quinta-feira, abril 03, 2008

Passado: recordar também é humor... (II)

Neste contexto a SIC emitiu há alguns meses uma reportagem especial sobre a "proibição" no regime anterior: "No Estado Novo, a proibição era a norma. Beber Coca-Cola só em Espanha, o casamento de enfermeiras só às escondidas e o bikini não saía à rua nem no corpo das mais corajosas. António Costa Santos decidiu colher todos estes ‘frutos’ e fazer deles um livro… “Proibido”. A associação da Coca-Cola à cocaína e uma alegada protecção ao vinho nacional eram os argumentos usados pelo Estado Novo para manter o refrigerante americano longe das fronteiras nacionais. “Lembro-me de ir com os meus pais a Espanha e a primeira coisa que fazíamos era ir beber Coca-Cola, como se fosse um acto de libertação incrível”, recorda António Costa Santos, autor da publicação. Mas num tempo em que se procurava calar qualquer movimento subversivo, o rol de proibições não ficava por aqui. Eram proibidos os beijos de namorados em público assim como era vedado o acesso a certo tipo de música, livros ou filmes. Não se podia dormir nos bancos de jardim, jogar cartas no comboio ou usar isqueiro sem licença. Quando Salazar ditava as leis, todas as enfermeiras tinham de ser solteiras. Supostamente. Nídia Salgueiro foi uma das excepções. Casou mas teve de mentir para trabalhar. Conseguiu esconder o casamento, mas não a barriga. “Era desagradável estar numa enfermaria escola, num serviço de que o director (…), tanto quanto sei, era a favor do não casamento e eu grávida”, conta Nídia".
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