Segundo o Diário dos Açores, "o modelo de avaliação de desempenho dos professores vai manter-se nos Açores, apesar de ter sido rejeitado na Assembleia da República, afirmou a secretária regional da Educação, Cláudia Cardoso. "Nós temos um bom modelo de avaliação, em tudo distinto do nacional, não vale a pena confundirmos as coisas. O nosso modelo é distinto, há factores de ineficiência no modelo nacional que nós nunca sequer tivemos", frisou Cláudia Cardoso. A oposição parlamentar na Assembleia da República aprovou na sexta-feira a revogação do actual sistema de avaliação de desempenho dos professores com os votos favoráveis de PSD, PCP, BE, PEV e CDS-PP e contra da bancada do PS e do deputado social-democrata Pacheco Pereira. O PS já anunciou entretanto que irá suscitar a fiscalização da constitucionalidade deste acto, considerando que o Parlamento não tem competência para tal. A secretária regional da Educação manifestou, no entanto, abertura para negociações com os sindicatos representativos da classe docente, admitindo que "há alguns aperfeiçoamentos que podem ser feitos porque não há modelos perfeitos e fechados", ainda que tenha frisado que "o modelo de fundo manter-se-á e depois do ajustamento não haverá nenhuma suspensão ao modelo de avaliação". O Sindicato Democrático dos Professores dos Açores (SDPA) defendeu que a rejeição do modelo de avaliação dos professores no parlamento nacional veio reforçar o que tem defendido, considerando que existem nos Açores motivos acrescidos para também rejeitar o actual modelo. "Defendemos a queda do actual modelo, não apenas por ter ocorrido a suspensão do modelo de avaliação no continente mas porque o nosso diploma regional não permite a avaliação quando existe um cenário de congelamento do tempo de serviço", afirmou Sofia Ribeiro, presidente do SDPA. Para esta dirigente sindical, "os professores nos Açores têm motivos acrescidos para que o seu modelo de avaliação seja suspenso porque não existe precisamente enquadramento legal". Por seu lado, António Lucas, presidente do Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA), admitiu a impossibilidade do modelo de avaliação ser rejeitado no parlamento regional devido à maioria socialista que apoia o governo, mas defendeu a necessidade de um modelo mais operacional e menos desestabilizador do funcionamento das escolas. "Neste momento estamos em processo negocial, não faz grande sentido fazer a reivindicação da suspensão do modelo até porque estamos a meio do ano e, tendo em conta que já há um número significativo de professores avaliados com este modelo, até se poderia criar uma situação de desigualdade", afirmou”.
sábado, abril 02, 2011
Opinião: "O que será mais importante, o PIB ou o emprego?" (Paul Krugman)
"Em geral é necessário um crescimento de 2% para reduzir 1% o desemprego. Oxalá os frágeis índices económicos positivos não sejam usados como desculpa para deixarmos de nos esforçar. Se há máxima económica que espero que as pessoas venham a absorver este ano, é que, embora possamos já ter parado de cavar, continuamos muito perto do fundo de um poço muito fundo. E por que razão vale a pena chamar a atenção para isto? Porque tenho reparado que as pessoas estão a reagir com entusiasmo excessivo às recentes boas notícias económicas. Aquilo que mais me preocupa é o risco de um optimismo cego - isto é, preocupa-me que os responsáveis pela política económica considerem meia dúzia de indicadores económicos positivos, cheguem à conclusão de que não precisam de continuar a investir na recuperação e tomem medidas que nos façam deslizar por aí abaixo até ao fundo. Vejamos então o que diz respeito às boas notícias. Vários indicadores económicos, que vão das relativamente boas vendas de Natal aos pedidos de subsídio de desemprego (que por fim desceram abaixo dos 400 mil semanais), sugerem que a retracção pós-rebentamento da bolha pode estar a chegar ao fim. No entanto, a construção civil não dá sinais de querer voltar aos níveis anteriores à bolha, nem há indicações de que as famílias sobreendividadas estejam a regressar ao velho hábito de gastar tudo o que ganham. Porém, tudo o que fazia falta para uma recuperação mesmo modesta era que a construção parasse de cair e a poupança de subir - e isso parece estar a acontecer. As previsões de 4% de crescimento para este ano começam a parecer ao nosso alcance. Hurra! Só que, mais uma vez, nem por isso. O que interessa às famílias americanas é o emprego, não o PIB. Quando partimos de uma taxa de desemprego de 10%, a aritmética da criação de emprego - a taxa de crescimento necessária para voltarmos a um panorama de emprego aceitável - é assustadora. Em primeiro lugar, temos de crescer cerca de 2,5% ao ano só para acompanhar o aumento de produtividade e da população, e assim impedir que o desemprego aumente. Foi por isso que os últimos 18 meses tecnicamente podem ter sido de recuperação mas foram sentidos como recessão: o PIB cresceu, mas não o suficiente para fazer baixar o desemprego. Com o tempo, uma taxa de crescimento acima de 2,5% acabará por fazer descer o desemprego, mas os ganhos não são ela por ela. Por uma série de razões, historicamente têm sido necessários dois pontos percentuais de crescimento extra ao longo de um ano para baixar um ponto a taxa de desemprego. Agora é só fazer as contas. Suponhamos que a economia norte- -americana cresce 4% ao ano a começar agora e ao longo de vários anos. A maior parte das pessoas consideraria isto um desempenho excelente, quase um boom económico, e sem dúvida que seria acima da maior parte das previsões de que tenho conhecimento. No entanto, as contas dizem- -nos que, mesmo com um crescimento destes, a taxa de desemprego continuaria nos 9% no fim deste ano e nos 8% no fim de 2012. Não teríamos nada que se parecesse com pleno emprego antes do fim do primeiro mandato presidencial de Sarah Palin. Falando com seriedade, aquilo com que podemos contar para os próximos anos, mesmo com um bom nível de crescimento, são taxas de desemprego que ainda há pouco tempo teriam sido consideradas catastróficas - porque na realidade o são. Por trás destes números crus encontra-se uma ampla paisagem de sofrimento e sonhos destroçados. E as contas mostram que o sofrimento se estende a perder de vista. Sendo assim, que podemos fazer para acelerar este processo demasiado lento de recuperação? Um sistema político racional há muito teria criado uma versão para o século xxi da Works Progress Administration, do New Deal - estaríamos a dar aos de- sempregados os trabalhos que há para fazer, de reparação e melhoramento das nossas infra--estruturas. Contudo, no nosso sistema político, o senador republicano Kelly Ayotte, no seu discurso de Ano Novo, assegurou que a sua prioridade é "travar os desperdícios de Washington". Se formos realistas, o melhor que ainda podemos esperar da política fiscal é que Washington não boicote activamente a recuperação. Atenção em particular aos Idos de Março: por essa altura, o governo federal vai provavelmente atingir o limite de endividamento e o Partido Republicano vai tentar forçar o presidente Obama a fazer cortes prejudiciais para a economia. A política monetária é outra das minhas preocupações. Há dois meses, a Reserva Federal anunciou um novo plano para estimular a criação de emprego adquirindo obrigações de longo prazo. Na altura muitos observadores estavam convencidos de que a compra inicial de 600 mil milhões era apenas o começo. No entanto, agora parece ter sido o fim, em parte porque os republicanos estão a tentar fazer a Reserva Federal recuar, mas também porque meia dúzia de boas notícias económicas bastam como desculpa para não se fazer mais nada. Há até uma probabilidade significativa de a Reserva Federal aumentar as taxas de juro este ano - ou pelo menos é o que o mercado de futuros parece pensar. A medida seria tresloucada, dada a actual taxa de desemprego e o nível mínimo de inflação, mas isso não significa que não possa acontecer. Volto então à minha ideia inicial. Independentemente das últimas notícias económicas, continuamos perto do fundo do poço. Só espero que os responsáveis pela política económica o percebam” (por Paul Krugman, Economista e Prémio Nobel em 2008, do Jornal I com a devida vénia)
Opiniao: "A educação não é a chave do sucesso económico" Paul Krugman)
"Os empregos eliminados pelos computadores não são os manuais, mas os que envolvem rotinas. Estudar, como ter assistência médica, é um direito, mas não resolve o problema do desemprego. A ideia de que a educação é a chave do sucesso económico é aceite por toda a gente; todos concordam que os empregos do futuro vão exigir um maior grau de qualificação. Foi por isso que, numa aparição pública na última sexta-feira com o antigo governador da Florida Jeb Bush, o presidente Barack Obama declarou que, "se quisermos melhores notícias na frente do emprego, temos de investir mais na educação". Só que toda a gente está enganada. No dia a seguir ao do evento Obama-Bush, o "The Times" publicou um artigo acerca do uso crescente de software em pesquisas de natureza jurídica. Acontece que os computadores podem analisar rapidamente milhares de documentos, desempenhando por um custo baixíssimo uma tarefa que antigamente exigia verdadeiros exércitos de advogados. A investigação jurídica não é um exemplo isolado. Como o artigo indica, o software também está a substituir os engenheiros em tarefas como a concepção de novos chips. De uma maneira mais geral, a ideia de que a tecnologia moderna elimina apenas empregos pouco qualificados, de que as pessoas com formação académica sofisticada não têm nada com que se preocupar, pode dominar a imprensa popular mas é claramente anacrónica - várias décadas. A realidade é que desde o início dos anos 90, mais ou menos, o mercado de trabalho dos Estados Unidos se tem caracterizado não por um aumento generalizado de competências, mas por um fenómeno diferente: tanto os empregos muito bem como muito mal pagos têm crescido imensamente, mas não os de remuneração média - aqueles com que contamos para alimentar uma classe média forte -, que têm ficado claramente para trás. E o fosso está a alargar-se: muitas das ocupações que cresceram de forma rápida nos anos 90 têm crescido de forma mais lenta nos últimos anos, ao mesmo tempo que o emprego mal pago e pouco qualificado tem aumentado. Por que razão está isto a acontecer? A ideia de que a formação académica se está a tornar cada vez mais importante assenta na noção aparentemente razoável de que os avanços da tecnologia aumentam as oportunidades de emprego para aqueles que trabalham com informação - em sentido lato, que os computadores favorecem aqueles que trabalham com a mente, prejudicando os que fazem trabalho manual. No entanto, há alguns anos, os economistas David Autor, Frank Levy e Richard Murnane defenderam que esta maneira de encarar o assunto está errada. Os computadores, dizem, são excelentes em tarefas de rotina, "de tipo cognitivo ou manual, que possam ser executadas seguindo regras explícitas". Assim, qualquer tarefa de rotina - uma categoria de que fazem parte muitos trabalhos não manuais - está na linha de fogo. Pelo contrário, qualquer trabalho que não possa ser executado seguindo regras explícitas - uma categoria que inclui muitos tipos de trabalho manual, de camionista a empregado da limpeza - vai tender a crescer com o progresso tecnológico. E é aqui que bate o ponto. A maior parte do trabalho manual que ainda não desapareceu na economia norte-americana é do tipo que é difícil de automatizar. Numa altura em que a força de trabalho em linhas de montagem nos Estados Unidos está reduzida a 6% da população activa, já não há muitos empregos deste tipo que possam ser eliminados. No entanto, muitos trabalhos de pessoas com formação e relativamente bem pagos podem vir a ser informatizados em breve. Os robôs domésticos são engraçados, mas os empregados domésticos ainda estão longe de passar à história; a investigação jurídica computorizada e o diagnóstico médico com ajuda computacional também já existem. E depois há a globalização. Em tempos só os operários tinham de se preocupar com a concorrência dos operários de outros países, mas a combinação entre informática e telecomunicações tornou possível transferir muitos trabalhos para outros países. A pesquisa dos meus colegas da Universidade de Princeton Alan Blinder e Alan Krueger sugere que os trabalhos altamente qualificados e muito bem pagos são, em certo sentido, mais facilmente deslocalizáveis que os menos qualificados e mais mal pagos. Se eles tiverem razão, o crescimento do comércio internacional de serviços vai afectar ainda mais o mercado de trabalho norte-americano. De que maneira é que isto afecta a educação nos Estados Unidos? É um facto que temos um problema com a educação. O mais preocupante são as desigualdades à partida - as crianças inteligentes de famílias pobres têm menos probabilidades de concluir a faculdade que crianças muito menos inteligentes de meios mais ricos. Isto não só é escandaloso como representa um desperdício imenso do potencial humano do país.Mesmo assim, há coisas que a educação não tem capacidade de fazer. A ideia de que mandar mais jovens para a universidade poderia recuperar a nossa classe média é pura fantasia. Se hoje já não se pode dizer que um curso universitário assegura um bom emprego, a cada nova década isso vai sendo mais evidente. Assim, se quisermos uma sociedade em que a prosperidade é amplamente partilhada, a educação não é a resposta - teremos de construir essa sociedade directamente, pelas nossas mãos. Temos de devolver à força de trabalho o poder negocial que ele perdeu ao longo dos últimos 30 anos, de maneira que tanto um vulgar operário como uma superestrela possam exigir bons salários. Temos de garantir os direitos essenciais a todos os cidadãos, em especial o direito à saúde. O que não podemos é chegar onde queremos distribuindo mais formação universitária a torto e a direito. Podemos estar apenas a vender bilhetes para empregos que já não existem, ou então que não asseguram salários de classe média” (por Paul Krugman, Economista, Prémio Nobel 2008, do Jornal I com a devida vénia)
Opinião: "Mais Verdade da Crise" (Paul Krugman)
"Quem tiver a esperança inocente de ainda ver a punição dos responsáveis pela crise de 2008, que muitos continuam a pagar, desengane-se. Os crimes continuam e a impunidade também. Estou entre aqueles que ficaram satisfeitos por ver o documentário "A Verdade da Crise" ganhar um Óscar. O filme recordou-nos que a crise financeira de 2008, cujos efeitos ainda ensombram as vidas de milhões de americanos, não foi um acaso - o que a tornou possível foi o comportamento indecoroso de banqueiros, reguladores e, sim, economistas. O que o filme não mostra, no entanto, é que a crise desencadeou uma nova série de abusos, muitos deles ilegais, além de imorais. Agora, por fim, há figuras políticas destacadas a mostrar alguma indignação. Infelizmente, não é dirigida aos abusos da banca, mas aos que tentam impedi-los.
Neste contexto, a primeira coisa a chamar a nossa atenção é a proposta de acordo entre os procuradores-gerais dos estados e os bancos hipotecários. Trata-se de pura "extorsão", diz o senador Richard Shelby, do Alabama. Os bancos a quem fosse exigido que aceitassem o acordo estariam a ser vítimas de "roubo", diz o "The Wall Street Journal". E os próprios banqueiros avisam que qualquer acção contra eles pode pôr a recuperação económica em risco. Tudo isto confirma que os ricos são diferentes de mim e de si: quando infringem a lei, são os que os acusam que são julgados. Para ficar com uma ideia daquilo de que estamos a falar, veja- -se a queixa do procurador-geral do estado do Nevada contra o Bank of America. Segundo a acusação, o banco incitou as famílias a aderirem ao seu programa de modificação das condições de empréstimos - supostamente com o objectivo de manterem as suas casas - com informações erradas acerca das exigências do programa (por exemplo a de que era preciso falhar pagamentos para se poder aderir) e com falsas promessas de ajuda, para depois responder com acções de execução e até com o leilão dos bens enquanto as famílias continuavam à espera de uma decisão. Enfim, de maneira geral, exploraram o programa para enriquecer à custa destas famílias. O resultado foi que "muitos consumidores do Nevada continuaram a fazer pagamentos das mensalidades das hipotecas para além das suas possibilidades, recorrendo às suas poupanças, aos seus fundos de reforma ou aos fundos para a educação dos filhos. Além disso, devido às falsas garantias do Bank of America, os devedores trocaram a possibilidade de vender imediatamente as casas por tentativas vãs de as conservarem. Depois esperaram mês após mês, telefonaram repetidamente para o banco, insistiram com pedidos, sem saberem se conseguiriam salvar as casas. Mesmo assim, este tipo de coisas só acontece a desgraçados que não conseguem pagar as hipotecas, não é verdade? Não. Recentemente, Dana Milbank, conhecido colunista do "Washington Post", publicou um artigo acerca da sua própria experiência: um refinanciamento de rotina da hipoteca transformou-se num pesadelo de custos indevidos, juros exagerados e contas congeladas. E tudo indica que a experiência dele não foi isolada. A propósito, recorde-se que não estamos a falar de operadores duvidosos aparecidos ontem à noite, mas de duas ou três das maiores empresas financeiras norte-americanas, com cerca de 2 biliões de dólares de activos. No entanto, os políticos parecem inclinados a fazer-nos acreditar que qualquer tentativa de obrigar estes gigantes da banca a fazerem uma modesta restituição, mais que justificada, é "extorsão". A verdade é que eles estão prestes a escapar quase sem penalização. E que responder à afirmação de que tudo isto pode ameaçar a recuperação económica? Muito haveria a dizer sobre este assunto, tudo mau. Mas há dois pontos que quero sublinhar. Em primeiro lugar, o acordo proposto é apenas de alteração de condições em que ambas as partes ganhem, isto é, os beneficiários e os investidores. A verdade escandalosa é que os bancos estão a boicotar estes acordos para poderem continuar a extorquir taxas elevadas. De que modo pôr fim a este roubo de estrada pode ameaçar a economia? Em segundo lugar, o maior obstáculo à recuperação não é a situação financeira dos nossos bancos principais, que já foram ajudados uma vez e actualmente beneficiam da impressão generalizada de que isso voltará a acontecer em caso de necessidade. É, pelo contrário, a ameaça do crédito malparado e a paralisação do mercado imobiliário. Contribuir para que os bancos ajudem a sanar o problema ajudaria a economia, não a prejudicaria. Nos dias e nas semanas que aí vêm veremos os políticos protectores dos banqueiros denunciarem a proposta, dizendo defender com isso o estado de direito. No entanto, o que estão a defender é precisamente o contrário - um sistema em que apenas os pequenos têm de obedecer à lei, enquanto os ricos, em especial os banqueiros, podem enganar e defraudar sem ter de responder por isso" (por Paul Krugman, Prémio Nobel da Economia em 2008, no Jornal I com a devida vénia)
Enfermeiros são os que recebem menos queixas dos utentes
Li no DN de Lisboa que "os enfermeiros são o grupo profissional de saúde que é menos visado nas reclamações dos utentes e um dos que mais elogios recebem, de acordo com as queixas deixadas no Livro de Reclamações das instituições de saúde. Os dados constam do relatório da Inspecção-Geral das Actividades de Saúde (IGAS) sobre o funcionamento do Gabinete do Utente/Cidadão nos estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em 2010. De acordo com este documento, disponível no site da IGAS, foram registadas 49.197 reclamações dos utentes, o que representa uma diminuição de sete por cento em relação a 2009, com menos 3.582 queixas. Os utentes queixaram-se mais dos médicos, o grupo profissional que motivou mais reclamações (50 por cento) e também mais elogios (33 por cento). Por oposição, os enfermeiros foram os que menos queixas receberam (oito por cento) e o segundo a receber mais elogios (25 por cento). As direcções e chefias foram alvo de 23 por cento das queixas dos utentes e os assistentes técnicos 12 por cento. Depois dos médicos e enfermeiros, os auxiliares de acção médica receberam 17 por cento dos elogios, seguidos dos assistentes técnicos (11 por cento) e das direcções e chefias (oito por cento). O relatório indica que 62 por cento das reclamações foram efectuadas nos hospitais, embora sublinhe que foram estes que também mereceram mais elogios (89 por cento). Sobre o tipo de queixas, a prestação de cuidados de saúde foi a que motivou mais reclamações (29.455, ou seja 56,5 por cento). Nesta área, o tempo de espera para a prestação de cuidados de saúde motivou 16.741 queixas, ou seja, 32,13 por cento. A nível hospitalar, o serviço de urgência foi o mais visado pelas queixas dos utentes: 52,6 por cento, enquanto nos cuidados de saúde primários foram as consultas médicas (39 por cento). O Centro Hospitalar de Cascais é o que tem a maior taxa de reclamações (peso das reclamações face à actividade) com 4,52 por mil, tendo motivado 270.110 queixas. No lado oposto, encontra-se o Hospital DR. Francisco Zagalo, em Ovar, com uma taxa de reclamações de 0,16 por mil, que motivaram 32.019 queixas dos utentes”.
Espanha é o segundo país europeu com maior número de cadeias de televisão
Li no El Mundo que “España es el segundo país de Europa con más número de cadenas de televisión, un total de 1.180, entre las cadenas estatales, las autonómicas y las locales, sólo superado por el Reino Unido, que encabeza el ranking con 1.222 canales, según un estudio del Observatorio Audiovisual Europeo. Por detrás de España se sitúa Italia con 1.059 cadenas de televisión, Hungría, con 558 cadenas; Francia, con 550 cadenas; Holanda, con 421 cadenas y, ya por debajo de la cifra de 400 cadenas, el resto de países del entorno europeo. Estas cifras se refieren al número de canales con base en cada país, y no a al número de televisiones que los habitantes de un determinado país pueden ver en su televisión. Así por ejemplo, sólo hay 16 cadenas con sede en Irlanda, aunque los habitantes de ese país pueden ver más de 500 canales en su televisión. A diferencia de lo que ocurre en el Reino Unido, en donde casi la mitad de los canales que tienen base en ese país (588) emiten para otros países europeos, incluyendo versiones en otras lenguas, en el resto de países que encabezan el ranking, como España, son las televisiones regionales y locales las que son "particularmente numerosas" incrementando el número total de cadenas. España también destaca por su oferta de televisión en Alta Definición Así, se encuentra en el grupo de países junto a Francia, Italia, Holanda, Polonia y Reino Unido que cuentan con ofertas de televisión por satélite con más de 20 cadenas en Alta Definición. Mientras Hungría, Alemania y Rusia tiene plataformas de satélite específicas en este formato. Además, España es uno de los 13 países en donde se pueden ver televisiones en este formato a través de la Televisión Digital Terrestre (TDT), frente a los tres países que ofrecían en la TDT este tipo de cadenas a finales de 2009. Asimismo, el estudio destaca los "numerosas versiones" de canales autonómicos públicos en Alta Definición lanzados en España a lo largo de 2010. En total, en la Unión Europea había a finales de 2010 un total de 7.600 cadenas de televisión (más de 9.893 cadenas si se tiene en cuenta los 36 países del entorno europeo miembros del observatorio), de las cuales 414 eran en Alta Definición, 274 más que a finales de 2009. En cuanto al género, los deportes continúan siendo el tema preferido para emitir en Alta Definición (casi el 20% de las televisiones que emiten en este formato), seguido de las películas, las cadenas generalistas y los documentales. En general, a lo largo de 2010 se crearon más de 300 cadenas de televisión en toda Europa, lo que según el observatorio demuestra "el dinamismo" del sector. Como ya ocurrió en 2009, dentro de estos nuevos canales, el deporte encabeza el ranking, acumulando 47 de las nuevos cadenas creadas, seguido de las de temática pornográfica (32), las de entretenimiento (26), las de Alta Definición que emiten en 'simulcasts' con otros canales existentes (25), las de documentales (19) y los canales de 'estilo de vida' (16). Cadenas cerradas en 2010 Por el contrario, en 2010 cerraron en toda Europa 118 cadenas, destacando el cierre de canales de entretenimiento (16), canales pornográficos (11) y canales de teletienda (9). El observatorio apunta al papel que está teniendo el incremento de las redes de cable, por satélite y también la televisión por internet en favor de la televisión digital frente a la analógica. De estas plataformas, la de cable es la que más número de cadenas tiene (6.216) seguida de internet (127), satélite (88), televisión en teléfonos móviles (78) y televisión terrestre de pago (32)”.
Espanha: governo de Madrid exige às Comunidades Autónomas mais para travar défice
Escreve a jornalista LUCÍA ABELLÁN do El Pais que "el déficit autonómico se ha convertido en una de las principales preocupaciones del Gobierno. Tras el incumplimiento de las reglas por más de la mitad de las comunidades el año pasado, el Ejecutivo mira con lupa los planes de reequilibrio que han presentado las comunidades para sanear sus cuentas. Con criterios más estrictos que en otras ocasiones, el Ministerio de Hacienda ha exigido medidas adicionales a algunas Administraciones ante la falta de correspondencia entre esos proyectos y el objetivo que pretenden alcanzar: cerrar las cuentas de 2011 con un déficit equivalente al 1,3% de cada PIB regional. El secretario de Estado de Hacienda, Carlos Ocaña, advirtió ayer de esa mayor contundencia empleada: "Cuando sea necesario, se va a exigir a las comunidades -de hecho se lo estamos exigiendo ya- que adopten medidas adicionales a las que contemplan en sus planes de reequilibrio para que el déficit resultante se ajuste a los compromisos del Estado español". Ocaña no quiso ir más allá de este mensaje, lanzado en la Comisión de Presupuestos del Congreso, aunque a preguntas de los periodistas añadió: "Inevitablemente tienen que gastar menos". Fuentes del ministerio matizan que estas modificaciones son habituales en el proceso de elaboración de los planes de reequilibrio y que estos no son definitivos hasta su aprobación. Las palabras del secretario de Estado evidencian que al menos una parte de las comunidades han entregado proyectos que no satisfacen al ministerio. Sin citar casos concretos, Ocaña aseguró, preguntado por Cataluña, que su departamento trabaja con la Generalitat para cerrar el plan. No obstante, el presidente catalán, Artur Mas, sugirió el lunes que no puede cumplir el déficit del 1,3% después de que en 2010 las cuentas registrasen un desfase del 3,9%. Las comunidades afrontan gastos de difícil control como la sanidad y la educación. Salvo Madrid, que ha cumplido las reglas, todas las comunidades han presentado planes de reequilibrio por haber superado los objetivos de déficit en algún momento del periodo 2009-2011 (en este último caso, según la previsión presupuestaria). Hay territorios como Cataluña, Galicia, Castilla y León, y Castilla-La Mancha que tendrán que rehacer -al menos parcialmente- sus cuentas para 2011 porque han incluido como ingresos cantidades atribuibles al nuevo sistema de financiación autonómica que el Ejecutivo no desembolsará hasta 2013. En el caso de Castilla-La Mancha, la Administración con mayores desequilibrios en 2010, el plan de saneamiento anunciado descansaba en medidas con potencial de ahorro limitado como el cierre de edificios públicos por la tarde. Pese a esas objeciones, Hacienda confía en dar el visto bueno a varios de esos planes en el próximo Consejo de Política Fiscal y Financiera, que reúne al Gobierno central con las comunidades, previsto para mediados de abril. "El ministerio va a ser muy riguroso en el seguimiento y en la aprobación de esos planes", aseguró Ocaña. Además, Hacienda controla más desde 2011 las transferencias que la Administración central realiza a las comunidades incumplidoras en el marco de convenios públicos.También el Consejo de Política Fiscal abordará las nuevas reglas de gasto que el presidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero, comprometió la semana pasada en Bruselas y que explicará hoy en el Congreso. El mecanismo consistirá, según Hacienda, en fijar techos de gasto ligados al potencial de crecimiento de la economía a medio plazo, de forma que cuando se crezca por encima de ese potencial se puedan generar reservas para emplear cuando la economía renquee. Las comunidades serán invitadas a sumarse a esa regla que no regirá a corto plazo, según admite el Gobierno, pues la reducción del déficit obliga ahora a recortar gastos aun si la economía crece. Más allá de las cuentas autonómicas, Ocaña desgranó la ejecución presupuestaria del Estado hasta febrero, que arroja un pequeño superávit del 0,18% del PIB (1.900 millones). Este resultado, un 43% inferior al del mismo periodo del año pasado, obedece al diferente reparto de recursos entre Administración central y comunidades que establece el nuevo sistema de financiación autonómica, explicó Ocaña. Si se corrigiera ese efecto, el superávit rozaría los 4.000 millones. No obstante, las cifras, con una caída de ingresos del 0,7% y una reducción de gastos del 19%, quedan algo por debajo de lo esperado. En positivo, Ocaña matizó que están "muy cerca" de la previsión. Los datos de inicio del año son poco representativos. En el conjunto del ejercicio, el objetivo es reducir el déficit de la Administración central del 6,7% del PIB de 2010 al 4,8% este año”.Opinião: "La UE debería regular el papel de las agencias de "Rating"
"En Japón existe una inveterada costumbre de pedir perdón cuando se comete un error garrafal. No es extraño asistir a actuaciones de líderes políticos, económicos o sociales solicitando el perdón de los ciudadanos ante una metedura de pata, antes de presentar la dimisión. Aunque en Occidente no exista esa costumbre, muchos inversores castigados por quiebras recientes echan de menos que los directivos de las tres principales agencias de rating del mundo (Moody’s, Standard and Poors y Fitch) no hayan reconocido públicamente su error de mantener la máxima calificación a Lehman Brothers, o de otras empresas cotizadas, hasta el día antes de que quebraran. Y lo que más extraña es que estas agencias se hayan pasado ahora al otro lado del péndulo y se dediquen a reducir drásticamente la calificación de la deuda soberana de algunos países europeos (entre ellos, España), en el momento más inoportuno, causando un daño irreparable a sus cuentas públicas, al generar un círculo vicioso: la bajada de rating aumenta el coste de la refinanciación de una deuda que está condenada a crecer exponencialmente. Se impone una regulación europea de estas sociedades que imponen, en muchos casos, un abuso de posición de dominio a la hora de ejercer su actividad. Sucede, además, que no es la primera vez que caen grandes imperios considerados AAA o AA por las agencias de calificación norteamericanas. WorldCom, Parmalat, Enron, AIG, Goldman Sachs, AMRO, Dubai Investments y, por supuesto, las decenas de productos estructurados que empaquetaban hipotecas subprime de Estados Unidos, con un lazo de oro y un contenido de auténtica basura, como más tarde se demostró. El último episodio sucedió hace escasas dos semanas en España. Los mercados esperaban que el 10 de marzo el Banco de España presentara el informe sobre la solvencia de las entidades financieras (bancos y cajas de ahorro) españolas. Estaba anunciado con días de antelación. Pero a primera hora de la mañana de ese jueves, Moody’s sorprendió al mercado con una rebaja de un escalón en la nota de solvencia de España, aduciendo que el coste para el Estado de la capitalización de estas entidades se situaría entre los 40.000 y los 50.000 millones de euros. Pocas horas después, el Banco de España situaba el agujero en 15.000 millones. Como no es la primera vez que estas agencias actúan así (el caso griego es el más sangrante), las autoridades comunitarias han puesto estos días el grito en el cielo. Tanto la Comisión Europea, como el Banco Central Europeo han censurado la actuación de estas sociedades de calificación, llegando ha hablar de “actuaciones irracionales”. Y, por supuesto, la vicepresidenta española, Elena Salgado, y el propio Banco de España han expresado sus dudas sobre la forma de actuar de Moody’s. Hasta el FMI ha criticado abiertamente su actuación, al incluir un capítulo en el último World Economic Outlook, en octubre de 2010, titulado “Usos y abusos de las agencias de calificación”. Sin embargo la UE no termina de lanzar una auténtica nueva legislación que regule su actividad. El año pasado la Unión Europea se limitó a exigir un registro de carácter obligatorio para estas sociedades, sin que haya supuesto ningún cambio significativo en su forma de actuar.~ Las agencias de calificación nacieron a principios de los años noventa en Estados Unidos, tras la quiebra de la firma Knickerbocker Trust Company (en 1907), que hizo perder a la Bolsa de Nueva York casi la mitad de su valor. Inicialmente, cobraban a los inversores. Pero con el paso del tiempo vieron que el negocio estaba en cobrar a los emisores, creándose un clarísimo conflicto de intereses que nunca se ha llegado a resolver. Además, las tres grandes del sector controlan más del 90 por ciento del negocio (77 por ciento entre Moody’s y Standard and Poors, y 15 por ciento Fitch), y generan más de 2.000 millones de dólares en beneficios anuales entre ellas. Los últimos datos oficiosos cifran en 500.000 euros anuales lo que paga el Estado español a las tres grandes agencias de rating, las únicas reconocidas por la CNMV. Ramiro Losada López, técnico del Servicio de Estudios de la CNMV, publicó el año pasado un interesantísimo informe sobre la actividad de estas agencias, en el que explica que ejercen una triple función: son intermediarias de información y certifican y estandarizan las cuentas y las proyecciones financieras de las empresas cotizadas o emisoras de bonos. Con unas rentabilidades de entre el 30 y el 50 por ciento, las tres grandes del sector obtienen más del 40 por ciento de sus ingresos por la calificación de productos estructurados y ejercen en muchos casos “comportamientos anticompetitivos” mediante una triple estrategia: emisiones de rating no solicitados, notching punitivo y venta de lotes. Dejando a un lado los aspectos técnicos de su función, hay unas consideraciones éticas y de pura oportunidad que han puesto en entredicho su trabajo. Jesús Fernández-Villaverde, de la Universidad de Pensilvania y de Fedea, explicaba el domingo pasado en este periódico, que las agencias de calificación tienen como objetivo ganar dinero, como todas las sociedades anónimas. Y que estas empresas, y en concreto Moody´s, sufrieron un golpe espectacular con la reciente crisis financiera. “Su respuesta natural ha sido”, explica Fernández-Villaverde, “reconstruir su reputación pecando de excesivo optimismo y anunciando necesidades muy rigurosas”. Nadie pretende, a estas alturas, negar que las entidades financieras españolas tengan fuertes necesidades de capitalización, o que un grupo amplio de países europeos, incluida España, tengan que hacer importantes esfuerzos de reducción del déficit y la deuda pública para poder hacer frente a sus pagos futuros. Pero en una situación tan delicada como la actual, las agencias de calificación deberían ejercer su función con un plus de responsabilidad y visto que la autorregulación brilla por su ausencia, se impone una regulación por parte de las autoridades europeas.Si Jean-Claude Juncker, presidente del Eurogrupo, o Jean-Claude Trichet, presidente del Banco Central Europeo, han llegado a calificar de “irracional” la actuación de estas entidades, ¿a qué esperan para proponer una nueva reglamentación sobre su actividad?” (texto de Javier Ayuso, no El Pais, com a devida vénia)
Espanha: Gobierno publicará las balanzas fiscales cada tres años
Diz o El Pais que "Cataluña y el resto de las comunidades autónomas conocerán cada tres años las balanzas fiscales con el Estado. El Gobierno se comprometió ayer a publicarlas con esa periodicidad, después de que el Congreso aprobara una moción del grupo de Esquerra Republicana, Iniciativa-Izquierda Unida, con el apoyo del PSOE, que insta al Ejecutivo a hacer públicos estos datos. De acuerdo con la proposición, a la que se añadió a última hora CiU, la primera publicación se hará en octubre con datos que corresponden a 2009, cuyo ejercicio se liquida este junio. El Grupo Socialista aceptó la moción porque tenía el visto bueno del Ministerio de Economía, aunque reclamó a ERC que fuera más laxa en los términos: los republicanos, que pedían una publicación bienal, aceptaron tener los datos cada tres años. La moción fue aprobada con 196 votos a favor, 141 abstenciones del Partido Popular y un no, de Unión Progreso y Democracia.Las publicación de las balanzas fiscales fue una reivindicación del primer tripartito desde su momento cero. Y le costó casi cuatro años, hasta 2008, lograr que el entonces ministro de Economía, Pedro Solbes, accediera a publicarlas. A partir de ahora, según la moción pactada ayer por el PSOE, ERC, ICV y CiU, el Ejecutivo central deberá hacerlo "por lo menos cada tres años" en un plazo de cuatro meses tras la liquidación del ejercicio que corresponda. Además, a instancias de CiU, las balanzas deberán estar ajustadas al ciclo económico, puesto que la crisis podría desinflar el déficit fiscal catalán. Las balanzas fiscales son la diferencia entre los ingresos tributarios que percibe el Estado de los ciudadanos de un territorio y el gasto y la inversión que realiza en esa comunidad. A falta de consenso, los expertos lo calculan a través de dos vías: el método del flujo monetario, que imputa el gasto en el lugar donde se materializa (una estación del AVE en Barcelona genera riqueza en la ciudad), y el cálculo carga-beneficio (la estación del AVE forma parte de una red estatal que, en principio, beneficia a todo el país). El primer método sirve para medir el impacto del servicio público en una comunidad y el segundo es un barómetro del bienestar. Las balanzas que se publicarán en octubre sobre 2009 permitirán conocer si el nuevo modelo de financiación ha supuesto un alivio para el déficit fiscal catalán, puesto que, cuando se acordó, el Gobierno de Montilla afirmó que se rebajaría en dos puntos. También permitirá calibrar los efectos de la disposición adicional tercera del Estatuto, que fija que Cataluña debe recibir el 18,6% de las inversiones estatales, el equivalente a su peso en el PIB. La moción de ayer insta a cumplir esa disposición y el modelo de financiación. Las últimas balanzas publicadas por Solbes señalan que el déficit fiscal catalán fue en 2006 de entre el 6,55% y el 8,7% del PIB. Un estudio de la Generalitat lo situaba en 11.307 millones en 2001, el 9,2% del PIB. El diputado por ERC Joan Ridao celebró el acuerdo porque las balanzas, afirmó, "son el mejor antídoto contra los supuestos agravios, también sobre los falsos y demagógicos discursos sobre privilegios o insolidaridad". Josep Sánchez Llibre, de CiU, barrió hacia casa y alertó que estos datos pondrán de manifiesto que "el déficit fiscal que tiene Cataluña, en un futuro, no se podrá mantener". Si CiU defendió con estas palabras el pacto fiscal que propugna Artur Mas, el PSOE reivindicó el actual modelo de financiación de las comunidades autónomas como "el mejor que ha habido nunca", en palabras de la diputada Montserrat Colldeforns”.
Televisão: La supresión de la publicidad en TVE dispara los beneficios de las cadenas privadas
Garante o El Pais, que "la eliminación de la publicidad en TVE, en enero de 2010, ha tenido, como cabía esperar, efectos inmediatos en las cuentas de resultados de las cadenas de televisión privadas, que incrementaron notablemente sus beneficios el año pasado, según han comunicado hoy a la Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV). Antena 3 logró en 2010 unas ganancias netas de 109,1 millones de euros, lo que supone un aumento del 79,6% respecto al año anterior. Telecinco obtuvo unos beneficios de 70,5 millones, un 45,6% más que en 2009. En el caso de Antena 3, los ingresos netos del grupo subieron un 14,7%, hasta los 807,7 millones, gracias al mejor comportamiento del mercado publicitario, que creció un 3,8%, y al aumento de la cuota de mercado de la compañía, hasta el 15,8%, ha explicado el grupo. "Este incremento de la cuota de mercado refleja la eliminación de la publicidad en TVE", ha señalado. El resultado bruto de explotación o Ebitda subió el 93,4%, hasta alcanzar los 456,9 millones. El grupo Telecinco ha indicado que la eliminación de la publicidad en TVE ha permitido "el crecimiento de los ingresos en el resto de televisiones, que han absorbido la totalidad de la inversión", al tiempo que "el sector ha experimentado un ajuste de los precios del mercado publicitario". El 1 de enero de 2010 entró en vigor una medida revolucionaria en el sector de la televisión: la supresión de los anuncios en TVE, que liberó casi 500 millones de euros, que han ido a parar en gran medida a las televisiones privadas. Por eso, el Gobierno les obliga a que contribuyan a financiar RTVE con el 3% de sus ingresos anuales (alrededor de 140 millones en total). También los operadores de telecomunicaciones tienen que hacerlo con una tasa del 0,9% sobre sus ingresos. Además, la medida no ha erosionado la audiencia en la televisión pública. Al contrario, TVE afianzó su liderazgo en 2010. Los ingresos en Telecinco aumentaron en 2010 un 30,3%, hasta los 855 millones de euros, de los que 834,9 millones provinieron directamente de la publicidad, un 34,8% más, en tanto que el resultado bruto de explotación creció un 74,9%, hasta los 228 millones. El pasado ejercicio la compañía compró al Grupo Prisa el canal de televisión Cuatro y el 22% de la plataforma Digital+”.
El primer año sin publicidad coloca a la televisión pública en números rojos: RTVE pierde 47 millones de euros
Segundo o El Pais, "la desaparición de la publicidad en la televisión pública ha devuelto a RTVE a los números rojos. Con el nuevo sistema de financiación -que está plenamente operativo desde el 1 de enero de 2010- la corporación estatal perdió el año pasado 47,1 millones de euros, según las cuentas aprobadas hoy por el Consejo de Administración. Los resultados se han descompensado, sobre todo, por el lado de los ingresos. El director general corporativo, Jaime Gaiteiro, ha estimado que las televisiones privadas y los operadores de telecomunicaciones han dejado de ingresar 62,3 millones de euros (19,2 los primeros y 43,1, los segundos), respecto a las cantidades que les correspondía ceder al grupo estatal. Para compensar el fin de los ingresos de los anuncios, la ley establece que las televisiones privadas aporten anualmente a RTVE el 3% de sus ingresos y que las operadoras de telecomunicaciones cedan el 0,9%. Además, el Estado aporta al grupo estatal un 80% de la recaudación de la tasa que pagan radios, televisiones o empresas de telefonía por el uso del espacio radioléctrico. Para completar los 1.200 millones presupuestados, el Estado inyectó a RTVE otros 579,4 millones. Pero la cuentas se han descuadrado fundamentalmente por la errónea previsión en cuando a la recaudación de la tasa radioléctrica. En el presupuesto de 2010, se contemplaba que por esta partida RTVE recibiría 330 millones de euros (el 80% de lo que el Ministerio de Industria esperaba cobrar), pero en realidad solo ha ingresado 250. Gaiteiro ha recalcado que, al margen de estos desajustes, la corporación ha hecho sus deberes: "En lo que hemos tenido capacidad real hemos gastado menos e ingresado más de lo presupuestado". Ayer, el presidente de RTVE, Alberto Oliart, dijo que de haber vendido los derechos del Mundial de Motociclismo, en 2010 la compañía hubiera ahorrado 40 millones de euros. Casi lo justo para equilibrar las cuentas”.
Crise: Fitch ameaça Portugal com nova descida de 'rating'...
Li no site da SIC que a "agência de notação financeira, Fitch, alertou que o 'rating' de Portugal poderá voltar a descer no curto prazo, na ausência de auxílio financeiro de Bruxelas e do Fundo Monetário Internacional. A advertência da Fitch surge num relatório hoje divulgado, no qual a agência faz uma análise da última cimeira europeia, que decorreu a 24 e 25 de março, em Bruxelas. Relativamente à República portuguesa, a Fitch classifica de "sintomático" o facto de as conclusões do encontro não fazerem qualquer referência a Portugal, "em contraste com os elogios" recebidos na cimeira de 11 de março, na sequência das medidas adicionais de consolidação orçamental, mas que acabaram por ser chumbadas pelo Parlamento, levando à demissão do Governo. "Na nossa opinião, depois deste episódio (que conduziu à demissão do primeiro-ministro, José Sócrates), um programa económico da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) reforçaria a credibilidade dos esforços das reformas orçamental e estrutural e reduziria as preocupações de financiamento no curto prazo", lê-se no relatório. Em declarações recentes à Lusa, na semana passada, no dia em que a agência de notação financeira cortou o 'rating' de Portugal em dois níveis e ameaçava novo corte em mais que um nível, o diretor da Fitch, Douglas Renwick, havia dito que Portugal deveria necessitar muito provavelmente de apoio financeiro internacional nos próximos meses e, a acontecer, deveria chegar até junho, no máximo. "De uma perspetiva de financiamento, seria bom para Portugal ter apoio oficial, porque assim teria financiamento assegurado da Europa, dando tempo ao país para corrigir os desequilíbrios nas suas contas públicas", defendeu. Segundo este responsável, a Fitch questionava se Portugal precisaria ou não de um pacote de resgate da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, sublinhando que agora pensam "que provavelmente irão necessitar" desse mesmo apoio. O responsável defendeu ainda que seria "positivo" que os investidores recebessem "uma declaração de apoio claro dos principais partidos políticos ao processo de consolidação e reformas estruturais" e que fosse claro e público "um consenso político".
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Carrilho: "PS vai apostar tudo na vitimização"
Segundo o Económico, “Manuel Maria Carrilho faz uma antevisão da campanha eleitoral que se advinha. O antigo ministro da Cultura diz que o "PS vai apostar tudo na vitimização". Já o PSD vai jogar na linha da responsabilidade e apostar numa equipa de Governo forte. "Eu penso que o PS vai apostar tudo na vitimização. Até aqui, os mercados eram os culpados de tudo e nós só precisávamos de confiança, agora é o PSD que é culpado de tudo e já não há nada a fazer. É um modo de fazer política que me faz alguma confusão", disse o ex-ministro de António Guterres à TVI24. Já o PSD deve jogar em dois eixos: Apresentar um projecto, onde o PS falhou, e apostar numa equipa forte”.
Défice orçamental de 2010 foi, afinal, de 8,6 por cento
O défice orçamental de 2010 ficou, afinal, nos 8,6 por cento, ou seja, muito acima da estimativa do Governo, que tinha apontado um valor abaixo dos 7 por cento. O novo número foi apurado pelo Instituto Nacional de Estatística e resulta, em grande medida, da imposição de novas regras de Bruxelas. Essas regras obrigaram a incluir na contabilidade do Estado as contas de três empresas da área dos transportes e ainda os prejuízos do BPN e as garantias do BPP.
FMI alerta de la «inestabilidad» que crean las agencias de rating
Escreve o ABC que "la decisión de las agencias de rating de rebajar la calificación de riesgo de un país, como ha ocurrido en Europa, provoca un "efecto de contagio" que atraviesa fronteras y puede llegar a "extender la inestabilidad financiera", según un informe que publica la página del FMI. El principal objeto del informe, elaborado por los economistas Rabah Arezki, Bertrand Candelon y Amadou N.R. Sy, es determinar el impacto que tienen los anuncios de las agencias de rating. que han tenido lugar entre 2006 y 2010, y que recoge por tanto, la crisis de Grecia e Irlanda. El trabajo deja claro que una rebaja en la calificación de la deuda soberana tiene un impacto directo, por ejemplo, en los bancos o entidades que poseen deuda de este país, porque reduce su solvencia. «Efecto contagio» Pero el daño no acaba ahí. Este tipo de anuncios provoca "un efecto de contagio que es significativo desde el punto de vista económico y estadístico" y que se "se extiende a través de países y mercados financieros". De ello "se deduce que los anuncios de las agencias de rating pueden llegar a extender la inestabilidad financiera". El impacto depende de la naturaleza del anuncio, pero los investigadores han encontrado "evidencias" de que en casos extremos, como cuando se redujo la calificación a grado casi especulativo de la deuda de Grecia, en diciembre de 2009, el contagio "se extendió sistemáticamente a través de Europa". Los países que han sufrido con mayor fuerza esta presión han sido Islandia, Portugal y España, además de Grecia e Irlanda. La publicación del trabajo, uno de los primeros que se centra en el "contagio" de países europeos, llega en un momento de especial crítica para este tipo de agencias por las recientes decisiones que han tomado sobre la economía portuguesa y española. Ayer, la agencia de calificación crediticia Fitch rebajó la calificación de cinco grandes bancos portugueses y advirtió de que si el Estado luso no es ayudado en breve, su nota, recortada el pasado jueves en dos niveles, puede volver a bajar. Los mercados se hicieron rápidamente eco de esta decisión y la rentabilidad de la deuda soberana de Portugal superó por primera vez la barrera del 9%. El pasado 10 de marzo, Moody's sorprendió a los mercados con una rebaja de un escalón en la nota de solvencia de España, con el argumento de que el coste para el estado de la capitalización de la banca podría superar los 40.000 millones de euros, sin tener en cuenta que en solo unas horas el Banco de España iba a dar a conocer un informe al respecto, que solo situó el coste en 15.000 millones”.
Crise: déficite público francês foi de 7% do PIB em 2010
LI no Expansion que "el déficit público de Francia fue del 7% del Producto Interior Bruto (PIB) en 2010, cinco décimas menos que en 2009, informó hoy el Instituto Nacional de Estadística (Insee). El Instituto, que publicó hoy los primeros resultados de las cuentas nacionales de 2010, informó también de que la deuda pública asecendió al 81,7% del PIB, frente al 78,3 % de un año antes. Según el instituto, la reducción del déficit se debió a un aumento de los ingresos de las finanzas públicas, que pasaron a suponer el 49,2 % del PIB. Los gastos subieron un 2,1% en datos absolutos, pero en términos relativos se mantuvieron estables en el 56,2% del PIB. El déficit en 2010 ascendió a los 136.500 millones de euros, comparados con los 143.100 millones en 2009. La deuda pública se incrementó durante el pasado año en 98.400 millones de euros, hasta totalizar 1,5912 billones de euros. La ministra de Finanzas, Christine Lagarde, consideró que "Francia no sólo cumple sus compromisos en materia de déficit, sino que va más allá" y que el de 2010 fue "un resultado destacable". El Gobierno francés se ha marcado como objetivo disminuir su déficit al 6% del PIB este año, al 4,6% en 2012 y por debajo del 3% en 2013, año en el que quiere cumplir con el Pacto de Estabilidad”.
Imagens de ataque nazi a Londres encontradas num sótão
Li aqui que "setenta anos depois da “guerra relâmpago”, como ficaram conhecidos os ataques a Londres durante a Segunda Guerra Mundial, foram divulgadas imagens de um ataque nazi à capital britânica. O ataque da Força Aérea alemã começou a 7 de Setembro de 1940 e durou até 10 de Maio de 1941 – as bombas nazis chegaram a cair em Londres durante 76 noites seguidas. Os bombardeamentos mataram 30 mil pessoas e feriram outras 50 mil. O filme de 20 minutos com imagens inéditas de uma cidade destruída estava guardado num sótão e foi encontrado pela neta de Alfred Coucher, autarca local naquela data. “Sabíamos que deveria haver alguns filmes, mas não sabíamos que havia um de guerra a revelar o quotidiano de uma cidade bombardeada. Não sabíamos que este material existia. Nem que havia imagens de Churchill”, contou Carolyn Keen. Um dos locais destruídos pelos bombardeamentos aéreos nazis que aparece nas imagens é a loja John Lewis, na Oxford Street”.
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Agente espanhol fundamental na queda do regime nazi
Li aqui que "foi divulgado no Reino Unido um documento que mostra que os nazis foram enganados por um espião espanhol quanto ao local do desembarque da Normandia, que precipitou a libertação da Europa e a queda da Alemanha nazi. O memorando, escrito em alemão e descodificado por agentes britânicos, confirmou que os nazis acreditaram em informações falsas, recebidas de um espião espanhol, acerca do local exacto da invasão das forças aliadas e concentraram as suas tropas na região de Pas de Calais, na França. Esse erro permitiu que os aliados prosseguissem com os planos de desembarque na Normandia, em Junho de 1944, confiantes que milhares de tropas alemãs estariam de prontidão noutro local e incapazes de reagir a tempo de evitar a invasão. Segundo alguns historiadores, esta informação falsa salvou muitas vidas e terá apressado o final da Segunda Guerra Mundial. Conforme adianta a BBC Brasil, o documento, publicado em primeira mão pela BBC, revela a importância do papel desempenhado pelos especialistas britânicos que trabalhavam para descodificar mensagens secretas alemãs no famoso centro de Bletchley Park, no condado de Buckinghamshire. Um agente espanhol A figura de destaque do incrível plano montado pelos britânicos para enganar Hitler, nos dramáticos momentos que antecederam a invasão da Normandia, foi o espanhol Juan Pujol. Pujol, conhecido pela secreta britânica como Garbo, foi um dos mais eficientes espiões duplos da Segunda Guerra Mundial. "Ele não era nenhum James Bond", disse Amyas Godfrey, especialista do Royal United Services Institute, "mas enganou completamente os alemães porque eles achavam que as informações que enviava eram absolutamente precisas.". Os nazis consideravam Pujol um dos seus mais importantes informadores e acreditavam que o agente comandava uma rede de espiões que enviava informações cruciais para Berlim através de um contacto de confiança em Madrid. Mas na verdade, o espanhol trabalhava para os britânicos e quase todas as informações que passava aos alemães eram falsas. Para não ser desmascarado, Pujol enviava várias informações verdadeiras mas no que se refere à aguardada invasão da França pelos aliados, a coisa foi diferente. Em colaboração com os britânicos, Pujol, através de falsas informações, conseguiu convencer os alemães que o desembarque aliado iria acontecer na região costeira de Pas de Calais e que os britânicos já teriam reunido 75 divisões para o efeito. O documento agora reproduzido pela BBC mostra que as informações foram transmitidas ao alto comando alemão e que foram consideradas verdadeiras pelos nazis. Como resultado, as tropas alemãs foram destacadas para a região de Calais à espera do desembarque, que afinal veio a ser realizado na Normandia"
Japão: local relacionado com testes feitos em pessoas durante a II Guerra Mundial investigado
Li no Publico, num texto do jornalista Nicolau Ferreira, que "uma equipa de investigação liderada pelo Governo japonês começou ontem a escavar em Tóquio um local que pode estar relacionado com as experiências feitas em humanos que o país conduziu durante a II Guerra Mundial, a milhares de pessoas. O sítio, que fica na região Oeste da capital, pode conter os restos mortais de pedaços de corpos vindos da misteriosa Unidade 731. Segundo relatos e estudos históricos, este centro localizado na base de guerra japonesa de Harbin, situada na actual província Heilongjiang, no Nordeste da China, terá feito experiências em humanos. “Se forem descobertos ossos ou órgãos com traços de experiências médicas, o Governo teria que admitir um crime médico em tempo de guerra”, disse à AP Yasushi Torii, responsável do grupo civil que investiga este caso há décadas. “Isto é um começo, apesar de provavelmente irmos precisar de mais provas para confirmar o papel da Unidade 731”, disse Torii. Os testes visavam a investigação de armamento biológico. A unidade injectava nos prisioneiros de guerra os vírus da cólera, ou bactérias do tifo e outras doenças para estudarem os seus efeitos. Há ainda descrições de dissecações feitas em indivíduos vivos ou a morte de pessoas congeladas para investigar a capacidade de resistência. Segundo os relatos de várias fontes, o número de pessoas que terão sido submetidas a estas experiências pode ascender aos 250.000. A maioria seriam chineses, mas cidadãos de outras nacionalidades também foram submetidos a experiências. O local em Tóquio foi denunciado em 2006, quando a antiga enfermeira Toyo Ishii, hoje com 88 anos, pôs o fim a 60 anos de silêncio e revelou que no final da II Guerra Mundial, em 1945, foi obrigada juntamente com outros trabalhadores do hospital a enterrar corpos e membros de cadáveres debaixo das instalações. O objectivo era esconder a existência desta unidade dos aliados. O ministro da Saúde falou com Ishii em 2006, ao que se seguiu um pedido para o Governo da altura investigar o caso. No local, as máquinas já começaram a retirar cuidadosamente as porções superiores do terreno. O trabalho só pôde começar a ser feito depois de serem retirados habitantes do local. A investigação vai custar ao governo 882.000 euros, adiantou Kazuhiko Kawauchi, um responsável do ministério da Saúde do Governo. “Não estamos certos se esta investigação vai encontrar alguma coisa”, disse Kawauchi. “Se alguma coisa for desenterrada, pode não estar relacionada com a Unidade 731.” Segundo teóricos políticos citados pela AP, o actual Governo japonês do partido democrático, que tomou posse em 2009, está mais aberto a descobrir o que aconteceu para finalmente virar a página a este assunto. Corpos para “educação médica” Esta não é a primeira escavação que se faz relacionada com a Unidade 371. Em 1989, foram desenterrados em Tóquio ossos numa vala comum durante a construção de um instituto de investigação pertencente ao Ministério da Saúde que fica perto do novo local. Os restos encontrados eram ossos de fémures ou de crânio. Alguns fragmentados, outros com buracos feitos ou com secções cortadas. As autoridades negaram que as ossadas estivessem relacionadas com actividade criminal. Na altura, o ministério disse que a maioria dos ossos pertencia a asiáticos não japoneses. Segundo o governo, os corpos provavelmente foram utilizados para “educação médica” ou trazidos de zonas de guerra para análise. A BBC News diz ainda que famílias chinesas com parentes que poderão ter morrido nestas experiências, pediram na altura para serem feitos testes de ADN das ossadas descobertas, mas o Governo japonês recusou o pedido. Em 2002, um tribunal japonês admitiu a existência de uma unidade de guerra biológica na China, mas recusou-se a pedir desculpas às vítimas”.
Ligar esperança de vida à pensão é arriscado
Li no Publico que "ligar as pensões de reforma à esperança de vida, como é o caso de Portugal, Alemanha ou Finlândia, aumenta o risco de pobreza entre os mais idosos, conclui a OCDE. A opção de Portugal por este mecanismo automático surgiu em 2006, para evitar os efeitos de um agravamento das contas da Segurança Social, fruto da subida dos gastos com pensões. Nessa altura, foi decidido antecipar as medidas previstas apenas para 2017 (consideração da carreira contributiva completa para obtenção da pensão total) e introdução de um factor de sustentabilidade. O factor é igual ao índice de esperança de vida em 2006, estimado pelo INE, e o que for estimado no ano de reforma do beneficiário, ou seja, quanto maior for no futuro a esperança de vida, menor será a pensão. Em 2006, o Governo escamoteou os impactos da reforma nas pensões, mas a OCDE calculou que por volta de 2040 as pensões sofreriam um corte superior a 40 por cento. Num dos capítulos do relatório de 2011, ontem libertado, os peritos da OCDE olham para os esquemas que ligam - em diferentes formas - a esperança de vida à pensão, como há em 20 dos 34 países da OCDE. Sobretudo, dado que o peso da população mais velha subirá até 2030. O relatório considera-o uma forma de dividir entre gerações os custos sociais e aumentar a sustentabilidade do sistema. Mas que tem riscos. "A questão é particularmente relevante para os trabalhadores de baixos rendimentos", refere. "Cortar os já baixos benefícios à medida que sobe a esperança de vida agrava o risco de pobreza nos mais velhos." Por outro lado, "a análise mostrou que os baixos rendimentos no Chile, Finlândia, México, Noruega, Portugal e Suécia estão protegidos por uma rede de benefícios", o que poderá reduzir as poupanças conseguidas com a redução das pensões - ou seja, "deve haver limites" à ligação entre a esperança de vida e as pensões”.
Portugal lança trabalhadores para a reforma
Diz o Publico, num texto do jornalista João Ramos de Almeida, que "na OCDE, é dos países em que os mais velhos têm menos incentivos para continuar a trabalhar. Numa altura em que o Governo se prepara para reduzir os custos com indemnizações por despedimento, a OCDE conclui que os trabalhadores portugueses têm poucos incentivos para continuar a trabalhar para lá da idade de reforma. E como as suas pensões estão ligadas à evolução da esperança de vida, cresce o risco da pobreza entre os mais velhos. Estas conclusões são retiradas do mais recente estudo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos (OCDE), ontem divulgado, sobre os sistemas de pensões nos seus 34 países-membros. O estudo passa uma revista sobre a forma como os diversos sistemas de protecção social fazem face ao fenómeno sentido nos países ocidentais - o envelhecimento e o seu impacto nas contas públicas. As primeiras páginas são reveladoras das tendências passadas e que entroncaram nas dificuldades actuais. Até à década de 90, a trajectória da OCDE foi para a redução da idade de reforma. Em 1949, países como o Canadá ou a Irlanda tinham fixado nos 70 anos a idade de reforma (homens). Décadas de desenvolvimento económico toldaram o risco do envelhecimento populacional e levaram governos a melhorias sociais substanciais. De 1949 a 1993, idade média de reforma caiu de 64,3 para 62,3 anos para os homens. Para as mulheres foi de 62,9 para 61 anos. Portugal manteve-se nos 65 anos. E o mesmo aconteceu com a idade de saída dos mais idosos do mercado de trabalho. Apesar de ter sido sempre superior à idade de reforma, o certo é que se verificou um recuo desde 1970. Mas na última década verificou-se uma inflexão. Caiu de 68,6 anos em 1960 para 63 anos em 2004, e subiu até 63,5 anos em 2009. Nas mulheres, caiu de 66,7 em 1960 para 60 em 2000 e subiu para 62,3 anos em 2009. Actualmente, os trabalhadores portugueses saem em média do mercado de trabalho com 67 anos e as mulheres com 63,6 anos. Vale a pena trabalhar mais? A subida continuada da expectativa de vida e o aumento dos custos com os benefícios sociais desequilibrou as contas públicas. E inverteu os paradigmas de protecção social. "Se a esperança de vida continua a subir - como as previsões apontam -, então serão necessários incrementos significativos na idade de saída do mercado de trabalho para manter o controlo sobre os custos das pensões", refere-se. Para manter a duração da pensão ao nível actual, os homens terão de trabalhar em 2050 até aos 66,6 anos e as mulheres até aos 65,8 anos. A questão coloca-se, pois, na forma como os sistemas estão a incentivar ou não a saída mais tardia do mercado de trabalho e até que ponto os trabalhadores têm vantagem em se manter no mercado de trabalho face aos rendimentos que vão aferir como pensionistas, mesmo que penalizados por sair antes da idade legal. Apesar das medidas já adoptadas (como cortar os apoios à saída prematura do mercado de trabalho), os estudos da OCDE parecem revelar que as actuais políticas têm diferentes efeitos nesse sentido. Os cálculos mostram que, caso se trabalhe mais um ano, os resultados apenas são positivos para 22 países, e negativos para 11 países. Portugal é o quarto país com maior desincentivo ao trabalho, depois da Grécia, do Luxemburgo e da Turquia. A principal razão é, segundo o relatório, o facto de uma saída mais prematura ter pequenas ou nenhumas reduções nos benefícios. E que o incentivo à reforma é tanto maior quanto menor for o rendimento recebido. Nesse capítulo, os impostos sobre o rendimento não ajudam, porque - como é o caso português - o rendimento líquido das pensões (após imposto) fica abaixo da linha de tributação. "Se os trabalhadores mais velhos podem retirar-se mais cedo, com pensões mais próximas dos seus rendimentos, não se pode criticá-los por o fazerem", refere o relatório. "Foi por causa disso que as reformas nas pensões, levadas a cabo nas duas últimas décadas em muitos países da OCDE, visaram aumentar os incentivos para se trabalhar mais." Mas estas políticas colidem com os interesses das empresas. Em 1966, metade dos trabalhadores tinha menos de 35 anos. Hoje são apenas um terço. A OCDE prevê que a idade média dos trabalhadores suba de 40 para 42 anos em 2050. Ora, os trabalhadores mais velhos são mais caros e o seu despedimento sai, por isso, mais pesado para as contas das empresas. As medidas que visam retardar a saída da actividade dos mais idosos acabam por impedir a contratação de pessoal mais velho, dados os receios de um despedimento futuro mais caro. As empresas acabam por apostar pouco nos mais velhos e empurram-nos para a reforma. Mas mesmo na reforma a situação pode não ser tranquila. Sobretudo nos modelos de protecção que ligam automaticamente o valor das pensões à esperança de vida. É o caso de Portugal (desde 2006), da Alemanha ou da Finlândia. Para quem tenha tido baixos rendimentos e fique com baixas pensões, "cortar-lhes os já baixos rendimentos à medida que a esperança de vida aumenta pode levar ao surgimento da pobreza dos mais idosos", refere o relatório”.
Religião poderá extinguir-se em nove países
Escreve a jornalista do Jornal I, Sílvia Caneco que “a religião pode acabar em nove países ricos. A conclusão é de um estudo que analisou dados dos censos recolhidos desde o século XIX nesses países. Através de um modelo de progressão matemática, os investigadores - que divulgaram os resultados num encontro da American Physical Society, em Dallas, EUA - concluíram que dentro de uns anos o número de pessoas ligadas a uma religião vai ser reduzidíssimo em lugares como a Austrália, Áustria, Canadá, República Checa, Finlândia, Irlanda, Holanda, Suíça e Nova Zelândia. O estudo constatou existir já "em muitas democracias seculares uma crescente tendência de pessoas que assumem não ter uma religião", afirmou Richard Wiener, do departamento de física da Universidade do Arizona. Se 40% dos holandeses dizem não acreditar ou seguir qualquer religião, o número de descrentes religiosos sobe para os 60% na República Checa. E em 2050, o estudo prevê que na Holanda, por exemplo, 70% dos holandeses já não vão seguir qualquer religião. "É um resultado bastante sugestivo", afirmou Richard Wiener à BBC. O modelo seguido pelos investigadores teve em conta que os grupos sociais têm mais seguidores quanto maior a sua utilidade ou o status que projectam. "No caso das línguas, por exemplo, há muito mais utilidade e traz mais status saber falar castelhano do que o quechua do Perú. Da mesma forma, existe algum tipo de estatuto ou de utilidade em seguir uma religião ou não seguir nenhuma", explica o investigador”.
Controlinveste nega negociações para venda do DN e TSF
Segundo o Económico, "a Controlinveste emitiu ontem um comunicado no qual nega qualquer contacto com Eduardo Rosas no sentido de negociar a venda do "Diário de Notícias" (DN) e da rádio TSF. Uma posição que surge depois de o Diário Económico, na passada sexta-feira, ter confrontado Rolando Oliveira, administrador da Controlinveste, com eventuais propostas, e sobre as quais o gestor não quis prestar declarações. Numa reacção à notícia do Diário Económico, que avançava que a Seccular Investments, administrada por Eduardo Rosas, tinha entrado em contacto com a Controlinveste para a compra do DN e TSF, fonte oficial da empresa liderada por Joaquim Oliveira afirma agora que "nunca a Controlinveste manteve qualquer contacto com o cidadão referido [...], que não conhece e do qual nunca ouviu sequer falar". Diz também o comunicado, que identifica Eduardo Rosas como "um novo pseudo-investidor da área dos media", "a TSF e o Diário de Notícias são duas marcas de informação das mais prestigiadas de Portugal, podendo ser óptimos veículos para propagandear ambições de notoriedade pessoal", pode ler-se no documento".
Emails de trabalhadores de Fukushima falam do dia a dia do combate à tragédia nuclear
Foram divulgadas imagens do dia a dia dos trezentos homens que lutam, minuto a minuto, para que o mundo fique a salvo de uma tragédia em Fukushima. O trabalho deles é, naturalmente, o de tentar reparar os reatores e travar a fuga radioativa. Pela primeira vez ficou a saber-se também o que sentem esses homens, através de emails enviados para familiares e amigos
Rebeldes líbios controlam jornalistas
Com a constante evolução das tropas leais a Kadhafi, os rebeldes tomam agora novas medidas em relação à presença dos jornalistas. Todos foram obrigados a recuar até 10 kms de distância da frente de batalha. Mesmo assim foi grande a confusão quando o general Yunis, líder dos rebeldes, veio à retaguarda animar os seus homens.
sexta-feira, abril 01, 2011
Milhares de professores podem ficar desempregados?
Escreve o Correio da Manhã, que "a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) alertou esta quinta-feira, durante um protesto em frente ao ministério da Educação, para a possibilidade de milhares de professores ficarem desempregados em Setembro, com a eliminação de horários de trabalho e a criação dos mega-agrupamentos. Na quarto protesto em duas semanas, apelidado de 'manifestódromo', o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, lembrou novamente o risco de desemprego que correm "milhares e milhares" de docentes se for para a frente a proposta de eliminar 30 mil horários, juntamente com a continuação da fusão de agrupamentos escolares. A nova organização de horários transfere para a componente não lectiva dos professores um conjunto de tarefas, funções e cargos que tinham redução de componente lectiva. Esta organização, de acordo com Mário Nogueira, vai tornar "completamente impossível o cumprimento de 35 horas porque os professores vão ter de fazer 60 horas ou mais por semana para poderem fazer tudo o que lhes está atribuído, corrigir testes, preparar aulas e participar em reuniões". O sindicalista criticou que a legislação tenha sido "publicada sem negociação" e lembrou que, 17 meses depois da tomada de posse da ministra da Educação e desta ter dito que os horários dos docentes estavam demasiado preenchidos, o Governo sai e deixa "horários ainda mais agravados para os professores". "Esta medida faz parte do conjunto de aspectos que vamos entregar no Sábado, no final da marcha, aos partidos políticos, para que o futuro Governo tenha esta preocupação logo à cabeça". Os mega-agrupamentos, o encerramento de escolas, os cortes de financiamento, as novas regras para elaboração de horários e a ameaça de desemprego para os professores são preocupações que motivam o protesto"
Afinal: PSD recua e prescrição de remédios por princípio activo fica na gaveta
Diz o Económico que "o PSD retira apoio ao diploma empurrando a nova lei para a próxima legislatura. Nem o Governo, nem o Parlamento conseguiram avançar com a lei que introduz a prescrição de medicamentos por substância activa em vez da marca do medicamento. Primeiro foi o veto do Presidente da República ao decreto do Executivo com o argumento de que a Assembleia da República estava a legislar sobre a mesma matéria. Mas os partidos da oposição não se entenderam e ontem o PSD veio por um ponto final às intenções de implementar a DCI (Denominação Comum Internacional) nesta legislatura. Na prática, os médicos vão continuar a prescrever medicamentos pelo nome da marca e podem impedir a alteração da receita, sem qualquer justificação, sempre que não queiram que um medicamento seja substituído na farmácia. Tanto o diploma do Governo como os projectos da oposição pretendiam alterar o paradigma: para "trancar" a receita o médico tinha de justificar. Num volte-face de última hora, o PSD recuou, decidiu retirar o seu projecto de lei e já anunciou que vai chumbar o projecto do CDS, que será hoje votado no plenário. Depois de na quarta-feira a comissão parlamentar de saúde ter aprovado quase todos os artigos do diploma, (ficando apenas por aprovar as excepções que permitiriam ao médico manter o nome da marca na receita), os social-democratas vieram ontem dizer que não se sentiam "confortáveis" com a aprovação apressada do diploma. Adão Silva considera que o projecto do PSD "estava a ser profundamente desvirtuado" e que entre "uma má lei que estava a ser construída no Parlamento" e uma "boa lei que deve ser feita quando se iniciar a nova legislatura, nós queremos uma boa lei", disse o deputado do PSD à Lusa. Os social-democratas defendem que o diploma deixa de fora os doentes crónicos, uma vez que não deveria ser necessário justificação do médico para mudar a terapêutica nestes casos. Uma questão que João Semedo, do Bloco de Esquerda, diz que o PSD nunca levantou até aqui. O recuo do PSD motivou criticas acesas do BE, PCP e CDS, que acusaram os social-democratas de ceder à pressões da indústria farmacêutica e da Ordem dos Médicos (OM). Antecipando-se à eventual aprovação do diploma, a Apifarma e OM vieram criticar a nova lei que consideraram "precipitada e sem justificação". João Semedo acredita que o recuo do PSD é eleitoralista: "Com a expectativa de virem a ser governo não quiseram assumir uma decisão que implicará custos políticos no futuro [com a indústria e a OM]", disse o deputado ao Diário Económico".
Dívida do Estado já equivale a quase toda a riqueza do País!
Escreve Económico que "o Governo assumiu um rácio da dívida de 82,4% do PIB em 2010. Afinal esse valor já tinha sido ultrapassado em 2009. E no ano passado, chegou aos 92,4%. As contas enviadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) a Bruxelas não desmentem apenas os números do défice avançados pelo Governo. O valor da dívida pública também disparou: vale já mais de 90% do PIB. Na actualização do PEC, com data de 11 de Março, o Executivo garantia que em 2010 a dívida tinha ficado em 82,4% e que nunca chegaria a ultrapassar mais que 88,1%. Só para 2010, a diferença entre as contas do Governo e as do INE é de 17.291 milhões de euros. Mais: não é só o valor da dívida que varia, o ritmo de crescimento também. De acordo com o Executivo, a dívida do Estado teria aumentado em 14,3 mil milhões. Afinal, cresceu em quase 19,7 mil milhões - uma discrepância de cerca de 5,4 mil milhões de euros. Feita a revisão incitada pelos técnicos de Bruxelas, o rácio da dívida sobre o PIB ficou no ano passado em 92,4%. Ou seja, Portugal deve o equivalente a quase toda a riqueza produzida pelo país. Em 2011, deverá ficar nos 97,3%. Este valor ultrapassa em larga escala a garantia do Governo, que na actualização do PEC assegurou que o valor máximo da dívida seria de 88,1% do PIB, que seria atingido em 2012. Depois disso, o rácio começaria a diminuir gradualmente. Mais: de acordo com o PEC, a dívida em 2010 ficaria em 82,4%. Mas afinal esse valor até já tinha sido ultrapassado em 2009, ano de recessão e eleições, em que a dívida chegou aos 82,9%. Estado assume empréstimos contraídos pelas empresas Tal como no caso do défice, a revisão em alta da dívida não se fica por 2010 e 2011, foram revistos os valores de 2007 para a frente. E também aqui a revisão é explicada pela inclusão de três empresas - Refer, Metropolitano de Lisboa e Metropolitano do Porto - no perímetro das Administrações Públicas e pelo impacto dos encargos com o BPN e o BPP. Em resposta ao Diário Económico, o Ministério das Finanças confirma esse impacto: "O reporte vai de 2007 até 2010. Até 2010, exclusive, temos o impacto resultante da reclassificação nas administrações públicas das empresas públicas de transportes em questão", avança o gabinete de Teixeira dos Santos, acrescentando que "em 2010, temos esse impacto, ao que se soma a dívida das empresas que foram reclassificadas no âmbito do BPN". No documento enviado pelo INE a Bruxelas, não é esclarecido o valor dos impactos na dívida. Mas é possível identificar uma forte revisão em alta dos empréstimos contraídos pelo Estado, que é explicada precisamente pela reclassificação das empresas públicas. Ou seja, as três empresas contraíram empréstimos - junto da banca, por exemplo -, que eram da sua responsabilidade. Ao passarem para o perímetro das Administrações Públicas, os seus empréstimos são contabilizados como sendo da responsabilidade do Estado".
Crise: Zon e Oliveira dão Sport TV como garantia para pagar futebol!
Escreve o jornalista Filipe Alves do Económico que "a empresa de direitos desportivos obteve empréstimo de 131 milhões, no ano passado, para manter jogos de futebol.A Sport TV conseguiu um crédito de 131 milhões de euros, no ano passado, para garantir os direitos de transmissão do futebol nacional até 2013 e reembolsar os empréstimos concedidos pela accionista Zon, revelam as contas anuais da operadora. Mas o apertar do acesso ao crédito obrigou a Zon e Joaquim Oliveira, que detém 50% da Sport TV, a entregarem como garantias à banca as suas participações na empresa, além da sede e dos direitos de transmissão de futebol. "No âmbito do financiamento obtido pela Sport TV, no montante total de 131 milhões de euros, foram prestadas as seguintes garantias: penhor financeiro sobre as acções e novas acções detidas pela Zon Multimédia e Sportinveste, SGPS, S.A., hipoteca sobre o edifício da Sport TV, penhor de direitos resultantes dos contratos Sport TV", refere o relatório e contas da operadora liderada por Rodrigo Costa, relativo a 2010. Além da prestação destes activos como garantias, também a Zon e a Sportinveste (de Joaquim Oliveira) entregaram como penhores as respectivas participações accionistas na Sport TV. "Isto demonstra como actualmente é difícil às empresas acederem ao crédito bancário", disse uma das fontes do sector das telecomunicações ouvidas pelo Diário Económico. A contratação desta linha de crédito junto de um sindicato bancário, e com maturidade em 2013, foi anunciada pela Zon em Fevereiro do ano passado, mas sem referir o montante. Avançava, porém, que o mesmo se destinava à devolução dos empréstimos anteriormente concedidos pela Zon à Sport TV, que, segundo as contas do grupo, ascendiam a 33 milhões de euros. Estes suprimentos deviam-se à dificuldade no acesso ao crédito bancário, em tempo de crise e de escassez de liquidez.O Diário Económico apurou que os restantes 98 milhões de euros do empréstimo serviram também para reestruturar outras dívidas da Sport TV, mas foram aplicados, na maior parte, para prolongar o contrato dos direitos de transmissão televisiva dos jogos da Liga portuguesa de futebol - que expirava no próximo ano - até 2013. Os direitos foram comprados através de um contrato exclusivo com a PPTV, que também pertence a Joaquim Oliveira e que lida directamente com a Liga e os clubes. O "Correio da Manhã" avançou em Outubro o valor de 50 milhões de euros como sendo o montante pago pela Sport TV à PPTV, mas as empresas não confirmam. Os canais de desporto da Sport TV encontram-se entre os conteúdos mais cobiçados pelas operadoras de telecomunicações, a par dos pacotes de filmes e séries, uma vez que são essenciais para a captação de clientes. O portfólio da Sport TV vai além do futebol português, incluindo ainda as "principais Ligas Europeias, da Liga dos Campeões e Liga Europa da UEFA, o Campeonato Europeu de Futebol 2012 da UEFA e o Campeonato do Mundo de Fórmula 1", refere o relatório da Zon. Lucro da Sport TV terá descido 30,7% para 14,06 milhões De acordo com as contas individuais da Zon, o lucro da Sport TV ascendeu a 14,06 milhões de euros em 2010, o que significa uma queda de 30,7% face aos 20,3 milhões registados em 2009. No entanto, o valor do lucro do ano passado representa mais do dobro dos 6,1 milhões de euros obtidos em 2008. Nos últimos três anos, registou-se um aumento substancial de assinantes dos canais Sport TV - para cerca de 600 mil - graças ao crescimento da base de clientes da Zon TV Cabo e do concorrente Meo, da PT. Contactadas pelo Diário Económico, Sport TV e Zon não quiseram fazer comentários".
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