainda que "o facto de se introduzirem portagens reais" nas concessões "não anulará o facto do contribuinte pagador", uma vez que será "este que continuará a pagar a maior fatia daqueles encargos" através dos impostos. Isto porque as portagens não serão suficientes para cobrir as rendas pagas anualmente (cerca de 650 milhões de euros).

DOCUMENTOS FORAM ESCONDIDOS

A TVI afirmou ontem que "os juízes do Tribunal de Contas queixam-se de ter sido induzidos em erro para aprovar cinco auto-estradas, no valor de dez mil milhões de euros." Isto porque foram "sonegadas informações." O ex-presidente da Estradas de Portugal Almerindo Marques recusou alguma vez ter escondido documentos, assim como o Ministério das Obras Públicas. Fonte do Tribunal de Contas refere que as informações constam de vários acórdãos.

OLIVEIRA MARTINS QUER OUVIR TODOS

Fonte oficial do gabinete do presidente do Tribunal Constitucional, Guilherme Oliveira Martins, diz ao Correio da Manhã que "até à aprovação de qualquer relatório de auditoria não pode o Tribunal publicamente pronunciar-se sobre os instrumentos preparatórios do mesmo. É regra, cumprida sempre pelo TC a audição em contraditório." Ou seja, é muito provável que seja ainda ouvido pelo menos o ex-presidente da Estradas de Portugal e o ministro António Mendonça.

MULTA À BRISA POR PAGAR

No processo de auditoria, que fonte oficial do Tribunal de Contas diz ao CM que não será ainda hoje submetido à apreciação do Plenário Geral, uma vez que o pedido de agendamento ainda não foi feito pelo juiz Monteiro da Silva, refere--se que o organismo regulador, o Instituto das Infra-Estruturas Rodoviárias, ainda não cobrou duas multas aplicadas à Brisa – Auto-estradas de Portugal, no valor de mais 1 milhão de euros (1 093 843,25). Segundo o documento, "o InIR informou que aguarda instruções da tutela", ou seja, do Ministério das Obras Públicas, "quanto à aplicação ou não das multas contratuais propostas e previstas no contrato de concessão da Brisa". O mesmo organismo regulador acrescenta não saber "informar a razão pela qual a tutela ainda não se pronunciou". A multa mais pesada tem a ver com um alegado incumprimento do prazo previsto para uma obra no sublanço Santarém-Torres Novas”.

Dívida pública aumentou 5700 milhões de euros...

A dívida pública portuguesa aumentou 5700 milhões de euros em Abril. É um agravamento de quase quatro por cento face ao mês anterior. A dívida pública direta é agora superior a 157 mil milhões de euros.


Recessão portuguesa deverá agravar-se ainda este ano, prevê Bruxelas...

A Comissão Europeia Confirma que Portugal está em recessão técnica e agrava ainda mais o cenário de recessão para este ano e para o próximo. O relatório de Primavera de Bruxelas prevê que a dívida pública ultrapasse os 100 por cento do PIB, ou seja, que passe a ser superior à riqueza produzida num ano em Portugal. A Comissão Europeia estima que a economia contraia mais de 2 por cento este ano e ainda acima de 1,5 em 2012. A taxa de desemprego estimada é de 13e por cento.


Portugal está oficialmente em recessão técnica

O Instituto Nacional de Estatística revelou que a economia portuguesa caiu 0,7 por cento nos primeiros três meses deste ano, pelo que se completam assim dois trimestres consecutivos de evolução negativa da economia. O primeiro-ministro diz que os números estão em linha com as previsões do governo e que espelham as consequências das medidas tomadas para reequilibrar as contas públicas.


Demitida por não ser do PS...

Diz o Sol que "a directora da Escola de Hotelaria de Portalegre foi despedida por não ser militante do PS. Há «suficientes indícios de que os verdadeiros motivos da cessação da comissão de serviço foram de natureza política» – concluiu o tribunal. «Fui afastada por não ter cartão do PS». A certeza de Teresa Samarra, que em 2010 foi demitida do cargo de directora da Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, é confirmada pela sentença do Tribunal do Trabalho de Portalegre. Na decisão a que o SOL teve acesso, o juiz Francisco Matos afirma que «subsistem suficientes indícios de que os verdadeiros motivos da cessação da comissão de serviço foram de natureza política». Mas a sentença vai mais longe e dá como provado que a escolha de Conceição Grilo – nomeada pelo Turismo de Portugal para substituir Teresa Samarra – foi «assente na circunstância de ser filiada e militante do Partido Socialista». O tribunal considera provado que a substituição de Teresa Samarra por uma militante do PS «já era referida nos círculos políticos e na região de Portalegre, antes de ocorrer». E até antes de ser aberto o concurso público através do qual Conceição Grilo foi nomeada directora da Escola de Hotelaria e Turismo. «Esta sentença é muito importante, porque não é ambígua», comenta Teresa Samarra que se diz «trucidada pela máquina socialista».

Turismo nos Açores: o que dirão as "vuvuzelas" traidoras locais? Uma comissão de inquérito ou uma interpelação?

Garante o Correio dos Açores que "o turismo açoriano voltou a cair em Março com uma diminuição no número de dormidas na ordem dos 1,7% (57,9 mil) em relação a igual período do ano passado. Já no primeiro trimestre deste ano registaram-se menos 9,1% de dormidas em São Miguel e 3,5% de dormidas na Região do que de Janeiro a Março de 2010. Os proveitos totais do turismo açoriano atingiram 2,4 milhões de euros em Março e os de aposento 1,7 milhões, correspondendo a variações homólogas negativas, respectivamente de, -5,2% e -4,8%. De Janeiro a Março de 2011, nos estabelecimentos hoteleiros da Região Autónoma dos Açores (hotéis, hotéis-apartamentos, apartamentos turísticos, pousadas, pensões e estalagens) registaram-se 122,0 mil dormidas, valor inferior em 3,5% ao registado em igual período de 2010. De Janeiro a Março, os residentes em Portugal atingiram cerca de 83 mil dormidas, correspondendo a um acréscimo homólogo de 6,1%. Os residentes no estrangeiro atingiram 38,9 mil dormidas, registando uma quebra em termos homólogos de 19,2%. Neste período registaram-se 47,3 mil hóspedes, apresentando uma taxa de variação negativa de 0,4% relativamente ao mesmo período de 2010. No país, apresentaram uma variação positiva de 2,1%. As dormidas dos residentes em Portugal aumentaram 15,7% no mês de Março e 6,1% de Janeiro a Março, comparativamente a igual período de 2010. As dormidas dos residentes no estrangeiro registaram uma diminuição de 22,2% no mês de Março e uma quebra de 19,2% em termos acumulados. Já em Portugal, em Março, as dormidas registaram um aumento em termos homólogos de 6,3% e de Janeiro a Março um aumento de 1,9%. De Janeiro a Março, os residentes em Portugal atingiram cerca de 83,0 mil dormidas (68,1% do total) e os residentes no estrangeiro 38,9 mil (31,9% do total). O mercado alemão concentrou 6,1% do total das dormidas, com cerca de 7,5 milhares; representando por outro lado 19,2% das dormidas dos residentes no estrangeiro, tendo registado uma variação homóloga acumulada de - 30,4%. O mercado nórdico representou 13,6% do total das dormidas, com 16,6 mil dormidas, representado, por outro lado, 42,7% das dormidas dos residentes no estrangeiro, tendo registado uma variação homóloga negativa de 8,8%. Em termos de variações homólogas acumuladas, de Janeiro a Março as ilhas que apresentaram variações homólogas positivas foram as das Flores, da Graciosa, de São Jorge, de Santa Maria, da Terceira e do Pico, respectivamente com, 284,2%, 81,9%, 46,2%, 27,3%, 3,9% e 1,2%. As ilhas que apresentaram variações homólogas negativas foram as do Faial e de S. Miguel, respectivamente de, 26,4% e 9,1%. A ilha de S. Miguel com 78,4 mil dormidas concentrou 64,3% do total das dormidas, seguindo-se a Terceira com 18,8 mil dormidas (15,4%) e o Faial com 7,5 mil dormidas (6,2%). Em Março, a taxa de ocupação cama atingiu 23,0%, valor inferior em 0,7 p.p. em relação ao mês homólogo do ano anterior. No país atingiu 31,7%. A taxa de ocupação quarto atingiu, no mês de Março 31,8%. A estada média foi de 2,8 noites, ligeiramente abaixo das 3,0 noites em Março de 2010. No país foi de 2,7 noites”.

RTP/Açores dá explicações

Segundo o Correio dos Açores, e "a propósito da notícia que publicamos na nossa edição de ontem sobre a retirada de “Notícias do Atlântico” do canal da RTP/N sem qualquer explicação, soubemos hoje, que tal facto se deve a alterações do próprio canal da RTP/N e não a qualquer alegada falta de qualidade dos conteúdos originários da RTP/Açores Ainda a propósito da mesma notícia, o jornalista da RTP/Açores, Rui Goulart, esclareceu ao ‘Correio dos Açores’ que não deixou de editar o Telejornal por divergências com o director Pedro Bicudo, mas sim por uma questão de ordem pessoal. Frisou ainda o jornalista que “Não houve qualquer divergência com a direcção da RTP/Açores. Não há mal-estar com a direcção. Esta foi uma decisão pessoal” Rui Goulart tem vindo a efectuar um trabalho meritório enquanto editor do Telejornal da RTP/Açores e o seu repentino afastamento levou a que alguns leitores do ‘Correio dos Açores’ nos tenham perguntado se havia alguma notícia sobre este facto. Contactamos para o efeito o jornalista Rui Goulart, mas não conseguimos ir à fala com ele e por isso recorremos às nossas fontes de informação, que contactadas pelo ‘Correio dos Açores’ informaram que este afastamento estaria relacionado com desentendimentos com o director, informação que agora é desmentida pelo jornalista, e por isso aqui fica a reposição da verdade".

Açores: Utentes de hospitais e centros de saúde vão pagar entre 1 e 6 euros de taxas...

Diz o Correio dos Açores num texto da jornalista Ana Coelho que "ir ao Hospital ou ao centro de saúde da sua zona de residência, em situação de urgência, de consulta, fisioterapia ou análises clínicas, vai passar a sair do bolso dos contribuintes, salvo com algumas excepções. As taxas moderadoras chegam aos Açores a 1 de Julho e são para aplicar da seguinte forma: para as consultas médicas o valor a pagar será de 5 euros, no caso dos hospitais, e de 2 euros nos centros de saúde. Em relação às urgências, a taxa é de 6 euros, para o caso dos hospitais, e de 4 euros nos centros de saúde. O valor fixado pelo Governo açoriano para a taxa moderadora relativa à fisioterapia é de 1 euro por sessão, e no caso das análises clínicas o valor para cada parâmetro é idêntico ao nacional, variando entre os 35 cêntimos e um euro e sessenta cêntimos. A actualização de todas estas taxas será processada nos termos estabelecidos para todo o país. A medida, oficialmente apresentada pelo Governo Regional através do habitual comunicado decorrente do último conselho governativo que aconteceu na passada quarta-feira, visa, “para além de promover a utilização eficiente dos recursos, criar um instrumento regulador do acesso à prestação de cuidados de saúde, e garante, ao mesmo tempo, o reforço efectivo do princípio de justiça social no sistema de saúde, diferenciando positivamente os grupos mais carenciados”. Assim, ao abrigo do Estatuto do Serviço Regional de Saúde em vigor, foi aprovado um decreto regulamentar que introduz o pagamento de taxas moderadoras no acesso às urgências, realização de consultas médicas, análises clínicas e fisioterapia. No continente, a taxa moderadora para uma consulta é de: Hospitais centrais - 4,60 euros; Hospitais distritais - 3,10 euros; Centros de saúde - 2,25 euros. Em caso de urgência: Urgência polivalente - 9,60 euros; Urgência básica e urgência médico-cirúrgica - 8,60 euros; Centros de saúde - 3,80 euros.
O utente deve pagar a taxa moderadora no momento do acesso. Isto é, quando se dirige aos serviços públicos de saúde ou privados convencionados e faz a inscrição, conforme o artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 173/2003, de 1 de Agosto. Mais, a Lei n.º 55-A/2010, de 31 de Dezembro, referente ao Orçamento do Estado para 2011, determina - no artigo n.º 58 - que o não pagamento de taxa moderadora legalmente devida decorridos 10 dias da data da notificação implica o seu pagamento num valor cinco vezes superior ao inicialmente estipulado, nunca inferior a 100 euros

Quem está isento das taxas?

Nos Açores, as condições de isenção ao seu pagamento são idênticas às que vigoram a nível nacional. Ou seja, Quem está isento das taxas moderadoras, nos termos do disposto no artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 173/2003, de 1 de Agosto, do Despacho n.º 6961/2004, de 6 de Abril, da Portaria n.º 349/96, de 8 de Agosto, do Decreto-Lei n.º 201/2007, de 24 de Maio, do Decreto-Lei n.º 38/2010, de 20 de Abril, e da Portaria 1319/2010, de 28 de Dezembro são: Grávidas e parturientes; Crianças até aos 12 anos de idade, inclusive; Beneficiários de abono complementar a crianças e jovens deficientes; Beneficiários de subsídio mensal vitalício; Pensionistas que recebam rendimentos não superiores ao salário mínimo nacional, seus cônjuges e filhos menores desde que dependentes; Desempregados, inscritos nos centros de emprego, que recebam rendimentos não superiores ao salário mínimo nacional, seus cônjuges e filhos menores desde que dependentes; Beneficiários de prestação de carácter eventual por situações de carência paga por serviços oficiais, seus cônjuges e filhos menores; Internados em lares para crianças e jovens privados do meio familiar normal; Trabalhadores por conta de outrem que recebam rendimento mensal não superior ao salário mínimo nacional, seus cônjuges e filhos menores, desde que dependentes; Pensionistas de doença profissional com o grau de incapacidade permanente global não inferior a 50%; Beneficiários do rendimento social de inserção; Insuficientes renais crónicos; Diabéticos; Hemofílicos; Parkinsónicos; Tuberculosos; Doentes com sida e seropositivos; Doentes do foro oncológico; Doentes paramiloidósicos; Doentes com doença de Hansen; Doentes com espondilite anquilosante; Doentes com esclerose múltipla; Dadores benévolos de sangue (desde que tenham feito duas dádivas nos 365 dias anteriores à data do acesso à prestação de saúde; ou, caso estejam temporariamente impedidos, por razões clínicas comprovadas, de doar sangue, tenham feito, anteriormente, cinco dádivas válidas; ou, caso estejam impedidos definitivamente, por razões clínicas comprovadas ou limite de idade, de doar sangue, tenham feito, anteriormente, dez dádivas validas); Doentes mentais crónicos; Alcoólicos crónicos e toxicodependentes, quando inseridos em programas de recuperação, no âmbito do recurso a serviços oficiais; Doentes portadores de doença genética com manifestações clínicas graves; Doentes com insuficiência cardíaca congestiva; Doentes com cardiomiopatia; Doentes com doença pulmonar crónica obstrutiva; Doentes com hepatite crónica activa; Doentes com cirrose hepática com sintomatologia grave; Doentes com artrite invalidante; Doentes com lúpus; Doentes com dermatomiose; Doentes com paraplegia; Doentes com miastenia grave; Doentes com doença desmielinizante; Doentes com a doença do neurónio motor; Doentes portadores de doenças crónicas, identificadas em portaria do Ministro da Saúde que, por critério médico, obriguem a consultas, exames e tratamentos frequentes e sejam potencial causa de invalidez precoce ou de significativa redução de esperança de vida; Bombeiros; Vítimas de violência doméstica; Doentes transplantados de órgãos; Dadores vivos de órgãos, de células de medula óssea ou de células progenitoras hematopoiéticas; Potenciais dadores de órgãos de células de medula óssea ou de células progenitoras hematopoiéticas, relativamente à prestação de serviços de saúde relacionados com a avaliação da possibilidade da dádiva; Militares e ex-militares das Forças Armadas que, em virtude da prestação do serviço militar, se encontrem incapacitados de forma permanente e ainda outros casos determinados em legislação especial. De acordo com o grupo em que está incluído, o utente deve apresentar um ou mais documentos comprovativos da sua situação de rendimentos e/ou de saúde”.

Endividamento de Portugal supera 100% do PIB em 2011!!!

Li no Económico que "as previsões da Comissão Europeia apontam para que a dívida pública de Portugal atinja os 101,7% do PIB este ano. Nas Previsões da Primavera divulgadas hoje, a Comissão Europeia espera que a dívida pública de Portugal chegue aos 101,7% este ano e atinja os 107,4% em 2012. O INE colocava a dívida pública em 97,3% do PIB este ano. Este aumento faz com que Portugal supere a Bélgica, passando a ter o quarto maior nível de dívida da zona euro, em 2011, apenas precedido pela Grécia, Irlanda e Itália. A Comissão Europeia também revelou hoje que espera que a economia de Portugal sofra uma contracção de 2,2% este ano, pior do que o previsto pela 'troika', e recue 1,8% em 2012".

Eurostat: Portugal é o único país em recessão na UE

Li aqui que "os dados do Eurostat mostram que o PIB português registou o pior desempenho entre os 27 países da União Europeia no primeiro trimestre. Alemanha, Espanha, França e Reino Unido registaram, segundo o Eurostat, uma evolução positiva das suas economias no primeiro trimestre face ao anterior. Assim, em cadeia, a Alemanha passou de uma progressão do PIB de 0,4% para 1,5%, a Espanha de 0,2% para 0,3%, a França de 0,3% para 1,0% e o Reino Unido passou de uma quebra do PIB para um avanço de 0,5%. Com uma contracção de 0,7% da economia no primeiro trimestre, Portugal regista também a pior performance entre os países periféricos da zona euro, já que compara com o crescimento de 0,8% da Grécia e o avanço de 0,1% da Itália, na variação mensal. Para a Irlanda ainda não há dados disponíveis. O Eurostat revelou ainda que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro cresceu 0,8% no primeiro trimestre face aos três meses anteriores, o mesmo crescimento registado na União Europeia a 27. Já na comparação homóloga, o PIB da zona euro e da UE cresceu 2,5%".

Bruxelas exige mais austeridade a Atenas...

Li no Económico um texto da jornalista Margarida Vaqueiro Lopes que “se não implementar novas medidas de austeridade, Atenas vai falhar a meta do défice já em 2011. O aviso chegou hoje de Bruxelas: "devido ao crescimento mais fraco do que o esperado no ano passado, aliado a mais algumas derrapagens orçamentais, é necessário adoptar medidas adicionais já este ano", disse Olli Rehn numa conferência de imprensa. Também o membro do conselho de Governadores do BCE, Ewald Nowotny, disse hoje que a Grécia não está a cumprir os pressupostos do acordo feito aquando do resgate ao País. Atenas viu ser aprovado um programa de auxílio financeiro no valor de 110 mil milhões de euros há precisamente um ano. Esta foi a primeira confirmação oficial de que a missão internacional que tem vigiado as contas do País tem encontrado irregularidades no cumprimento do acordo. "Aparentemente a Grécia não está a cumprir as condições impostas. E a questão das privatizações vai ser o ponto mais sensível", citou o jornal austríaco Kronen Zeitung. As autoridades prevêem que se não forem tomadas novas medidas a dívida grega aumente para 157,7% do PIB helénico este ano, e para 166,1% no próximo ano. Já o défice deverá ser de 9,5% do PIB este ano, acima dos 7,6% previstos. Fontes do Governo grego revelaram à Reuters que os inspectores internacionais estão a pressionar o Executivo para que faça cortes mais expressivos na despesa do Estado”.

Contra o “jornalismo” das encomendas, do SAMS, dos fretes e de secretária

Li no Jornal de Negócios que Francisco Pinto Balsemão afirmou no Clube Português de Imprensa (CPI) que "existem novos poderes que utilizam a comunicação social para os seus próprios fins", pelo que não é possível pensar que a liberdade de expressão "está conquistada". O presidente do grupo Impresa, que foi homenageado no Grémio Literário em Lisboa pelo CPI no ano em que este comemora 30 anos de existência, alertou que, actualmente, grande parte das notícias "são rumores perigosíssimos" provenientes de pessoas "que se acovardam", acrescentando que as fontes jornalísticas cada vez mais "não gostam de dar a cara" e "inventam factos". Balsemão, que falava sobre o tema da comunicação social e o futuro de Portugal, sublinhou que os media estão "reféns do jornalisticamente correcto" e há que ser inovador nesse aspecto, sem nunca perder de vista as regras deontológicas. Olhando para o futuro, Pinto Balsemão disse que, perante as dificuldades, há que "aguentar a crise". E apelou ao aproveitamento das novas oportunidades oferecidas pelas novas plataformas, alertando para o surgimento de 'players' no mercado como as empresas de telecomunicações e portais de busca que "desviam investimento publicitário". O presidente da Lusa, Afonso Camões, também presente na homenagem a Pinto Balsemão, respondendo a um desafio feito pelo presidente da Impresa, colocou dúvidas sobre a privatização da agência, conforme o PSD refere no seu programa eleitoral. "Qual é o grupo privado que está disposto a pagar para que a Lusa esteja presente em Elvas, Bragança ou Timor-Leste?", perguntou, em tom de desafio Afonso Camões, sublinhando que a agência tem um serviço público que, talvez, os privados não estejam disponíveis para realizar. Afonso Camões adiantou ainda que a sobrevivência das agências noticiosas no geral e na Lusa, em particular, deve passar por conteúdos pagos, combatendo a "pirataria" reinante actualmente. Antes do evento, Dinis de Abreu, presidente do CPI explicou que este encontro visou relançar o papel do Clube no debate de ideias no meio jornalístico. O CPI, que nasceu sob a égide de nomes como José Manuel Barroso, Manuel Dinis de Abreu, Marcelo Rebelo de Sousa, Francisco Pinto Balsemão, Raul Rego, Vítor Cunha Rego, Mário Mesquita, Carlos Barbosa e Vítor Direito, surgiu com a missão de estabelecer pontes entre jornalistas e gestores de empresas jornalísticas. "O objectivo era sobretudo criar um fórum onde jornalistas e gestores pudessem coexistir, conviver, trocar impressões, criando laços que à época não eram comuns", disse Dinis de Abreu. Durante os seus 30 anos de existência, adiantou, o CPI realizou debates, premiou jornalistas pelos trabalhos desenvolvidos em rubricas como reportagem, reportagem fotográfica, e ensaios”.

A sondagem do Económico



Grécia deixa Portugal como único país do euro em recessão em 2012!!!!

Diz o jornalista do Jornal de Negócios, Diogo Cavaleiro, que “Grécia e Portugal são os únicos países da UE em recessão no primeiro trimestre de 2011, em termos homólogos. Mas, em 2012, a economia nacional será a única a destruir valor, numa região em que mais nenhum país terá uma taxa de crescimento abaixo de 1%. Veja aqui o quadro com os crescimentos do PIB das nações europeias. Portugal é o único país em recessão na União Europeia no primeiro trimestre de 2011, quando comparado com os três meses anteriores. Ainda assim, em termos homólogos, Portugal consegue marcar uma menor contracção do que a Grécia, o que se deverá repetir na totalidade do ano. Contudo, no próximo ano, o cenário será pior para a economia portuguesa, já que o país será o único a registar um crescimento negativo. De acordo com os dados divulgados hoje pelo Eurostat, Portugal retraiu 0,7% numa análise trimestral em cadeia, num período em que a Grécia conseguiu crescer 0,8%. Mas ao observar os dados homólogos, os helénicos têm um pior desempenho, já que a contracção fixa-se nos 4,8%, enquanto que, em Portugal, o crescimento negativo é novamente de 0,7%. E num momento em que os países do Sul da Europa destroem valor, a Zona Euro e a União Europeia crescem 2,5%. Nesse sentido, a Europa Central, do Norte e de Leste afastam-se dos países periféricos. A Alemanha cresce 4,8% no primeiro trimestre, a Finlândia progride 5,2% e a Lituânia 6,8%, enquanto que a Itália se fica por um crescimento de 1% e a Espanha de 0,8%, segundo o Eurostat.


Europa de Leste destaca-se num ano com Portugal é o único em terreno negativo



As previsões de Primavera da Comissão Europeia também não são positivas para Portugal. Se em 2011, a Grécia regista uma queda da economia acima da portuguesa (-3,5% em comparação com -2,2%), no próximo ano a situação inverte-se. Portugal ficará sozinho na União Europeia. A retracção de 1,8% terá uma distância de quase três pontos percentuais em relação à economia com um crescimento mais tímido, precisamente os helénicos, que deverão evoluir 1,1%, acompanhados de perto pela Itália, com crescimento de 1,3%. A Europa de Leste será, de acordo com a Comissão Europeia, a região a crescer mais significativamente, com a liderança da Lituânia. Dos oito países cuja economia deverá avançar mais de 3% no corrente ano, cinco pertencem a esta região do Velho Continente (Eslováquia, Estónia, Letónia, Lituânia e Polónia) e três ao norte e centro da Europa (Finlândia, Luxemburgo e Suécia). Mas a diferença das velocidades na criação de valor económico evidencia-se em 2012. Nesse ano, também são oito os países que crescem acima de 3% e, desses, sete são da Europa de Leste. Bulgária, Eslováquia, Estónia, Letónia, Lituânia, Roménia e Polónia juntam-se ao Luxemburgo neste grupo de nações, num período em que a Zona Euro prospera 1,8% e a União Europeia 1,9%. A Lituânia é o país que mais sobressai: marca o melhor crescimento tanto em 2011 como em 2012, de acordo com as contas da Comissão Europeia. O seu PIB irá aumentar 5% este ano e 4,7% no próximo”.

E o problema padra as "vuvuzelas" é a Madeira!...

Escreve o jornalista Nuno Miguel Silva do Económico que “a CP encerrou o ano de 2010 com prejuízos de 195,2 milhões de euros, um agravamento de 168%. O valor representa mais de duas vezes e meia os resultados negativos encaixados pela transportadora ferroviária no ano precedente, quando havia perdido mais 76,2 milhões de euros. Com mais este desempenho negativo no ano passado, a CP passou a ter capitais próprios negativos de 2.446,9 milhões de euros, na sequência de ter acumulado resultados transitados negativos no seu balanço de cerca de 4.618 milhões de euros nos últimos anos. Apesar de uma melhoria ligeira de 5,5% face a 2009, a CP registou resultados operacionais negativos de 76,2 milhões de euros no ano passado. Todas as unidades de negócio contribuíram para estas perdas, excepto a unidade de negócios CP Longo Curso, responsável pela operação dos Alfa Pendulares e Intercidades. A CP Porto teve resultados operacionais negativos de 16,5 milhões de euros, seguida de perto pela CP Lisboa, com resultados operacionais negativos de 15,2 milhões de euros. Mas, a pior de todas foi a CP Regional, com resultados operacionais negativos de 59,4 milhões de euros. No relatório e contas, disponibilizado no ‘site' da CP, o presidente da empresa, José Benoliel, sublinha que a situação líquida da CP no final de 2010 era negativa em 2.500 milhões de euros, situação agravada pelo facto de existir uma dívida de financiamento de cerca de 3.300 milhões de euros. A empresa transportou no ano passado 130 milhões de passageiros e 11 milhões de toneladas de mercadorias”.

Rehn afasta corte nos juros de Portugal

Escreve o jornalista do Económico, Luís Rego que “os juros do empréstimo deverão rondar 5,7%. Bruxelas afasta qualquer redução e lembra que Portugal já aceitou estes valores. O comissário europeu para a economia, Olli Rehn, afastou hoje qualquer revisão da política de taxas de juros para Portugal e lembrou que o país votou a favor destes valores quando se tratava de cobrar empréstimos à Grécia e Irlanda. Para a parcela europeia do empréstimo, os técnicos em Bruxelas calculam um juro entre 5,5% e 6%, provavelmente 5,7%, mas tudo dependerá das condições que tanto a Comissão como o Fundo Europeu de Estabilização Financeira vão obter nos mercados. O que é certo é que, de momento, está afastada uma qualquer mudança a esta política de juros. Estes juros "foram decididos totalmente em linha com os princípios de referência definidos pelo FMI", a única diferença dos números é que o Fundo usa uma taxa flutuante e nós usamos taxa fixa, explicou. Os juros do FMI serão de 3,5% para os primeiros três anos e de 4,5% para os seguintes. "Mas isto foi muito escrutinado pelos estados membros, são tão científicos como os dos FMI, e também estão em linha com os juros gregos e irlandesas que foram decididos por Portugal como membro da zona e União Europeia".