quarta-feira, novembro 11, 2015

Preparação do orçamento da Madeira marcada por dúvidas sobre situação do país

A situação política nacional marcou hoje as reuniões do secretário regional das Finanças e da Administração Pública com deputado independente (e ex-deputado do PND) e dirigentes do PTP e do BE no âmbito da preparação do Orçamento Regional para 2016.
O secretário das Finanças e da Administração Pública da Madeira, Rui Gonçalves, iniciou hoje um ciclo de audiências com os representantes dos partidos com assento na Assembleia Legislativa da região, visando a elaboração do Orçamento Regional para 2016.
Rui Gonçalves reuniu com o deputado independente [ex-PND, partido que foi extinto pelo Tribunal Constitucional], Gil Canha, tendo-se-lhe seguido o presidente do PTP, José Manuel Coelho, e o coordenador regional do BE-Madeira, Roberto Almada.
À saída da audiência, Gil Canha manifestou a sua preocupação quanto a eventuais reflexos na Madeira da situação política nacional.
"Eles [Governo Regional] estão a fazer um orçamento que, depois, pode vir a ser subvertido pela situação política em Portugal", disse, reconhecendo ser "difícil fazer um orçamento nestas condições. Há muita incerteza".
O presidente do PTP, José Manuel Coelho, revelou, por seu lado, que o Governo Regional "não tem coragem para mexer em certos privilégios" e não vai alterar a sua política" apesar do Plano de Ajustamento Económico Financeiro (PAEF) acabar a 31 de Dezembro.
"A partir de 31 de Dezembro de 2015, a região está livre para baixar os impostos mas o secretário não está para aí virado, está à espera da República", disse, adiantando que o Governo Regional "até já fala num orçamento rectificativo".
"Está numa incerteza, vai ver o que o que acontece em Lisboa para depois tomar medidas", criticou. O coordenador regional do BE, Roberto Almada, revelou que o secretário lhe transmitiu "incerteza relativamente ao futuro" face aos constrangimentos financeiros da região.
"Mas nós reafirmamos que um Governo que se quer social tem que libertar recursos financeiros para acudir às pessoas", disse, acrescentando que o BE está, a nível nacional, a "convergir com outros" para haver um Governo no país que responda à emergência social. Na sexta-feira, o secretário regional das Finanças e da Administração Pública manterá idênticos encontros, mas com os deputados madeirenses do PCP, do PS e do CDS.
Neste mesmo dia deverá acontecer também a reunião com o Juntos Pelo Povo (JPP).
A última força política regional a ser auscultada será a maioria do PSD-Madeira, cuja reunião está marcada para a próxima segunda-feira. O Orçamento Regional deverá ser entregue na Assembleia Legislativa até final de Novembro (Lusa)

Rui Gonçalves: Madeira admite Orçamento Rectificativo em 2016

O secretário regional das Finanças da Madeira admitiu hoje que o Governo Regional poderá ter que apresentar um orçamento rectificativo no primeiro trimestre de 2016 devido à situação política nacional e consequente adiamento do Orçamento de Estado.
"Esta situação [crise política] causa alguma apreensão porque cria-se, aqui [na Madeira], um cenário de alguma incerteza sobre o que vai ser o próximo Orçamento de Estado", sustentou. Rui Gonçalves lembrou os orçamentos regionais dependem muito daquilo que é o Orçamento de Estado, nomeadamente no domínio das transferências financeiras e das políticas fiscal e laboral.
"Perante este cenário, o que o Governo Regional fez foi elaborar um orçamento com muitas cautelas sabendo que, provavelmente, em função daquilo que for o Orçamento de Estado, poderemos ter de voltar à Assembleia com alterações ao diploma que estamos a elaborar", referiu.
"Não podíamos era deixar de fazer o Orçamento [Regional] porque temos que ter um orçamento em vigor a 1 de Janeiro de 2016", concluiu. A moção de rejeição do PS ao Programa do XX Governo Constitucional foi hoje aprovada com 123 votos favoráveis de socialistas, BE, PCP, PEV e PAN, o que implica a demissão do executivo PSD/CDS-PP. Esta moção teve 107 votos contra provenientes das bancadas do PSD e do CDS-PP. A rejeição do Programa do Governo exige o voto de uma maioria absoluta dos deputados em efectividade de funções, ou seja, pelo menos 116 parlamentares e, segundo o artigo 195.º da Constituição, implica a demissão do executivo, que se manterá em gestão até à posse de um novo Governo. Só o novo Governo tem de apresentar o Orçamento do Estado para o próximo ano, dispondo de 90 dias depois da tomada de posse para o fazer (Lusa)

Alfredo Cunha: a descolonização através dos olhos de um jovem fotojornalista


No dia 11 de Novembro de 1975, Angola tornava-se independente. Foi a última ex-colónia portuguesa em África a consegui-lo, depois de Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Alfredo Cunha viu tudo e conta-nos como foi. Na altura, tinha apenas 22 anos, hoje é uma referência no fotojornalismo português (Renascença, Teresa Abecasis)

Alberto João Jardim: “Cavaco tem margem para um Governo de iniciativa presidencial”

O ex-Conselheiro de Estado de Cavaco Silva considera que o Presidente da República pode formar um governo de iniciativa presidencial, formado na área do “bloco central” que, mesmo caindo no Parlamento, fique em gestão até novas eleições.
Deve o Presidente indigitar António Costa como primeiro-ministro, na sequência do acordo alcançado entre o PS  e os partidos de esquerdas?
O senhor Presidente da República deve tomar a decisão que a sua consciência julgue de interesse nacional, até porque, como declarou, tem as hipóteses todas avaliadas.
O acordo entre o PS e a esquerda é estável e duradouro para assegurar governabilidade do país? 
É uma questão de fé. Mas não vejo que a maneira como este “acordo” se processou, dê garantias de credível, estável e duradouro.
Tem o Presidente da República alguma margem para tomar outra decisão que não seja a de indigitar António Costa?
Tem. Um governo de iniciativa presidencial, formado na área do “bloco central” que, mesmo caindo no parlamento, fique em gestão até novas eleições. Até porque Portugal precisa de outros dirigentes partidários. Estes são a razão do estado de coisas a que chegámos mercê da crise mediocrática do actual panorama partidário, com o qual não se identificam metade dos portugueses.
O PS arrisca a ser prejudicado nas próximas eleições por governar com um acordo  à esquerda?
É futurologia. O importante  é mudar nos partidos. 
Como vê o futuro do país  com um governo PS e apoio parlamentar da esquerda?
Como adversário que sou do sistema político-constitucional ainda vigente, o tempo dar-me-à razão (Económico, pela jornalista Lígia Simões)

Momentos...do momento!

fonte: Público

PAPA FRANCISCO: “Jantar agarrado ao telemóvel não é uma família, é uma pensão"


O convívio familiar foi o tema da Audiência Geral desta quarta-feira. Na mensagem dirigida aos cerca de 20 mil fiéis e peregrinos que marcaram presença na Praça S. Pedro, Francisco considerou que “a convivência é um termómetro seguro para medir a saúde das relações: se na família alguma coisa não está bem, à mesa, percebe-se logo”. O Papa criticou também a desigualdade a nível global sobre o acesso aos alimentos.

Como fazer cair um Governo em três minutos: o filme do debate


As moções de rejeição eram quatro, mas bastou aprovar uma para o governo cair. Eram 17 horas e 16 minutos quando Passos Coelho viu o seu programa rejeitado e António Costa subiu mais um degrau da escadaria que o deverá levar a São Bento. Para trás ficava um debate inédito nos últimos 37 anos, desde que o governo de iniciativa presidencial liderado por Nobre da Costa foi chumbado à nascença no Parlamento. Para trás ficavam quase 12 horas de debate a marcar o tom do que aí vem (Renascença, Dina Soares e Conceição Sampaio)

Pedro Arroja. “O que a aliança de esquerda promete é só conversa”

Apesar das polémicas declarações de Pedro Arroja no Porto Canal sobre o BE, o economista abordou ontem também outras questões durante a sua intervenção televisiva. “Este é um país absolutamente imprevisivel”, disse. Defendeu que o acordo de esquerda vai resultar numa maior “divisão” e no agravamento “das condições de vida dos portugueses”, afirmando que as promessas não têm nada de “realismo” e que o país está sujeito às regras europeias (Expresso)

(Ricardo Costa, Expresso) “Sobram duas questões: o que faz Cavaco e quanto dura um governo PS?”


Nos próximos dias vamos perceber o que faz o Presidente, sendo que o mais provável é que indigite o PS. A questão que se levanta a seguir é a da solidez de um governo minoritário, apoiado em condições políticas mínimas. A análise de Ricardo Costa num direto para a SIC Notícias (Expresso)

Pedro Arroja sobre “as esganiçadas” do BE: “Não queria nenhuma daquelas mulheres, nem dada!”

Declarações polémicas do economista no Porto Canal. Pedro Arroja fala sobre "aquelas esganiçadas" do Bloco de Esquerda e disse que não conseguiria ser marido de nenhuma delas. Terminou acusando o Bloco de Esquerda de dividir e fraturar. O economista Pedro Arroja fez uma intervenção na noite desta terça-feira no Porto Canal, em que fala, sem identificar os nomes, do "que eu chamo as meninas do Bloco de Esquerda no Parlamento". Os termos em que o fez são os que se seguem:
"Repare, aquelas esganiçadas, sempre contra alguém ou contra alguma coisa", qualificou.
Como se não estivesse a ser "ouvido", Arroja disparou: "Aqui entre nós que ninguém nos ouve, eu não queria nenhuma daquelas mulheres - já tenho pensado - eu não queria nenhuma daquelas mulheres, nem dada. Nem dada! Porquê? Porque eu não conseguiria com elas, com uma delas, com uma mulher assim, construir uma comunidade, uma família. Elas estão sempre contra alguém ou contra alguma coisa. E lá em casa só havia dois tipos de pessoas, ou os filhos, ou o marido. O mais provável é que elas se pusessem contra o marido. Todas as noites, todos os dias, durante o dia no Parlamento, à noite com o marido: 'Porque tu é que tens a culpa disto!'. Com o tempo ia-me pôr fora de casa... e eu saía! E eu saía! E estou a imaginar o sentimento de alívio que sentiria nesse dia. 'Estou livre! Estou livre dela!'"
Considerando que o Bloco de Esquerda "é especialista nas causas fraturantes", Pedro Arroja assume o tom crítico: "Mas fratura o quê? Fratura a comunidade. Divide. O aborto, o casamento gay, a adoção de casais homossexuais... divide!"
No dia em que a coligação de direita caiu no Parlamento, derrubada por um voto de rejeição da esquerda, Pedro Arroja conclui: "Se esta aliança de esquerda prevalecer e for Governo, vai contribuir para fraturar numa altura em que nós precisávamos era de unidade, vai contribuir para fraturar, vai dividir, vai para pôr os portugueses ainda mais uns contra os outros."
Pedro Arroja é um economista do Porto e preside a uma sociedade gestora de ativos e de patrimónios a que dá o seu nome. Conhecido por ser politicamente incorreto, Pedro Arroja raramente dá entrevistas. O seu currículo inclui docência na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, sendo professor no Instituto Superior de Estudos Financeiros e Fiscais. O Bloco de Esquerda elegeu nas últimas eleições 19 deputados. Desses, seis são mulheres começando pela líder do partido, Catarina Martins, e incluindo Mariana Mortágua, Joana Mortágua, Isabel Pires, Domicília Costa e Sandra Costa (Expresso)

Lá assinarem os acordos, assinaram sim senhor. Mas Costa já foi avisando...

À saída do hemiciclo, onde foi aprovada a moção de rejeição ao programa do PSD/CDS, António Costa afirmou que a Assembleia da República manifestou a "vontade maioritária" dos portugueses que foi expressa nas legislativas. Admitindo as diferenças que separam os partidos de esquerda, o secretário-geral do PS declarou que se alguma força política apresentar uma moção a aliança termina. "No dia em que qualquer deles sentir a necessidade de apresentar uma moção de censura, é a mesma coisa que qualquer um de nós meter os papéis do divórcio: nesse dia o casamento acabou, o Governo acabou." (Expresso). Aos interessados deixo os linkes de acesso aos documentos:
- Posição Conjunta do PS e do PEV sobre solução política (aqui)
- Posição Conjunta do PS e do BE sobre solução política (aqui)
- Posição Conjunta do PS e do PCP sobre solução política (aqui)

RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO TRIMESTRAL DO PROGRAMA DE AJUSTAMENTO ECONÓMICO E FINANCEIRO DA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA - 2.º TRIMESTRE DE 2015

O governo de coligação PSD-CDS ontem derrubado na Assembleia da República, acaba de divulgar o RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO TRIMESTRAL DO PROGRAMA DE AJUSTAMENTO ECONÓMICO E FINANCEIRO DA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA - 2.º TRIMESTRE DE 2015 que pode ser lido neste link

Domingos Névoa comprou Everjets dias antes da assinatura de contrato de milhões

Concurso de 46 milhões está a ser investigado pelo Ministério Público e pela PJ. Aquisição do dono da Bragaparques mantida em segredo. Filho de Domingos Névoa é administrador da Everjets desde Fevereiro. O dono da Bragaparques, o empresário Domingos Névoa, comprou a maioria do capital da empresa de aviação Everjets, que ganhou o concurso para operar e manter os helicópteros pesados do Estado. Um concurso que está a ser investigado no âmbito do processo dos vistos gold.
A aquisição ocorreu uns dias antes da formalização, a 6 de Fevereiro deste ano, do contrato de 46 milhões de euros, assinado em representação da Everjets pelo genro de Névoa, Ricardo Dias, piloto que já trabalhava havia algum tempo na empresa e assumiu a vice-presidência da sociedade logo no início de Janeiro.
Na altura da compra, já era conhecido que a Everjets ganhara o concurso, para operar e manter os helicópteros durante quatro anos, uma vez que a 22 de Dezembro de 2014 o presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) assinara um despacho a adjudicar a proposta à Everjets.
Segundo fonte oficial da Everjets, que inicialmente optou por não responder às perguntas do PÚBLICO sobre a venda, o empresário de Braga comprou a empresa “em Fevereiro” e não tem qualquer relação com o concurso para operar os Kamov, que decorreu enquanto a Everjets estava formalmente nas mãos do empresário Pedro Silva, líder do grupo Ricon. A mesma fonte não soube precisar, contudo, quando se iniciaram as negociações e se as mesmas começaram antes ou depois de a empresa saber que tinha ganho o negócio.
Este concurso está a ser investigado no âmbito de um inquérito dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal, que conta com o apoio da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária. Na origem da suspeita está um email que o ex-ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, terá enviado ao seu antigo sócio Jaime Gomes — ambos arguidos no processo — com o caderno de encargos do concurso público internacional, semanas antes da publicação do anúncio, em Julho do ano passado.
No final de Agosto, foram recebidas quatro propostas, tendo a Everjets ganho por ter apresentado o valor mais baixo: 46.077.120 euros. A proposta foi adjudicada em 22 de Dezembro do ano passado e assinada a 6 de Fevereiro deste ano, uns dias antes de Domingos Névoa ter comprado a empresa. A compra aconteceu entre 1 e 3 de Fevereiro.
Na altura vários concorrentes estranharam o comportamento dos responsáveis da empresa, já que estes não chegaram a levantar o caderno de encargos do concurso, não foram inspeccionar os aparelhos que queriam operar, nem tiveram qualquer dúvida sobre as regras do concurso.
Fonte oficial da Everjets não nega nenhum desses factos, mas sublinha que a empresa não levantou o caderno de encargos para não alertar a concorrência, tendo tido conhecimento das regras de concurso através de um terceiro. Quanto ao facto de não terem inspeccionado antecipadamente os Kamov e de não terem feito perguntas (houve candidatos que fizeram mais de 100), fonte oficial da empresa diz que não estavam obrigados a isso. “A Everjets cumpriu a lei e os termos do concurso”, realça a fonte oficial.
A mesma fonte garantiu que nenhum profissional ou responsável ligado à empresa foi constituído arguido ou sequer ouvido no âmbito da investigação dos vistos gold, que deverá ter acusação até ao final desta semana, para evitar que o antigo presidente do Instituto dos Registo e Notariado, António Figueiredo, o único arguido que ainda está detido preventivamente, seja libertado. Figueiredo foi colocado em prisão preventiva em Novembro do ano passado, tendo passado para prisão domiciliária na passada sexta-feira.
Segundo o portal das publicações on-line de actos societários, o empresário Pedro Silva renunciou ao cargo de presidente do conselho de administração da Everjets a 3 de Fevereiro, três dias antes da assinatura do contrato com a ANPC. O filho de Domingos Névoa, Bruno Névoa, foi nomeado no dia 4 para integrar a administração, tendo o genro de Névoa, Ricardo Dias, piloto da empresa, assumido a vice-presidência a 5 de Janeiro, cerca de duas semanas depois de o negócio de 46 milhões ter sido adjudicado à empresa.
O PÚBLICO tentou, insistentemente, contactar Domingos Névoa sem sucesso. Pedro Silva atendeu o telefone, mas alegou estar ocupado no momento e não voltou a atender.
A venda da Everjets foi mantida em segredo até agora, só tendo fonte da empresa aceitado falar sobre esse assunto depois de o PÚBLICO a ter confrontado com informações oficiais registadas no portal do Ministério da Justiça. No site do grupo Ricon, que anteriormente detinha a Everjets, a empresa ainda aparece como se fosse do grupo.
Recorde-se que Domingos Névoa foi condenado por corrupção activa por ter oferecido ao então vereador José Sá Fernandes, através do seu irmão, 200 mil euros para este desistir de uma acção popular que tentava travar o negócio de permuta, com a Câmara de Lisboa, de terrenos da Feira Popular com os do Parque Mayer. Os juízes conselheiros condenaram o empresário a uma pena de cinco meses de prisão que poderia ser suspensa mediante o pagamento de 200 mil euros. O empresário acabou por não cumprir qualquer pena ou fazer qualquer pagamento porque o processo prescreveu (texto da jornalista do Público, MARIANA OLIVEIRA)

terça-feira, novembro 10, 2015

Futebol: territorio Cristiano

Hasta en 327 ocasiones, 234 en Liga, ha celebrado Cristiano Ronaldo un tanto con el Real Madrid. Los goles se le caen de los bolsillos al luso, convertido ya en el máximo realizador de la historia blanca apenas seis años después de enfundarse la elástica del conjunto de Chamartín. Una sobresale por encima de todas sus víctimas. Es, precisamente, el Sevilla. El próximo rival del Real Madrid ha sufrido 19 latigazos de Cristiano. Al luso le da igual el Bernabéu que el Pizjuán. Marcar uno, tres o cuatro goles. Hacerlo en goleadas contundentes o firmando los únicos tantos de los madridistas. Su historial realizador ante el Sevilla empezó con una de sus grandes exhibiciones individuales. Y van ya unas pocas. El 7 de mayo de 2011 el Madrid de Mourinho peleaba el título con el Barça de Guardiola. El Pizjuán era uno de los últimos escollos blancos, pero un colosal CR7 pasó por encima de los hispalenses anotando cuatro dianas del 2-6 con el que acabó el duelo. La Liga no sería, eso sí, blanca.
Pero el fútbol da revancha. Y más para un animal competitivo como el portugués, que regresó a territorio hispalense en diciembre de ese mismo año. Esta vez se quedó en tres tantos, pero fue clave para que el Madrid de Mourinho repitiera el 2-6 del curso anterior. Ese campeonato, esta vez sí, acabó en el museo del Bernabéu. Cristiano era ya el terror del Pizjuán.
Récord de la Liga
El luso siguió temporada tras temporada masacrando al Sevilla. Ahora le tocaba el turno al Bernabéu. Primero, en la 12-13, con un triplete decisivo. Después, en la 13-14, con otro hat trick en el 7-3 con el que el Madrid pulverizó a los de Émery. Los goles caían y faltaba, claro está, volver a la senda del gol en el Sánchez Pizjuán, territorio Cristiano.
La ocasión llegó el pasado curso. Otra vez con el Real Madrid jugándose el título de Liga. Otra vez con Ronaldo pasando por encima de un Sevilla que perdió 2-3... con hat-trick del luso.
19 GOLES ha marcado Cristiano al Sevilla en toda su carrera
Era la quinta ocasión en la que el de Madeira firmaba tres o más goles ante los hispalenses. Se convertía, se dice pronto, en el primer futbolista de la historia de la Liga que anotaba cinco tripletes ante el mismo rival. Nadie, ni en la época en la que las goleadas eran cotidianas, logró jamás ajusticiar de semejante manera al mismo rival. De paso, por si fuera poco, llegaba a los 19 tantos ante los de Unai Émery. Ningún otro equipo ha sufrido más castigo de CR7 que los hispalenses.
Aterriza Cristiano a este duelo después de un mal encuentro ante el PSG. Algunas de sus actuaciones este año están levantando ciertas dudas. Sus números jamás lo hacen. Lidera el Pichichi de la Champions con cinco tantos y en Liga lleva ocho, a uno de Neymar. Tiembla el Pizjuán.
Mandó callar al Sánchez Pizjuán
Además de ser el equipo al que más goles marca, en el Sánchez Pizjuán no olvidan a buen seguro el encuentro del año pasado. Cristiano, que anotó un triplete decisivo en la victoria blanca por 2-3, celebró uno de los goles mandando callar al público sevillista. Durante el encuentro, cierto sector del Pizjuán profirió cánticos contra el portugués, que no dudó en llevarse el dedo a la boca cuando anotó uno de sus tantos. El domingo, a las 20.30, se reencontrarán el delantero y la afición del Sevilla (Marca e aqui)

Ronaldo ou Arrogantaldo?

Ronaldo: da infância na Madeira até se tornar no melhor do mundo

Desemprego leva jovem a criar bijuteria com peças com Bordado Madeira.

O desemprego levou uma jovem madeirense, licenciada em Biologia, a procurar outros caminhos e, há cinco anos, dedicou-se à criação de uma bijutaria com caraterísticas únicas porque utiliza o bordado Madeira, sendo apreciada por residentes, emigrantes e turistas. "Em 2010 fiquei desempregada e como sempre gostei de criar e de trabalhos manuais, dediquei-me à criação de bijuteria com inspiração 'vintage' [considerado um estilo de moda das décadas entre 1920 e 1960], que gosto muito", disse Joana Martins à agência Lusa. A artista mencionou que começou "a fazer experiências, a vender em feiras" e, um ano depois, "surgiu a ideia de juntar o bordado Madeira", uma arte tradicional da região que lhe "está no sangue", pois nasceu e cresceu no "mundo" deste trabalho, porque a mãe (Guida Vieira) foi uma das sindicalista madeirenses que mais lutou pelos direitos das bordadeiras de casa no arquipélago ao longo dos tempos. Marca registada "Fiz desenhos, experiências e comecei a vender. Registei a marca. É realmente uma coisa única utilizar a inspiração do Bordado Madeira nas minhas peças", salienta, referindo que conta com a colaboração de uma bordadeira e que nas suas peças são usados os pontos e as cores tradicionais do bordado Madeira. Os desenhos são originais, utiliza motivos de flores e outros ligados à natureza, como animais, que decoram acessórios como colares, brincos, pulseiras, pregadeiras, marcadores de livros, penduradores de malas, além de outras pequenas recordações e até pequenos presépios (Correio da Manhã)

Opinião: Juro que não

Um acordo com uma dúzia de pontos, mesmo multiplicado por três, nunca pode ser a garantia da actividade de um governo. Governar, como toda a política, é um conflito permanente: entre membros de uma coligação (se ela por acaso existe), entre ministros, entre quem manda e quem deve obedecer mas não obedece. Ao fim de oito dias um compromisso jurado ou escrito num papel acaba por se tornar numa vaga promessa irreconhecível e amputada. As decisões que se tomam em S. Bento ou na Gomes Teixeira dependem do dinheiro, da oportunidade, da resistência que provocam e de um apoio ilusório e pouco previsível. O resto não passa de uma conversa metafísica a benefício da Assembleia da República ou da televisão, que tende a acreditar no que lhe dizem e a não perceber as coisas.
A única maneira de controlar o que se passa é ter directamente na mão o poder a que se chama, com propriedade, executivo. O PC e o Bloco não quiseram ir para o governo do dr. Costa por três claríssimas razões. Primeiro, querem evitar que o descontentamento, sempre inevitável, e agora mais numa situação de crise, caia sobre eles e venha a diminuir o seu já exíguo eleitorado. Segundo, precisam de uma porta aberta para uma saída nada airosa, mas muito rápida: as pequenas seitas vivem de ilusões e, quando desiludem, morrem. E, terceiro, preferem algumas vitórias de longe na Assembleia da República a ter dia a dia de carregar as “gaffes” de uma gente cheia de zelo e sem experiência: sem dúvida a pior das combinações. Jerónimo de Sousa não nasceu ontem, parece que Louçã educa Catarina Martins.
Se o dr. Cavaco resolver dar posse a António Costa não dará posse com certeza a um governo coerente, estável e duradouro. Dará posse a uma velha igreja que sempre se distinguiu pelas suas querelas teológicas e que, apesar de caduca, não desistiu do exercício. Os grupinhos que infestaram a Primavera e o Verão de 2015 não foram engolidos pela sua triste figura eleitoral. Estão aí por detrás de cada pedra à espera que Jerónimo, Catarina ou Costa mexam um dedo para os desfazer com aquele ódio fraternal que distingue a verdadeira esquerda. E hoje com a ajuda das centenas de “sensibilidades” do PS, que o novo regime deixou de fora e por quem os jornalistas se pelam para estabelecer a sua trapalhadazita da ordem. O dr. Cavaco irá dar posse a uma balbúrdia, por definição instável e incoerente, e ainda por cima bastante mais curta do que ele pensa. No meio desta catástrofe só me espanta o dr. António Costa: não o achava estúpido, juro que não (texto de VASCO PULIDO VALENTE, Público, com a devida vénia)

SIC: Eixo do Mal (7 Novembro de 2015)

SIC: Quadratura do Círculo (5 Novembro de 2015)

Bronca em direto na TVI24: Pedro Guerra chama hipócrita a Sousa Martins e salta a tampa ao jornalista

Miguel Albuquerque e Rui Gonçalves devem preparar "Plano B"

Apesar de ter garantido, e bem, que a instabilidade política não afectaria a Madeira - não faria sentido que assim fosse - Miguel Albuquerque por muito que se esforce passou a ter a partir de hoje de um dado novo, em minha opinião suficientemente complicado que justifica uma abordagem pragmática e realista do novo quadro político, embora ainda dependente da decisão de Cavaco Silva.
Em situações normais, e no caso de um governo do  PS liderado por Costa e apoiado no parlamento por PCP e do Bloco, desde já colocam-se em cima da mesa novas realidades, novos desafios e algumas dúvidas, nomeadamente:
- que papel passarão a ter - algo com o qual nunca contaram - os dois deputados do PS eleitos pela Madeira na tentativa de chamarem a si o papel de ponte entre Lisboa e a RAM? E que o que dirão a isto PCP e Bloco que dificilmente aceitarão, na perspectiva das regionais de 2019, ficar reféns do mediatismo e do protagonismo socialista? Depois do que se passou em 2007 com a desastrosa atitude socialista no caso da Lei de Finanças Regionais, não creio que o  PS madeirense cometa o mesmo erro, sob pena de afundar-se em definitivo.
- apesar de ter, segundo Rui Gonçalves, o financiamento garantido para 2016 - ano em que o PAEF deixou de estar em vigor, com tudo o que isso significa e implica - a verdade é que há relações institucionais, nomeadamente as financeiras e as legislativas, no quadro do parlamento nacional, que podem colocar em cima da mesa cautelas que num cenário anterior, de um governo PSD-CDS não se colocariam ao PSD regional e a Albuquerque.
O que basicamente pretendo referir é que provavelmente depois de se conhecer o desfecho desta crise, haverá que discutir, pragmaticamente, no Governo Regional (neste quadro entre Miguel e Rui Gonçalves, porque não se justifica alargar a mais ninguém nesta fase) a elaboração de um Plano B que garanta alternativas nas negociações de natureza financeira que a RAM terá que manter com o Estado e que permitam a a obtenção de algumas decisões favoráveis.  Obviamente que pressionados pelas regionais de 2019 os dois deputados do PS regional, entre os quais o líder Carlos Pereira, quererão marcar o seu espaço e capitalizar a seu favor a vantagem de um entendimento fácil com Costa na perspectiva de potenciais benefícios eleitorais naquele acto regional de 2019.
Parece-me óbvio que uma coisa são as relações pessoais e políticas e de amizade entre Passos e Albuquerque, que podiam resolver alguns problemas, outra coisa são as relações pessoais e institucionais entre Rui Gonçalves e a ministra das finanças do governo de coligação, outra coisa é uma nova realidade político-governativa, caso Cavaco Silva, como se prevê venha a acontecer, opte por convidar Costa a formar o novo gabinete. Na política e sobretudo depois do que se passou, não há lugar a ingenuidade ou a crenças destinadas a dar uma imagem de pluralidade democrática que poucas ou nenhumas mais-valias, neste novo quadro político e governativo nacional, trarão de útil à RAM.
Outra das componentes a abordar - e acho que Tranquada Gomes e Fernanda Cardoso serão importantes parceiros nesta discussão, até pela experiência que têm - tem a ver, em meu entender, com a componente político-legislativa propriamente dita, concretamente saber até que ponto por exemplo as alterações pretendidas, e bem, para o Estatuto - repito, que que fazem todo sentido - podem ser distorcidas na Assembleia da República ou se existe neste momento, falo num prazo alargado de um ano, condições políticas para uma discussão pragmática de um texto que é a bíblia da autonomia regional, nomeadamente distorcendo-o ou ignorando mesmo as propostas e a opinião dos social-democratas madeirenses sobre esta temática.
Finalmente, não me repugna nada que Miguel Albuquerque convoque a Comissão Política Regional para uma imediata abordagem à nova realidade e, eventualmente numa segunda fase, convoque o Conselho Regional para que se coloque em cima da mesa tudo o que, neste novo quadro político e governativo nacional, se coloca à Madeira. Um quadro que Miguel Albuquerque e Rui Gonçalves e demais dirigentes social-democratas provavelmente não contariam quando foram empossados depois das eleições de 4 de Outubro.
Embora não acredite na consciência deste acordo, admito que o governo socialista apoiado no parlamento pelo PCP, Verdes e Bloco (não sei o que fará o deputado do PAN que votou a moção de censura) terá pelo menos um ano de estado de graça, o que significa que o futuro Presidente da República pode não ser obrigado a dissolver a Assembleias e convocar eleições já este ano.  Um cenário que admito possa acontecer até 2019, de uma maneira ou de outra. Basta que PCP ceda às pressões da Intersindical ou que o Bloco se sinta marginalizado ao ponto de correr riscos eleitorais. Mas Costa já avisou hoje depois da aprovação da moção de censura: se PCP, Verdes ou Bloco resolverem brincar com o novo governo, tomando iniciativas que lhe dificultem a vida, e considerando que PSD e CDS estarão na oposição radicalizada, recusando votar a favor seja do que for, então o casamento acaba, o governo cai e o desfecho de eleições antecipadas será colocado em cima da mesa. Algo que acredito PCP, Bloco e mesmo o PS não quererão enfrentar, pelo menos nesta Legislatura.

PS, PCP, PEV, Bloco e PAN representam 29,1% dos inscritos e 27,2% das população portuguesa de 2014

Há coisas que as pessoas não sabem, nem têm que andar a fazer esse trabalho, mas que são curiosidades político-eleitorais importantes que ajudam a perceber melhor a conjuntura, pelo que não podem ser dissociadas de tudo o que se tem passado e que culminou com a queda hoje do governo minoritário PSD-CDS.
Por exemplo:
  • há quantos anos Portas não concorre a eleições? Desde 2011 numa conjuntura que favoreceu claramente PSD e CDS. Neste momento, depois de 4 anos de austeridade, qual é a verdadeira representação eleitoral - falo de votos, de quanto eles são - quer do PSD, quer do CDS? Talvez porque não sabem, talvez porque temiam que o método de Hondt os lixasse, PSD e CDS formalizaram antes das eleições uma coligação que acabou por os beneficiar no que aos mandatos diz respeito;
  • a votação da coligação PAF - entretanto extinta - correspondeu a 38,9% dos votantes em 4 de Outubro, mas desce para 20,6% do total de eleitores inscritos e a apenas 19,2% da população portuguesa registada pelo INE em finais de 2014;
  • no caso do  PS a votação obtida em 4 de Outubro correspondeu a 32,3% dos votantes mas desce para 18,1% dos inscritos e 16,9% da população portuguesa registada em 2014;
  • PCP+PEV (CDU entretanto extinta) e Bloco, juntos, obtiveram 18,5% dos votos, mas descem para 10,3% do total dos inscritos e para apenas 9,67% da população portuguesa de 2014;
  • uma curiosidade que demonstra o desajustamento da lei eleitoral em vigor: PSD e CDS juntos tiveram 38,9% dos votos mas o PSD com os seus 89 deputados elegeu 38,7% do total dos 230 mandatos eleitos em 4 de Outubro. O CDS elegeu 18 deputados correspondentes a 7,8% do total. Ou seja, PSD e CDS tiveram 38,9% dos votos mas elegeram 46,53% dos deputados. Também o PS teve 32,3% dos votos mas os seus 86 deputados significa, 37,4% dos mandatos. PCP+PEV e Bloco juntos tiveram 15,65% dos mandatos que corresponderam a 18,5% dos votos;
  • sabia que PS, PCP, PEV, Bloco e PAN - partidos que votaram a favor da queda do governo - obtiveram juntos a 4 de Outubro 52,2% dos votantes quer correspondem a 29,1% dos inscritos e a 27,2% das população portuguesa de 2014?

Por acaso sabem que PSD tem apenas mais 3 deputados que o PS?

Será que as pessoas têm a consciência que o PSD tem 89 deputados na Assembleia da República, apenas mais 3 que o PS que tem 86 deputados eleitos? Os restantes deputados da extinta PAF - as coligações extinguem-se logo depois da divulgação oficial dos resultados - pertencem ao CDS que acaba por ter mais deputados (18), mais do quer o PCP menos um que o Bloco, graças a cedências do PSD de quem partiu a proposta de coligação previa ao acto eleitoral.
PPD/PSD, 89 deputados
PS, 86
BE, 19
CDS-PP, 18
PCP, 15
​PEV, 2
PAN, 1

Os verdadeiros temores europeus

A Europa teme que o radicalismo direitista domine a Polónia, e que no início de Dezembro a Espanha volte a passar por um processo complexo, já que o PP de Rajoy além de não ter maioria absoluta em qualquer sondagem, corre o risco de ser superado - mesmo ganhando eleições com minoria - por uma coligação envolvendo o PSOE, Podemos e Cidadãos. E nem falo nas regionais de França em Dezembro e na possibilidade de Marine Le Pen derrotar o Presidente francês

O PS, o PCP, o Bloco e a lenda do escorpião e do sapo

Este processo negocial do PS com os partidos à sua esquerda, com avanços e recuos, indefinições, silêncios e omissões -que hoje ficarão desvendadas - faz-me lembrar a fábula do escorpião e o sapo.  Diz a fábula que um escorpião pede a um sapo que o leve através de um rio para a outra margem. O sapo recusa por ter medo de ser picado durante a viagem. O escorpião argumenta que não que se picar o sapo ele afogaria e com ele afogar-se-ia também o escorpião. O sapo acaba por concordar e carregar o escorpião. A meio caminho, o escorpião ferroa o sapo, condenando ambos ao afogamento. Quando interrogado pelo sapo por que o tinha feito, o escorpião responde que esta é a sua natureza.
Muito sinceramente não acredito na estabilidade política deste alegado acordo PS-PCP-Bloco. Não acredito porque há sinais concretos de que a ideia principal foi a de afastar Passos e Portas do poder - não é que a arrogância deles o justifique - a todo o custo. Não é possível concertar partidos que estiveram historicamente desavindos e em pólos diferentes. Não percebi como vai a PCP controlar e neutralizar a Intersindical e os sindicatos que vivem das agitações de rua e do mediatismo reivindicativo na comunicação social, por sinal, diga-se, sem grande sucesso efectivo. Não entendo como é que estes três partidos agora concordantes vão gerir o facto de terem candidatos presidenciais diferentes que certamente de alguma forma tentarão mostrar diferenças entre si. Se não o fizerem então teremos candidaturas presidenciais equiparáveis a uma palhaçada. O facto de não terem chegado a um consenso quanto a uma única moção de censura da esquerda, o facto de não terem chegado a acordo para um acordo único e comum, o facto de não terem chegado a entendimento quanto a questões essenciais como os orçamentos de estado de 2016 a 2020, são indicadores concretos, muito concretos, de que provavelmente não existem condições, quiçá nunca existirão condições apesar das juras de entendimento para a Legislatura, entre partidos que partilham um eleitorado comum e que nenhum quer perder a favor dos outros dois.

Com que direito esta corja fala em nome do povo?

A minoria parlamentar PSD-CDS fala no "esforço dos portugueses" a torto e a direito tentando atribuir aos portugueses o mérito pelo que foi conseguido - e que obviamente serviu os partidos do governo e mais nada - mas há uma dúvida que me atormenta embora não me surpreenda quando se associa política a ridículos: será que os portugueses alguma vez tiveram oportunidade de se pronunciar sobre fosse o que fosse? Lembram-se do que aconteceu em 2011, na vergonhosa campanha eleitoral realizada por Passos e de tudo o que ele disse que não faria mas que depois de eleito fez exactamente o que andou semanas a negar que faria? Lembram-se dos ataques de Portas a Passos nessa campanha de 2011? Lembram-se do CDS de Portas que de europeísta nada tinha? E das palermices de Portas, aquela cena da demissão que nos custou 3 mil milhões de euros nos mercados, só para defender a sua vaidade pessoal e querer reforçar a presença do CDS no governo com a chamada de amigalhaços? Isto de andar a falar em nome do povo, sem que para tal tenha sido mandatado, de idolatrar o povo por tudo e por nada, quer se trate da direita, do PS ou dos dois partidozecos à esquerda dos socialistas é uma patifaria oportunista que revela bem o estado de demência absoluta em que a política portuguesa se encontra. Ou seja, alguma vez os portugueses foram chamados a pronunciar-se sobre a austeridade que lhes foi imposta? Com base em quê falam os partidos no poder em nome do povo como se este concordasse com as patifarias realizadas ao longo destes anos e as tivesse aceite pacifica e passivamente? Provavelmente ficaremos a conhecer algumas histórias ocultas ou mal contadas que alegadamente andarão enterradas nos subterrâneos da política nacional. Esperemos que não nos tragam surpresas e que não sejam reais, apenas ficção suscitada por Costa e pelo PS.

segunda-feira, novembro 09, 2015

PSD: Passos resistiu bem num debate faz-de-conta

Apesar de ter o destino traçado, e de não ter tido oportunidade de debater hoje na Assembleia da República fosse o que fosse com António Costa - que fugiu ao debate como um rato - penso que Passos Coelho resistiu bem ao debate, fez um discurso de auto-elogio que porventura era o único que podia fazer naquele momento e conjuntura. Resistiu bem, atacou forte e feio o PS, acentuou esse ataque político ao PC e ao Bloco na fase de perguntas e respostas. Passos entendeu há muito - quem sabe se mais cedo que Portas que regra geral demora mais a entender as coisas mais simples - que o governo minoritário PSD-CDS já era e que amanhã será o seu funeral. A minha dúvida é dupla: teve Costa medo de debater com Passos? Ou terá Costa problemas em chegar a acordo com PC e Bloco para a obtenção do tal acordo político que tem que ser divulgado amanhã, sob pena dos portugueses, incluindo os eleitores socialistas, poderem desconfiar que afinal estamos perante uma patifaria política sem nome e justificada por ambição de poder e desespero de sobrevivência política pessoal?

PSD: porque deixaram Paula Teixeira da Cruz falar?

Um exemplo do desespero e de uma certa desorganização da bancada do PSD no debate na Assembleia da República foi dado quando permitiram que a ex-ministra da justiça, Paula Teixeira da Cruz, que reassumiu o seu lugar de deputada e que protagonizou uma sucessão infindável de conflitos com os protagonistas da justiça e colocou-a a níveis - leia-se a custos e... custas - que a tornaram distante da esmagadora maioria dos cidadãos, tenha usado da palavra na sessão parlamentar de hoje. Além de revelar dificuldades na estrutura de um discurso político nesta conjuntura, a ex-ministra terá saído do governo porque não pretendeu continuar, segundo foi noticiado. Então devia estar caladinha e não ajudar a apagar incêndios usando gasolina, tal como aconteceu com ela durante 4 anos de conflitualidade permanente. Eu só entendo este erro pelo facto do governo minoritário PSD-CDS ter desistido da sina de passar amanhã para a oposição.

terça-feira, novembro 03, 2015

Espanha: Y qué sucede con las CCAA? Y con sus previsiones?

Las previsiones más recientes del crecimiento de las CCAA muestran la incertidumbre del entorno nacional e internacional. El contexto global es de recuperación frágil y está lastrado por riesgos relacionados con la economía china y sus efectos sobre los emergentes, la evolución de los precios de las materias primas, con especial atención al crudo, y  el inicio de las subidas de tipos en EEUU que podrían anticipar el cambio de ciclo de política monetaria en otras áreas. Además, en España existen elementos específicos de carácter político y económico que incorporan riesgos adicionales. Estas incertidumbres se trasladan al contexto regional. Así, tras una primera mitad de 2015 con una clara evolución  positiva, en este momento la revisión de las perspectivas de crecimiento se produce ligeramente a la baja.
En la segunda mitad del año los datos indican de manera generalizada una estabilización con una tendencia a la desaceleración del crecimiento en las CCAA, especialmente en las de mayor tamaño. Un menor crecimiento del sector servicios y una ralentización del mercado de trabajo están derivando en un crecimiento de la demanda interna algo más moderado. Aun así las previsiones indican que el crecimiento regional seguirá sustentándose en la demanda doméstica y la recuperación de la inversión, a pesar de que las exportaciones se mantienen dinámicas dado que las importaciones también se reactivan con intensidad. Las CCAA que muestran un mejor comportamiento son Madrid y La Rioja mientras que el área del cantábrico tiene los avances más reducidos: Asturias y Cantabria son las regiones con crecimientos más moderados en los dos años analizados y vienen acompañadas en los puestos de cola, especialmente en 2015 por Galicia y el País Vasco, estas dos regiones son las únicas que mejoran sus previsiones en 2016, las otras 15 regiones tienen un crecimiento promedio inferior el año próximo al que se estima para el actual. Los registros negativos de crecimiento que veíamos hace no mucho tiempo han quedado atrás pero las recuperación es todavía incipiente y con muchos retos de política económica que resolver. Por ello sigue siendo igualmente necesario intensificar las actuaciones. La prioridad es la recuperación del mercado de trabajo: Reducir la tasa de paro, y mejorar la productividad pero existen multitud de tareas pendientes como la contención del gasto y la recuperación de los ingresos, la corrección del endeudamiento público y privado y la reforma del sector púbico.
Nota:
Parece que la AIReF ha pasado de publicar previsiones de PIB regional a partir de varios modelos (ver entrada de abril) a facilitar una estimación adelantada de la composición por CCAA del PIB nacional, el último informe de julio corresponde al segundo trimestre.

La gran novedad es la publicación esta semana de previsiones regionales por parte de Funcas, un gran clásico en el análisis regional que nos alegra que vuelva a producir este tipo de información (texto de Juan de Lucio. Presidente AMCR. ICADE, ABC)

Lei permite vender Banif com prejuízo!

Contrato de ajuda do Estado prevê que 700 milhões de euros injetados em acções do Banif sejam recuperados, mas lei dá margem ao Governo para vender abaixo deste valor. A posição do Estado no Banif poderá ser vendida abaixo do valor aplicado em ações do banco. Apesar de o contrato assinado entre o Banco Internacional do Funchal e o Tesouro prever o reembolso da ajuda pública acrescido de uma remuneração, a lei permite que o Governo possa decidir fixar um preço diferente, cuja referência deverá ser sempre o valor de mercado, noticia esta segunda-feira o "Jornal de Negócios". O Banif está na posse de pareceres jurídicos que fundamentam a possibilidade de o Estado sair do capital do banco por um montante abaixo dos 700 milhões de euros que aplicou em ações do banco. Esta hipótese depende da vontade política do Governo, que terá sempre de justificar porque aceita vender a sua posição abaixo do montante investido. Será ainda necessária a luz verde de Bruxelas (que está a investigar o apoio estatal) e do Banco Central Europeu. O novo acionista, no entanto, deverá ter de realizar uma injecção de capital no Banif, no mínimo de 150 milhões de euros, para que o banco possa ter solidez suficiente para fazer face às exigências do BCE (Lusa)

Imagens inéditas mostram o miúdo Cristiano Ronaldo a varrer uma rua


Já em miúdo fazia poses a contrair os músculos e até o punham de vassoura na mão a varrer a rua. O Observador mostra-lhe imagens inéditas do documentário sobre Ronaldo, que estreia a 9 de novembro.

CAIS 8: o funeral? Ou a falta de uns murros na mesa

O que se passou ontem e hoje com o Braemer da Fred Olsen Lines, no que à acostagem do novo cais 8 diz respeito - devido a obras em curso no chamado cais Norte da Pontinha - pode ser o fim desta estrutura. Sobretudo depois do que se passou com o Britânia e com a recusa  do Aida que terá ameaçado trocar a Madeira pelas Canárias, ao que me consta, caso o obrigassem a encostar no novo cais. Depois de ter andado a saltar ontem do cais 8 para o molhe da Pontinha hoje o Braemer foi obrigado a ficar ao largo (ver foto do DN-Funchal), porque os portos já tinham compromissos assumidos com outras escalas. A minha dúvida é se os portos da Madeira assumiram compromissos com operadores de cruzeiros e que devido aos problemas surgidos com o cais 8 sejamos confrontados com mais procura do que a nossa capacidade de oferta, com tudo o que de negativo daí resulta. Acho muito sinceramente que esta questão deixou de ser técnica, deixou de ser apenas da responsabilidade de um serviço específico ou de secretário regional e passou a ser política. Ou seja, para ser claro e nem sequer deixar dúvidas: o Presidente do Governo, perante a realidade - porque é essa que conta e não andarmos a lembrar posições ou expressar opiniões que já todos conhecemos - deve fazer um ponto da situação, chamar à mesa todos os interessados neste assunto e se necessário for dar um murro na mesa. Isto não pode continuar assim. Disseram-me que ontem o Braemer teve que baixar a escada virada a sul, para o mar, e usar baleeiras, para transportar passageiros para terra porque não foi possível utilizar as escadas que deviam permitir a utilização do novo cais 8.

segunda-feira, novembro 02, 2015

Cais 8 do Funchal: a coincidência

No dia em que no Barómetro semanal do Ultraperiferias abordei a questão da utilização do novo cais de acostagem do porto do Funchal - o chamado "cais 8" - devido à polémica envolvendo o Britânia, não deixa de ser curioso - e mais uma confirmação de que é preciso esclarecer, de uma vez por todas, as dúvidas que existam em torno deste cais - que um navio de cruzeiros, de médio porte, da Fredf Olsen Lines tenha acostado no polémico (?) cais... Afinal em que ficamos: a acostagem está apenas reservada a navios com menos de 250 metros? Ou estará sempre condicionada ao movimento das marés, dependendo a acostagem da instabilidade do mar naquela zona portuária? Confesso a minha ignorância e desconhecimento total sobre esta temática. O problema é que o navio em causa - o Braemar -experimentou problemas complexos para acostar, enfrentou problemas adicionais na fase de desembarque de passageiros e bastou ter uma vaga no velho molhe da Pontinha para proceder à imediata mudança do cais 8 para o referido molhe. Tudo isto é estranho e coloca em cima muitas perguntas que precisam das respostas. Não de especulação, não de aproveitamento, não de sabedorias compradas numa loja do trezentos, não de especialistas a martelo comprados em qualquer esquina. Mas uma resposta de quem de direito e por quem sabe do que estamos a falar.

Ultraperiferias: Barómetro regional semanal (V)

BANIF - O pior que pode acontecer a um banco é começar a ser notícia nos meios de comunicação social pelos maus motivos. Num pais ainda abalado pelos escândalos do BPN, do BPP e do BES, e depois da polémica em torno do Montepio Geral, surge agora o Banif, instituição sentimentalmente ligada à Madeira por razões históricas. E tudo porquê? Porque António Costa admitiu durante o processo negocial com a coligação da direita algumas situações menos claras, que estariam a ser ocultadas e que surpresas desagradáveis estariam a ser escondidas, o que explicaria a recusa em fornecer indicadores e estudos solicitados. A especulação começou e não tardou muito a que o Banif, devido à intervenção do Estado fosse envolvido num turbilhão de especulação, com quedas abruptas na bolsa, com as acções a atingirem valores ridículos mas, mais do que isso, com a incerteza sobre o futuro do banco a se instalar na praça. Tem sido grande o esforço dos responsáveis do banco para controlarem os danos - apesar de pensar que a política de comunicação do banco falhou em toda a linha - e sobretudo manterem um discurso de tranquilidade dos mercados. Mas depois do que se passou o Banif dificilmente deixará de sair do radar, o que não deixa de ser nada positivo, pela pressão constante que isso provoca. Isto porque Bruxelas já se meteu ao barulho.
DEBATE PARLAMENTAR - O que se passou na semana passada na Assembleia Legislativa da Madeira, em termos de debate político com a presença do Presidente do Governo Regional, foi extraordinariamente positivo e dignifica o principal órgão de governo próprio da autonomia regional.Sou um adepto ferrenho dos debates parlamentares, gosto de seguir os debates, gosto da disputa entre diferentes visões dos problemas e do despique entre deputados com boa capacidade de oratória. Tenho sempre para mim que, salvo em situações muito especiais, quem está no poder acaba sempre por ganhar estes debates. Penso que mais do que andar a tentar saber quem venceu e quem perdeu - não me pareceu que o debate tenha permitido isso - o que se sublinha é o regresso da normalidade e o cumprimento de uma norma regimental que não percebo porque razão nem sempre foi cumprida com o rigor que se exige. Apesar da necessidade de introdução de algumas melhorias, sobretudo em termos de estão regimental destes debates, dando-lhes outra vivacidade e porventura um outro modelo na formalizar de perguntas, considero positivo tudo o quer foi feito. Chamando a atenção para que não se confunda uma sessão parlamentar preenchida com debates - e acho que os debates na Assembleia da República devem ser visionados - com sessões regimentalmente previstas, para perguntas ao Governo. São duas realidades diferentes.
ILUMINAÇÕES....OUTRA VEZ - Neste quadro do debate parlamentar retive as declarações de Miguel Albuquerque, com alguns avisos à mistura e claramente direccionados a destinatários não identificados mas que todos perceberam quais eram. Não tenho rigorosamente nada a ver com as iluminações natalícias, com os processos de adjudicação rodeados de polémica e de contestação por parte dos interessados, etc. Estou-me nas tintas para isso, bem ditas as coisas. Mas uma coisa - apenas uma coisa - posso garantir: não cometam o erro patético de distorcerem a tradição regional neste domínio, não inventem por favor, não venham com lucubrações de uns tantos iluminados de pacotilha que acham que podem fazer tudo o que lhes apetece em nome da liberdade de produção...intelectual.  Não. O natal madeirense é madeirense, por isso é diferente. Se porventura alguns "inventores" da treta ou algum governante quiser ver luzinhas que nada têm a ver com essa tradição colorida da Madeira, o conselho que lhes dou é que tomem um avião e vão a Berlim, ao pólo norte ou à Cochichina para satisfazerem a sua curiosidade. E ponto final quanto a isto na certeza de que qualquer barracada neste domínio será motivo mais do que suficiente para que rolem cabeças. E não do elo mais fraco como é habitual. Estamos entendidos?
Uma nota final: não reconheço a qualquer pessoa o direito a perorar sobre deontologia, jornalismo, regras de elaboração de uma notícia, contacto com as fontes, etc. E espero que denominados gabinetes de comunicação, que presumo constituídos por jornalistas, não cometam mais o erro, a indelicadeza de pisarem o risco vermelho e aceitarem ser meros e dispensáveis veículos de considerações tontas, a roçar o idiota, e que me pareceram ofensivas. 
EMPRESÁRIO - Conheço o Alberto Oculista - como ele é conhecido - há muitos anos, a sua capacidade de iniciativa, a forma cautelosa como se implantou no mercado regional, sem aventuras e agora a forma como começou a olhar com uma visão mais ambiciosa para a possibilidade de implantação da sua empresa noutras partes do país, incluindo Açores, o que paulatinamente está a ser feito. Alberto Oculista é um exemplo e apesar de o conhecer há muitos anos e poder ser, por isso, sectário na minha análise, considero que tem o perfil de um empresário em toda a dimensão, na forma com o conduziu a "carroça" nos bons e nos maus momentos e até na forma inteligente como foi envolvendo os seus descendentes passando-lhes o gosto pela continuidade e sobretudo o prazer pelo exercício da actividade empresarial. Um merecido destaque para uma empresa fundada em 1984.
RUI GONÇALVES - O secretário regional das finanças regressa a este meu barómetro semanal de destaque e merecidamente. Porque, desta vez, ficamos a saber que a Madeira reduziu este ano em 218 milhões de euros os passivos e em 231 milhões os pagamentos em atraso, totalizando desde o início do programa de ajustamento, em 2012, uma diminuição de 1,8 mil milhões de euros. O saldo global consolidado, em contabilidade pública, dos organismos com enquadramento no perímetro da Administração Pública Regional é deficitário em 188,3 milhões de euros, o que representa uma melhoria de 148,7 milhões de euros face aos valores registados no mesmo período, em 2014". No entender do executivo insular, esta situação "denota que a Região está a utilizar receita própria para pagar encargos assumidos e não pagos em anos anteriores". Gostem ou não, é impossível dissociar Rui Gonçalves dos passos que paulatinamente estão a ser dados pela RAM no sentido de  estabilizar as suas contas públicas e controlar a divida regional, reduzindo-a.
PORTO - Ficamos a saber que o Britannia, navio de cruzeiros da companhia alemã P&O não efectuou uma escala na Região devido à falta de espaço no cais. O barco tem 330 metros o que impediu o navio de atracar no novo “cais 8”, com capacidade apenas para navios com o máximo de 280 metros. Nesse mesmo dia o Funchal foi escalado pelo “Celebrity Reflection” com 319 metros já que foi noticiado que o “Aidasol” exige ficar no molhe da Pontinha, pelo que deixou nesse dia de haver lugar para o “Britannia” - fez a sua visita inaugural à Madeira em Abril deste ano – que rumou a Tenerife. Admito que esta matéria promete regressar de novo aos jornais, sendo por isso importante que alguém esclareça – e continua a haver da parte dos portos um falhanço absoluto nessa prestação atempada de esclarecimentos  - o que é que se passa, se é ou não verdade que os navios que usam o cais 8 “baloiçam” demasiado com determinadas marés, etc.

Banif esclarece socialistas sobre situação financeira do banco

Luís Amado e Jorge Tomé têm estado em contacto com altos responsáveis do PS. Banif precisa de 150 milhões. Nas últimas semanas Luís Amado, presidente da administração do Banif, e Jorge Tomé, presidente da comissão executiva, desenvolveram contactos junto de altas esferas do Partido Socialista. O objectivo foi dar conta à equipa de António Costa da situação financeira da instituição financeira, que vai necessitar de um reforço de capital da ordem dos 150 milhões de euros.
As iniciativas da gestão do Banif decorreram a seguir às eleições legislativas de 4 de Outubro, e destinaram-se a afastar possíveis dúvidas sobre a solidez da instituição, onde o Estado possui mais de 60% do capital. Em simultâneo, apurou o PÚBLICO, chegaram também aos socialistas mensagens, com idêntico teor, mas provenientes de quadros de topo do Banco de Portugal (BdP), que intervieram a título pessoal.
Os contactos entre banqueiros e socialistas foram desencadeados na sequência da troca de palavras entre António Costa e a ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque sobre a existência de “dossiers financeiros” potencialmente explosivos.
Após um encontro negocial entre membros do PSD e CDS e socialistas, com vista a criar pontes para a formação de um governo (que não resultaram), António Costa afirmou que o Governo estava a “omitir e a esconder do país dados” sobre a verdadeira situação financeira “em que se encontra” Portugal. Mas sem dar detalhes.
Horas depois, a ainda ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, que esta sexta-feira voltou a ser empossada no cargo, colocou na ordem do dia o tema bancário. Isto, ao esclarecer, através de comunicado, que António Costa se referia ao Banif e às investigações de Bruxelas às ajudas de 1100 milhões de euros concedidas pelo Estado em Dezembro de 2012. A  recapitalização passou por uma injecção de capital de 700 milhões e por um empréstimo de capital contingente (CoCos) de 400 milhões.
A ministra assegurou, no entanto, que “o plano de recapitalização” não seria afectado pelas averiguações europeias. Mas, ao destacar o Banif, que é cotado, a reacção dos mercados não se fez esperar: nos dias seguintes as acções deslizaram até mínimos de 0,0019 cêntimos, atingidos a 28 de Outubro. O banco português surge como a entidade cotada com menor valor por acção no principal índice da bolsa de Lisboa, o PSI 20.
Nos últimos três anos, decorreram negociações duras entre as autoridades nacionais e a Direcção Geral de Concorrência europeia (DGCom) que continua sem dar luz verde ao plano de recapitalização do Banif. Apesar desse facto, o banco já veio dizer que acredita que o processo possa estar fechado até final de 2015. Bruxelas impõe o cumprimento de um programa de saneamento que está a ser desenvolvido. Nos últimos meses, o banco tem apresentado resultados operacionais positivos e, em Outubro, reduziu para mil milhões de euros a exposição ao BCE (que em Dezembro de 2013 era de 3200 milhões).
Em termos de capitais, as necessidades do Banif de 150 milhões de euros deverão ser colmatadas pela entrada de accionistas privados estratégicos, e pela antecipação da venda da carteira imobiliária avaliada em 700 milhões (o encaixe anual da venda de activos oscila entre 200 e 300 milhões).
No âmbito da Associação Portuguesa de Bancos, Jorge Tomé já sugeriu a criação de um fundo de risco partilhado entre o sector, o Tesouro e as sociedades imobiliárias, para facilitar a rentabilização e antecipação da rentabilização do património.
Um dos pontos sensíveis das negociações com Bruxelas exige decisões e soluções rápidas, pois o Banif está já em incumprimento com o Estado, dado que continua sem devolver a última tranche do empréstimo de 400 milhões de CoCo’s (que tem associado uma taxa de juro de quase 10%). Depois de ter liquidado em 2013, 275 milhões, os restantes 125 milhões deveriam ter sido reembolsados até Dezembro de 2014. 
Para saldar a divida, Tomé aposta na venda de 47,7% da seguradora Açoriana que admite concluir até final deste ano, bem como na venda da subsidiária de Malta, negócio em vias de concretizar. O actual rácio de capital está em 8,4%, valor que o banqueiro acredita que pode beneficiar de um acréscimo de 1% depois do fecho das duas operações. Isso ajudará ainda a cumprir as exigências adicionais de capital aplicadas pelo BdP. A expectativa é que o supervisor venha a fixar a fasquia dos requisitos de capital a cumprir pelo Banif (em função dos seus riscos específicos) acima de 9,5%.
Por parte da DGCom, esta já avisou que ou o Banif devolve os 125 milhões e cumpre os compromissos, ou a ajuda do Estado (que está em 825 milhões) deve ser devolvida na íntegra, o que constituirá um problema para a gestão, o Tesouro e o resto do sector. 

Já os 700 milhões aplicados directamente pelo Tesouro no Banif, daí resultando na sua estatização quase total, terão de ser reavidos até 2017. No entanto, depois de o BdP e o Governo terem falhado a venda do Novo Banco (ambas as autoridades chegaram a admitir que a operação de venda do Novo Banco podia render um encaixe para o Fundo de Resolução próximo de 4900 milhões, tanto quanto o que foi injectado), não é previsível que o Tesouro recupere os 700 milhões investidos de forma directa (texto da jornalista do Público, CRISTINA FERREIRA)

domingo, novembro 01, 2015

Daniel Caires com "The A-Team": um madeirense que não conseguiu entrar no "The Voice"

Francisco Coelho com "Porque ainda te amo": mais um madeirense no The Voice-2015

"4Litro" e o Peso Leve

Os "4Litro" no Preço Certo

Banif precisa de pelo menos 150 milhões para cumprir exigências do BCE


O Banif precisa de, pelo menos, 150 milhões de euros para cumprir os rácios de capital exigidos pelo Banco Central Europeu (BCE). Ainda assim, o banco que tem vindo a desvalorizar cada vez mais na bolsa, diz que só em último recurso fará um aumento de capital direto.