terça-feira, julho 21, 2020
segunda-feira, julho 20, 2020
Nota: ou há consciência colectiva na RAM ou isto vai acabar mal
O desemprego no Algarve aumentou 232% em junho. O apelo que fiz
para que o GRM incentive a criação de - sem ter receio de chamar as coisas
pelos seus nomes - dedicado a acompanhar este assunto, e outros, a antecipar
outros cenários mais catastróficos e verificar o efeito real das medidas
anunciadas, no mercado e nas empresas, vai cair no lixo. Eu sei disso. Mas para
memória futura a recomendação aqui fica bem como ao nosso parlamento regional
para que tenha uma estrutura dedicada em permanência apenas a acompanhar este
assunto do impacto social e económico da pandemia, ou estando ficando acima de
comissões especializadas. Duvidam que na RAM isto vai chegar bem dentro de
todos nós, e que vai doer mesmo, demasiado? Oxalá esteja enganado, mas em breve
nadas será mais importante nem prioritário que fazer tudo isto, centrar as
atenções nestes assuntos. E quem não fizer estará a cometer um erro clamoroso e
a tomar uma decisão desastrada. E estes tempos não são para iluminados,
sabichões ou donos da verdade. Ninguém nestes tempos de incerteza é dono da
razão. A RAM, tal como todas as demais regiões insulares e periféricas, vão
sofrer. E pragmaticamente: nada pode ficar como antes, desde a estrutura
empresarial regional, ao tipo de negócio a autorizar porque a pandemia exige
mudanças e selecção. Sem esquecer as especificidades de apoios que eram
concedidos na normalidade a negócios que mostraram a sua fragilidade absoluta e
total até na retoma, passando pelo tipo de actividades que devem ser
prioritárias e como devem ser desenvolvidas, às mudanças no trabalho, e não
apenas na questão do teletrabalho, sem esquecer uma selecção qualitativa e
quantitativa de negócios e empresas para que nada disto se volte a repetir.
Desculpem, mas tasca ao lado de tasca, restaurante à frente de restaurante,
numa terra pequena como a nossa, que depende dos turistas e de mais nada, são
realidades questionáveis, em toda a linha. Diversificação, aposta forte no
digital, cada vez mais no digital, pressão das novas atitudes dos consumidores,
exigência de novas respostas da oferta, uma nova lógica comunicacional, etc, um
sem fim de mudanças de paradigmas sectoriais que precisam ser acompanhadas
quanto antes, em vez de estarem todos sentados de cadeirão à espera de 2021 e
de tudo o que de mau ele vai trazer.
Estes tempos são para tremendos e desafiam os políticos mais preparados e mais
competentes, inovadores e arrojados, corajosos e pragmáticos, em relação aos
quais nunca as exigências das pessoas e das empresas e da economia em geral,
foram tão altas. Mas são tempos também desafiantes das instituições, públicas e
privadas, para que elas alargarem e vão rapidamente ao encontro de uma nova
realidade social onde se inserem, e que até pouco tempo não passaria de utopia
de sonhadores sem os pés assentes na terra. Veio a pandemia e viu-se, bastaram
4 meses, 4 simples meses, para que tudo tenha ido esgoto abaixo. O pior crime
agora cometido seria o desvalorizar da realidade, o acomodamento, o cruzar de
braços, a tentativa do "deixa andar" ou a tese idiota do "logo
se vê". Até o poder deixou de importar. A política tem que mudar, os
partidos, as campanhas eleitorais, o discurso, os dirigentes, etc, tudo vai ser
obrigado a mudar, imposição incontornável da realidade social que os esmagará,
se nada disto for feito. O povo sabe que os desafios que se seguem são de
sobrevivência colectiva. A pior traição que a política e os políticos
podem fazer às pessoas, será falharem quando elas mais pedem deles. (LFM)
Encargos com o crédito à habitação tendem a terminar após a reforma
Mais de metade dos montantes em dívida segundo a idade no final do contrato de crédito à habitação será pago por pessoas em situação de reforma. Esta é uma das conclusões do estudo “Habitação Própria em Portugal numa Perspetiva Intergeracional”, divulgado esta quarta-feira pela Fundação Calouste Gulbenkian. O estudo revela ainda que encargos das famílias com a habitação mais do que duplicaram em 26 anos, que só um quarto dos jovens é que tem acesso ao crédito e que os jovens portugueses até aos 35 anos são dos que mais tarde saem de casa dos pais na Europa, só ultrapassados por gregos e italianos.
Pandemia apaga 860 milhões de euros em receitas turísticas em apenas três meses
Os primeiros três meses de pandemia (março a maio) resultaram num apagão histórico nos proveitos da hotelaria e outros alojamentos turísticos, como o alojamento local. O rombo total já é superior 864 milhões de euros. Ou seja, um quinto da faturação anual deste setor (20%, tendo 2019 como referência) já estará irremediavelmente perdida. De acordo com cálculos do Dinheiro Vivo, com base em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), no período de março a maio deste ano, o valor dos proveitos com hóspedes (nacionais e estrangeiros) na hotelaria e nos outros alojamentos afundou para cerca de 116 milhões de euros, menos 88% do que em igual período de 2019 (980 milhões de euros).
No ano passado, Portugal faturou 4,3 mil milhões de euros nos estabelecimentos de alojamento turístico, indica o INE. Foi o valor mais alto de que há registo. Este colapso na atividade turística em março-maio só não foi pior porque o mês de março não foi inteiramente afetado pelas medidas de confinamento da economia e sobre a circulação de pessoas.
26% das empresas em Portugal já despediram ou pretendem despedir
Mais de um quarto das empresas em Portugal revela que, durante o período de pandemia, já despediram colaboradores ou pretendem vir a fazê-lo. O aumento do desemprego é uma das principais consequências económicas da pandemia de Covid-19. Mais de um quarto das empresas (26%), já despediram colaboradores ou pretendem vir a fazê-lo, revela o relatório “O Futuro da Economia Portuguesa: Preparar a retoma pós Covid-19”, promovido pela Associação Empresarial de Portugal (AEP). O estudo realizado pela Deloitte concluiu ainda que 73% das empresas inquiridas sofreram uma redução no seu volume de negócios, sendo que 31% registaram perdas superiores a 50%. Face a esta quebra abrupta de rendimentos, um quarto das empresas inquiridas no estudo recorreu ao lay-off, contra 65% não aderiu a este apoio, apesar de a grande maioria defender o instrumento (82%). Apesar do cenário, 21% das empresas tenciona avançar com processos de recuperação, enquanto 6% vão avançar para a insolvência. Os setores do alojamento e restauração, e transportes e armazenagem foram os mais afetados pela pandemia e pelas medidas de confinamento impostas para travar a disseminação do vírus.
Sondagem: António Costa soma notas positivas mas Marcelo ganha na confiança
Primeiro-ministro (63%) e presidente (61%) com popularidade elevada, em particular entre os mais velhos e as mulheres. Os portugueses dão melhor nota a António Costa do que a Marcelo Rebelo de Sousa. É a principal novidade do primeiro barómetro político da Aximage para o JN e a TSF. O primeiro-ministro não tem, no entanto, demasiadas razões para festejar. Uma coisa é a avaliação de desempenho, outra a confiança, matéria em que o presidente da República continua imbatível. A comparação com resultados de barómetros anteriores não é possível. Com a mudança de parceiro nos estudos de opinião, houve também alguns ajustes a algumas das perguntas sobre as principais personagens da vida política portuguesa. Um desses ajustes tem a ver com o facto de fazermos agora a mesma pergunta sobre o desempenho e usarmos os mesmos critérios de avaliação. E isso explicará, pelo menos parcialmente, por que razão tem agora Costa mais avaliações positivas do que Marcelo. A diferença é de escassos dois pontos percentuais, mas o primeiro-ministro consegue 63% de notas positivas, contra os 61% do presidente. Ao contrário, o inquilino de Belém tem um pouco mais de avaliações negativas (22%) do que o de S. Bento (18%). No entanto, ao analisar os diferentes segmentos da amostra, são mais os elementos que os unem, do que aqueles que os separam.
Sondagem: Maioria dos portugueses está contra novos confinamentos
Portugueses mais velhos e residentes da Área Metropolitana de Lisboa são os que mais contestam que haja novas restrições restrições à liberdade de movimentos. Perceção de risco é baixa: 71% acham pouco provável virem a ser infetados com a covid-19. A margem é estreita mas há, ainda assim, uma maioria de portugueses (51%) que rejeita que o Governo venha a decretar novos confinamentos. Mesmo que o número de casos de covid-19 continue a aumentar. É o que mostra uma sondagem da Aximage para o JN e a TSF, em que também se destaca o facto de 71% dos inquiridos responderem que consideram baixo o risco de ser infetado. A resistência a medidas que imponham restrições à liberdade de circulação é particularmente elevada entre os cidadãos com 65 ou mais anos (61%) e entre os que vivem na Área Metropolitana de Lisboa (58%) - aliás, a única região do país (concretamente 19 freguesias) em que se mantém a obrigação do dever cívico de recolhimento, com ajuntamentos limitados a cinco pessoas e os cafés obrigados a fechar portas às 20 horas. Numa questão em que fica patente uma grande divisão (46% aceitariam novos confinamentos), foi o género que ditou a diferença: os homens (54%) fizeram pender a balança para o fim das restrições (as mulheres estão divididas a meio).
Como vão o défice e a dívida dos partidos? Eis as contas de 2019
Nível de capitais próprios (ativos – passivos) dos partidos com assento parlamentar
As contas de 2019 permitem concluir que o PS é o partido com o maior passivo, o PCP o que tem mais contribuições dos eleitos, a IL a que mais depende de donativos e o PSD o que está mais sólido. Os partidos entregaram esta semana as contas relativas a 2019 à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP) e o ECO analisou a situação financeira dos que têm assento parlamentar. No global, o PSD é o que tem atualmente a melhor situação financeira, seguindo-se o PCP e o BE, enquanto o PS e o CDS continuam em falência técnica. Já os partidos mais pequenos têm uma situação saudável, proporcional à sua dimensão. Mas há mais a explorar: Quem recebe mais donativos e quotas? Qual o partido que mais consegue encaixar em angariação de fundos? Há várias formas de olhar para a situação financeira dos partidos, mas entre as variáveis observadas destacam-se os capitais próprios, ou seja, a situação líquida — a medida mais direta da saúde da empresa em determinado momento. Genericamente, esta corresponde à diferença entre os ativos e o passivo, neste caso dos partidos. Nesta ótica, o PSD está no topo com 19,8 milhões de capitais próprios, o que compara com a situação do PS de 3,8 milhões de euros de capitais próprios negativos.
Bananageddon: Fungo mortal ameaça levar as bananas à extinção
O fungo Fusarium oxysporum ou doença do Panamá, está a ameaçar as plantações de bananas de todo o mundo, tendo já destruído várias na Indonésia, Malásia e Taiwan. De acordo com investigadores da Universidade Wageningen, na Holanda, é apenas “uma questão de tempo” até que a doença chegue à América Latina, de onde a maioria das bananas são exportadas para a Europa. Os cientistas holandeses recriaram a forma como a doença de espalhou, desde a sua origem no este asiático, e descobriram que um clone da doença do Panamá, chamado Tropical Race 4 (TR4), é uma ameaça muito específica à banana do subgrupo Cavendish, que representa grande parte da produção global de bananas. “A actual expansão da epidemia da doença do Panamá é particularmente destrutiva devido à monocultura massiva e susceptível das bananas Cavendish”, lê-se no relatório Worse Comes to Worst: Bananas and Panama Disease. O estudo foi publicado no jornal Plos One.
domingo, julho 19, 2020
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