segunda-feira, janeiro 22, 2018

CDS-Madeira: a turbulência de regresso


Decididamente há coisas que não são fáceis de entender. Lembram-se que escrevi há dias que considerava haver uma relação entre as turbulências no CDS e uma previsível definição da sua liderança ainda durante 2018 - para dar tempo para as regionais de 2019 - e as directas do PS? Pois é...

Financiamento dos partidos: 100% de acordo com Jerónimo de Sousa (PCP)

Eu sei que talvez seja polémico mas subscrevo e apoio 100% as declarações de Jerónimo de Sousa do PCP sobre o financiamento dos partidos e a polémica em torno das alterações aprovadas pelo parlamento. O que se passa é um populismo barato ao qual inevitavelmente aderiu Marcelo Rebelo de Sousa, ele que é o exemplo maior de como se deve fugir de problemas e polémicas da política, tudo em nome do deixar andar (aliás naqueles anos todos em que foi comentador televisivo alguém se lembra de contraditório nesses espaços de opinião? Ele não queria, ele exigia que fosse só ele a perorar para que não existisse polémica que pudesse causar-lhe problemas). Perguntem ao homem se ele se lembra hoje de quem o saneou da RTP quando era comentar? Não se lembra coisa nenhuma. Não lhe interessa. Logo a memória é curta. Ele nem sabe quem são Santana Lopes e Rui Gomes da Silva!
E que dizer do CDS? Que eu saiba, não foi esse partido demagógico que em tempos teve uma estranha lista de financiadores da qual constava um tal Jacinto Leite Capelo Rego. Ou já se esqueceram disso?
Já agora os cidadãos em vez de embarcarem em manipulações em torno deste assunto (que incluem certos ajustes de contas de grupos de comunicação social que devido a problemas financeiros e a elevados passivos quer ajustar contas com os políticos) deviam exigir que os partidos obrigatoriamente publicassem - eu sei que há documentos no site da Entidade de Contas mas o povo em geral não os sabe descodificar - as suas contas, incluindo receitas, despesas e endividamento bancário. E quanto a receitas deviam ser discriminadas (LFM)

sexta-feira, janeiro 19, 2018

PS-Madeira em directas: a tempestade facílima de entender...

O PS-Madeira está hoje em directas para o congresso regional que marcará o partido, dado que a liderança que vier a ser eleita abrangerá as regionais de 2019, no fundo o objectivo político de qualquer partido, quer se trate de conquista do poder, de sobrevivência "in extremis" pura e simples ou de uma mera continuidade na mesma pasmaceira em que alguns vivem e sobrevivem desde 1976.
Estas eleições internas no PS-Madeira mais do que um fenómeno a merecer a atenção dos politólogos e dos estudantes de qualquer cadeira de ciência política universitária - sobretudo por causa das estranhas especificidades subjacentes - mostram que no PS-regional, mais do que uma discussão entre projectos há sim uma luta pelo poder. De grupos, não de pessoas. E mais nada. É do poder que falamos.
Vou tentar desenvolver três aspetos que considero importantes, na minha óptica, numa análise ao que se passa, reafirmando que se trata da minha opinião pessoal - apenas eu respondo por ela - apesar dela poder conquistar outras concordâncias:

Directas no PSD: o que temem eles?

Acho muito estranho - ou talvez não atendendo a quem se trata e do que sempre fizeram em termos de manipulação dos factos - que o PSD nacional se tenha limitado a publicar uma patética acta eleitoral com os resultados totais nacionais, não tendo divulgado, como seria de esperar, pelo menos os resultados dos dois candidatos à liderança do partido nos diferentes distritos e regiões autónomas. Afinal do que é que os derrotados viúvos e viúvas do passismo têm medo? Afinal quem ganhou onde e quem perdeu onde? Porque é que os militantes não podem saber os resultados em Faro ou de Rio ganhou no Porto e perdeu em Lisboa e por quantos votos?

sábado, janeiro 13, 2018

TVI-24: 25ª Hora (12 de Janeiro de 2018) - o caso IURD

O Segredo dos Deuses - Crianças portuguesas foram levadas para o estrangeiro através de uma rede de adoções ilegais, que se servia de um lar da Igreja Universal do Reino de Deus. Muitas destas crianças foram adotadas por bispos da IURD. Há casos de meninos escolhidos por fotografias.

Porto Canal: Universo Porto da Bancada (09 Janeiro 2018)


SIC-Notícias: O Eixo Do Mal (06 Janeiro 2018)


SIC-Notícias: Quadratura do Círculo (11 Janeiro 2018) - PSD


SIC-Notícias: Expresso Da Meia Noite (12 Janeiro 2018) - PSD


Humor- Donos disto Tudo: Santana Lopes versus Rio


RTP: debate Rui Rio - Santana Lopes


TVI: Debate Rui Rio - Santana Lopes


As guerras no PSD e as verdades que não se conhecem...

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PSD: Três meses de campanha em três minutos


Quanto nos custam os partidos políticos?

O tema do financiamento dos partidos e das campanhas entrou na agenda política depois do Parlamento aprovar uma lei polémica, já vetada pelo Presidente da República. O assunto volta à baila e importa saber quanto pagamos pelos partidos e campanhas eleitorais, e qual o custo da democracia para os cofres do Estado. Sabe quanto vale cada voto que coloca na urna? E quanto recebe cada um dos partidos com representação no Parlamento? São milhões de euros. Todos os anos. Mas talvez o regresso a um sistema baseado no financiamento privado dos partidos não seja propriamente a melhor solução. Dois minutos e 59 segundos para perceber um pouco melhor o tema

Portuguesa detida em Inglaterra acusada de terrorismo

A fotografa portuguesa Cláudia Patatas de 28 anos, é suspeita de pertencer à National Action, uma organização proibida de extrema direita na lista dos grupos terroristas das autoridades britânicas.

Várias farmácias da Madeira estão com processos de insolvência ou com bens penhorados

Uma em cada cinco farmácias da região da Madeira ou está em insolvência ou tem bens penhorados. A Ordem dos Farmacêuticos pede ao Estado medidas que possam minimizar esta crise de tesouraria das farmácias.

Pilhagens na Venezuela


Caracas cria canal com embaixada portuguesa para ajudar portugueses


PSD: não voto!

O PSD está a cair num erro que lhe pode ser fatal. O de achar que basta eleger um líder e que por muito papagaio que ele seja, isso garante logo uma vitória eleitoral em 2019. Não garante coisa nenhuma.
O grande desafio do futuro líder, seja ele quem for - é-me indiferente porque não acredito em nenhum deles - será o de recolocar o PSD nos trilhos da sua coerência ideológica, respeitando  o pensamento de Sá Carneiro e rejeitando a desfiguração programática e ideológica feita por quem tomou o PSD de assalto para, através dele, conquistar o poder. O PSD hoje é um partido de direita, radical nas concepções sociais, que esbarra permanentemente nos amuos e nas mágoas de uns tantos viúvos e viúvas do "passismo" (?) que, pateticamente, se arrastam atolhados num saudosismo doentio de tempos idos, os quais iam destruindo o PSD em toda a linha.
Se esse recolocar o PSD nos seus trilhos ideológicos naturais, se essa depuração interna limpando o partido de certas pequenas máfias de oportunistas saloios que se apoderaram do aparelho partidário manipulando campanhas, resultados, filiações, pagamento de quotas, etc - não se concretizar, então seguir-se-á a travessia no deserto que pode acabar mal, bastante mal, para o partido.
Não duvido que esta campanha mostra bem a mesquinhez e a rafeirada da guerra pessoal entre um candidato parido pelos média e empurrado pela ambição e pela vaidade pessoais (Rui Rio) e um outro candidato, do tipo "agarrem-se senão eu jogo-me" (Santana), apressadamente arranjado, que inicialmente até se recusou entrar na corrida mas que perante o consumado avanço do candidato do norte, foi convencido (sabe-de lá os motivos...) pela estrutura de Passos Coelho a avançar.
Um deles vai ganhar porque não sei quantos dos alegados 70 mil militantes em condições de votar - estou desejando de ver os resultados finais das "directas" porque temo que elas possam revelar-se uma vergonha para o PSD e para a sua mobilização, desde logo dentro de casa - assim determinarão, influenciados pelas pressões e pelas subtis (ou não) sugestões dos pequenos núcleos lobbistas que funcionam nos partidos ao nível das suas estruturas de freguesias e dos concelhos - uma realidade que nem sequer é apenas do PSD.
Mas será que isso chega? Não, longe disso.
Há que refazer um discurso, há que aproveitar o congresso para marcar diferenças, para distanciar o partido de fundamentalismos ideológicos e programáticos idiotas que vivem hoje ainda sob a frustração de um (normal) afastamento do poder - o parlamento é ou não o epicentro da política? - e que não conseguem ter um discurso assente no pragmatismo e na realidade.
Estou a falar de um partido derrotado nas autárquicas de 2017  que não percebeu que o rumo que estava a seguir ia conduzi-lo ao caos eleitoral.
Por tudo isso não voto, nem sequer dou o benefício da dúvida. Pura e simplesmente fico encostado à espera de quem traga uma imagem nova ao partido, uma mensagem limpa, que crie empatias com a sociedade em geral, que não dependa de ambições pessoais ou seja um refém doentio do espaço mediático (LFM)