quarta-feira, julho 10, 2013

Novo resgate sem FMI deverá ser mais austero, segundo Nicolau Santos



O comentador da Antena1 de assuntos económicos Nicolau Santos considera que se Portugal for alvo de um segundo resgate que não envolva o Fundo Monetário Internacional (FMI) as medidas deverão ser mais austeras do que uma solução que incluísse a instituição liderada por Christine Lagarde. De acordo com o site do jornal espanhol El País, a Comissão Europeia está a preparar um segundo resgate para Portugal que não conta com o FMI. Nicolau Santos explica esta solução com as divergências que se têm verificado entre os membros da ‘troika’ e com as críticas que Lagarde tem feito às medidas de austeridade. Tendo em conta que o FMI “tem sido mais autocrítico e feito mais ‘mea culpa’ do que a Comissão Europeia”, Nicolau Santos acredita que “se ficarmos com um acordo sustentado apenas pelas entidades europeias provavelmente continuaremos a ter condições draconianas de ajustamento da economia que o FMI não subscreveria”.O diretor-adjunto do semanário Expresso recorda que o governador do Banco de Portugal já tinha dito há vários meses que poderia haver a necessidade de Portugal ter uma rede de proteção só das entidades comunitárias depois da saída da ‘troika’ em 2014, de modo a que o país não corresse o risco de as taxas de juro dispararem para níveis incomportáveis e de Portugal não ser capaz de as pagar ou não conseguir obter financiamento nos mercados internacionais. Em declarações ao jornalista Nuno Rodrigues, Nicolau Santos afirma ainda que espera que o novo resgate tenha condições mais flexíveis para estimular a economia. O comentador da Antena1 defende que as instituições europeias deveriam permitir exceções para que Portugal e outros países em condições semelhantes pudessem baixar os impostos para as empresas exportadoras, porque só estimulando o investimento e dando incentivos fiscais às empresas que exportam é que a economia pode avançar (veja aqui ovídeo da RTP)