Os fundos de investimento imobiliário continuam a bater recordes em Portugal. No primeiro semestre deste ano, o valor sob gestão aumentou 6,5% face a dezembro do ano passado, superando os €18,4 mil milhões, o mais elevado de sempre. Os dados são da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e mostram que é preciso recuar aos primeiros seis meses de 2001 para se verificar um crescimento... (Expresso)
sexta-feira, setembro 12, 2025
Autarcas do PS ‘presos’ a compromisso anti-Chega
Compromisso autárquico 2025” inova em relação a 2021 com determinação sobre política de alianças. Também inclui integração de imigrantes e políticas de habitação acessível José Luís Carneiro quer garantir que os autarcas eleitos pelo PS não vão alinhar em compromissos com o Chega para garantir a governabilidade de câmaras municipais. E, para isso, os candidatos têm de assinar uma espécie de pacto anti-Chega, que é um dos pontos do “compromisso” que a direção do PS preparou para os candidatos autárquicos do partido e que deveria ser divulgado e assinado na Convenção Autárquica que o partido ia realizar este sábado, em Coimbra. O evento — que devia terminar em modo comício e marcar o arranque da pré-campanha para as eleições autárquicas — foi... (Expresso)
quinta-feira, setembro 11, 2025
Esta pequena vila medieval na Europa com 250 habitantes está a ‘sofucar’ com quase 1 milhão de turistas por ano
Saint-Guilhem-le-Désert, uma pequena localidade medieval no sul de França, tornou-se vítima do seu próprio sucesso. Com apenas 250 habitantes, a vila atrai anualmente entre 600 mil e 800 mil visitantes, um número que multiplica por mais de 3.000 a população local e que transformou o quotidiano dos residentes num cenário de pressões, incómodos e tensões crescentes.
Orgulhosa de ostentar o selo de “uma dos mais belos povoações de França”, Saint-Guilhem-le-Désert oferece aos turistas um cenário de ruas estreitas em pedra, casas tradicionais e um património histórico que inclui a abadia de Gellone, o castelo de Géant e a icónica Pont du Diable. Este magnetismo, amplificado pelas redes sociais e pelos guias turísticos, fez da vila uma paragem obrigatória no turismo rural francês.
Mas para os residentes, a beleza tem um custo elevado. Um reformado do município confessou ao portal Beauty Case que já não consegue realizar tarefas simples como as compras: “A multidão impõe o seu ritmo.” Outro morador, Gérard Vareilhes, relatou que o ruído noturno o obriga a fechar as janelas até nos dias mais quentes: “É impossível dormir com tanto barulho.” Além disso, o tráfego diário é um problema incontornável, já que as ruas medievais não foram concebidas para acolher centenas de automóveis.
Barómetro do poder local: Presidente da Câmara motiva voto de mais de 60% dos portugueses nas autárquicas, revela estudo
Mais de 80% dos portugueses considera que os municípios deveriam ter maior influência nas áreas da saúde e habitação, segundo o novo Barómetro do Poder Local da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), que acaba de ser divulgado. O estudo, desenvolvido por Filipe Teles e Nuno F. da Cruz, envolveu 1.070 entrevistas representativas da população residente em Portugal continental com 18 ou mais anos e analisa perceções, atitudes e comportamentos face ao poder local, a pouco mais de um mês das eleições autárquicas. O barómetro revela ainda que 51% dos inquiridos apontam a prestação de serviços públicos de qualidade, ao menor custo possível, como a principal missão das autarquias, enquanto apenas 31% valorizam a participação pública e 18% destacam a autonomia face ao governo central.
Apoio à descentralização e confiança nos presidentes de Câmara
O estudo indica um claro apoio à descentralização: 62% dos entrevistados defendem que investimentos e serviços públicos devem ser adaptados ao contexto regional. Contudo, os autores alertam para o desconhecimento generalizado sobre competências das instituições regionais, o que limita um debate informado sobre modelos de governação. A figura do presidente da Câmara surge como o principal símbolo do poder local, com mais de 60% dos inquiridos a reconhecer forte influência na definição das políticas municipais. Por contraste, Assembleias Municipais, empresas privadas e organizações da sociedade civil são vistas como atores menos influentes.
Von der Leyen já afia a tesoura: Comissão Europeia prepara cortes grande revisão da estrutura executiva para 2026
A Comissão Europeia deverá concluir até ao início de 2026 um plano de reestruturação do seu braço executivo, com o objetivo de simplificar a sua complexa burocracia e torná-la mais eficiente e economicamente sustentável. A informação consta de documentos internos a que o jornal POLITICO teve acesso. Segundo estes documentos, o responsável pelo orçamento e pela administração pública da União Europeia, Piotr Serafin, foi encarregado de realizar uma “revisão em grande escala da organização e funcionamento da Comissão, acompanhada de um exercício de benchmarking externo”. O objetivo é criar uma “administração pública moderna e eficiente, capaz de cumprir as prioridades políticas”, ao mesmo tempo que consegue lidar com “a volatilidade como nova normalidade” e reduzir tanto a complexidade como os custos sempre que possível.
Dois altos funcionários da Comissão, que falaram sob anonimato devido à sensibilidade do processo, afirmaram que estão a ser estudados modelos alternativos de organização, incluindo a possibilidade de fundir departamentos para agilizar a estrutura. A previsão é que, até ao final de 2026, o executivo europeu consiga eliminar “processos desnecessários” e promover “trabalho mais colaborativo”, depois de uma avaliação detalhada das funções de cada área. Um grupo externo de alto nível será constituído ainda este outono para aconselhar sobre o processo, com a entrega final da revisão prevista para o final de 2025 ou início de 2026.
sexta-feira, setembro 05, 2025
Retrato dos operadores de TVDE em Portugal (Agosto de 2025)
Em Lisboa é um pesadelo esta situação de TVDE. Na maioria dos casos, suspeito eu, são estrangeiros, muitos deles, a maioria deles, não sabem ler, nem escrever – há reportagens nas televisões a mostrar isso tudo – muitos nem inglês falam, mas a verdade é que todos eles que conseguem uma carta de condução de Portugal, não se sabe como - houve tempos, recentes, em que algumas escolas de condução chegaram a ser acusadas em vários domínios, de facilitarem a obtenção desse título à custa de dinheiro cobrado aos interessados, nomeadamente as redes “donas” dos imigrantes que se candidatavam – mas que circulam na estrada como se montassem uma carroça de bois nalguns dos países de origem, páram onde querem e entendem, largam e tomam passageiros sem se importarem com os demais condutores, etc. Lisboa é uma bandalheira, onde até os condutores estrangeiros de tuk-tuk, sem generalizar como é óbvio, enganam turistas, mudam a história de Portugal (pudera, se muitos deles não sabem ler ou escrever, nem português nem, inglês falam...), alteram o nome dos monumentos, inventam histórias incríveis a eles associadas, uma vergonha que não deve ser um exclusivo português, acho eu. E falo disto por experiência própria, porque quem conduz em Lisboa, cruza-se recorrentemente com situações de absoluta aberração. É um massacre andar naquela cidade, ainda por cima com polícia municipal que não se sabe bem para que serve e que competências tem, são tuk-tuks nas mãos de estrangeiros, são TVDE igualmente entregues a forasteiros, carros novos que só podem ser adquiridos por redes mafiosas que operam neste âmbito do controlo destes serviços e de quem neles opera, incluindo nas plataformas digitais usadas pelos utentes, (ninguém acredita que um imigrante tenha condições para recorrer a empréstimos bancários para aquisição seja do que for), cada vez acho que a situação tem piorado e que Moedas é o rosto dessa bandalheira e desse descontrolo e falta de fiscalização. É isto é preciso evitar que aconteça na Madeira, uma cidade mais pequena, sujeita a uma perigosa pressão turística que começa a colocar os seus próprios moradores nas margens da cidade, que não precisa de ter 800 ou mais motoristas de TVDE licenciados, mesmo ressalvando que o mercado tem regras próprias. Pelos vistos o representante da República, nesta ponta final do seu mandato, felizmente em vias de conclusão, não podia aceitar um diploma regulamentar do executivo, até porque há jurisprudência do Tribunal Constitucional que remete para a Assembleia da República a competência legislativa nesta matéria. Por isso, não consigo perspectiva antecipadamente, qual o desfecho para esta situação e qual a margem de manobra do Governo Regional no caso da limitação das licenças para operadores de TVDE, muitos dos quais, há que reconhecer, têm nesta actividade uma parte importante dos seus rendimentos mensais. Vamos aguardar (LFM, Tribuna da Madeira de 05.09.2025)
Madeira com 51 operadores de TVDE (dados de Maio de 2025)
Operadores TVE registados na Madeira (Maio de 2025):
- Total, 51 empresas
- Porto Santo, Câmara de Lobos, Santana, Calheta e São Vicente, 1 em cada concelho
- Machico, 2 empresas
- Ribeira Brava, 4 empresas
- Santa Cruz, 7 empresas
- Funchal, 33 empresas operadoras
quinta-feira, setembro 04, 2025
Canarias ve «injusta» la ‘quita’ de deuda y reclama a la ministra Montero que 'perdone' 1.700 millones más
Canarias no acepta, a falta de "leer la letra
pequeña" sobre la condonación de la deuda que mañana se publique en el
Boletín Oficial del Estado (BOE), que el Gobierno central le exima de pagar
solo 3.259 millones de euros de la deuda contraída. El Archipiélago pide el
'perdón' para 1.710 millones de euros más, es decir, un total de 4.969 millones
de los 6.518 millones de euros que se toman como deuda de referencia a 31 de
diciembre de 2023. Esa es la cantidad que el presidente Fernando Clavijo pondrá
sobre la mesa en las negociaciones para aceptar el contenido del anteproyecto
para perdonar 83.252 millones del total de la deuda de las comunidades
autónomas que hoy aprobó el Consejo de Ministros."Lo justo es que a los
canarios se les condone la misma cantidad por población ajustada que a los
catalanes, porque no somos ni más ni menos, pues de lo contrario estaríamos
pagando la deuda de Cataluña a pesar de que nuestra comunidad autónoma ha sido
gestionada con seriedad y rigurosidad", argumentó Clavijo tras la reunión
mantenida en la sede de Presidencia con los grupos parlamentarios para intentar
conformar una entente política canaria similar a la que en su momento se fraguó
para impulsar la reforma del artículo 35 de la ley de extranjería.
En la reunión con los portavoces de los grupos parlamentarios, el Ejecutivo regional trasladó un informe elaborado por la consejera de Hacienda, Matilde Asián, que demuestra que, como dijo Clavijo, "a pesar de que somos los que menos deuda tenemos de todo el Estado vamos a acabar pagando los excesos y la 'fiesta' de otras comunidades autónomas".
Canarias «luchará con uñas y dientes» por una quita de la deuda y una financiación «que no discrimine»
El Gobierno de Canarias, CC y PP, tienen claro que
bajo ningún concepto van a aceptar una financiación singular a Cataluña y mucho
menos que la condonación de la deuda -aprobada este martes por el Consejo de
Ministros- beneficie más a algunas comunidades autónomas que a otras, como es
el caso de Canarias, que es una de las más perjudicadas.
El Gobierno regional «emprenderá una batalla política y jurídica y luchará con uñas y dientes» para evitar la «discriminación y la desigualdad» que pretende llevar a cabo el Estado con el modelo de financiación y la condonación de la deuda, como señaló ayer el presidente del Gobierno de Canarias, Fernando Clavijo, tras el encuentro mantenido junto al vicepresidente Manuel Domínguez, con el resto de los grupos parlamentarios para tratar de conformar un «frente común» político y social de las islas contra este atropello. En principio el PSOE no parece que vaya a apoyar al Gobierno de Canarias después de que, tras el encuentro, acusara a Clavijo de «hipocresía». El PSOE considera que Canarias sale fortalecida de la condonación pero para Clavijo es un «castigo».
La nueva ley de Turismo ordenará una Canarias «caótica» que resta ingresos a pequeños y grandes
La Consejería de Turismo del Gobierno de Canarias tiene por delante un gran reto, ordenar la actividad turística de las islas y encontrar una solución que deje contenta a todas las partes, o por lo menos que alivie el clima de tensión y preocupación que existe entre los propietarios de las zonas turísticas, tanto los pequeños como los grandes. En la pasada medianoche finalizó el proceso de consulta pública de la nueva Ley de Turismo que prepara la Consejería del área, una legislación cuyo objetivo es aunar la Ley 7/1995 y la 2/2013 en una sola en lo que será una norma amplia y compleja pero que aportará mayor «seguridad jurídica» a todos aquellos que cumplan con la legalidad, una mayor atracción de la inversión y una reducción de la burocracia, según explica la consejera de Turismo Jessica de León.
El principal eje de actuación de esta nueva
normativa será llegar a un acuerdo sobre la unidad de explotación, entre
propietarios y explotadores de los complejos turísticos. Algo que no se presume
fácil, dada las distintas casuísticas que existen en cada uno de ellos. «Somos
conscientes de que hay mucha urgencia en tomar decisiones. Queremos traer una
ley que se adapte a las circunstancias del mercado y evite las colisiones entre
propietarios y explotadores», subraya de León.
Para resolver este problema, hay que tener en cuenta, que el concepto de unidad de explotación tal y como se concebía en 1995 ha mutado claramente con el nacimiento de la economía de plataformas y es «normal que el pequeño propietario quiera ser soberano de esos ingresos» pero que si va a dedicarse a la industria turística también debe contar con las medidas de prevención y actuación necesarias para hacerse responsable de cualquier inconveniente que pueda surgir dentro del complejo.
Elon Musk vai gastar 650 milhões de euros para cavar megatúneis subterrâneos. Mas, para que servem?
Elon Musk, fundador da Tesla, SpaceX e também o homem mais rico do mundo, está a preparar um novo megaprojeto que pode vir a transformar a gestão de cheias em Houston, Texas. A empresa propõe a construção de uma rede de túneis subterrâneos avaliada em 760 milhões de dólares (651 milhões de euros), com o objetivo de reduzir os recorrentes problemas de inundações na cidade. Segundo o Houston Chronicle, a The Boring Company, especializada em escavações e já conhecida por iniciativas de transporte subterrâneo, poderá financiar 15% do valor do projeto. A proposta prevê a construção de dois túneis com 3,6 metros de largura em torno de uma bacia hidrográfica da região, revela o ‘Unilad Tech’.
A ideia ganhou força após o furacão Harvey, em 2017, que provocou 107 mortes e 125 mil milhões de dólares em prejuízos, tornando-se um dos ciclones tropicais mais dispendiosos da história dos Estados Unidos. O Tribunal dos Comissários do Condado de Harris já aprovou por unanimidade a análise de túneis de menor dimensão, como os sugeridos pela empresa de Musk. Contudo, o projeto divide opiniões. Especialistas em recursos hídricos alertam que os túneis mais estreitos podem não ter capacidade suficiente para aliviar as cheias de forma eficaz. Também Jim Blackburn, investigador da Rice University, salientou que a atribuição de uma obra desta dimensão a uma empresa privada exige uma análise aprofundada (Executive Digest)
Este país europeu alcançou “sem querer” a semana de trabalho de 4 dias, e agora quer acabar com ela. Porquê?
É nos Países Baixos onde se trabalha menos: apenas 32,1 horas por semana, segundo dados do Eurostat. Este “sucesso acidental” deve-se, em grande parte, à forte adoção do trabalho em meio período: 42% dos holandeses estão em empregos desse tipo, contra uma média de 20,5% na UE. A medida foi historicamente pensada para integrar mulheres no mercado de trabalho sem comprometer o modelo familiar tradicional, permitindo que conciliassem emprego e cuidados domésticos.
Segundo o FMI e a Harvard Magazine, esse modelo surgiu como consequência de decisões tomadas há décadas. Na década de 1970, as mulheres estavam quase excluídas do mercado de trabalho, e políticas fiscais incentivavam que permanecessem em casa. Reformas posteriores, como a Lei da Igualdade de 1996, garantiram direitos iguais para trabalhadores de meio período e integral, criando uma cultura de flexibilidade que seduziu empregadores e moldou a economia holandesa, explica o ‘el Economista’. No entanto, a adoção generalizada do trabalho em meio período gerou um problema relevante: a disparidade salarial entre homens e mulheres. Atualmente, mulheres ganham em média 40% menos que os homens, uma consequência de ocuparem maioritariamente cargos de meio período. Além disso, a maternidade continua a impactar significativamente os rendimentos femininos, enquanto a renda masculina permanece quase inalterada.
























