As projeções para a economia portuguesa encontram-se rodeadas de uma incerteza particularmente elevada, associada aos recentes desenvolvimentos internos, que se adiciona às exigências da indispensável implementação do programa de ajustamento económico e financeiro.
O enquadramento externo da economia portuguesa será marcado pela continuação de uma recessão moderada na área do euro em 2013, esperando-se uma recuperação gradual a partir da segunda metade do ano. Maiores progressos ao nível da regularização das condições monetárias e financeiras na área do euro, bem como na arquitetura institucional europeia, tenderão a robustecer o enquadramento externo da economia portuguesa ao longo do horizonte de projeção.
Para 2013 projeta-se uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) de 2.0 por cento, refletindo uma forte queda da procura interna e um aumento significativo das exportações (Quadro 1).
O enquadramento externo da economia portuguesa será marcado pela continuação de uma recessão moderada na área do euro em 2013, esperando-se uma recuperação gradual a partir da segunda metade do ano. Maiores progressos ao nível da regularização das condições monetárias e financeiras na área do euro, bem como na arquitetura institucional europeia, tenderão a robustecer o enquadramento externo da economia portuguesa ao longo do horizonte de projeção.
Para 2013 projeta-se uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) de 2.0 por cento, refletindo uma forte queda da procura interna e um aumento significativo das exportações (Quadro 1).
Para 2014 antecipa-se um aumento do PIB de 0.3 por cento, num contexto de forte redução da despesa pública, abrandamento do ritmo de queda da procura interna privada e manutenção de um crescimento robusto das exportações
Relativamente à inflação, projeta-se que a taxa de crescimento do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor se situe num nível inferior a 1 por cento em 2013-2014, num contexto em que as pressões inflacionistas, quer internas, quer externas, deverão permanecer muito reduzidas
A projeção para a economia portuguesa continua a ser marcada pela continuação do processo de correção dos desequilíbrios macroeconómicos, sendo consistente com a redução do grau de endividamento do setor privado e com a continuação do processo de desalavancagem gradual e ordenado do setor bancário. Projeta-se um reforço da capacidade de financiamento da economia portuguesa face ao resto do mundo ao longo do horizonte de projeção, fundamental para consolidar o regresso da posição de investimento internacional a uma trajetória sustentável, assegurando as condições de solvabilidade intertemporal da dívida externa e promovendo uma gradual normalização das condições de financiamento da economia portuguesa.
Num contexto de elevada incerteza, os riscos em torno da projeção para a atividade económica são equilibrados para 2013 e descendentes para 2014. Estes riscos decorrem tanto da possibilidade das medidas orçamentais anunciadas induzirem uma maior contração do consumo privado do que a projetada, como da eventualidade de uma evolução menos favorável das exportações. Os riscos para a inflação são ligeiramente descendentes, traduzindo a possibilidade do alargamento das margens de lucro ser inferior ao considerado, no contexto de uma procura interna deprimida.
A atual projeção para o crescimento do PIB em 2013 representa uma revisão em alta de 0.3 p.p. face à publicada no Boletim Económico da Primavera, refletindo, em particular, uma evolução mais favorável das exportações de bens. Por sua vez, a projeção para 2014 foi revista 0.8 p.p. em baixa, traduzindo, no essencial, o impacto da incorporação de medidas de consolidação orçamental entretanto conhecidas com maior detalhe. Este impacto é mitigado por um aumento mais expressivo das exportações, assim como por uma menor desacumulação de existências ao longo do horizonte de projeção. A projeção para a inflação em 2013 e 2014 foi revista em baixa 0.3 p.p. e 0.2 p.p., respetivamente, traduzindo um menor crescimento dos custos unitários do trabalho no setor privado e do deflator das importações em 2013.
Banco de Portugal, 16 de Julho de 2013. Sobre este tema veja aqui o video da TVI.
Relativamente à inflação, projeta-se que a taxa de crescimento do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor se situe num nível inferior a 1 por cento em 2013-2014, num contexto em que as pressões inflacionistas, quer internas, quer externas, deverão permanecer muito reduzidas
A projeção para a economia portuguesa continua a ser marcada pela continuação do processo de correção dos desequilíbrios macroeconómicos, sendo consistente com a redução do grau de endividamento do setor privado e com a continuação do processo de desalavancagem gradual e ordenado do setor bancário. Projeta-se um reforço da capacidade de financiamento da economia portuguesa face ao resto do mundo ao longo do horizonte de projeção, fundamental para consolidar o regresso da posição de investimento internacional a uma trajetória sustentável, assegurando as condições de solvabilidade intertemporal da dívida externa e promovendo uma gradual normalização das condições de financiamento da economia portuguesa.
Num contexto de elevada incerteza, os riscos em torno da projeção para a atividade económica são equilibrados para 2013 e descendentes para 2014. Estes riscos decorrem tanto da possibilidade das medidas orçamentais anunciadas induzirem uma maior contração do consumo privado do que a projetada, como da eventualidade de uma evolução menos favorável das exportações. Os riscos para a inflação são ligeiramente descendentes, traduzindo a possibilidade do alargamento das margens de lucro ser inferior ao considerado, no contexto de uma procura interna deprimida.
A atual projeção para o crescimento do PIB em 2013 representa uma revisão em alta de 0.3 p.p. face à publicada no Boletim Económico da Primavera, refletindo, em particular, uma evolução mais favorável das exportações de bens. Por sua vez, a projeção para 2014 foi revista 0.8 p.p. em baixa, traduzindo, no essencial, o impacto da incorporação de medidas de consolidação orçamental entretanto conhecidas com maior detalhe. Este impacto é mitigado por um aumento mais expressivo das exportações, assim como por uma menor desacumulação de existências ao longo do horizonte de projeção. A projeção para a inflação em 2013 e 2014 foi revista em baixa 0.3 p.p. e 0.2 p.p., respetivamente, traduzindo um menor crescimento dos custos unitários do trabalho no setor privado e do deflator das importações em 2013.
Banco de Portugal, 16 de Julho de 2013. Sobre este tema veja aqui o video da TVI.