O comentador
da Antena1 de assuntos económicos Nicolau Santos considera que se Portugal for
alvo de um segundo resgate que não envolva o Fundo Monetário Internacional
(FMI) as medidas deverão ser mais austeras do que uma solução que incluísse a
instituição liderada por Christine Lagarde.
De acordo com o site do jornal espanhol El País, a Comissão Europeia está a
preparar um segundo resgate para Portugal que não conta com o FMI. Nicolau
Santos explica esta solução com as divergências que se têm verificado entre os
membros da ‘troika’ e com as críticas que Lagarde tem feito às medidas de
austeridade. Tendo em conta que o FMI “tem sido mais autocrítico e feito mais
‘mea culpa’ do que a Comissão Europeia”, Nicolau Santos acredita que “se
ficarmos com um acordo sustentado apenas pelas entidades europeias
provavelmente continuaremos a ter condições draconianas de ajustamento da
economia que o FMI não subscreveria”.O diretor-adjunto do semanário Expresso
recorda que o governador do Banco de Portugal já tinha dito há vários meses que
poderia haver a necessidade de Portugal ter uma rede de proteção só das
entidades comunitárias depois da saída da ‘troika’ em 2014, de modo a que o
país não corresse o risco de as taxas de juro dispararem para níveis
incomportáveis e de Portugal não ser capaz de as pagar ou não conseguir obter
financiamento nos mercados internacionais. Em declarações ao jornalista Nuno
Rodrigues, Nicolau Santos afirma ainda que espera que o novo resgate tenha
condições mais flexíveis para estimular a economia. O comentador da Antena1
defende que as instituições europeias deveriam permitir exceções para que
Portugal e outros países em condições semelhantes pudessem baixar os impostos
para as empresas exportadoras, porque só estimulando o investimento e dando
incentivos fiscais às empresas que exportam é que a economia pode avançar (veja aqui ovídeo da RTP)