Pareceu-me que o jornalista Egídio Carreira, da RDP, e comentador do Dossier de Imprensa na RTP confundiu muita coisa quando falou sobre os problemas entre a Ordem e a Região e o problema dos Internatos e da idoneidade formativa. Em primeiro lugar não há, nem houve “greve dos médicos” na Madeira. Houve greve no serviço de Ortopedia. Em segundo lugar, deambulou para falar no final sobre os internatos, quanto esta questão foi o cerne de toda a conflitualidade existente e não o motivo último numa cadeia de prioridades. Depois não há unidose nenhuma na Madeira, pelo menos a legislação não está ainda aprovada. Existe nos Açores – aliás os problemas na saúde são bastante mais graves - e foi aprovada em Lisboa mas aguarda a votação final global em São Bento. Em segundo lugar o diploma regional em vigor desde Agosto em não tem nada a ver com unidose. Depois não disse que o bastonário exigiu a suspensão e/ou a revogação do diploma regional de Agosto passado que é praticamente o mesmo da versão dos diplomas do CDS/PP e Bloco de Esquerda, aprovados na Assembleia da República com os votos contra do PS. O que se passa é que a OM pretendeu fazer uma avaliação extraordinária a 3 serviços – ortopedia, obstetrícia e anestesia – pelos vistos com base em denúncias anónimas e/ou notícias na comunicação social como aliás o individuo em questão reconheceu em declarações à RTP.
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