sexta-feira, junho 12, 2009

Histórias de sexo, sangue e dinheiro...

A jornalista Sílvia Caneco do Jornal "I", explica a história de uma dominadora sexual que começou a ser julgada por homicídio: "Era para ser mais uma noite tórrida de jogos eróticos de domínio e submissão, com fetiches e direito a acessórios sexuais. Mas acabou em sangue. A maneira como Edouard Stern, um dos mais ricos banqueiros franceses, foi encontrado em Fevereiro de 2005 comprova a noite de sexo sadomasoquista: amarrado a uma cadeira, vestido com um fato preto de látex dos pés à cabeça, na sua penthouse de Genebra, na Suíça. Cécile Brossard, a amante e homicida, também o confirmou: naquela noite, assumia-se como uma dominatrix, mulher dominadora em práticas de BDSM - bondage, disciplina, sadismo e masoquismo - e açoitava-o com um chicote. Edouard Stern, divorciado e pai de três filhos, e Cécile Brossard, casada com um médico suíço, tinham um caso desde 2001. Semanas antes do crime, o banqueiro abriu uma conta de um milhão de dólares no nome da amante. Mas dias depois bloqueou-a. A francesa não gostou. Naquele último encontro, depois de sexo com chicotadas à mistura, o assunto foi discutido e Stern disse as palavras que a levaram à fúria: "Um milhão de dólares é demasiado dinheiro para pagar a uma prostituta." Cécile Brossard ficou fora de si, retirou uma arma da gaveta e disparou quatro tiros, o primeiro deles na cabeça. A história de sexo e sangue que inspirou o filme "Boarding Gate", do realizador francês Olivier Assayas, começou anteontem a ser julgada no tribunal de Genebra, Suíça. Na sala de audiências, a amante do chefe de uma das mais ricas famílias de banqueiros de França e única acusada implorou perdão pelo que ela própria chamou um "abominável crime de paixão". "Gostaria de pedir perdão, mas não podemos pedir perdão por algo tão abominável", disse a ex-empregada de balcão e acompanhante de 40 anos. "A única coisa que posso fazer é tentar explicar a verdade."Béatrice Stern, ex-mulher do banqueiro, e os seus três filhos adolescentes ficaram sentados de rostos inflexíveis enquanto Cécile Brossard dizia no banco dos réus: "O meu coração está cheio de dor mas as minhas lágrimas nunca conseguirão atingir as lágrimas dos filhos. Não quero que este julgamento sirva para manchar a sua memória mas apenas para explicar como cheguei aqui."Cécile Brossard repetiu ainda tudo o que já tinha confessado duas semanas depois do homicídio, quando se entregou à polícia. Disse que tinha sido ele a incitá-la a cometer aquele crime passional. E explicou: "Estava fora de mim. Senti que estava a disparar contra uma boneca de plástico e não contra um homem".

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