quarta-feira, novembro 17, 2010

Açores: empresários hoteleiros conseguem reduções nos custos com pessoal

Segundo o jornalista Manuel Moniz do Diário dos Açores, "se há algum tipo de consolidação no sector hoteleiro açoriano no ano de 2010, ele tem a ver com a mão de obra ao serviço das empresas. A redução de pessoal começou em Outubro de 2009 e não parou até Setembro de 2010. Neste momento, os dados do Serviço Regional de Estatística indicam que houve uma redução de 5,3% no número de funcionários em relação ao ano anterior, existindo em Setembro 1.637 funcionários nos 82 estabelecimentos açorianos em funcionamento na Região. Os custos que os funcionários representam sofreu um corte ainda maior, atingindo de Janeiro a Setembro uma redução de 10,45%: no total, os hoteleiros registaram custos com o pessoal de 13,2 milhões de euros, quando no ano passado esse custo tinha sido de 14,75 milhões de euros. Os dados actuais fazem prever que no ano de 2010 os custos com pessoal possam ficar abaixo dos cerca de 20 milhões de euros que representaram em 2009. O resultado directo desta contenção é que apesar dos proveitos totais terem crescido muito pouco – apenas 0,45% – a margem de lucro poderá ter aumentado alguma coisa. É que a diferença entre proveitos totais e custos com o pessoal foi em 2009 (de Janeiro a Setembro) de 26,5 milhões de euros, enquanto que em 2010 registou um aumento de 6,5%, passando para 28,3 milhões de euros (uma diferença positiva de 1,73 milhões de euros). Enquanto que no ano passado havia um funcionário para cada 5 camas, essa relação neste momento é de 1 para cada 5,3. É um valor bastante competitivo. Por exemplo, na Madeira, onde existem 199 unidades hoteleiras, para um total de quase 6 mil funcionários, o que dá uma média de 144 camas por unidade hoteleira, a média é de 1 funcionário por cada 4,8 camas. Nos Açores a tipologia é muito menor, com uma média de 102 camas por unidade hoteleira, o que poderia resultar numa menor economia de escala ao nível dos funcionários. Mas isso não acontece. Os Açores têm neste momento 8.698 camas, o que representa uma ligeira redução de 0,8% em relação ao ano passado. O culpado desta redução líquida de 70 camas é a ilha Terceira, onde encerraram 2 unidades hoteleiras, resultando numa diminuição de 18% da capacidade hoteleira daquela ilha, com uma redução de 290 camas. Há crescimentos em S. Miguel de 2,72% (mais 143 camas, mantendo o mesmo número de hotéis, que é de 43), no Pico 8,74% (mais 25 camas e um total de 5 unidades, com o aumento de 1), e nas Flores 42% (mais uma unidade, para um total de 3, e mais 56 camas). Há ainda uma redução na Graciosa, de -2% (menos 4 camas), enquanto que no Faial, Santa Maria e S. Jorge não há qualquer alteração. S. Miguel tem neste momento 62% do número de camas, a Terceira 15,15% e o Faial 8,9%. Em termos de taxas de ocupação, em Agosto, apenas S. Miguel (73,4%) e o Pico (73,5%) conseguiram valores acima dos 70%. Santa Maria, que tem o valor mais baixo, ficou-se pelos 40,5%. A Terceira em especial parece atravessar um mau momento para o turismo: para além da redução do número de camas, a taxa de ocupação em Agosto foi das mais baixas dos Açores, apesar de alguma recuperação em relação a 2009. A taxa de ocupação em 2009 foi de 48,3%, tendo crescido para 54,9%, o que é um valor só acima das ilhas de Santa Maria e Graciosa”.

Sem comentários: