sexta-feira, agosto 07, 2015

Sondagem: PS e coligação separados por 1,5 pontos


Apenas 1,5% de intenções de voto separam agora PS da coligação Portugal à Frente, com os socialistas a perderem quatro décimas em relação ao mês passado (agora estão nos 36,3%), e a aliança Portugal À Frente (com 34,8%), a recuperar duas décimas. O barómetro mensal da Eurosondagem para o Expresso e a SIC traz ainda más notícias para CDU, PDR (o partido de Marinho e Pinto) e Livre/Tempo de Avançar: todos perdem duas décimas. Só o Bloco de Esquerda acrescenta (poucos) votos (0,2 pontos) em relação a julho. Ainda assim, o secretário-geral socialista permanece como o mais popular dos líderes partidários, com um saldo positivo superior a 20%, o dobro do que tem Paulo Portas. Já Passos Coelho continua no fundo da tabela (é o único com popularidade negativa), apesar de ter melhorado ligeiramente em relação ao mês anterior.
FICHA TÉCNICA
Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, de 29 de Julho a 4 de Agosto de 2015. Entrevistas telefónicas realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por região: Norte (19,9%); A.M. do Porto (14,4%); Centro (28,7%); A.M. de Lisboa (27,2%) e Sul (9,8%), num total de 1030 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1236 tentativas de entrevistas e, destas, 218 (17,1%) não aceitaram colaborar neste estudo. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo. Desta forma resultou, em termos de sexo: feminino — 52% e masculino — 48%, e, no que concerne à faixa etária, dos 18 aos 30 anos — 17,5%; dos 31 aos 59 — 50,2%; com 60 anos ou mais — 32,3%. O erro máximo da amostra é de 3,05%, para um grau de probabilidade de 95%. Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social (Expresso)


Desastre: Novo cartaz do PS mostra desempregada que perdeu o emprego no tempo de Sócrates

É o segundo episódio da série dos cartazes do PS. Depois de a última campanha ter estoirado nas redes sociais e ter sido alvo de chacota, os mais recentes outdoors já estão a seguir-lhe as pisadas. Trata-se de uma série de cartazes com vários rostos anónimos, com o intuito de pedir “respeito” perante as pessoas que têm vivido tempos difíceis. Acontece que num deles aparece uma desempregada que diz ter perdido o emprego há cinco anos, precisamente na altura em que era o PS de José Sócrates quem estava no Governo. A intenção dos socialistas era, claro, destacar uma pessoa que estivesse no chamdo desemprego de longa duração – alguém que há muito tempo não trabalhe e que não tenha, por isso, já direito a subsídio. Mas os cinco anos foram suficientes para as redes sociais voltarem a explodir: O episódio acontece dias depois de a anterior campanha de outdoors do PS ter posto na corda bamba o brasileiro Edson Athayde, especialista em marketing e comunicação política que está por detrás da campanha socialista para as legislativas deste ano. O marketeer ficou, mas os cartazes acabaram por ser retirados. O slogan da campanha era “É tempo de confiança” e mostrava uma mulher a “virar a página”. A imagem, no entanto, dava azo a muitas interpretações e foi alvo de várias montagens e paródias nas redes sociais. A campanha que se seguiu, divulgada hoje e intitulada “Não brinquem com os números, respeitem as pessoas”, demorou poucas horas para ser também alvo de piadas no Twitter, devido ao lapso cronológico. Além da imagem da senhora desempregada “há cinco anos” há também outros casos que, esses sim, estão a passar impunes ao escrutínio da internet. (Observador)

quinta-feira, agosto 06, 2015

Manuel Brito (ex-Secretário Regional da Saúde) já renunciou ao mandato

O antigo secretário regional da saúde, Manuel Brito, já formalizou o pedido de renuncia ao mandato. Segundo apurei esta posição do antigo membro do Governo e deputado eleito já foi comunicada ao Grupo Parlamentar do PSD e à Mesa da Assembleia e permite a continuidade do deputado do PSD representante da ilha do Porto Santo, dado que essa foi uma das questões mais faladas quando se conheceu a demissão do antigo titular da pasta da Saúde. João Faria Nunes já foi hoje empossado na Assembleia Legislativa em cerimónia realizada perante a Comissão Permanente que substitui nos termos regimentais e estatutários o plenário do Parlamento regional (em férias como se sabe), se bem que não para situações inéditas como esta onde parece haver alguma omissão. Manuel Brito tomou posse como deputado, a exemplo dos demais membros do Governo também eleitos deputados, mas suspendeu no próprio dia a sua actividade parlamentar para poder ser empossado como membro do executivo que a abandonou recentemente.

quarta-feira, agosto 05, 2015

Site do Jornal da Madeira deliberadamente desactivado?

Gostaria que alguém esclarecesse por que razão o site do Jornal da Madeira - que permite acesso online a notícias e à edição do dia - deixou de estar acessível. Como não foi dada nenhuma explicação minimamente plausível, das duas uma: ou há uma avaria que a deterioração dos serviços informáticos ajudaria a explicar ou pura e simplesmente a decisão foi tomada e a ideia é afinal fazer "desaparecer" o JM de tudo o que seja sítio. Para que conste há cinco dias - pelo menos - que não consigo aceder ao site do periódico.

segunda-feira, agosto 03, 2015

Talvez outros possam aprender alguma coisa de útil: El cambio que llega a las televisiones autónomicas con los nuevos Gobiernos

El cambio político que las elecciones del 24-M trajeron tras de sí ha removido los terrenos en los que desde hace cuatro años se asentaban las televisiones autonómicas. La influencia de las formaciones emergentes en la configuración de Gobiernos y la llegada de aire nuevo a los parlamentos de varias Comunidades Autónomas apuntan hacia una etapa distinta para las 13 regiones que cuentan con una televisión pública.
El regreso de Canal 9
La radiotelevisión valenciana, con más de 26 años de emisión, fue clausurada por el Partido Popular en 2013. En ese momento acumulaba una deuda de más de 1.200 millones de euros. La formación conservadora, que hasta las pasadas elecciones gobernó la Comunidad Valenciana durante 20 años y propició una plantilla de más de 1.500 trabajadores, también aprobó una ley que impide a la Generalitat prestar servicios de radiodifusión y televisión. Es el mayor escollo al que se enfrenta el Gobierno que del socialista Ximo Puig para abrir de nuevo el canal autonómico el 9 de octubre, día de la Comunidad, tal y como adelantó a EL PAÍS en una reciente entrevista. Puig también avanzó que se trabaja en la anulación de la ley y en las soluciones que permitan deshacer el caos jurídico y económico que supuso el cierre del ente. En la actualidad, el gasto de la televisión supera lo que hubiera costado mantenerla abierta con un ERE pactado.
Telemadrid, en la encrucijada
La televisión madrileña se encuentra en una encrucijada política y económica. El PP perdió la mayoría absoluta en las elecciones autonómicas retiraron por primera vez en 20 años y, por tanto, también en el consejo de administración del ente público. La ley es clara: los representantes en el órgano de gobierno de la televisión se repartirán proporcionalmente según del número de diputados obtenidos “al inicio de cada legislatura y una vez constituida la Asamblea”. Resultado: el PP pierde el férreo control que ejercía sobre ella y queda a expensas de lo que decidan los grupos de la oposición. Por eso, la presidenta Cristina Cifuentes no ha cambiado aún la composición del consejo y lo ha retrasado para finales de año en medio de las quejas de las otras formaciones con representación (PSOE, Ciudadanos y Podemos).
Podemos quiere acabar con "el control político y la precarización"
Pablo Echenique, líder de Podemos en Aragón, cree que “el estado actual de muchas televisiones autonómicas presenta dos características que” generan un “resultado  nefasto”. Es decir, “alto nivel de control político en los contenidos y precarización extrema de su personal no directivo”. “Con periodistas mal pagados y muchas veces bajo amenaza de despido si no cumplen, externalizándolo casi todo para bajar costes a base de precarización laboral y con línea directa entre los presidentes autonómicos y los directores de informativos, las televisiones autonómicas son, en gran medida, más instrumentos de propaganda del Gobierno de turno que herramientas de información veraz al servicio de la ciudadanía”, opina el exeurodiputado. Cuál es el proyecto de Podemos para las televisiones autonómicas? “El camino a seguir es de sentido común: financiación estable, derechos laborales para que los periodistas no tengan que plegarse a presiones, independencia total del Gobierno autonómico y democratización de los consejos directivos con acceso de la sociedad civil, los trabajadores, asociaciones de prensa o el mundo de la cultura”. “La información veraz es un derecho y no podemos permitir que nos lo secuestren”, zanja Echenique. Telemadrid sufrió en 2013 un ERE que redujo la plantilla de 1.170 a 309. El 40% del presupuesto se emplea en la contratación de programas externos. La oposición en la Asamblea de Madrid reclama la "despolitización" del ente público, de hecho es uno de los 72 puntos que Ciudadanos obligó a firmar al PP para dar su respaldo a Cifuentes en la sesión de investidura. PSOE y Podemos piden la vuelta de los trabajadores despedidos. Los tres partidos de la oposición quieren que el director general sea elegido por mayoría en la Asamblea de Madrid, algo que hasta ahora no ocurría.
El lío de Radio Televisión Castilla-La Mancha
El nuevo Gobierno de Castilla-La Mancha (PSOE-Podemos) se ha propuesto como una de sus principales tareas cesar de su puesto al actual director general del ente público, Ignacio Villa. "Queremos ir a hacia un modelo similar al de RTVE en la época de Zapatero", aseguran fuentes del Ejecutivo de Emiliano García-Page (PSOE). La propuesta socialista consiste en cambiar los órganos de dirección de la televisión manchega: el Parlamento elegiría por mayoría un director general y un consejo de administración renovado. La próxima semana, la Junta celebrará un pleno monográfico sobre esta renovación de la televisión autonómica. Durante la anterior legislatura, el PSOE denunció "manipulación" en las informaciones del ente. Por el momento, el PP se ha negado a cambiar el actual consejo de administración y no acepta la propuesta del nuevo Gobierno (seis miembros del PSOE y seis del PP y tres de Podemos). Carmen Amores, periodista y directora de Antena en Canal Sur desde 2013, es el relevo propuesto para Villa. Desde el Ejecutivo esperan tener listo el nuevo modelo antes de final de año.
Las reformas que están en el aire
La Corporación de la Radio Televisión Aragonesa es un de las pocas que no tiene déficit ni pérdidas. La razón del buen estado de sus cuentas es, a juicio de sus responsables, el modelo: una televisión pública externalizada al 90%. Ese modelo chirría a Podemos, la formación que ha posibilitado el gobierno del socialista Javier Lambán y entre cuyos acuerdos para apoyar la investidura está el de que los servicios informativos no estén en manos de productoras privadas, como ocurre ahora. Ese acuerdo está a expensas de las auditorias que van a realizarse a todas las empresas del Gobierno y se abordará entre septiembre y octubre. El director de la televisión pública de Aragón, Pepe Quilez, no oculta su satisfacción por el buen estado de las cuentas y por sus índices de audiencias. Podemos quiere que cambien las cosas, porque en los acuerdos no solo está lograr que los informativos sean de la plantilla, sino que el nombramiento de los directores sea por acuerdo de al menos tres quintas partes de la cámara. El nuevo Gobierno tripartito de Baleares (PSOE, Mès y Podemos) no ha podido cambiar ni la cúpula de directivos, ni tampoco ha alterado la programación ni el estilo y tendencia de los programas e informativos de la radio televisión balear. El nuevo Ejecutivo quiere modificar el modelo, porque en el actual no tienen mayoría cualificada, para remover al actual equipo de confianza del PP. El Gobierno de Francina Armengol cambiará la ley del ente o esperará seis meses de impasse legal para nombrar a los nuevos consejo y director general. Cada partido del pacto del Gobierno propuso un periodista o técnico gestor, pero la desconfianza del PP hizo fracasar el intento. El nuevo Gobierno de Asturias (PSOE-IU) presidido por Javier Fernández, plantea la renovación del consejo de administración a través de una ley que ya aprobó en julio de 2014, pero que "por la cercanía de las elecciones" se paralizó. Desde el Ejecutivo asturiano no han desvelado ninguna novedad al respecto de la televisión autonómica, "tendremos que valorar las propuestas”, se han limitado a señalar. La deuda del ente supera el 66% del presupuesto anual que recibe (20 millones de euros para 2015). En Extremadura, el nuevo Gobierno (PSOE-Podemos) salido de las urnas el pasado 24 de mayo no está conforme con el modelo de televisión que ha heredado de la anterior legislatura (PP). Desde el Ejecutivo de Guillermo Fernández Vara consideran que Canal Extremadura TV ha estado "al servicio de los intereses de este partido [PP] y en el que se incumplía de manera flagrante la obligación de defensa de servicio público que rige esta norma".
La Junta de Extremadura quiere hacer de la televisión pública "una televisión plural, verdaderamente inspirada en los principios de objetividad, veracidad e imparcialidad de las informaciones". La elección del director general de la Corporación Extremeña de Medios Audiovisuales (CEXMA) se hará por concurso de méritos (la Junta no especifica cómo).
El debate por la reforma de la televisión vasca (EiTB) comenzará en septiembre u octubre, cuando se creará una comisión parlamentaria para estudiarlo, tal y como se han comprometido el PNV y el PSE. Todos apuestan por una reforma, pero apenas han precisado el cómo (nadie duda del carácter de servicio público del ente). Una reforma que el PSE plantea debido al desplome de las audiencias. El año pasado EITB logró cubrir su déficit gracias al éxito de la película Ocho apellidos vascos. El Gobierno ya estaba preparando una aportación extra para este 2015.
Las que no cambian
Ningún grupo parlamentario cuestiona la continuidad de la Radio Televisión de Andalucía (RTVA), una empresa púbica con una de las mayores plantillas de la comunidad. Todos los grupos lo entienden como un servicio público necesario para los andaluces. En 2015, la RTVA calcula unas pérdidas de 28,7 millones de euros. Al no haber cambio de Gobierno en la Xunta de Galicia, no se ha reavivado el debate sobre la compañía con motivo de las elecciones. Pero año tras año, con la presentación de los presupuestos, surgen críticas al recorte que afecta a los gastos en personal. El director general de la corporación, Alfonso Sánchez Izquierdo, dijo al presentar en el Parlamento los presupuestos para este año que, "a medio y largo plazo", el modelo económico y el coste de la plantilla no son "sostenibles".
Al mismo tiempo que se recorta en personal, la Xunta ha mantenido hasta ahora sin amparo legal un consejo de administración encabezado por un director general designado por el Ejecutivo y no por el Parlamento, como exige el nuevo texto legal, y paga cerca de 800.000 euros anuales a 11 consejeros. Tras las elecciones municipales, PP y PSOE se repartieron todos los cargos del consejo. El director general de la televisión canaria es Santiago Negrín, periodista y el primero que ha sido elegido por el Parlamento de Canarias. Con anterioridad lo elegía a dedo el presidente del Ejecutivo autonómico. El consejo de administración también fue elegido por el Parlamento de Canarias, a propuesta de los diferentes partidos que lo componían. En Cataluña ha sido el propio Gobierno nacionalista el que ha cambiado sus criterios políticos sobre cómo debe ser la televisión pública desde principios de 2012. Tras unas elecciones en las que Convergència formaliza su conversión al soberanismo y en las que pierde diputados en favor de Esquerra Republicana, rompe con el PP y TV-3 y Catalunya Ràdio pasarán a ser herramientas gubernamentales claves del llamado "proceso". El propio Consejo del Audiovisual Catalán criticaba el pasado junio la emisión de un programa de debate, .Cat, con las fuerzas soberanistas por la total ausencia de pluralismo.
Murcia y su canal de gestión indirecta
En la pasada legislatura (Gobierno del PP) se acometió el cambio del modelo de la televisión autonómica 7 Región de Murcia, siendo la primera Comunidad Autónoma en implantar un modelo de gestión indirecta. Desde el pasado 1 de abril, la empresa CBM del Grupo Secuoya ha comenzado las emisiones de esta nueva televisión. El contrato de adjudicación es de tres años más otros tres negociables. Desde el Gobierno consideran que la televisión autonómica debe ofrecer contenidos diferenciados de los que ya dan las cadenas nacionales. Las comunidades que no disponen de canales autonómicos públicos son Navarra, Cantabria, La Rioja y Castilla-León. Ceuta y Melilla cuentan con televisiones locales. El caso de la comunidad castelloleonense es particular. Radio Televisión de Castilla-León es de titularidad privada (tiene seis años de antigüedad), pero desde su creación existe una comisión de seguimiento compuesta por el Gobierno y los grupos con representación parlamentaria. Tras las elecciones de mayo, ya han entrado los representantes de las formaciones con diputados en la Junta: PP, PSOE, Podemos, Ciudadanos y Grupo Mixto (IU-Equo y UPL). (reportagem do El Pais, com a devida vénia)



O que é que mais temem as pessoas em todo o mundo?

El cambio climático, la inestabilidad económica y el terrorismo yihadista, entre otros, son los principales temores globales que más preocupan a la gente, según un estudio que ha elaborado el Pew Research Center. El estudio h sido publicado como previa a la Conferencia sobre Cambio Climático de las Naciones Unidas que tendrá lugar en París este mes de diciembre, por lo que se ha propuesto medir las "percepciones de los desafíos internacionales" país por país. A nivel mundial, el cambio climático se ve como la mayor amenaza a la que enfrenta la humanidad, con poco menos de la mitad de los 40 países encuestados calificándolo como su mayor preocupación. En total, el 46% de la población del mundo están muy preocupados por el cambio climático. Los habitantes de Burkina Faso son los más preocupados, con un asombroso 79% de las personas muy preocupadas por el calentamiento global. Es un dato significativo, ya que el Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo predice que Burkina Faso “experimenta algunos de los peores impactos del cambio climático”. En cuanto al terrorismo yihadista, el Estado Islámico es la segunda mayor amenaza percibida por el mundo, con el 41% de los que nos sitúa como uno de los mayores temores. Al menos 14 países ponen a la organización terrorista como el riesgo de más alto nivel. El programa nuclear de Irán suscita especial temor entre israelíes, con un 53%, siendo esta su mayor preocupación. Los estadounidenses, por su parte, son los más preocupados por Irán con un 62%. La organización llevó a cabo la investigación en 40 países entre marzo y mayo de 2015, con las respuestas de más de 45.000 personas. Se pidió a la gente de todo el mundo que clasificara a algunos de los mayores problemas de nuestro tiempo en función de si estaban "muy preocupado, algo preocupado, no demasiado preocupados o nada preocupados" por cada uno de ellos (El Pais)

La Iglesia tampoco escapa del horror y la violencia en Venezuela

El asesinato del fraile franciscano Alexánder Pinto retrata la acción de las bandas organizadas y del hampa en un país cuya sociedad está cada vez más insensibilizada con la muerte de inocentes. Desapareció un miércoles por la tarde. Nadie más lo vio desde que salió de una heladería después de abandonar la Parroquia San Francisco de Asís en Ciudad Bolívar (Venezuela). El pasado 15 de julio, Fray Alexánder Pinto, de 53 años, fue raptado cuando dejaba atrás la casa parroquial montado en su Chevrolet X1 para volver a su residencia. Dos días más tarde apareció su vehículo, calcinado, en un descampado y la Polícía denunció su desaparición. Sin imaginárselo, sin amenazas anteriores, Alexánder Pinto pasaba a depender del nihilismo violento de unos delincuentes sedientos de dinero; como tantos otros, ni los siervos de Dios iban a librarse de la crisis de violencia que azota Venezuela. Preocupados por Fray Alexánder, sus familiares en Venezuela contactaron con todos, hasta con su hermano pequeño, Rafael Pinto (Ralf), que ejerce de maquillador de famosos en Madrid y que se enteró por un error de su hermana al preguntarle si conocía alguna novedad sobre el suceso. El lunes, cinco días después de la desaparición, Ralf Pinto, desesperado, se puso en contacto con ABC para pedir ayuda en la búsqueda de su hermano. Sin embargo, horas más tarde, el cuerpo sin vida de Fray Alexánder fue hallado en claro estado de descomposición en el kilómetro 19 de la autopista Ciudad Bolívar – Puerto Ordaz, según informan medios locales. Los informes policiales señalan que Pinto pudo haber sido asesinado el mismo miércoles 15 de julio, día en el que desapareció.
«Lo llevaron a un lugar solitario, allí lo dispararon y luego intentaron cometer un delito con la camioneta quemándola más tarde», describe el secretario general de la Conferencia Episcopal Venezolana (CEV), Víctor Hugo Basabe, lo que pudieron hacer los tres delincuentes detenidos esta semana, menores todos de 30 años y del mismo barrio de Fray Alexánder. Director del colegio San Francisco Solano del 23 de enero, Caracas, la víctima solo llevaba 30 días en Ciudad Bolívar, donde se encontraba para sustituir al sacerdote de la parroquia, de origen español y que ha viajado a España por vacaciones. «El hampa común nos toca a todos los sectores, nos hace daño a todos, y de la Iglesia no fue solo Alexánder, ya que hace unos meses tres sacerdotes también fueron víctimas de la violencia», añade. Denuncia robos de santos y de donativos en asaltos a mano armada. Para el fundador de la radio parroquial, Fandi Naser, nadie se escapa de la violencia, «en este año han matado a 80 oficiales de Policía y hace dos días mataron al guardaespalda del alcalde en Ciudad Bolívar, lo que quiero decir es que aquí no se trata del oficio, de hecho hace no mucho mataron a dos sacerdotes en Caracas».
Venezuela, difícil para un sacerdote
La inseguridad es junto al desabastecimiento la principal preocupación de los venezolanos en un 75%, según el Instituto Venezolano de Análisis de Datos (IVAD). Además, según la ONG Observatorio de la violencia, el 83% de los ciudadanos teme ser víctima de un incidente violento en el transporte público y siete de cada diez asegura haber cambiado sus hábitos de ocio para evitar la violencia del hampa. Como respuesta a la ola de robos, hurtos y atracos párrocos y feligreses han convocado en las últimas fechas multitud de marchas silenciosas, a lo largo y ancho del país. Según la agencia de noticias del Vaticano, Fides, Venezuela es uno de los países más peligrosos para el clero, debido al incremento de los ataques a los agentes pastorales en el país desde 2006, hasta tres el año pasado. A los crímenes se suman los robos a las iglesias, en aumento desde 2013.
«Nos pedían que los crímenes no se utilizaran para criticar al Gobierno»
El Padre Basabe denuncia igualmente la inacción de Nicolás Maduro y los suyos. «Nuestra relación ha variado por momentos, primero nos pedían que los crímenes no se utilizaran para criticar al Gobierno, llegando a sugerir en el asesinato de un salesiano hace un año que había cosas turbias detrás, ahora sí vemos un mayor interés pero los agentes no tienen capacidad para combatirles», asegura. El secretario general de la CEV ha perdido toda confianza en las instituciones por la impunidad reinante. «Nunca hemos sabido de la detención de algunas personas o de la recuperación de objetos robados. Y ante los asaltos armados a obispos, el Gobierno responde "¡protéjanse!". Se lavan las manos». La ultraviolencia viene alimentada por la crisis de escasez que vive Venezuela. Este fin de semana ha tenido lugar un asalto a un supermercado en San Félix, en el estado de Bolívar, el mismo donde ha muerto Fray Alexánder Pinto, cobrándose la vida de una persona, después de que un grupo que hacía cola en un supermercado de la localidad venezolana exigiese tener acceso a estos productos básicos. Se produjo un asalto en el que un hombre recibió un disparo en el pecho. «El problema de la violencia tiene que ver con la situación del país, desde la Iglesia pedimos al Gobierno que se tomen las decisiones necesarias para mejorar la economía, no podemos seguir así», apunta el padre Basabe, que insiste en que hay que luchar por inculcar valores a una juventud perdida. «No somos un país en guerra, pero aquí sufrimos más asesinatos», concluye (ABC)

Afinal qual o verdadeiro número do desemprego?


Madeira quer regime fiscal próprio já na próxima legislatura

A Madeira vai apresentar na próxima legislatura uma proposta para a criação de um regime fiscal próprio para a região, confirmou ao PÚBLICO o presidente do Governo madeirense, Miguel Albuquerque.
“A região precisa de encontrar novas fontes de financiamento do Orçamento, sem onerar os contribuintes madeirenses, nem exigir mais meios financeiros ao Estado”, justificou Albuquerque, dizendo que o país está “há muito tempo a persistir num equívoco”.
Não somos nós, defende, que temos que nos adaptar à fiscalidade, mas a fiscalidade que deve adequar-se aos cidadãos e às empresas.
A ideia não é nova, e já vem do tempo em que Alberto João Jardim presidia o Governo madeirense. A proposta para a criação de um regime fiscal próprio chegou a ser discutida no início deste ano na Assembleia da República, por insistência do PSD-Madeira, mas na altura já o parlamento regional tinha sido dissolvido, devido à demissão de Jardim no final de 2014, e a iniciativa não chegou a ser votada, baixando à comissão onde acabou por caducar.
Agora, Miguel Albuquerque volta a pegar no projecto, e tem o compromisso de Pedro Passos Coelho de apoiar o diploma na próxima legislatura. Esse apoio ficou patente em Julho no palco do Chão da Lagoa, quando o líder do PSD-Madeira enumerou no discurso os compromissos assumidos com o actual governo, entre os quais um regime fiscal diferenciado.
“É fundamental que haja um entendimento transversal, sobre esta questão, por parte da opinião pública”, argumenta Albuquerque, frisando que uma diferenciação fiscal não trará custos acrescidos para os contribuintes. Pelo contrário. “A Madeira tem de suportar, através dos impostos cobrados na região, as despesas elevadíssima com a educação, saúde pública, financiamento da administração regional, investimentos e manutenção de infraestruturas, e se conseguir um quadro fiscal atractivo que permita a receita necessária e suficiente para o efeito, ganha a região e ganha o país.”
Esta adaptação fiscal pretendida pelo Funchal reúne apoios em todas as bancadas do Parlamento madeirense. A proposta que chegou a São Bento foi aprovada pelo PSD e CDS, com os restantes partidos a absterem-se por reticências em relação à constitucionalidade do diploma e a uma eventual concorrência ao Centro Internacional de Negócios da Madeira. 
A questão da inconstitucionalidade não se coloca, no entender de Jorge Miranda. O constitucionalista explicou ao Público que a Lei da Finanças Regionais permite uma “margem considerável” para as regiões autónomas adequarem o regime fiscal nacional às especificidades próprias desses territórios. “Se for uma simples adequação, maior ou menor, não se colocará o problema da igualdade ou desigualdade em relação aos restantes contribuintes”, explicou, ressalvando que o documento terá que ter em conta questões de razoabilidade.
Sem pormenorizar – porque a proposta está ainda a ser trabalhada -, Albuquerque fala de uma “solução fiscal simples” que traga receita. “[Queremos] um modelo fiscal competitivo e eficiente, atraente para os investidores e empreendedores que desenvolvam actividades que gerem emprego, actividades de valor acrescentado e mais-valias para um crescimento económico desejável”, explica, traçando como objectivo que as contribuições e impostos dessas empresas fiquem na região.
“A nossa estrutura económica é diferente da do continente, muito devido à descontinuidade territorial e à ultraperificidade”, sustenta o governante madeirense, exemplificando: “Temos uma economia de serviços, assente no turismo e no Centro Internacional de Negócios”.
A Madeira, continua, é um território insular, de pequena dimensão, e sem condições para criar economias de escala. “Nunca poderemos apostar, por exemplo, na indústria pesada como acontece nos territórios continentalizados”, observa, dizendo que o diagnóstico “está feito” e um dos instrumentos que a região tem para a captação de investimento, é a criação de uma “atractividade fiscal diferenciada”.
O texto do documento que está em preparação para ser levado ao parlamento madeirense e daí para a Assembleia da República, não deverá diferir muito daquele que foi guardado numa gaveta em São Bento. A proposta, da autoria de Miguel de Sousa, vice-presidente da Assembleia regional, propõe um quadro de inventivos fiscais que englobam a taxa de IRC a 12,5% e uma redução de 30% no IRS e no IVA. Actualmente o IRS situa-se nos 14,5% para rendimentos até aos 7 mil euros e o IVA está nos 22%.
A proposta do deputado social-democrata concede uma redução de 60% à colecta de IRC para empresas que cumpram alguns requisitos como a criação de postos de trabalho, a diversificação da economia, a projecção internacional da Madeira ou a contribuição para a melhoria do meio ambiente.
Tudo isto, com garantia às empresas que o regime se manterá irrevogável durante 15 anos. Prazo considerado suficiente para permitir confiança e estabilidade aos investimentos" (texto do correspondente do Publico no Funchal, MÁRCIO BERENGUER)

A aldrabice da corja de mentirosos: 509 mil desempregados não entram nas contas oficias, a taxa seria de 22%

"A verdade dos factos comprova que, face a junho de 2011, houve uma redução efetiva do número absoluto de desempregados em Portugal". A afirmação, do final da semana passada, foi de Marco António Costa, porta-voz do PSD, depois de o Instituto Nacional Estatística (INE) ter divulgado estimativas provisórias do desemprego relativas a junho. De facto, o número de desempregados baixou de 675 mil no segundo trimestre de 2011 para 636,4 mil em junho de 2015. Mas o número de inativos disponíveis e de subempregados a tempo parcial, não contabilizados no desemprego oficial, disparou mais de 70% desde 2011 até este ano. No primeiro trimestre, havia 508 800 pessoas numa destas duas situações.
Os números são destacados por Eugénio Rosa, economista da CTGP, no seu último estudo, onde salienta que "a redução do desemprego oficial tem sido conseguida através do aumento significativo do número de desempregados que não são considerados nos números oficias de desemprego". Ao todo, no final de março deste ano, havia 256,8 mil inativos disponíveis (desempregados que não procuraram emprego no período em que foi feito o inquérito do INE) e 252 mil trabalhadores em subemprego (aqueles que pretendem ter trabalho a tempo completo mas, como não conseguem, aceitam trabalho a tempo parcial). Somando estes aos 636,4 mil desempregados oficiais (número ainda provisório, relativo a junho), o total de desempregados ultrapassaria os 1,145 milhões. A taxa de desemprego passaria de 12,4% para 22%.
"O que isto demonstra, se analisarmos os desempregados com subsídio e somarmos a esses os desempregados sem subsídio, os inativos e subempregados, é que temos mais de 10% da população em crise. Além de que, entre os de-sempregados, não contam os que estão a fazer cursos de formação e estágios", comenta a economista Mariana Abrantes de Sousa.
Para Francisco Madelino, antigo presidente do IEFP, há duas razões para que os inativos e subempregados tenham aumentado tanto. "O desemprego de longa duração disparou. Como as pessoas não têm emprego há muito tempo, não têm subsídio de desemprego; como não têm subsídio de desemprego, não estão sujeitos a processos de procura de emprego e não têm expectativa de encontrar emprego", aponta. Por outro lado, "as pessoas que estão em situação muito complicada aceitam trabalhar poucas horas" e muito desse subemprego "também está associado a políticas ativas de emprego, em que as pessoas estão em formações que duram poucas horas" e que, na prática, "nem sequer são empregos".
Já João Carlos Cerejeira, professor da Universidade do Minho, salienta que, mais do que analisar o desemprego, importa conhecer evolução do emprego. "O desemprego tem caído mais rápido do que a subida do emprego", pelo que "uma parte muito significativa da transição do desemprego é para a inatividade ou para a emigração". Aliás, sublinha, "os números do emprego ainda estão a níveis de junho de 2012, enquanto a taxa de desemprego está a níveis de junho de 2011". Ainda que haja "uma ligeira melhoria a nível do emprego", a verdade é que "houve uma quebra à volta de 500 mil postos de trabalho" entre 2011 e 2015, "uma redução brutal, tendo em conta a dimensão da população ativa portuguesa", salienta. Por isso, "dizer que os níveis do emprego estão a níveis pré-crise não é verdadeiro, estamos muito longe desses valores", conclui" (Dinheiro Vivo)

Mania de Escrever (VI): Rally Vinho da Madeira: 2015 decisivo para um eventual difícil regresso ao Europeu

Terminando o Rally Vinho da Madeira - que este não não teve uma lista de participantes que justifique qualquer atenção mediática como se veio a verificar - penso que é tempo de reflectir e de se pensar o futuro da iniciativa.
Que Rally queremos, que Rally podemos ter, que objectivos concretos estão subjacentes, no domínio promocional, ao nosso Rally?
Para que serve o Rally afinal? Para se limitar a ser uma espécie de bandeira anual do clube organizador? Para ser mais uma prova do calendário regional, embora mais alargada devido à presença dos pilotos continentais interessados no campeonato nacional de automobilismo?
Temos que abordar este assunto com a racionalidade e o pragmatismo que nem mesmo a emotividade de alguns programas televisivos locais e respectivos comentadores mais "automobilísticos" pode colocar em causa.
Qualquer análise obriga-nos a deambular em torno dos seguintes itens:
- o historial da prova madeirense no europeu;
- a afirmação da prova e inclusão no IRC e Europeu;
- a queda devido a problemas financeiros;
- a exclusão da prova do novo Campeonato da Europa de Rallyes, perdendo espaço de afirmação mediática mas perdendo sobretudo para a concorrência;
- a insularidade, os custos organizativos, a falta (e custos) dos transportes marítimos;
- a dimensão do mercado empresarial e publicitário regional, a  falta de patrocinadores, a crise económica e financeira que subsiste desde 2011 e respectivo impacto nas equipas e nos pilotos e nos apoios públicos concedidos a cartazes desportivos de ponta;
- a ausência de um calendário promocional virado para os meracdos internacionais - a promoção tem que ser feita a pensar no exterior e não virada para os madeirenses, porque esses não gerarão certamente as receitas hoteleiras nem outras que a economia deseja, dado que são residentes na ilha. Neste quadro, como se compreende a palermice absurda de realização no mesmo fim-de-semana do Open da Madeira de Golf e do Rally Vinho da Madeira, alegadamente duas iniciativas importantes na promoção turística da Madeira (com que base e com que números)? No caso do Rally Vinho da Madeira a coisa torna-se este ano bem mais complexa, pois além de ter perdido espaço mediático nas televisões, enfrentou a concorrência do ciclismo nacional (Volta a Portugal com programas especiais e directos na RTP-1) e a realização do Rally da Finlândia para o Mundial;
- que promoção gera o Rally, que receitas propicia aos hotéis locais, o que pensam do Rally os empresários hoteleiros locais em termos de impacto da prova no sector? Que estudos existem sobre a importância e o impacto promocional do Rally e do Golfe no turismo regional? Obviamente que cada organização puxa a "brasa à sua sardinha" mas por esse caminho ainda teremos algum organizador de uma prova de "bisca de seis" a reclamar o contributo da mesma para a promoção turística regional...;
- a recomendável renovação da estrutura organizativa e uma urgente definição, sobretudo por parte do poder político, do que deve ser feito para impedir que o Rally caia numa espécie de marasmo e acomodamento organizativo, tudo isto assente num compreensível saudosismo relativamente a um passado recente que elevou o Rally Vinho da Madeira - orçamentalmente dos mais dispendiosos - a um dos melhores da Europa mas que em nada serviu para garantir a sua continuidade no Europeu, É tudo uma questão financeira. E ponto final!
Comecemos por uma nota preliminar: a organização do Rally Vinho da Madeira não é posta em causa em nada, pelo contrário, parecer-me que mantém os mesmos padrões e exigência qualitativa como se a nossa prova integrasse o calendário europeu. Tem de continuar a fazer isso para que este ano, quando for aprovado o calendário de provas para 2016 e 2017, a prova madeirense esteja na primeira linha de escolha.
Quando nos anos setenta o Rally Vinho da Madeira ascendeu ao Campeonato da Europa, cumprindo uma "escadaria" que o levou em 1979 ao coeficiente 4 - então o mais alto do calendário - depois da vitória em 1978 do consagrado Ari Vatanen (nessa altura um dos melhores pilotos do mundo), foi a confirmação de um esforço que as pessoas vá fora não têm a noção. Posso falar assim porque fiz parte da organização do Rally alguns anos, antes da chegada ao topo do Europeu (coeficiente 4) e depois de lá termos estado e continuado. Muitas das pessoas que hoje estão ligadas à organização do Rally Vinho da Madeira já faziam parte dessa organização, aproveitando para recordar a pessoa de Severino Fernandes, saudoso amigo e uma pessoa que foi decisiva, com a sua equipa de colaboradores, na mudança de paradigma na organização do Rally,  juntamente com José Agostinho Gouveia e José H. Campos - dirigentes do Madeira que estiveram, entre outros, na primeira linha da afirmação da nossa prova.
Lembremos então.
Desde 1959 na estrada e europeu desde 1979
A primeira edição do Rali Vinho da Madeira teve lugar em 1959 mas só em 1979, vinte anos depois, passou a fazer parte do Campeonato Europeu de Ralis, mantendo-se consecutivamente e durante anos no calendário desta prova desde então. Entre 2006 e 2010 fez também parte do Intercontinental Rally Challenge, o que possibilitou uma maior exposição internacional do evento, nomeadamente através da cobertura televisiva pelo grupo Eurosport. Até 2012 fez parte do Campeonato Europeu de Ralis (ERC) mas desde essa data integra o FIA European Rally Trophy, a segunda competição europeia de ralis da FIA. Os italianos Andrea Aghini, Giandomenico Basso e os português Américo Nunes e Bruno Magalhães (vencedor de 2015) são os pilotos com maior número de vitórias, quatro cada. Piero Liatti, Horácio Macedo e Fabrizio Tabaton venceram três vezes cada um.
Crise financeira e exclusão em 2011
Em 2011 surgiu a notícia de que o ERC padecia de falta de competitividade o que levou a FIA a estudar várias soluções para aquela que é a mais antiga competição internacional de estrada. Nessas reuniões, ficou definido que caberia ao Eurosport promover e divulgar o Europeu, convertendo para tal em 2013 o IRC em ERC. Duas das provas consideradas míticas da competição europeia, Ypres e Barum, continuariam, o que significou que todas as outras seriam despromovidas a uma taça europeia. Um dos problemas colocados então à federação internacional resultou do facto do Rali Vinho Madeira, excluído do IRC, ter recebido nos últimos anos boa nota dos observadores. Duas decisões dos últimos Conselhos Mundiais ajudaram a FIA nos seus propósitos: a possibilidade de classificar um evento pelo seu interesse desportivo e competitivo e a substituição dos actuais observadores por delegados desportivos. Neste cenário, escreveu o Autosport na altura, "a prova madeirense, que faz parte do calendário europeu desde 1979 e mantém o maior coeficiente desde 1983, poderá não ter a força necessária para impor o estatuto decorrente da sua qualidade organizativa e longo historial. Pior, tudo poderá acontecer numa altura em que a Madeira está sob forte crise financeira e os principais apoiantes do rali são instituições estatais". Estávamos, recordo, em 2011, ano em que começou a crise financeira portuguesa agravada com a situação financeira na Madeira decorrente do PAEF assinado em Janeiro de 2012.
A polémica da exclusão revelada em 2012
Sabe-se que a Comissão Organizadora do Rali Vinho Madeira enviou em 2012, à federação internacional, na pessoa de Jonathan Ashman, uma exposição a questionar a sua exclusão do Europeu de Ralis e mostrando o seu desagrado pela forma como todo o processo de definição do novo Europeu de Ralis foi feito, nomeadamente o que dizem ser duas posições distintas da FIA.
Sabe-se também que depois de uma reunião do World Motor Sport Council, em Setembro de 2012, foi dado conhecimento aos clubes organizadores dos Ralis do Campeonato da Europa ter a FIA deliberado que o Eurosport Event Limited passou a ser o Promotor/Organizador do FIA European, a partir de 2013 e por um período de 10 anos. Nessa altura terá ficado também definido que o calendário do "novo" Campeonato da Europa teria 10 a 12 provas e que nenhum país poderia ter mais do que uma competição. Curiosamente o Madeira, organizadora do nosso Rally, numa troca de correspondência com a FIA referiu num dos documentos que "deixou de ser uma questão desportiva, ou organizativa, de bom ou mau desempenho, de muito ou pouco historial no ERC, de ser melhor ou pior pontuada pelos Observadores, etc, passando a ser uma questão financeira, de aceitação ou não do contrato financeiro proposto pelo Eurosport. E os organizadores que aceitarem as condições contratuais, têm a sua prova incluída no ERC 2013. Era essa a única garantia da FIA".

Finalmente lembro também a posição do Club Sports Madeira quando verificou que o Rally Vinho da Madeira não fazia parte do calendário provisório do Europeu de 2013 - que viria a manter-se: "(...)Enviámos um email a Mr. Jonathan Ashman, Mr. Marcello Lotti, Mr. Radovan Novak e Mr. Luiz Pinto Freitas, mostrando o nosso desagrado pelo desprezo e humilhação a que uma Organização que está há 34 anos consecutivos no Campeonato da Europa, tinha sido votada pelo Eurosport Event Limited e para surpresa nossa, nesse calendário provisório (2013) constava o “Rali Sata Açores” evento que nunca fez parte do Campeonato da Europa mas sim da Taça da Europa e, nos últimos anos, no IRC" Uma história mal contada pois na altura foi revelado que François Ribeiro, Director Desportivo do Eurosport Event Limited, manifestou a  sua surpresa pela polémica e pela posição da Madeiora alegadamente por estar convencido que teriam existido contactos e/ou reuniões ao longo deste processo de decisão. Ou seja, como reconhece o Madeira: "É claro que a Eurosport Event Limited decidiu primeiro qual era a prova portuguesa que ia incluir o ERC 2013, e só depois tentou explicar a decisão, por telefone, sem nunca dar a possibilidade do Rali Vinho da Madeira se poder pronunciar".
Calendário de 2015 e anos anteriores
O calendário de 2015 do Europeu de Rallys integrou as seguintes provas:
- Rally ­Jännerrallye (Aústria, asfalto/gelo/neve) - 4 a 6 de  Janeiro;
- Rally Liepāja (Letónia, terra/gelo/neve): 6 a 8 Fevereiro;
- Circuit of Ireland Rally (Irlanda do Norte, asfalto): 2 a 4 Abril
- SATA Rallye Açores (Portugal, terra): 4 a 6 Junho
- Geko Ypres Rally (Bélgica, asfalto): 25 a 27 Junho
- Auto24 Rally Estonia (terra): 17 a 19 Julho
- Barum Czech Rally Zlín (República Checa, asfalto): 28 a 30 Agosto 
- Cyprus Rally (terra): 25 a 27 Setembro
- Rally of Greece (terra): 9 a 11 Outubro 2015
- Giru di Corsica-Tour de Corse (França, asfalto): 5 a 7 Novembro 2015.
Refira-se que neste ano, o Rally da Acrópole foi adiado para Outubro e o rally da Córsega, previsto para ser o último evento da temporada europeia foi retirado, dado que passou a fazer parte das provas do Campeonato Mundial de Rallies em substituição do Rali da França. O Rally Internacional du Valais, na Suiça, foi o escolhido em substituição da prova corsa.
Em 2013 integraram este lote de provas do Europeu, o Rally das Canárias, o Sibiu Rally  na Roménia, o Lotos Rally da Polónia, o Rally da Croácia, o Rally Sanremo e o Rally Internacionais de Valai (Suiça). Em 2014 o calendário do Europeu integrava o Rally da Acropolis (Grécia) e o rally Giru di Corsica-Tour de Corse.
O Campeonato Europeu de Rally 2014 viu ser estreado o Rali da Acrópole, que foi retirado do Campeonato do Mundo de Ralis de 2014, substituído pelo Rali da Polónia. Quanto ao Rally Sibiu Roménia – que seria o terceiro e último evento da  mini-série Winter Challenge -  devido a condições meteorológicas adversas e ao estado lastimoso das estradas, foi adiado para o final do calendário. Mais tarde foi mesmo cancelado. Comparativamente a 2013, foram retirados do calendário o Rally as Canárias El Corte Inglês, o Rally da Croácia e o Rallye Sanremo.
Em 2012 o Rally Vinho da Madeira fazia parte do calendário do Europeu juntamente com outras provas: 
- Rally ­Jännerrallye (Austria),1000 Miglia (Itália), Croácia, Bulgária, Ypres, Bosphorus Rally (Turquia), Vinho Madeira, Barum, Principe das Asturias, Polónia, Antibes (que acabou por se retirar do Europeu)  e Internacional de Valais (Suiça).
Em 2010, do calendário do Intercontinental Rally Challenge (IRC) fizeram parte os rallyes de Monte Carlo,(França), Curitiba (Brasil), Argentina (Argentina), Canárias (Espanha), Sardenha (Itália), Ypres (Bélgica), SATA e Vinho da Madeira (ambos em Portugal), Sanremo (Itália), Escócia (Escócia) e Chipre (Chipre).
Neste ano o calendário integrou doze provas realizadas em dois continentes. Foram substituídos os rallyes da Rússia, do Japão e o Safari Rally na Argentina, Rally de Sardenha na Itália e o FxPro Rali do Chipre. Em Março desse ano foi anunciado que o Rally das Canárias substituiria o Rally Principe de Astúrias (Espanha). 
Em 2011 o IRC integrou os Rallyes de Monte Carlo, (França), Canárias (Espanha), Córsega (França), Yalta (Ucrânia), Ypres (Bélgica), SATA (Portugal), Barum (República Checa), Mecsek (Bulgária), Sanremo (Itália), Escócia (Escócia) e Chipre (Chipre).
Regira-se que Intercontinental Rally Challenge entrou em 2011 na sua sexta temporada que incluía 12 provas, iniciando-se a 19 de Janeiro com o Rallye Automobile de Monte-Carlo e terminando a 5 de Novembro com o Rali do Chipre. Neste ano foi introduzido um novo sistema de pontos para a temporada - a aplicação do sistema de pontos FIA - 25-18-15-12-10-8-6-4-2-1. No âmbito deste novo sistema, os dois eventos finais na Escócia e em Chipre ofereciam mais pontos através de um coeficiente de pontuação - a prova da Escócia com um coeficiente de 1,5 dava ao vencedor 37,5 pontos, 27 pontos ao segundo lugar, 22,5 ao terceiro lugar e assim por diante. Em Chipre, o vencedor recebeu o dobro dos pontos, ou seja 50 pontos, contra 36 pontos do segundo lugar 36, e 30 do terceiro lugar e assim por diante.
Um ano antes, em 2009, o calendário do  IRC - Intercontinental Rally Challenge integrava os Rallyes de Monte Carlo, (França), Canárias (Espanha), Córsega (França), Yalta (Ucrânia), Ypres (Bélgica), SATA (Portugal), Barum (República Checa), Mecsek (Bulgária), Sanremo (Itália), Escócia (Escócia) e Chipre (Chipre).
O calendário passou de dez provas em 2008 para doze em 2009. De fora ficaram o Rally da Turquia, Rally de Portugal,  Rali Internacional de Valais e o Rali da China, substituídos pelo Rali de Monte Carlo, Rali Internacional de Curitiba, Rally Safari, Rally dos Açores, Rally do Japão e  Rally da Escócia. O Rali do Japão foi mais tarde cancelado, devido à recusa dos construtores em viajarem para aquele país.
Em 2008 o calendário do IRC integrou as provas da Turquia, Portugal Ypres, Rússia, Vinho da Madeira, Barum, Príncipe das Astúrias, Sanremo, Valais e China
Sublinhe-se que o Intercontinental Rally Challenge (IRC) foi um campeonato organizado pela SRW Ltd e sancionado pela Federação Internacional de Automóvel (FIA) com o objectivo de dar novas oportunidades para pilotos jovens ou amadores competirem em conhecidos ralis regionais e internacionais, enquanto que os organizadores proporcionam ao mesmo tempo novas formas de cobertura televisiva, criados por acordo com o canal desportivo Eurosport. Este campeonato incluiu carros do Grupo N e Grupo A até 2000cc incluindo os Super 2000, R2 e R3. Em 2013 este campeonato fundiu-se com ERC - Campeonato Europeu de Ralis. O IRC nasceu em 2006 com o nome International Rally Challenge, mudando a designação em 2007 com a introdução de provas de outros continentes para além da Europa.
Campeões
Recordamos os campeões do IRC entre 2006 e 2012:
- Giandomenico Basso (2006), Enrique Ojeda (2007), Nicolas Vouilloz (2008), Kris Meeke (2009), Juho Hanninen (2010), Andreas Mikkelsen (2011 e 2012).
Recordo que os pilotos campeões da Europa de Rallys foram, entre 2000 e 2014, os seguintes:
2000 - Henrik Lundgaard, Toyota Corolla WRC
2001 - Armin Kremer, Toyota Corolla WRC
2002 - Renato Travaglia, Peugeot 206 WRC
2003 - Bruno Thiry, Peugeot 206 WRC
2004 - Simon Jean-Joseph, Renault Clio S1600
2005 - Renato Travaglia, Mitsubishi Lancer Evolution VII e Renault Clio S1600
2006 - Giandomenico Basso , Fiat Grande Punto S2000
2007 - Simon Jean-Joseph, Citroën C2 S1600 e Citroën C2 R2
2008 - Luca Rossetti, Peugeot 207 S2000
2009 - Giandomenico Basso , Abarth Grande Punto S2000
2010 - Luca Rossetti, Abarth Grande Punto S2000
2011 - Luca Rossetti, Abarth Grande Punto S2000
2012 - Juho Hänninen, Škoda Fabia S2000
2013 - Jan Kopecký,  Škoda Fabia S2000
2014 - Esapekka Lappi, Škoda Fabia S2000
2015 - O irlandes Craig Breen, vencedor de 3 provas (uma das quais o SATA Açores) lidera mas o polaco Kajetan Kajetanowicz (2 vitórias) está muito próximo. O russo Aleksey Lukyanuk, vencedor na Estónia - ultima prova realizada até este momento, na Estónia - está também próximo dos primeiros lugares.
O Campeonato da Europa de Ralis - ou Campeonato Europeu FIA Rally - é uma competição de automobilismo realizada anualmente na Europa e organizada pela FIA. E a mais antiga prova de competição de rallyes no mundo que cumpriu em 2012 as 60 edições e que se renovou em 2013 graças à fusão com a Intercontinental Rally Challenge.
2015 poderá ser ano decisivo para o futuro do Rally Vinho da Madeira
Em 2013 surgiu a notícia de que a Madeira poderia "roubar" o lugar dos Açores no Campeonato Europeu de Ralis (ERC), mas isso não aconteceu já que o calendário aprovado em Outubro 2013 para esta competição tinha um prazo de validade de duas temporadas. Isso coloca à Madeira desafios acrescidos e importantes quando a um regresso à alta roda do automobilismo europeu. Caso não o consiga desconfio que o Rally Vinho da Madeira perderá importância e impacto mediático, mesmo que mantenha - como aconteceu em 2015 - alguma competitividade desportiva interessante, apesar da ausência de pilotos europeus de ponta.
De facto o SATA Rally Açores para além de contar com recursos financeiros  - que me garantem ser 2 a 3 vezes superiores aos que presentemente o Rally Vinho da Madeira dispõe - tem mantido padrões organizativos de qualidade o que lhe garante a presença no campeonato mais importante do mundo no que toca a ralis (Europeu), depois de ter feito parte quatro anos do IRC. 
O que é certo é que o Rally Vinho Madeira terá de esperar até 2016 para poder voltar aos grandes palcos internacionais, embora os açorianos acreditem na continuidade do SATA Açores, devido às paisagens de alguns dos troços da prova que eles acham que podem ser motivo para que o Eurosport não “deixe que esta prova saia do seu calendário, pois é a que dá mais audiência ao canal". Não parece posta de parte a possibilidade no WRC, com o Rally da Austrália e Nova Zelândia, ou seja, as duas provas vão-se alternando no calendário, sendo que neste caso é de três em três temporadas. Fica a ideia para os dois grupos organizadores destas duas grandes provas portuguesas pensarem e verem os benefícios que podia trazer a cada.

sábado, agosto 01, 2015

Humor madeirense...à madeirense!

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Sol: A nova vida do padre Frederico (reportagem completa)

Vive com a mãe no último andar de um prédio entre Copacabana e Ipanema, um dos locais mais luxuosos do Rio de Janeiro. E não sente necessidade de sair do Brasil, nem para férias. Foi lá que Frederico Marcos da Cunha, ou o padre Frederico como é conhecido, se fixou desde que fugiu à Justiça portuguesa em 1998 - quando cumpria pena por homicídio - e é lá que continua a celebrar missas. Mas não em locais convencionais. «A igreja católica não tem só paróquias, tem pastorais,  várias pastorais. Dos idosos, das crianças, dos doentes… É numa pastoral que rezo missa», revela ao SOL. No Rio de Janeiro dedica-se à fotografia abstracta e continua a celebrar missa. Diz pertencer ainda à Diocese do Funchal e elogia o trabalho do Papa Francisco. Mesmo que a pena prescreva, diz que nunca sairá do Brasil. Não é, porém, com a religião que ganha a vida, mas sim com um dos seus talentos. O interesse pela fotografia abstracta vem de longe - já dos tempos em que vivia em Portugal - e actualmente é mais do que um hobby, sendo uma das suas actividades. «Faço há muito tempo», diz, lembrando que já em 1989 fez uma «exposição na ilha da Madeira, no Teatro Municipal». 
As suas criações não têm paisagens ou corpos. «É como uma pintura abstracta, só que é feita com luz e não com pincel», explica Frederico, admitindo que hoje em dia a arte «é mais ou menos a sua actividade principal». Fica-se por um «mais ou menos» em muitas respostas e trava a voz sempre que o assunto resvala para o seu dia-a-dia. «O que eu faço ou deixo de fazer é da minha vida particular». O padre é  contido nos detalhes do seu quotidiano. 
Mas Leonor, a mãe, confirma que é do talento do filho que vem parte do rendimento lá de casa. Frederico, diz, vende as suas fotografias a particulares no Rio de Janeiro.
Em declarações ao SOL, por telefone, Frederico preferiu sublinhar que nunca foi «pedófilo» nem «assassino», rematando quase sempre: «Não há uma única prova contra mim, fui condenado por convicção do tribunal, nenhuma prova. Nem de pedofilia, nem de assassinato». 
Cadastro regista apenas um furto 
A vida na cidade maravilhosa não tem tido quaisquer sobressaltos, ao contrário dos últimos anos que passou na Europa. Segundo o SOL apurou, no cadastro federal brasileiro são poucos os registos que colecciona. O que mais se destaca é um furto. O cidadão Frederico Marcos da Cunha, padre, natural de Rio Grande do Norte, com residência em Copacabana, Rio de Janeiro, apresentou uma queixa em 2003 por ter sido assaltado quando estava com um amigo na praia. 
Ao fim de 17 anos a viver no seu país, Frederico diz não ter dúvidas de que a sua condenação em Portugal foi típica de um regime Nazi. «Joseph Goebbels, o ministro da propaganda de Hitler que matou os filhos e a esposa e se suicidou, disse uma coisa muito interessante: ‘uma mentira muitas vezes repetida torna-se verdade, ou pelo menos aparenta ser verdade’. Foi o que aconteceu comigo», assegurou apontando o dedo aos juízes e procuradores que tiveram o seu caso em mãos: «utilizaram o método fascista».
Defende ainda que a estratégia dos magistrados contou com a cumplicidade dos jornalistas:  «Não é raiva à Justiça portuguesa, é uma análise fria e racional. E a imprensa foi cúmplice desta mentira, tanto que no final do julgamento já era quase certo que seria condenado».
Em 1993 um tribunal de júri no Funchal deu como provado que, no ano anterior, Frederico atirou de uma falésia Luís Miguel, um jovem de 15 anos. Tratou-se do primeiro julgamento de um padre católico em Portugal e durou apenas três meses. Frederico negou sempre o seu envolvimento, mas acabou condenado a um cúmulo jurídico de 13 anos de prisão pelo assassinato e crimes de natureza sexual com o jovem. 
Além da prisão o tribunal decidiu aplicar-lhe uma pena acessória de expulsão do território nacional e obrigá-lo a uma indemnização de oito mil euros à família da vítima. Esta nunca foi paga.
O seu afilhado, José Noite, na altura com 18 anos, também foi condenado a 15 meses de prisão por ter arranjado um falso alibi para o padrinho.
O padre brasileiro acabou preso no estabelecimento de Vale de Judeus, mas aproveitou uma saída precária, em 1998, para fugir. No dia 10 de Abril foi de carro até Espanha e, como não havia comunicação das saídas precárias aos aeroportos europeus, acabou por embarcar no Aeroporto de Barajas, Madrid, para o Brasil juntamente com a sua mãe.
Um passado negro esquecido
Hoje já não se recorda do que sentiu no dia em que a PJ o deteve no apartamento do complexo turístico da Matur, nem pensa nos anos que passou em Vale de Judeus. Mas há muitos factos que ainda lhe estão claros na memória se fizer um esforço. Continua a afirmar que não conhecia Luís Miguel e lembra vários testemunhos que fundamentam a sua tese. «Tem até uma prova contrária de um homem que vendeu sanduíche [ao Luís Miguel] muito tempo depois de eu passar por aquele local, o mesmo de onde ele caiu», diz em tom crítico.
Dessa parte do processo, o padre guarda as palavras do magistrado do Ministério Público: «O procurador disse que se essa testemunha não mudasse o seu testemunho que iria levar um processo. Ele não mudou, voltou lá e confirmou tudo de novo». 
Frederico Cunha não usa meias palavras. Diz que episódios como estes provam que juiz e procurador foram «covardes» e «fascistas», mas deixa claro que a repulsa que sente não é só em relação à Justiça da Madeira, é à Justiça portuguesa no geral: «O Supremo analisou o recurso, ainda que não o tenha feito para a matéria de facto, só para a matéria de Direito. Aí, em Portugal, não havia duplo grau de jurisdição em matéria de facto como deveria haver em qualquer país democrático».
O Código Penal português determina que as penas de prisão superiores a 10 anos prescrevem vinte anos após o trânsito em julgado da sentença, mas em determinados casos pode haver interrupção ou suspensão do prazo. Contactado pelo SOL, o ex-advogado de Frederico, Romeu Francês, admite que no caso em concreto a prescrição deve acontecer em 2018.  A ser assim, Frederico poderá voltar a sair do Brasil sem o perigo de ser extraditado para Portugal. Mas o interesse inicial por saber quando prescrevia a pena  rapidamente se desvaneceu: «Quando é? Bom, mas eu não pretendo sair do Brasil de forma nenhuma, quer a pena prescreva, quer não prescreva. Nem para Portugal nem para outro país». O padre afirma já ter vivido fora do Brasil tempo suficiente, lembrando os 21 anos de  Europa - desde a formação em Itália, à sua passagem pelo arquipélago da Madeira. 
Não guarda apenas memórias tristes do velho continente, nem sentimentos negativos dos portugueses que deixou para trás na década de 90. Tanto Frederico como a sua mãe, Leonor - agora com 85 anos e acamada - mantêm muitos amigos em Portugal. Trocam chamadas e acompanham como podem o que se vai passando deste lado do Atlântico. Até pela televisão, o padre assina o canal SIC Internacional onde todas as noites vê as principais notícias do país. «Guardo ainda imagens positivas do que vivi em Portugal. Há muitos amigos que ficaram e falamos com eles por telefone, nos correspondemos até por carta», diz sem querer adiantar com que pessoas ainda mantém contacto ou explicar se ainda fala com o seu afilhado.
Padre da diocese do Funchal 
Frederico não quis especificar em que pastoral celebra missa porque não quer «confusões», mas admitiu não pertencer à Diocese do Rio de Janeiro. «É verdade, eu não estou ligado à Igreja Católica pelo Rio de Janeiro, a minha diocese é a Diocese do Funchal, sempre foi. Nunca mudei a minha diocese», afirmou, explicando que «só tinha de estar ligado à Diocese do Rio se fosse para uma paróquia da cidade».  Já «para colaborar com uma pastoral pode ser de qualquer diocese, até internacional», esclarece.
Ao SOL, a Diocese do Funchal admitiu  nunca ter expulso o padre Frederico,  enquanto que a Cúria Metropolitana da Arquiodiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro afirmou desconhecer o padre.  «Não consta qualquer registro de documento autorizando o exercício do ministério (uso de Ordem) para o padre Frederico Marcos da Cunha», esclarece a nota oficial da igreja do Rio de Janeiro, onde se lê também que não resulta «após detalhada pesquisa, que o referido padre tenha celebrado em qualquer paróquia, capela ou comunidade, pertencente a esta circunscrição eclesiástica».
Igreja não abriu processo 
A diocese do Funchal nunca abriu qualquer processo canónico a Frederico Cunha, nem mesmo depois de a Justiça ter condenado o padre a 13 anos de prisão por homicídio. Ou seja, nunca promoveu os necessários procedimentos para ser impedido de exercer.
Segundo fonte oficial da Diocese do Funchal, «pelo que é dado a saber de então, não existiu qualquer processo canónico, pois tudo se iniciou e decorreu no âmbito civil, com o desfecho que todos conhecemos». Confrontada com a hipótese de o padre estar a celebrar missa no Rio de Janeiro, invocando pertencer à Diocese do Funchal, a mesma fonte afirmou desconhecer se o padre «exerce o ministério no Brasil», frisando que «se o faz, segundo a práxis pastoral da Igreja, deverá ser com a autorização da diocese respectiva». Num segundo contacto, porém, a diocese foi mais longe: «Se continua a celebrar é a título meramente pessoal, o que aliás desconhecemos». 
Independentemente de pertencer ou não à diocese onde dá missa, Frederico da Cunha continua a sentir-se o sacerdote de sempre. Vê a Igreja Católica como algo universal e até está contente com o rumo que ela está a tomar. «Dou todo o apoio ao Papa Francisco, ele está fazendo um óptimo pontificado», elogia, dizendo  que o Sumo Pontífice tem colocado «muitas coisas nos eixos». Sem fugir a um tema que lhe é particularmente sensível, dadas as suspeitas que recaíram sobre si em Portugal, o brasileiro destaca mesmo a importância que está a ser dada ao combate à pedofilia. 
«Esse trabalho que tem feito contra a pedofilia é muito importante, porque os outros falavam e não faziam nada. Ele tem realmente atacado o assunto», defende. Frederico Cunha destaca um caso que considera ser um exemplo disso: «É tanto assim que até o núncio apostólico, embaixador do Papa, foi condenado. E era um bispo, não era um padre qualquer» (Reportagem publicada na edição de 24 de Julho do Sol, da autoria do jornalista Carlos Diogo Santos)

CGD, BCP e BPI lucram dois milhões de euros por dia

Já são conhecidos os resultados da CGD, BCP e BPI no primeiro semestre do ano. Em conjunto, as três instituições lucraram 363,9 milhões de euros de Janeiro a Junho. Feitas as contas, os três bancos lucraram, em conjunto, uma média de 2 milhões de euros por dia. O BCP registou resultados líquidos positivos de 240,7 milhões, o que compara com um prejuízo de 62,2 milhões de euros relevados no mesmo período de 2014. As contas da instituição liderada por Nuno Amado beneficiaram dos ganhos de 385,5 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2015, graças à venda de títulos de dívida pública portuguesa. Também o banco estatal beneficiou com a venda de títulos de dívida nacional. A CGD lucrou 47 milhões de euros este ano. Este valor pode ser comparado com o montante de 2014 de duas formas distintas. Por um lado, representa uma quebra face aos 110 milhões de euros ganhos o ano passado graças ao encaixe obtido com a venda da Fidelidade. Por outro, se o ganho extraordinário com a venda da seguradora não for contabilizado, a CGD passou de prejuízos em 2014 para lucros em 2015. Já o BPI reportou um lucro de 76,2 milhões de euros, dos quais apenas 6,6 milhões de euros resultam da actividade em Portugal. O contributo de Angola ascende a 90%.
Bancos dispensam 2.400 funcionários
Reduzir os custos tem sido uma das principais missões do sector nos últimos exercícios, sobretudo para compensar a quebra na actividade bancária. Redimensionar é a palavra de ordem em todos os bancos, concretizada através da diminuição de colaboradores e encerramento balcões. Nos últimos 12 meses – Junho de 2014 a Junho de 2015 –, o número conjunto de funcionários da CGD, BCP e BPI reduziu-se em 2.361. A CGD tem menos 1.395 colaboradores. E, de acordo com as últimas informações, mais de 1.000 funcionários já se mostraram disponíveis para sair do banco estatal, aderindo ao programa de reformas antecipadas. Designado “Plano Horizonte”, o programa dirige-se a colaboradores com façam 55 anos até 31 de Dezembro de 2016. O BCP diminui o número de funcionários em 752 face ao final do primeiro semestre de 2014, ao mesmo tempo que implementou medidas temporárias de redução salarial. A instituição conta agora com 7.599 funcionários. Já o quadro de pessoal do BPI foi reduzido em 214 colaboradores em relação a Junho de 2014. O Millennium bcp tem 691 balcões, menos 49 em 12 meses. E o BPI, considerando apenas a actividade em Portugal, fechou 18 sucursais e um centro de empresas (Sol, texto da jorbnalista Sandra Almeida Simões)

Bruno Magalhães vence um Rally Vinho Madera 29015 que coloca vários desafios

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Palavras para quê?!

210 mil empregos destruídos em quatro anos de legislatura

Foram destruídos 210,4 mil empregos em precisamente quatro anos de legislatura PSD-CDS, indicam as séries longas do Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje divulgadas. Há sinais positivos, como seja a subida homóloga (face a junho de 2014) do emprego total, mas voltou a haver destruição de emprego entre os jovens neste período.
Hoje, o porta-voz do PSD, Marco António Costa, quase pintou um quadro idílico ao tentar fazer um diagnóstico de fim de legislatura do mercado de trabalho em Portugal.
Citado pela Lusa, o ex-governante, entretanto remodelado por Passos Coelho, acenou que "a verdade dos factos comprova que, face a junho de 2011, primeiro mês de governação do atual Governo da maioria", houve "uma redução efetiva do número absoluto de desempregados em Portugal".
E relevou que "face aos 661 mil existentes em junho de 2011, temos hoje em junho de 2015 636 mil. Isto é, temos uma redução superior a 20 mil desempregados".
Disse ainda que "entre janeiro de 2013 e maio de 2015, há mais 204 mil portugueses, felizmente, a trabalhar" e que "o país está no rumo certo".
Os números referidos estão corretos. Mas trata-se de uma análise algo omissa (não apanha o período de junho de 2011 a dezembro de 2012) e com alguns lapsos. Uns inócuos, outros mais graves.
Primeiro, faz um balanço do emprego desde janeiro de 2013 quando todo restante diagnóstico é feito para o período de quatro anos que leva já a legislatura (o governo assumiu funções em julho de 2011).
Há menos 66,6 mil jovens com trabalho
Nos quatro anos desta legislatura, a destruição de emprego vai em 210,4 mil postos de trabalho (líquidos). Entre os jovens (15 a 24 anos) há menos 66,6 mil empregos, nos adultos com 25 ou mais anos a redução chega a 143,8 mil, mostram os dados do INE recolhidos pelo Dinheiro Vivo.
Depois o desemprego. Marco António Costa fala de uma "redução superior a 20 mil desempregados" desde 2011, mas na verdade o saldo até é melhor: há menos 25,7 mil pessoas sem trabalho.
Problema: os jovens continuam a beneficiar pouco do "rumo certo" de que fala o dirigente laranja. Em quatro anos, o desemprego jovem caiu apenas 7,5 mil casos, para 112,5 mil em Junho deste ano. Face a maio de 2015, o contingente aumentou ligeiramente.
Mas como lembra o INE, estes números ainda são provisórios, podendo ser sujeitos a revisões importantes no mês que vem.
A taxa de desemprego estabilizou em junho em 12,4% e antes disso tinha vindo a reduzir-se de forma consistente. Marco António Costa sublinhou esse facto, mas esqueceu-se de referir que a taxa de desemprego só estabilizou porque não alastrou nos adultos (taxa de 11% em junho, igual a maio).
Taxa de desemprego jovem sobe para 31,6%
Pior: a taxa de desemprego jovem registou uma subida significativa, a maior do ano. Passou de 31,1% em maio para 31,6% em Junho.
Face a junho de 2011, o desemprego jovem está pior em 3,7 pontos percentuais da população ativa correspondente. Aqui, não dá para fazer um balanço positivo da legislatura de centro-direita, de facto.
A taxa de desemprego total está uma décima acima do valor de junho de 2011 (era 12,3% quando José Sócrates saiu), apesar da evolução favorável dos últimos meses.
Entre junho de 2011 e 2015, os vários tipos de desemprego desceram em termos absolutos, mas as taxas agravaram-se.
Isto acontece porque a população ativa (denominador) diminuiu bastante. Além dos que arranjaram emprego (a maioria), muitos desempregados passaram à reforma, outros emigraram ou voltaram a estudar. Há ainda centenas de milhares inativos desencorajados e pessoas que trabalham menos horas do que desejam, mas que não são abrangidos pelo conceito oficial de desemprego.
No próximo dia 5 de agosto, o INE publica os dados do inquérito ao emprego relativo ao 2º trimestre o qual permitirá dissecar melhor as nuances da situação no mercado de trabalho (Dinheiro Vivo)

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