Diz a jornalista Cadi Fernandes, do DN de Lisboa, que "a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro na vida, ensinava Vinicius de Moraes. Às vezes, basta um silêncio reprovador, uma palavra desdenhosa, um gesto frio para o encontro passar a desencontro. É o que sucede, muitas vezes, quantas vezes?, aos suicidas, sobretudo aos mais jovens. Não necessariamente mais frágeis, mas indiscutivelmente mais influenciáveis. E a Internet tem empolado este flagelo. No Reino Unido, por exemplo, a Net "matou" 13 jovens no último ano, sete dos quais numa só cidade, Bridgend, na Gales do Sul. A última vítima deste que se teme seja um ritual macabro, encontrada na quinta- -feira, chamava-se Natasha Randall e tinha de 17 anos.Pode estar-se perante um fenómeno de imitação, uma "glorificação" virtual, a tentativa de criar um lugar só deles, dos que vão e dos que ficam, um lugar nenhures, onde deixam frases de saudade. Como as que deixaram a Natasha num site criado em seu nome, mal se soube do suicídio: "Dorme bem, Princesa." "Sonhos doces, Anjo." "Descansa em Paz, miúda." A miúda enforcou-se".
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