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sexta-feira, janeiro 16, 2009

Governo confirma recessão e aponta para défice de 3,9% em 2009

Esta confirmado. Segundo o jornalista João Silvestre do Expresso, "no Orçamento suplementar aprovado hoje em Conselho de Ministros, o Executivo veio confirmar o cenário já traçado por Vítor Constâncio e apontar para uma contracção da economia de 0,8% este ano. Uma forte "deterioração da conjuntura externa" foi a razão avançada pelo ministro das Finanças para o corte drástico nas previsões de crescimento económico. Há cerca de três meses,no Orçamento do Estado para 2009, o Governo tinha uma projecção 0,6%. Agora. no Orçamento suplementar aprovado ontem em Conselho Ministros, já aponta para um crescimento negativo de 0,8% este ano. O mesmo valor apresentado na semana passada pelo Banco de Portugal e que vem confirmar o cenário de recessão na economia portuguesa em 2009. Para 2010 e 2011, de acordo com os números da actualização do programa de estabilidade que será enviado a Bruxelas, o crescimento será de, respectivamentem, 05% e 1,3%. A consequência mais imediata dos estragos que a crise económica internacional está já a provocar em Portugal é o agravamento da taxa de desemprego. O Governo estima espera que a taxa cresça de 7,7% em 2008 para 8,5% este ano e que comece a descer a partir de 2010. Pelo contrário, a inflação deverá ficar-se por 1,2% este ano. Juntamente com a mensagem de recessão, Teixeira dos Santos veio também dizer aos portugueses que o défice vai voltar a aumentar para 3,9%. É o resultado do pacote anticrise que o Governo aprovou em Dezembro e dos efeitos da crise nas contas públicas. As medidas apresentadas custam ¤1300 milhões aos cofres do Estado. Ou seja, oito décimas do produto interno bruto (PIB) que colocariam o défice orçamental previsto no Orçamento entregue em Outubro mesmo em cima do limite imposto pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento de 3%. As restantes nove décimas devem-se aos efeitos da recessão agora confirmada nas contas públicas. Mais despesa, menos receita, que levarão o défice até ao valor mais alto desde 2006. Portugal, volta assim, a passar o limite impostos por Bruxelas. O Pacto de Estabilidade permite, no entanto, uma ultrapassagem temporária e em casos excepcionais, como a crise económica que se vive actualmente. E é isso precisamente que o Governo pretende fazer. Segundo avançou o ministro das Finanças na conferência de imprensa na Presidência do Conselho de Ministros, o défice deverá recuar para 2,9% em 2010 e para 2,3% em 2011. Números que vão levar a dívida pública, em percentagem do PIB, acima dos 70% no próximo ano. A dificuldade é regressar ao ponto de partida, daí os alertas de vários responsáveis como Vítor Constâncio ou o comissário europeu, Joaquin Almunia, terem defendido medidas anticrise transitórias e não aumentos de despesa ou cortes fiscais que sejam depois difíceis de alterar. Quem também parece ter dúvidas é a agência de notação de risco, Standard & Poor´s, que esta semana, ainda antes de conhecer o novo Orçamento e o programa de estabilidade que serão entregues no Parlamento na próxima segunda-feira, anunciou a colocação do rating da dívida portuguesa sob vigilância negativa. O que significa que, no prazo máximo de 90 dias, poderá avançar com uma revisão em baixa da actual notação AA-. Foi o que fez, aliás, com a Grécia que, poucos dias após o anúncio da vigilância negativa, avançou já para uma corte no rating. A agência está preocupada com o fraco crescimento dos próximos anos - estima mesmo que possa ficar abaixo de 1% durante bastante tempo - e também com o agravar o rácio da dívida sobre o produto interno bruto com as novas emissões de dívida necessárias para financiar os várias medidas anticrise que foram anunciadas. O alerta da S&P teve já o condão de fazer disparar o diferencial da dívida pública portuguesa face à alemã, que é normalmente tomada como referência na Europa. No Verão passado rondava os 40 pontos-base e esta semana chegou a ultrapassar os 120 pontos-base".
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"Incerteza" explica correcção de estimativas
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Governo aumenta o pessimismo

quarta-feira, janeiro 07, 2009

A crise: que tédio...

Ferreira Leite desafia Sócrates para debate
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A crise de uma vida


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Governo anuncia orçamento suplementar

A "dona" crise...

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Significado de uma recessão económica
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Portugal está em recessão
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Como abordar a recessão
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Desemprego no topo das ameaças em 2009
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Dicionário da crise

terça-feira, dezembro 09, 2008

Economia nacional entra em terreno negativo!

Eu não percebo nada de economia ou de finanças, nem sequer me interessa fazê-lo. Outros sabem tanto que ate atemorizam os adversários pelo timbre da berraria do que pelo conteúdo do que dizem- Segundo o Diário Económico, num texto da jornalista Mónica Silvares, "As contas trimestrais revelam que Portugal já está em contracção acompanhando a tendência das restantes economias europeias. Só o consumo das famílias cresceu, mas a redução do IVA pode explicar esta subida. Investimento, exportações, procura interna e emprego desaceleraram. A economia nacional entrou em terreno negativo no terceiro trimestre do ano. Com uma evolução de -0,1%, Portugal junta-se assim às restantes economias que estão no vermelho. De acordo com as contas nacionais do INE, hoje publicadas, houve uma revisão em baixa de 0.1 pontos percentuais face à estimativa rápida publicada a 14 de Novembro.Em termos homólogos a economia registou um crescimento de 0,6% no terceiro trimestre do ano, uma desaceleração de 0,1 pontos percentuais face ao trimestre anterior. Para este desempenho contribuiu a desaceleração das exportações, do investimento e da procura interna. Das várias componentes do PIB apenas o consumo privado registou uma aceleração.Este desempenho é também inferior ao esperado, já que os dados são inferiores em 0,1 pontos percentuais face à estimativa rápida, uma alteração explicada pelo INE pela “informação mais recente sobre o comércio internacional, entretanto disponível, nomeadamente no que diz respeito às exportações nominais de bens deflatores”A aceleração do consumo privado, que registou um crescimento homólogo de 2,3%, deve-se à componente de bens duradouros (automóveis e outros), o que, segundo o INE, pode ser explicado pela alteração da taxa normal de IVA de 21% para 20% em Julho, que “terá conduzido ao adiamento de aquisições deste tipo de bens do segundo para o terceiro trimestre”.Reflectindo ao abrandamento da economia o investimento diminuiu, em termos homólogos, 1,4% em volume, contrastando com o crescimento de 3,2% registado nos três meses anteriores. Esta diminuição teve um contributo negativo de -0,3 pontos percentuais para o crescimento do PIB. O sector da construção merece um lugar de destaque na explicação da evolução deste indicador já que teve uma avaliação negativa de 4,6% em volume no terceiro trimestre quando comparado0 com o mesmo período do ano anterior. Este valor representa um agravamento face aos -1,9% registados no segundo trimestre.Consequentemente, o Valor Acrescentado Bruto (VAB) da construção voltou a cair (4,2%, em volume), contra a quebra de -1,6% registada no segundo trimestre. Também o VAB do ramo da indústria registou uma variação homóloga negativa no terceiro trimestre de 2008 (-1,3%), que representa também um agravar da situação também face aos três meses anteriores (-1,1%).Finalmente, o emprego, corrigido de sazonalidade, diminuiu 0,2% no terceiro trimestre, o que compara com o crescimento de 1,2% registado no trimestre anterior. No entanto, mais uma vez reflectindo a fragilidade da economia, o emprego por conta de outrem desacelerou de forma mais significativa passando de uma variação de 1,5% no segundo trimestre para0,3%) no trimestre seguinte". Também o Jornal de Negócios fala aqui dio assunto, mas de uma maneira geral todos tem,em falar em recessão.

quinta-feira, setembro 25, 2008

Lá se foi o "milagre": economia irlandesa entra em recessão!

Nem o "milagre" irlandês consegue resistir. Segundo Ana Luísa Marques, do Jornal de Negócios, "a economia irlandesa entrou em recessão no segundo trimestre do ano, tornando-se, assim, o primeiro país da Zona Euro a entrar em recessão. O mesmo poderá acontecer com a Alemanha e com a Espanha, de acordo com previsões da Comissão Europeia (CE). Após dois trimestres consecutivos de contracção económica, a Irlanda entrou em recessão técnica, definida como dois trimestres consecutivos de contracção do PIB em cadeia. No segundo trimestre, a Irlanda contraiu-se 0,5% face aos primeiro três meses do ano, altura em que já tinha registado uma contracção de 0,3%.No segundo trimestre, o consumo privado dos irlandeses caiu 1,4% face ao período homologo, registando assim a primeira queda anual dos últimos 11 anos. O investimento recuo 19% face ao mesmo período de 2007, devido ao abrandamento do sector da construção".