Quando uma pessoa teve um percurso de vida complicado, marcado desde logo pelo facto de aos 8 anos ter ficado órfão, o pai porque morreu de cancro no pulmão que paradoxalmente ajudava a tratar noutros, a mãe por causa de uma fatal meningite; quando fizemos esse percurso de vida, desde então, com dois outros irmãos, então com 6 e 4 anos, habituados ao mínimo, ao essencial, sem luxos, sem abastança; quando temos a certeza de que educação e princípios foi algo que nunca nos faltou, quando que tenhamos sempre a certeza absoluta que não somos perfeitos porque não há gente perfeita no nosso mundo; quando olhamos para trás e nos lembramos o que não fizemos porque não foi possível, quando depois de tudo isto, vemos uns energúmenos sistematicamente a recorrer ao insulto e à maledicência, que mais podemos fazer senão ignorar? Não se trata de procurar a vitimização, porque sou contra isso. Trata-se apenas de olhar para trás, para um passado do qual não nos envergonhamos, mas que exigimos respeito, para referirmos que há opções tomadas em 1974, repito, em 1974, quando estudantes finalistas do Liceu (!), sem conhecermos pessoas ou andarmos à procura fosse do que fosse. Hoje, passado tanto tempo, orgulho-me do que sou e do que faço, empenho-me no que faço, procurando ser um profissional responsável. Farei o que tenho feito até hoje e vou fazê-lo até ao fim, para ganhar alguns desafios pessoais. Por muito que sistematicamente esses crápulas insistam em falar de aulas e de universidades, denegrindo algo que parece incomodá-los ou lhes causa inveja, não percebo porquê. Um desafio que vou ganhar, plenamente. Que tristeza que é confundir-se diferenças ideológicas, formas de pensar diferentes, eventuais motivos de críticas políticas ou partidárias, com questões pessoais, com tentativas de enxovalho pessoal, ignorando todas as dificuldades e contrariedades de um percurso. Hoje cometi o pecado de ter falado de mim, de coisas que religiosamente guardo para mim, que não as quero partilhar porque acho que não as devo partilhar. Mas há crápulas que nos obrigam a recordar esse passado que guardo com um egoísmo que não prescindo, do qual fizeram parte pessoas que nestes mais de 50 anos de vida me fizeram muita falta. E que os recordo. Quem me dera que tudo tivesse sido um “mar-de-rosas”! Considerem tudo isto um desabafo feito em voz alta, contra tudo o que deveria ter acontecido. Oportunismo? Quando em 1974 participei pela primeira reunião do PSD da Madeira? Quantos da chamada “velha guarda” laranja dos nossos dias, dos tempos da sede no último andar de um prédio na Rua da Carreira, frente à pastelaria “Lua”, restarão? Hoje, arrependendo-me e lamentando o facto de ter ensaiado um passo atrás no meu propósito há dias anunciado, tomei uma decisão. Tenho a minha dignidade pessoal própria, tenho a minha família, os meus amigos, a minha actividade profissional, a minha vida, tenho objectivos, não tenho rigorosamente que continuar a estar onde não quero, ou a alimentar polémicas, ou a ser enxovalhado. Nada me obriga a manter-se por estas bandas, sobretudo quando não quero. Não se trata de desistir perante as críticas, porque essas comentam-se, rebatem-se, discutem-se. Trata-se de reagir e de resistir perante crápulas sem escrúpulos, pessoas que andam entre nós, que tomam uns copos com pessoas nossas conhecidas, que todos os dias entram e saem de instituições que depois criticam cumprimentado pessoas que enxovalham. Que ganham cumplicidades entre indivíduos alegadamente do "contra" mas que vivem à custa do poder, pessoas que são cúmplices pelo silêncio tolerante que praticam. Cúmplices de pessoas doentes, desonestas, profissionalmente frustrados, ou porque não têm clientes nem processos para lidar num mercado “sobrelotado”, ou porque optam pelo anonimato para não serem acusados de estarem ao serviço de quem os contratou, ou porque estimulados por sentimentos de vingança por terem sido vítimas de factos que nada têm a ver comigo, ou porque julgavam que a vida lhes ia correr melhor, depois de terem tirado o curso, mas enganaram-se, ou porque se movem silenciosamente nos corredores políticos e/ou parlamentares, todos eles energúmenos que por aí andam insultando, inventando, denegrindo. Há dias li Carlos Pereira do PS reagir com aspereza, não percebi porque motivo. Li Luís Vilhena indignado até contra a comunicação social. No meu caso, nada me obriga a ter que aturar isto. Fiquem com eles, fiquem eles. Não é é esta a minha vida, isto vale o que vale, não é aqui que se ganham ou perdem eleições, nem sequer é aqui que se conquista respeito. Garanto-vos que não mudo um milímetro que seja naquilo que sou e que não desisto de fazer o que faço ou de perseguir o que quero. Ms tenho mais que fazer.sábado, janeiro 12, 2008
Agora sim
Quando uma pessoa teve um percurso de vida complicado, marcado desde logo pelo facto de aos 8 anos ter ficado órfão, o pai porque morreu de cancro no pulmão que paradoxalmente ajudava a tratar noutros, a mãe por causa de uma fatal meningite; quando fizemos esse percurso de vida, desde então, com dois outros irmãos, então com 6 e 4 anos, habituados ao mínimo, ao essencial, sem luxos, sem abastança; quando temos a certeza de que educação e princípios foi algo que nunca nos faltou, quando que tenhamos sempre a certeza absoluta que não somos perfeitos porque não há gente perfeita no nosso mundo; quando olhamos para trás e nos lembramos o que não fizemos porque não foi possível, quando depois de tudo isto, vemos uns energúmenos sistematicamente a recorrer ao insulto e à maledicência, que mais podemos fazer senão ignorar? Não se trata de procurar a vitimização, porque sou contra isso. Trata-se apenas de olhar para trás, para um passado do qual não nos envergonhamos, mas que exigimos respeito, para referirmos que há opções tomadas em 1974, repito, em 1974, quando estudantes finalistas do Liceu (!), sem conhecermos pessoas ou andarmos à procura fosse do que fosse. Hoje, passado tanto tempo, orgulho-me do que sou e do que faço, empenho-me no que faço, procurando ser um profissional responsável. Farei o que tenho feito até hoje e vou fazê-lo até ao fim, para ganhar alguns desafios pessoais. Por muito que sistematicamente esses crápulas insistam em falar de aulas e de universidades, denegrindo algo que parece incomodá-los ou lhes causa inveja, não percebo porquê. Um desafio que vou ganhar, plenamente. Que tristeza que é confundir-se diferenças ideológicas, formas de pensar diferentes, eventuais motivos de críticas políticas ou partidárias, com questões pessoais, com tentativas de enxovalho pessoal, ignorando todas as dificuldades e contrariedades de um percurso. Hoje cometi o pecado de ter falado de mim, de coisas que religiosamente guardo para mim, que não as quero partilhar porque acho que não as devo partilhar. Mas há crápulas que nos obrigam a recordar esse passado que guardo com um egoísmo que não prescindo, do qual fizeram parte pessoas que nestes mais de 50 anos de vida me fizeram muita falta. E que os recordo. Quem me dera que tudo tivesse sido um “mar-de-rosas”! Considerem tudo isto um desabafo feito em voz alta, contra tudo o que deveria ter acontecido. Oportunismo? Quando em 1974 participei pela primeira reunião do PSD da Madeira? Quantos da chamada “velha guarda” laranja dos nossos dias, dos tempos da sede no último andar de um prédio na Rua da Carreira, frente à pastelaria “Lua”, restarão? Hoje, arrependendo-me e lamentando o facto de ter ensaiado um passo atrás no meu propósito há dias anunciado, tomei uma decisão. Tenho a minha dignidade pessoal própria, tenho a minha família, os meus amigos, a minha actividade profissional, a minha vida, tenho objectivos, não tenho rigorosamente que continuar a estar onde não quero, ou a alimentar polémicas, ou a ser enxovalhado. Nada me obriga a manter-se por estas bandas, sobretudo quando não quero. Não se trata de desistir perante as críticas, porque essas comentam-se, rebatem-se, discutem-se. Trata-se de reagir e de resistir perante crápulas sem escrúpulos, pessoas que andam entre nós, que tomam uns copos com pessoas nossas conhecidas, que todos os dias entram e saem de instituições que depois criticam cumprimentado pessoas que enxovalham. Que ganham cumplicidades entre indivíduos alegadamente do "contra" mas que vivem à custa do poder, pessoas que são cúmplices pelo silêncio tolerante que praticam. Cúmplices de pessoas doentes, desonestas, profissionalmente frustrados, ou porque não têm clientes nem processos para lidar num mercado “sobrelotado”, ou porque optam pelo anonimato para não serem acusados de estarem ao serviço de quem os contratou, ou porque estimulados por sentimentos de vingança por terem sido vítimas de factos que nada têm a ver comigo, ou porque julgavam que a vida lhes ia correr melhor, depois de terem tirado o curso, mas enganaram-se, ou porque se movem silenciosamente nos corredores políticos e/ou parlamentares, todos eles energúmenos que por aí andam insultando, inventando, denegrindo. Há dias li Carlos Pereira do PS reagir com aspereza, não percebi porque motivo. Li Luís Vilhena indignado até contra a comunicação social. No meu caso, nada me obriga a ter que aturar isto. Fiquem com eles, fiquem eles. Não é é esta a minha vida, isto vale o que vale, não é aqui que se ganham ou perdem eleições, nem sequer é aqui que se conquista respeito. Garanto-vos que não mudo um milímetro que seja naquilo que sou e que não desisto de fazer o que faço ou de perseguir o que quero. Ms tenho mais que fazer.
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