Li no Público, num texto
do jornalista João Crisóstomo, que “o volume das exportações portuguesas recuou
de forma muito ligeira em Novembro face a Outubro, mas conseguiu acelerar o
ritmo de crescimento em relação ao mesmo período de 2012. Ao totalizarem cerca
de 4200 milhões de euros, as vendas de mercadorias ao estrangeiro dispararam
7,2% na comparação homóloga, segundo as estatísticas do comércio internacional
publicadas nesta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O
impulso das exportações continua a ser suportado pelas vendas de combustíveis.
Deve-se sobretudo à evolução do comércio com os países da União Europeia, que
representam no seu conjunto a maior fatia das mercadorias exportadas. Mas
beneficia também de um crescimento, aliás mais expressivo, das vendas para
países de fora da UE. Já em relação a Outubro houve uma queda ligeira que se
explica, sobretudo, com a diminuição das vendas de máquinas e aparelhos,
produtos alimentares e plásticos e borrachas. Se, em Outubro, Portugal tinha
exportado bens no valor de 4230 milhões de euros, em Novembro, esse montante
baixou em 29 milhões de euros (menos 0,7%), conseguindo, ainda assim, ficar 283
milhões de euros acima do montante apurado em Novembro de 2012. Assim,
contabilizados os 11 primeiros meses do ano passado, o balanço das exportações
mantém-se ao mesmo ritmo, com um crescimento acumulado de 4,35%. Ao todo, foram
exportados até Novembro mais de 43.840 milhões de euros, quando até ao mesmo
mês do ano passado o volume de exportações ascendia a perto de 42.020 milhões. Já
as importações, que em Novembro se aproximaram dos 4795 milhões de euros,
registaram uma quebra de 10% face a Outubro, mas um crescimento de 3,2% face a
Novembro do ano anterior. Esta variação homóloga deve-se, segundo o INE, a um
crescimento generalizado nas importações de quase todos os grupos de produtos,
em particular de veículos, material de transporte, produtos agrícolas e
máquinas. Para fora do espaço comunitário, as exportações dispararam mesmo 8,7%
em relação a Novembro de 2012, numa altura em que o crescimento das vendas de mercadorias
está a beneficiar do aumento de capacidade de refinação da Galp, que no ano
passado inaugurou uma nova unidade de produção. Entre os combustíveis mais
exportados por Portugal para fora da UE estão gasolinas para motor, gasóleo
obtido a partir de óleos de petróleo ou de minerais betuminosos e gás natural,
liquefeito. E também os minerais, minérios e produtos agrícolas (nomeadamente
óleo de girassol e azeite) deram um empurrão para que as exportações extra-UE
totalizassem em Novembro 1221 milhões de euros. Já para a UE, foram exportados
2980 milhões, mais 6,6% do que em Novembro do ano anterior”.