Escreve o Dinheiro Vivo que “a Comissão Europeia apresentou hoje uma proposta de combate à lavagem de dinheiro que tenha como origem fraude, tráfico de droga e corrupção. Uma das medidas propostas é a vigilância rigorosa das operações financeiras de figuras políticas e das suas famílias. Em comunicado, a Comissão explica que "as novas recomendações também se irão aplicar a pessoas politicamente expostas, a organizações internacionais, e aos familiares e sócios próximos". Esta medida inclui chefes de Estado, membros do Governo e do Parlamento e juízes de tribunais supremos. A serem aprovadas, as medidas de vigilância extra terão implicações nos bancos, nomeadamente através da realização de auditorias aos clientes, manutenção de registos, controlo interno e arquivo de transações suspeitas. De acordo com o Expansión, em caso de "relações comerciais de alto risco" deverá ser pedida autorização à administração do banco, determinar a fonte de riqueza e dos fundos relacionados com a transação e aumentar a vigilância na relação comercial. A Comissão acrescenta que estes serão requisitos mínimos mas que cada país poderá impor mais regras às suas entidades bancárias, se necessário. As medidas aplicam-se a todos aqueles que recebam pagamentos de bens e serviços superiores a €7.500, sendo que até agora só se aplicavam num limite mínimo de €15.000. A proposta surge poucos dias depois de o chefe do Governo espanhol Mariano Rajoy se ver envolvido num escândalo de corrupção que engloba vários membros do Partido Popular”.
