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sexta-feira, janeiro 16, 2009

Madeira: corrida às vagas de enfermeiros

Os enfermeiros da Madeira voltaram este ano a enfrentar dificuldades, na Madeira em que para as 80 vagas abertas na região apresentaram-se mais de 300 candidatos continentais, muitos deles com notas superiores e com condições a ocuparem as vagas em detrimento dos candidatos locais. A esperança destes, segundo me disseram, é que a exemplo do ano passado - quando concorreram cerca de 500 enfermeiros de fora da Região as vagas abertas, dos quais acabaram por ficar apenas um reduzido número - volte a verificar-se exactamente o mesmo. Não se trata de apelar a atitudes discriminatórias, mas tão somente de alertar para dificuldades crescentes sentidas neste sector profissional - aliás já aqui falei da questão dos médicos madeirenses, recém-licenciados, que ficaram na sua maioria espalhados por hospitais no continente, dado que no concurso para o chamado "ano comum", foram ultrapassados nas 25 vagas abertas por muitos colegas continentais que concorreram para a Madeira, com melhores (médias notas). Uma questão curiosamente desvalorizada pelo responsável local pela Ordem dos Médicos - para quem o importante é a existência de médicos, perspectiva que eu subscrevo - que se esqueceu de dizer, por exemplo, se passado esse ano comum quantos desses profissionais continentais ficam na Madeira. Ou se na sua esmagadora maioria tratam, logo que podem, de ser por a andar. Este fenómeno, para além das razões profissionais e das crescentes dificuldades de colocação nos hospitais no Continente, tem a ver, segundo me garantiram, com alguma lógica, com as facilidades de ligações aéreas introduzidas pela "Easyjet".

segunda-feira, setembro 15, 2008

Colocações nas Universidades

Se estiver interessado pode ter acesso aqui a diversa informação, nomeadamente a uma Nota sobre os resultados da 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao Ensino Superior bem como aos Resultados da 1.ª fase do concurso nacional de acesso em relação a cada curso em cada estabelecimento. Mas em alternativa pode ficar a saber pelo DN de Lisboa, num texto do jornalista Pedro Tavares de Sousa que "100 cursos superiores com menos de 10 alunos colocados na 1.ª fase": "Houve 100 cursos - quase 10% dos 1060 que as universidades e politécnicos públicos abriram na 1.ª fase de acesso - que não conseguiram colocar sequer 10 alunos. Destes, 45 ficaram abaixo das cinco colcações. E para seis ofertas a procura foi mesmo zero. Em comum, grande parte das propostas mal sucedidas tinham o facto de se destinarem aos regimes de pós-laboral ou de ensino à distância, de serem da área das engenharias e de partirem de politécnicos. Se não cativarem estudantes na 2.ª fase de candidaturas que hoje arranca, estas formações, que abriram entre 10 e 60 vagas, podem não avançar - ou só durar um ano - por falta de verba. É que, na sequência de legislação em vigor desde 2004, o Governo tem recusado financiar cursos que tenham registado menos de 10 inscritos no ano lectivo anterior, só criando excepções para algumas ofertas consideradas de particular relevância". Ou que, segundo o Diário Económico num texto de Madalena Queirós intitulado "Entraram 625 alunos nos cursos com mais desemprego", segundo o qual "as colocações no ensino superior revelam que na licenciatura com maior percentagem de desempregados, Filosofia, da Universidade de Coimbra, foram colocados 10 alunos e sobraram 25 vagas. Mas na maioria das licenciaturas com mais percentagem de desemprego quase todas as vagas foram preenchidas.
O estudo sobre a empregabilidade feito pelo Ministério da Ciência e Ensino Superior colocava o curso de Contabilidade e Administração do ISCAL na lista das licenciaturas com maior percentagem de desempregados inscritos nos Centros de Emprego. Um curso em que entraram cerca de 120 novos alunos. O que revela que a informação sobre a empregabilidade dos cursos disponibilizada pelo Governo não está a ser tida em conta, ou não está a chegar aos alunos que se candidatam ao ensino superior público".