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sexta-feira, outubro 09, 2009

Vida é melhor na ilhas e no interior

Escreve a jornalista do Sol, Maria Teresa Oliveira, que "a vida é melhor nas Ilhas e no Interior. Há satisfação com os sistemas de ensino e saúde. Em fim-de-semana de eleições autárquicas, o INTEC – Instituto de Tecnologia Comportamental, em parceria com o SOL, apresenta uma leitura nacional do seu estudo ‘Melhores Municípios para Viver’. Neste trabalho, que vai para a terceira edição, participaram os municípios de Angra do Heroísmo (vencedor em 2008), Portimão e Albufeira (segundo e terceiro), São João da Madeira e Funchal (quarto e quinto) e ainda Beja, Bragança, Cartaxo, Covilhã, Estremoz, Figueira da Foz, Grândola, Guarda, Leiria, Lisboa, Odivelas, Portalegre, Porto, Santo Tirso e Vila Real. Este ano, Évora é um dos concelhos que se junta aos participantes".

Noruega é agora o país com melhor qualidade de vida do mundo

Segundo o Sol, "a Noruega lidera a tabela mundial do Índice de Desenvolvimento Humano compilada pelas Nações Unidas. China e Venezuela ganham lugares. Portugal desceu uma posição e foi ultrapassado pelo Qatar. A pobreza é o 'handicap' nacional. A Noruega volta a ser o país com melhor qualidade de vida no mundo, segundo o relatório do Índice de Desenvolvimento Humano divulgado esta segunda-feira pelas Nações Unidas. O documento do Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) quantifica as condições de vida de 182 países a partir de critérios como a educação, a esperança de vida e factores económicos como a repartição da riqueza. A Noruega consegue a melhor média, com uma esperança de vida de 80.5 anos, 0% de analfabetismo e uma riqueza per capita de 36.560 euros. Ainda assim, os habitantes mais ricos do mundo são os do principado do Liechtenstein, nos Alpes. No extremo oposto está o Níger, onde cada bebé que nasce conta viver apenas 50 anos num país com uma taxa de literacia adulta a não chegar aos 30% e com a riqueza nacional per capita a não ultrapassar os 430 euros. Portugal continua com lugar garantido no grupo dos países com melhor qualidade de vida, mas a descer e a evoluir menos que as nações do Leste europeu e do Médio Oriente. O Qatar robou o 33.º lugar a Portugal, que ocupa agora a 34.ª posição. Os portugueses contam com uma riqueza nacional de 15.576 euros per capita, a mais baixa dos países altamente desenvolvidos, à excepção de Barbados. Portugal é compensado por elevados índices de educação e por uma esperança de vida de 78.6 anos. O desempenho nacional traduz uma tendência de afastamento face à evolução rápida dos parceiros europeus, com destaque para países como o Chipre e a Eslovénia, outrora atrás de Portugal, e que hoje ocupam o 32.º e o 29.º lugar, respectivamente.
China e Venezuela sobem no ranking
Algumas das maiores subidas na tabela da qualidade de vida foram protagonizadas por países frequentemente acusados de atropelos à democracia. A China subiu sete lugares e está agora no 92.º lugar, devido ao aumento da esperança média de vida e do espectacular nível de crescimento económico. A Venezuela subiu quatro lugares e é o 58.º país com melhor qualidade de vida, um progresso atribuído às políticas chavistas de distribuição das receitas da nação petrolífera, e de um forte investimento na educação e na saúde das classes mais desfavorecidas. No campeonato dos mais desenvolvidos, o 'top ten' é composto pela Noruega, Austrália, Islândia, Canadá, Irlanda, Holanda, Suécia, França, Suíça e Japão. Os gauleses tiveram a maior subida dentro do grupo. A Islândia mantém o terceiro lugar apesar da grave crise económica, uma vez que os dados utilizados remontam a 2007. A ONU acredita que a ilha vai cair vários lugares na tabela de 2008, que será publicada em 2010. Na outra ponta da tabela, os 'piores' são o Níger, Afeganistão, Serra Leoa, República Centro-Africana, Mali, Burkina Faso, República Democrática do Congo, Chade, Burundi e Guiné-Bissau. Segundo a ONU, os traços comuns aos países do fundo da tabela são o analfabetismo (cerca de metade das populações destas nações não sabe ler) e a pobreza extrema. No mundo lusófono, Portugal é mesmo o país com melhores índices de desenvolvimento. O Brasil ocupa o 75.º lugar, Cabo Verde 121.º, São Tomé 131.º, Angola 143.º, Timor-Leste 162.º, Moçambique 172.º e Guiné-Bissau 173.º. Na Europa, o país com pior IDH é a Moldávia, em 117.º lugar, atrás de nações como a Bolívia, os territórios ocupados da Palestina ou o Vietname". Leia o relatório aqui (inglês)

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Qualidade de vida na Europa: persistem as disparidades

Segundo a Comissão Europeia, "o inquérito realizado pela Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho (Eurofound) revela a existência de importantes disparidades entre os antigos e os novos Estados-Membros da União Europeia (UE), bem como entre os países do Norte e do Sul. Nos novos Estados-Membros e nos países candidatos, o poder de compra é muito inferior à média europeia (cerca de 55%). A proporção de pessoas que têm, por vezes, de se privar de bens considerados essenciais (aquecimento adequado, roupa nova, férias anuais) é muito mais elevada nestes países do que no resto da UE. Estas diferenças reflectem-se também nas condições de habitação. Os habitantes dos novos países da UE são, na sua maioria, proprietários das suas casas (contra 40% nos antigos países da UE), mas estas encontram-se geralmente em pior estado. Assim, 42% dos Romenos queixam-se de problemas de vetustez dos edifícios, enquanto apenas 9% dos Finlandeses se dizem afectados por este problema. Quanto ao acesso aos cuidados de saúde, o inquérito revela um défice de equipamentos médicos, principalmente no Sul da Europa, com excepção de Espanha, e nas zonas rurais. Nos países que aderiram à UE em 2004 e 2007, cerca de 50% das pessoas mais pobres têm dificuldade em pagar uma consulta médica; na Europa Ocidental, esta proporção é de 31%. Estes problemas são ainda agravados pelo envelhecimento da população europeia. O grau de satisfação em relação à vida é menor nos novos países da UE, na Itália, Portugal e Grécia, sendo os cidadãos dos países nórdicos os que se mostram mais satisfeitos. Em contrapartida, muitas pessoas dos novos Estados-Membros se sentem optimistas, ao contrário do que sucede com os Franceses, Italianos, Portugueses e, também, Húngaros e Búlgaros. Globalmente, o número de optimistas passou de 64%, em 2003, para 55% actualmente". Mais informações sobre a Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho, aqui.