A antiga chanceler
alemã, apontada na imprensa para liderar as negociações com a Rússia, considera
que só os atuais líderes europeus têm "poder político" para negociar
paz na Ucrânia com Putin. Angela Merkel critica a União Europeia por não estar
a negociar um acordo de paz com a Rússia. As negociações devem ser feitas pelos
atuais líderes europeus, os únicos com “poder político”, defende a antiga
chanceler alemã, um dos nomes apontados na imprensa para liderar as negociações
do lado europeu com a Rússia. “Não basta que [o presidente dos EUA, Donald]
Trump mantenha contacto com a Rússia”, disse.
“Acho que o apoio militar que demos até agora é absolutamente correto. Também acho correto que façamos muito mais para criar um efeito dissuasor além do nosso apoio à Ucrânia. O que lamento é que, na minha opinião, a Europa não esteja a aproveitar suficientemente o seu potencial diplomático”, disse Merkel, numa entrevista à emissora pública WDR, citada pelo Politico. “Não basta que [o presidente dos EUA, Donald] Trump mantenha contacto com a Rússia”, disse.
Com os EUA
‘bloqueados’ com o tema do Irão, as negociações para a paz entre Rússia e
Ucrânia não têm avançado, havendo pressão para que a Europa assuma um papel
mais ativo no processo. Merkel, Mario Draghi ou Gerhard Schroeder (proposto por
Putin e rejeitado pela Europa) têm sido alguns dos nomes apontados pela
imprensa internacional como potenciais líderes dessa comitiva europeia para a
negociação de paz com a Rússia.
O papel da antiga
chanceler alemã como negociadora — que em 2014-2025, juntamente com a França,
na época liderada por François Hollande, negociou os acordos de Minsk com a
Rússia para a paz na zona Leste da Ucrânia — tem sido salientado, mas Merkel
garante que, até ao momento, não recebeu qualquer convite oficial para liderar
negociações de paz com a Rússia. Mas a antiga líder alemã considera que apenas
líderes políticos no ativo têm capacidade de negociar um acordo com Putin e
explica porquê.
“Acho que só conseguimos fazer essas negociações com o presidente Putin porque tínhamos poder político, porque éramos chefes de governo”, disse Merkel. “É preciso ter esse poder. E eu, pessoalmente, jamais teria pensado em pedir a um mediador que fosse a Minsk por mim e conversasse com Putin… É preciso tomar a iniciativa" (ECO online, texto da jornalista Ana Marcela)


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