terça-feira, março 02, 2010

Turquia: adolescente enterrada viva por falar com rapazes...

Li aqui a seguinte história impressionante: "O "crime" de Medine Memi foi apenas um: ter amigos do sexo masculino. Depois de a jovem de 16 anos ter sido dada como desaparecida durante 40 dias, o seu corpo foi encontrado enterrado por baixo de um galinheiro no quintal da sua casa. Medine foi enterrada viva pela família, como castigo pela infelicidade que, diz o pai, trouxe a toda a família, por ter amigos rapazes. Segundo o Instituto de Medicina Legal de Malatya, a jovem foi encontrada em posição fetal, sem ferimentos nem qualquer tipo de droga no sangue, mas com os pulmões e o estômago cheios de terra. Uma denúncia anónima ajudou a localizar o corpo e, embora a polícia tenha feito a descoberta em Dezembro, apenas agora a notícia foi divulgada, no jornal turco "Hurriyet". O pai e o avô da vítima estão detidos preventivamente, à espera de julgamento. Ambos são acusados de homicídio. A mãe da jovem também foi detida, mas acabou por ser libertada por falta de indícios que a ligassem ao homicídio. Os chamados "crimes de honra" continuam a causar cerca de 300 mortes por ano na Turquia, apesar dos esforços do governo turco e de inúmeras associações de defesa dos direitos humanos. Em 2004, pressionado pela União Europeia, o governo acabou por alterar o código penal do país retirando o artigo que reconhecia atenuantes nos crimes de honra. No entanto, as Nações Unidas continuam a colocar a Turquia em 101.o lugar, num ranking de 109 países, no que respeita ao respeito pelo papel da mulher na sociedade. "Quando chegam aos 14 ou 15 anos, a família decide com quem as jovens vão casar, recebendo dinheiro em troca do casamento. Muitas vezes as mulheres optam pelo suicídio ou decidem fugir, mas se forem apanhadas o castigo é a morte", explica Emine Vaz, coordenadora da associação feminista Van Kadin Dernegi. Segundo um estudo da Universidade de Diyarbakir, na Turquia, metade dos homens condenados por crimes de honra não se arrependem - uma atitude partilhada pela família".

O que faz a crise: Restaurante permite sexo na casa-de-banho...

Escrevia há dias a jornalista do Jornal I, Sara Sanz Pinto: "Já alguma vez lhe passou pela cabeça fazer sexo na casa-de-banho de um restaurante? Ficou constrangido com medo de ser apanhado? Pois é, agora é possível dar largas à sua imaginação durante um jantar romântico e sem ter de levar com olhares castradores. O único problema é que terá de viajar para Toronto, no Canadá, e fazer uma reserva no Mildred’s Temple Kitchen, um restaurante que está a oferecer esta possibilidade no dia de S. Valentim. Donna Dooher, uma das proprietárias do restaurante, garantiu ao diário Toronto Star que sempre teve alguns “enrolanços”. Mas, explica que está “a levar isto a um nível superior por ser o fim-de-semana de S. Valentim”. Caso tenha ficado entusiasmado com a ideia, há pormenores que deve ficar a saber: as luzes das casas-de-banho acendem-se quando estão ocupadas, os clientes devem levar preservativos e um empregado vai andar a limpar o lugar, com relativa frequência, durante o fim-de-semana".

Futebol feminino também não foge à pancadaria

Quem disse que o Super Bowl era só para homens?

Li aqui o seguinte: "Se achava que o futebol americano era só para homens é porque ainda não descobriu as "guerreiras" do Lingerie Football que rivalizam em popularidade com as estrelas da Liga Profissional. A noite de domingo foi dos New Orleans Saints, que conquistaram pela primeira vez o Super Bowl (campeonato de futebol americano), mas ao intervalo quem brilhou foram as LA Temptation, que venceram pela segunda vez consecutiva o muito aguardado Lingerie Bowl, ao baterem as Chicago Bliss por 27-14. Afinal o futebol americano não é só para homens. A Lingerie Bowl, uma partida disputada por modelos em lingerie, é uma das mais famosas atracções do Super Bowl. Não se trata de um desfile de modelos, mas de partidas agressivas onde se luta por cada centímetro de terreno com uma energia que faria inveja a muitos homens da Liga Profissional".
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Novos segredos de Tutankamon

Espanha: Presidente do Barça lança-se na política

Segundo o jornalista do El Pais, Àngels Piñol, "Joan Laporta, presidente del Barça, ha iniciado hoy, con la puesta en marcha de su página web, su más que probable carrera política. Pese a que no desvela el gran interrogante de si se presentará a las próximas elecciones autonómicas, Laporta insinúa que dará ese paso. "Ha llegado el momento de tomar decisiones valientes. De mirar el futuro con optimismo. De dejarnos de brindis al sol y de caminar de una vez por todas y con paso firme hacia nuestra libertad", ha afirmado el dirigente del Barça en la carta de bienvenida a su página Laporta.2010.cat, que se ha colapsado por la gran cantidad de internautas que intentaban entrar en ella. La página rescata el lema que fue clave en la campaña a las elecciones del Barça en junio de 2003 y que le llevó hasta la junta directiva, que aseguraba que los miembros de su candidatura dedicarían "los mejores años de nuestra vida" al club azulgrana. Laporta se ha apropiado de la frase y en la cabecera de la página afirma: "Continuaré dedicando los mejores años de mi vida a servir al país que quiero". El logotipo no deja dudas sobre sus aspiraciones de conseguir un estado catalán propio al introducir en la A de Laporta la estrella independentista y las cuatro barras. En el discurso de presentación, Laporta ha recalcado que éste no es un "proyecto personal" y ha señalado: "Es un escalón para avanzar en la construcción de una Cataluña plena que solo con decisión y firmeza de todos los que queremos este pais podemos hacer posible". Y añade que quiere utilizar las herramientasde Internet a su alcance como el Facebook, el Twitter o Youtube para intercambiar opiniones con los cibernautas. "Dicen que hablando se entiende la gente. Pues ¡vamos! Los censores y la caverna mediática no podrán esta vez ni tergiversar ni diluir nuestras opiniones y nuestros objetivos compartidos". El portal incluye las últimas noticias relacionadas con Laporta, como su participación en un mitin a favor de las consultas soberanistas del pasado domingo, y algunos videos: desde uno muy escueto de presentación y otro sobre las donaciones del Barça a Unicef".

Jornalismo: uma década de World Press Photo

PS-Madeira "despacha" Leandro e quer Victor no parlamento

O PS-Madeira formalizou a entrega de mais um pedido de suspensão do mandato de Carlos Fino, de novos por seis meses, repetindo o que vem sendo praticada desde a sua eleição em Maio de 2007, só que desta feita solicita a substituição deste parlamentar por Victor Freitas, "despachando" assim Jaime Leandro. Desconheço se existe a anuência deste ou se a decisão foi tomada pela nova direcção do PS, liderada por Jacinto Serrão. O pedido foi remetido para a Comissão de Regimento e Mandatos a quem, nos termos do regimento, cabe a elaboração do respectivo parecer.

Tribunais: Alberto João Jardim derrota Edite Estrela

Li aqui que "o Tribunal da Relação de Lisboa revogou a decisão da primeira instância que condenou o presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, a pagar uma indemnização de 20 mil euros à eurodeputada Edite Estrela por ofensas pessoais. De acordo com advogado de Jardim, Guilherme Silva 'não foi o intuito de Alberto João Jardim' ofender Edite Estrela e 'a Relação entendeu que estava tudo no plano político'. Em declarações à agência Lusa o advogado sustentou ainda que a Relação de Lisboa 'revogou essa decisão, considerando que tudo se tinha passado no âmbito do debate e contraditório político e partidário, naturalmente mais acesso numa época de campanha e pré-campanha como era as eleições para o Parlamento Europeu em que era Edite Estrela candidata". Alias acabo de reparar que o tema é noticiado no Jornal da Madeira.

Autor de blogue procurado pela PJ e Interpol é quadro das Finanças

Segundo o jornalista Paulo Mascarenhas do Jornal I, "o blogue chama-se O Jumento, nome que um autor anónimo utiliza para publicar os seus textos. Depois de uma queixa do antigo director-geral dos Impostos, Paulo Macedo, por alegadas fugas de informação provenientes do interior da máquina fiscal, o autor do Jumento foi investigado pela Polícia Judiciária e, depois, pela Interpol. Não conseguiram desvendar a identidade e a queixa foi arquivada. Mas o i encontrou o autor: chama-se Victor Sancho e é um quadro superior da Direcção-Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo, do Ministério das Finanças".

Madeira: Passos Coelho com razão

Eu não sei se chegou aos destinatários essa mensagem de solidariedade e apoio do candidato à liderança do PSD, mas manda a verdade que se diga que Pedro Passos Coelho tem razão quando diz que reagiu solidariamente logo que os acontecimentos tiveram lugar. De facto, no próprio dia 20 de Fevereiro foi publicada pela Lusa a seguinte notícia: "Lisboa, 20 Fev (Lusa) - O candidato à liderança do PSD Pedro Passos Coelho manifestou hoje a sua solidariedade aos madeirenses, em particular às vitimas do temporal, ao presidente do Governo Regional, aos autarcas e aos serviços de Protecção Civil. "Neste momento doloroso para a Região Autónoma da Madeira e para Portugal, devido à grave catástrofe que destruiu dezenas de vidas humanas e lançou um manto de tragédia e dor sobre esta Região, quero expressar a minha solidariedade pessoal aos madeirenses, particularmente a todas as vítimas deste desastre tão grave", disse Passos Coelho numa pequena nota de imprensa. O social democrata manifestou ainda as suas "condolências às famílias enlutadas e a todos madeirenses que neste momento sofrem pela perda de amigos e dos seus haveres pessoais".

segunda-feira, março 01, 2010

"Plano Inclinado": recomendo-o com um lamento

Recomendo esta edição do programa da SIC, Plano Inclinado, com Mário Crespo, João Duque e Henrique Medina Carreira que debateram com Rui Moreira a política de Estado para as empresas. Recomendo principalmente as declarações de Rui Moreira sobre a privatização da ANA e a dependência das "empresas do regime" o que explica a fobia pelas obras públicas. Lamento a forma como Medina Carreira se referiu à catástrofe da Madeira, quando acusou a comunicação social de aproveitar-se do Haiti e da nossa Região para desviar a atenção dos portugueses dos problemas essenciais. Lamentável, mesmo tratando-se de uma pessoa que já deu diversas demonstrações que privilegia os números aos aspectos humanos.

Homem destrói casa que ia perder para o banco...

Um norte-americano preferiu destruir a sua casa com um bulldozer a entregá-la a um banco que ia executar a hipoteca

Cronologia dos Desastres Naturais no Arquipélago da Madeira (até 1985)

"A cronologia abaixo publicada, relaciona os desastres e outros fenómenos naturais que ocorreram no Arquipélago da Madeira de origem meteorológica, hidrometeorológica e geológica, designadamente, as enxurradas ou aluviões, derrocadas ou quebradas, “tsunamis” e sismos (abalos ou tremores de terra). Relativamente aos sismos, só um de que há notícia (em 31 de Março de 1748), causou estragos materiais e perda de vidas humanas até a actualidade. Por se achar pertinente, se relacionou todas descrições da actividade sísmica para interesse estatístico e outros fenómenos geológicos e meteorológicos. Assim, julgamos oportuno ter presente, a definição de desastre, que é a seguinte: «grave perturbação do funcionamento de uma sociedade, que provoca prejuízos humanos, materiais ou ambientais em grau tão elevado que a sociedade afectada fica incapacitada de lhe dar resposta por meios próprios». Esta relação, é o resultado da consulta ao Elucidário Madeirense, (Padre Fernando Augusto da Silva e Carlos Azevedo de Meneses), às Ilhas de Zargo (Eduardo C. N. Pereira), Adenda às Ilhas de Zargo (Ângela Borges Gonçalves e Rui Sotero Nunes), Paulo Dias de Almeida e a Descrição da Ilha da Madeira da Madeira de 1817/1827 (Rui Carita) e aos jornais regionais, complementada pelo autor, relativamente aos acontecimentos recentes. Poderá haver omissão de outras ocorrências por falta de fundamentação documental.
- 1593 - 26 de Julho. «Deu-se nesta ilha um fenómeno de incandescência atmosférica, que nas cronicas madeirenses ficou conhecido pelo nome de Fogo do Céu. Nos dias 24 e 25 do mês e ano referidos soprara violentamente o conhecido ‘vento leste’ acompanhado de tão intenso calor, que, no dizer duma testemunha coeva do acontecimento, ‘não havia pessoa viva que sahisse de casa nem abrisse janela, nem se podia sofrer dentro das casas, nem se podia nestas estar por ser o ar tão quente que tudo era cuidarem que pereciam e o vento era tal que parecia queimava os ossos, cousa que jamais os homens viram nestas partes’.Tornou-se cada vez mais intenso o calor e pelo começo da noite no dia 26 era já bem visível o raro mas conhecido fenómeno de incandescência atmosférica, que pelas 11 horas se transformou num pavoroso incêndio, queimando toda a vegetação e reduzindo a um enorme braseiro um numero considerável de habitações», (Elucidário Madeirense).
- 1611 - Os autores do Elucidário Madeirense sem precisar dia e mês, referem que, «colhemos notícia, num antigo manuscrito, que no ano de 1611 houve uma grande enchente no Funchal, que, entre os notáveis estragos que causou, se conta o de ter destruída em grande parte a igreja paroquial da freguesia de Santa Maria Maior que então ficava na rua que hoje tem o nome de Hospital Velho. Procedeu-se depois á construção duma nova igreja nas imediações do actual fontanário chamado do Calhau, e que foi arrastada para o mar pela aluvião de 1803.
- 1689 - Idem. No Arco de São Jorge, deu-se uma «grande quebrada que ha mais de dois séculos ali caiu, desagregando-se muitos terrenos, principalmente do Arco Pequeno, que deram lugar á formação daquele sítio», e nome ao lugar, sítio da Quebrada. O «caso é vulgar na Madeira, e a freguesia do Jardim do Mar, uma parte da do Paul e o sítio do Lugar de Baixo e ainda outros, formaram-se de maneira idêntica a esta», segundo os autores do Elucidário. Na Quebrada do Arco de S. Jorge «deu-se, porém, uma circunstancia muito singular, que merece menção especial e á qual temos encontrado várias referências», onde «várias casas de habitação serem arrastadas a distâncias relativamente grandes sem ficarem arruinadas.
- 1707 - Idem. «Também existe notícia doutra aluvião que se deu no ano de 1707 e que causou consideráveis prejuízos em toda a ilha.
- 1724 - 18 de Novembro. «Os estragos desta aluvião fizeram-se principalmente sentir na freguesia de Machico, morrendo ali 26 pessoas e abatendo-se mais de 80 habitações. No ‘Anno Histórico’, referindo-se o Padre Francisco de Santa Maria á aluvião de 1724, diz que ‘padeceu a ilha da Madeira uma tormenta e dilúvio tão grande, que destruiu a vila de Machico, parte da de Santa Cruz e muitos outros logares e sítios da mesma ilha, e também a cidade do Funchal experimentou grande dano e muitas ruínas, assim nas suas muralhas como na povoação, com a enchente da Ribeira do Pinheiro (Santa Luzia)’ que a divide», (Elucidário Madeirense).
- 1748 - 31 de Março. «Da uma para as duas horas da manhã, sentiu-se na Madeira um forte abalo de terra, que foi seguido de outros dois, lendo-se, numa noticia escrita por essa época acerca do acontecimento e que foi reproduzida a página 697 das Saudades da Terra, (…). No dia 1 de Abril, houve, por ordem do Prelado, preces solenes na Sé Catedral, ás quais assistiram o cabido, o senado, os ministros, a nobreza e o povo, sendo depois trasladada processionalmente para o altar do Santíssimo Sacramento da mesma Sé, a imagem de S. Tiago, padroeiro da cidade. As preces continuaram, com o Senhor exposto, até 9 de Abril, e estas rogativas, diz a mesma noticia, ‘também fizeram todas as mais Comunidades Religiosas, e todas as Collegiadas da Cidade; mas os moradores das villas, lugares e campos usaram, além destes, outros exercícios, tão catholicos, como espirituais’. (…) De 1 de Abril até 26 de Maio, «sentiram-se na Madeira, em diversos dias, novos tremores de terra, mas sem nenhum deles atingir a violência do de 31 de Março, que causou bastantes estragos em muitos pontos da ilha. A Sé Catedral ficou com várias fendas e com o frontispício inclinado para fora, sofrendo também bastante a torre da igreja, e nos templos de Santa Maria Maior do Calhau, Santo António, S. Gonçalo, Camacha, Machico, Caniçal, Porto do Moniz, Prazeres, Paul, Arco da Calheta, Canhas, Serra de Água, Câmara de Lobos e Estreito de Nossa Senhora da Graça houve também bastantes prejuízos, causados pelo mesmo abalo de terra. A casa em que residia o bispo ficou em estado de não poder ser habitada e as casas da Alfândega e Contos, apesar das suas paredes fortíssimas, ficaram com trinta e duas fendas, além doutros estragos mais ou menos notáveis. Apesar da violência dos abalos de terra de 31 de Março de 1748, houve apenas quatro vitimas: um homem velho, pai do vigário de Santo António, uma criança e duas mulheres. (…)», (Elucidário Madeirense).
- 1755 - 01 de Novembro. «Houve um abalo de terra na Madeira, tendo o mar subido no Funchal, 5 metros acima da maré cheia, e no norte da ilha, recuado cerca de 100 metros, deixando em seco grande quantidade de peixe. No Porto Santo, entrou o mar pelo leito da ribeira da vila, ‘cerca de um quarto de milha, e no escoamento da água ficou quasi em seco o boqueirão do Ilhéu de Cima’ (...)», (Elucidário Madeirense).
- 1762 - 26 de Junho. «Houve um abalo de terra no Funchal, que não produziu estragos», (Elucidário Madeirense).
- 1765 - 18 de Novembro. «Em virtude das grandes chuvas, cresceram muito neste dia as ribeiras que atravessam o Funchal, sendo destruída a Ponte da Praça e sofrendo bastante outras pontes da cidade. As águas da Ribeira da Praça ou de João Gomes arrastaram para o mar o inglês Moita (?), o qual nunca mais apareceu», (Elucidário Madeirense).
- 1768 - 05 de Novembro. «Experimentou a ilha da Madeira um violento terramoto, mas não dizem os documentos da época se produziu estragos», (Elucidário Madeirense).
- 1772 - Paulo Dias de Almeida, na sua "Descrição da Ilha da Madeira da Madeira de 1817/1827", refere neste ano, sem precisar o dia e o mês, que na «Povoação e vila de Santa Cruz» (...), «tinha havido outra cheia que levou a Igreja de São Pedro e arruinou muitas casas.
- 1786 - Os autores do Elucidário Madeirense sem precisar dia e mês, referem que, «grandes chuvas e um violento vendaval, que causou muitos prejuízos.
- 1803 - 09 de Outubro. «(…) A morte surpreendeu a muitos na fuga, arrastados pela violência das correntes ou atingidos pelas derrocadas das casas e paredes que se desmoronavam. Foi o bairro de Santa Maria Maior o mais sacrificado pela tempestade. A ribeira de João Gomes, com a abundância e violência das águas, rebentou em três diversos pontos, formando outras tantas impetuosas correntes que causaram os maiores estragos e vitimaram algumas dezenas de pessoas. Ruas inteiras e inúmeras casas de habitação e outros prédios foram arrastados para o mar, incluindo a igreja paroquial, conhecida pelo nome de Nossa Senhora do Calhau e que ficava na margem esquerda da ribeira, entre as actuais rua de Santa Maria e rua Nova de Santa Maria. Numa casa desta rua ficaram soterrados 21 indivíduos e num prédio do Pelourinho morreram um súbdito inglês e 15 pessoas de família. Calcula-se que só no bairro de Santa Maria Maior tivessem perecido cerca de 200 pessoas por ocasião da aluvião. Os prédios marginais da ribeira de Santa Luzia também sofreram bastante. Acima da ponte do Bom Jesus as águas tomaram novo curso por uma e outra margem daquela corrente e, sobretudo na rua dos Ferreiros, causaram estragos consideráveis, tendo-se abatido diversas casas de habitação e lojas de comércio. O mesmo aconteceu na rua dos Tanoeiros e a vários prédios que ficavam na margem esquerda daquela ribeira e que formavam a rua Direita, prédios que foram arrastados pela violência da corrente. (…) Ruas inteiras desapareceram com seus habitantes e outras inundadas de água e lama deixaram os proprietários e inquilinos reduzidos á extrema indigência. Uma grande parte da freguesia de Santa Maria Maior, assim como a sua igreja, a mais antiga da cidade, não existem com uma boa porção dos seus infelizes moradores: o resto disperso cá e lá, inundado e abandonado, oferece aos olhos do homem sensível um objecto de dor, de ruína e consternação. As ruas chamadas Direita, Tanoeiros, Valverde, Santa Maria, Hospital Velho e outras foram ao mar com uma incrível multidão de habitantes. (…) Também demoliu a antiga e histórica capela do Senhor dos Milagres, tendo a respectiva imagem sido encontrada dias depois, no alto mar, por uma galera americana, que a fez depositar na Sé do Funchal. (…) São bastantes discordes as informações contemporâneas dos acontecimentos, com relação ao número de pessoas que sucumbiram, vítimas daquelas inundações, chegando uma narrativa do terrível caso a computar em cerca de mil os indivíduos mortos e desaparecidos. Parece não estar muito distanciado da verdade quem fixar em seiscentos o número aproximado dos que morreram, sendo a maior parte no concelho do Funchal. (…)», (Elucidário Madeirense).
- 1804 - 24 de Abril. «Houve três abalos á noite, com intervalos de 8 a 10 minutos, todos eles violentos», (Elucidário Madeirense).
- 1813 e 1814 - «Existe referências a abalos de terra que se sentiram na Madeira, mas sem indicar as datas dos mesmos em que se deram», (Elucidário Madeirense).
- 1815 - 26 de Outubro. «Depois da grande aluvião de 9 de Outubro de 1803 foi talvez a maior que tem assolado esta ilha. Numa representação que, sobre os estragos causados por esta inundação de 26 de Outubro de 1815, dirigiu a Câmara Municipal do Funchal ao Príncipe Regente D. João, se afirma que esta foi incomparavelmente maior do que a aluvião de 1803, mas, nem pelo numero de vitimas nem pelos prejuízos que causou, atingiu as proporções da outra, a pesar das enormes perdas que acarretou aos habitantes do Funchal. Como em outras ocasiões aconteceu, foram as correntes impetuosas das ribeiras que ocasionaram os maiores prejuízos. Especialmente nalguns pontos das margens das ribeiras que não tinham muralhas a ampararem e a dirigirem o curso das águas, saíram estas fora do seu leito, galgaram os terrenos marginais e abriram novo caminho, através das ruas e casas, causando não só incalculáveis estragos, como produzindo o maior pânico entre os habitantes, alguns dos quais foram vitimas do ímpeto indomável da corrente. Foi o que aconteceu com as águas da ribeira de S. João que, procurando novo percurso, arrastaram na sua violência cerca de vinte casas desde a ponte de S. Paulo, ao fim da rua da Carreira, até á foz da mesma ribeira. Nas ruas marginais da ribeira de Santa Luzia, também foram grandes os estragos, ficando danificadas algumas casas e em alguns pontos as muralhas da mesma ribeira. Por toda a ilha houve prejuízos consideráveis e morreram várias pessoas, arrastadas pela violência das correntes. Os horrores da grande aluvião de 1803, ainda bem presentes na memória de todos, fizeram aumentar o pânico nos habitantes, que, na sua grande maioria, julgaram que não havia possibilidade de escapar á morte, que para eles parecia inevitável», (Elucidário Madeirense). Sobre esta ocorrência, Paulo Dias de Almeida, refere que, «em 30 de Outubro de 1815 pelas 5 horas da tarde, houve uma aluvião que levou quarenta casas e arruinou outras, inundando ruas, e se fosse à noite muita gente morreria afogada. A ribeira de S. Paulo chegou a trazer uma coluna de água e rochedos, que ocuparam a largura de 60 palmos e 30 de alto. Entre as pedras que ficaram no leito da ribeira, junto ao mar, havia uma de 20 palmos quadrados, e de 10 palmos muitas» (um palmo, igual a 22 cm). «Esta enchente durou uma hora.» (Paulo Dias de Almeida e a Descrição da Ilha da Madeira da Madeira de 1817/1827).
- 1816:
- 11 de Janeiro. «Deu-se um tremor de terra que se fez sentir, que abriu fendas nalgumas habitações do Funchal. Muitas pessoas que se achavam nas ruas foram de encontro ás paredes ao dar-se o abalo.
- 02 de Fevereiro. «Em Machico, de madrugada, estando o povo ouvindo missa na igreja matriz, sentiu-se um extraordinário abalo de terra, que durou por algum tempo. O povo saiu atropeladamente da igreja, mas não perigou pessoa alguma nem houve estragos importantes. Este abalo também se fez sentir noutras partes da ilha, sendo tão grande o susto, que em várias igrejas se fizeram preces e procissões públicas. (Elucidário Madeirense)
- 1842:
- 24 de Outubro. «Os Anais do Porto Santo referem-se a um ligeiro abalo de terra que se sentiu naquela ilha, no dia 24 de Outubro, mas não encontramos noticia de que esse abalo fosse notado também na Madeira», (Elucidário Madeirense);
- 28 de Outubro. «Havia quinze dias que quase ininterruptamente caia pequeno orvalho. As 9 horas da manhã do dia 24 de Outubro as chuvas eram já abundantes, e ás 3 horas da tarde as águas pluviais caíam a torrentes. As águas das ribeiras saíram dos seus leitos e espalharam-se impetuosamente pelos terrenos marginais, causando grandes estragos. Ficaram completamente inundadas as ruas do bairro de Santa Maria Maior, o Pelourinho, a rua dos Medinas e ainda outras, chegando a água a invadir os segundos e terceiros andares das casas. Em muitas ruas da cidade os barcos navegavam para a custo salvarem muitas famílias que imploravam misericórdia dos últimos andares e telhados. Por toda a parte se ouviam gritos de terror. Um dos homens a quem mais se deveu a salvação de muitos infelizes inundados foi o cidadão Joaquim Dias de Almeida, mas houve muitos outros que se distinguiram, como nessa época fizeram menção o Imparcial e o Defensor, jornais do Funchal. As calçadas de Santa Clara, do Pico, Bela Vista e Incarnação foram convertidas em caudalosas ribeiras. O bairro do Cemitério dos Inglêses ficou despovoado, sendo todos os seus moradores acolhidos e agasalhados, com todos os confortos, por uma proprietária abastada, que residia no fim da rua da Bela Vista. Uma grande parte da cidade ficou destruída e as casas arruinadas até aos alicerces. Muitas famílias remediadas ficaram pobres. Foi um prejuízo de centenares de contos de reis. No dia 26 de Outubro o vento de sul fez desencadear no porto do Funchal, uma medonha tempestade. As ondas embravecidas saltavam as muralhas da Pontinha e por vezes lamberam a esplanada do Ilhéu, vindo durante a tarde despedaçar-se nos rochedos da praia do Funchal, dez ou onze embarcações, sendo os tripulantes e guardas, que se achavam a bordo, salvos milagrosamente pelo guarda da alfândega Carvalho e por uns marítimos arrojadissimos, distinguindo-se sempre nestas catástrofes Joaquim Dias de Almeida», (Elucidário Madeirense).
- 1848 - 17, 18, 19 e 20 de Novembro. «Houve nestes dias grandes inundações, principalmente no concelho de Santana, sendo arrastadas pelas águas muitas bemfeitorias produtivas e importantes. No Funchal as águas das ribeiras correram com violência, mas, apesar de copiosissimas, não produziram estragos sensíveis», (Elucidário Madeirense).
- 1850 - 10 de Outubro. «Um tremor de terra na direcção LW, que se fez sentir ás 9 horas e meia da noite de 10 de Outubro, mas que não produziu estragos alguns», (Elucidário Madeirense).
- 1856 - 05 e 06 de Janeiro. «Em virtude de chuvas abundantíssimas no Funchal, trouxe a corrente da Ribeira de João Gomes muito entulho que sobrepujou os mainéis entre a foz e o Campo da Barca. Não podendo as águas correr livremente, foram inundar a R. de Santa Maria, as travessas que a cortam, a R. do Ribeirinho de Baixo e o largo do Pelourinho, fazendo em todos estes pontos grandes destroços. A Ribeira de Santa Luzia não causou prejuízos, embora ficasse também entulhada, mas a de S. João fez não pequenos estragos, principalmente nas proximidades da capela. Na Ribeira Brava, na Tabua, na Serra de Água, na Ponta do Sol, no Paul do Mar e noutras localidades houve também grandes devastações produzida pelas águas», (Elucidário Madeirense).
- 1876 - 01 de Janeiro. «Grandes temporais, que arremessam alguns navios á praia do Funchal. Houve inundações neste dia que só causaram prejuízos notáveis na freguesia da Madalena do Mar», (Elucidário Madeirense).
- 1883 - 23 de Julho. «Sentiu-se no Funchal um forte abalo de terra, cerca das duas horas da manhã», (Elucidário Madeirense).
- 1884:
- 13 de Fevereiro. «Entre as 2 e as 3 horas da manhã, sentiu-se no Funchal um abalo de terra, acompanhado de ruído subterrâneo.
- 17 de Maio. «Cerca das 3 horas da manhã, houve um novo abalo, pouco violento.
- 22 de Dezembro. «Sentiram os habitantes do Funchal pelas 3 horas da manhã, dois tremores de terra, tendo o primeiro, o mais violento, durado cerca de 20 segundos e o imediato, cerca de 7 segundos. Estes abalos também se fizeram sentir em Lisboa, pelas 3 horas e 29 minutos da manhã. (Elucidário Madeirense)
- 1886 - A 21 de Janeiro. «Ás 8 horas da manhã, sentiu-se um ligeiro tremor de terra no Funchal, que durou cerca de 3 segundos. Uma mulher de Água de Pena, que apanhava lapas no sítio da Queimada, caiu ao mar no momento da oscilação, morrendo imediatamente», (Elucidário Madeirense).
- 1887:
- 07 de Janeiro. «Um abalo de terra pelas 10 horas e meia da noite, acompanhado de ruído subterrâneo.
- 27 de Janeiro. «Outro abalo de terra à uma hora e meia da manhã.
- 06 de Agosto. «E outro a uma hora e vinte minutos da manhã. (Elucidário Madeirense)
- 1889 - 14 de Janeiro. «Pelas 5 horas e meia da manhã, sentiu-se no Funchal um ligeiro abalo de terra», (Elucidário Madeirense).
- 1894 - Deu-se uma grande derrocada na Deserta Grande, de que resultou o mar avançar e recuar sensivelmente nalguns pontos da costa sul da Madeira, «semelhantemente ao que sucedera por ocasião do terramoto de 1755», tendo «o mar subido no Funchal, 5 metros acima da maré cheia, e no norte da ilha, recuado cerca de 100 metros, deixando em seco grande quantidade de peixe», (Elucidário Madeirense).
- 1895 - 02 e 03 de Outubro. «Uma aluvião deu-se nestes dois dias e produziu grandes estragos nas freguesias de S. Vicente, Faial, Ponta Delgada, Boa Ventura e Seixal. Nesta última freguesia morreu o proprietário Manoel Inisio da Costa Lira. As ribeiras do Funchal trouxeram muita água», (Elucidário Madeirense).
- 1901 - 08 e 09 de Novembro. «As chuvas abundantíssimas que nestes dois dias caíram no Funchal, inundaram as ruas e caminhos, danificaram muitos destes e provocaram alguns desmoronamentos, principalmente na Levada de Santa Luzia», (Elucidário Madeirense).
- 1910:
- 24 de Novembro. «Pelas 9 horas e 20 minutos da noite, sentiu-se um abalo de terra no Funchal, acompanhado de ruído subterrâneo, que parecia partir do lado de nordeste. No mesmo dia. sentiram-se dois abalos no Curral das Freiras», (Elucidário Madeirense).
- 26 de Novembro. «Houve outro abalo no Funchal, ás 12 horas e 25 minutos do dia. Durou cerca de 4 segundos e a oscilação pareceu horizontal», (Elucidário Madeirense).
- 1914 - 27 de Dezembro. «Ás 4 horas e 45 minutos da manhã de 27 de Dezembro, sentiu-se um ligeiro abalo de terra no Funchal», (Elucidário Madeirense).
- 1918 - 25 de Julho. «Pelas 4 horas e 23 minutos da manhã, um abalo de terra violento, sentiu-se não só no Funchal, mas também no Monte, no Jardim da Serra e no norte da ilha, tendo causado prejuízos no estuque dalgumas casas da freguesia da Ponta Delgada. Houve dois abalos quase seguidos, cada um dos quais durou dois segundos, ouvindo-se por essa ocasião um forte ruído subterrâneo», (Elucidário Madeirense).
- 1920: - 25 e 26 de Fevereiro. «Nestes dois dias fez sentir um violento temporal de vento e chuva que causou inúmeros prejuízos em toda a ilha. As ribeiras que atravessam a cidade, embora trouxessem muita água, não chegaram a transbordar, mas houve inundações em vários sítios, devido á abundância das chuvas e aos ribeiros da Nora, do Til e dos Louros terem ficado obstruídos. No bairro de Santa Maria chegaram a andar barcos nas ruas para conduzir pessoas de uns para outros pontos, e diz-se que um toda a ilha ficaram mais de 500 pessoas sem abrigo, sendo incalculáveis os destroços causados pelo vento N. W. no arvoredo, nos canaviais e em muitas outras culturas. No caminho do Lazareto morreu um indivíduo que se dirigia de noite para sua casa e no molhe da Pontinha morreu um outro que trabalhava no Cabrestante, sendo tal a impetuosidade do vento no dia 25 e parte do dia 26, que era perigoso transitar mesmo nas ruas da cidade. No dia 25, de tarde, foi suspenso, por causa do vento, o serviço de automóveis no Funchal. A vila da Ribeira Brava correu grande risco de ser destruída pelas águas, tendo saído a imagem de S. Bento em procissão e havendo depois preces na igreja paroquial. Em Machico, Santa Cruz, S. Vicente e Camacha registaram-se importantíssimos prejuízos, morrendo uma mulher e uma criança nesta ultima freguesia. Desapareceram, com os respectivos tripulantes, alguns barcos de pesca de Câmara de Lobos, e o barco Arriaga, do Porto Santo, que conduzia 16 passageiros, foi impelido para o sul pelo temporal, sendo encontrado pelo vapor inglês Andorinha, que tomou os passageiros, arribando o barco ás Selvagens.
- 28 de Fevereiro. «Voltou a chover torrencialmente neste dia.
- 02 de Março. «Soprou de novo com grande violência o vento N. W., havendo também fortes aguaceiros, que duraram até á madrugada do dia 3 de Março.
- 08 de Dezembro. «Sentiu-se no Funchal, pelas 5 horas e três quartos da manhã, um ligeiro abalo de terra que a muita gente passou despercebido. (Elucidário Madeirense)
- 1921 - 05 e 06 de Março. «Caíram nestes dias abundantes chuvas, acompanhadas de trovoada, em toda a ilha, havendo inundações e estragos em Machico, Ribeira Brava Em Machico as águas subiram nalguns pontos quase ao primeiro andar das casas, e na Ribeira Brava morreram quatro crianças, sendo três em virtude do desmoronamento dum prédio e uma arrastada pelas águas», (Elucidário Madeirense).
- 1923 - 01 de Outubro. «Ás 5 horas e 6 minutos da tarde sentiu-se um ligeiro abalo de terra no Funchal, que durou apenas 2 segundos. Este abalo também se fez sentir na freguesia de S. Vicente e, provavelmente, noutros pontos da ilha», (Elucidário Madeirense).
- 1929 - 06 de Março. «Um desagregamento de terras, no sítio do Estreito da Vargem, em S. Vicente, produzido por uma aluvião, soterrou 11 moradias de agricultores, que abrigavam 29 famílias, morrendo 32 pessoas e ficando 3 gravemente feridas. Muitas cabeças de gado, importantes vinhedos e mais plantações se perderam nesta horrível catástrofe», (Ilhas de Zargo).
- 1930 - 04 de Março. «Dá-se o desagregamento duma enorme porção de rocha de Cabo Girão, no sítio do Rancho, que arrastou terrenos da altura de 400 m para o mar, formando uma ponta de cerca de 300 m. O impulso dado ao mar levantou ondas alterosas que se desdobraram no sentido de leste, invadindo a Ribeira do Vigário, em Câmara de Lobos, onde surpreenderam 24 pessoas, homens, mulheres e crianças, das quais morreram 16, ficaram cinco feridas e desapareceram 3», (Ilhas de Zargo).
- 1932 - 18 de Agosto. Madalena do Mar. «No litoral desta freguesia, desemboca a ribeira da Madalena, que nas alturas em que atravessa a freguesia dos Canhas sofreu, na sua margem esquerda, um grande desmoronamento de terreno (…), que causou enormes prejuizos e obstruíu em grande parte o leito da mesma ribeira», (Elucidário Madeirense).
- 1934 - 04 de Fevereiro. «Caiu granizo sobre o Funchal em tanta abundância que cobriu telhados e ruas como não havia memória, apesar de a temperatura mínima ser de 11,5° em recinto fechado, e de 10,3° ao ar livre», (Ilhas de Zargo).
- 1939 - 30 de Dezembro. A ocorrência em 18 de Agosto de 1932, «contribuíu em grande parte para que», neste dia, «o caudal da ribeira, com as grandes invernias que então caíram tomasse as mais assustadoras proporções e arrastasse na sua passagem algumas dezenas de habitações, desse a morte a várias pessoas e causasse incalculáveis prejuizos, constituindo uma das maiores calamidades provocadas pelas inundações nesta ilha». Morreram 4 pessoas e foram destruídas 40 casas na Madalena do Mar», (Elucidário Madeirense).
- 1956 - 03 de Novembro. «Aluvião duma tromba de água que atingiu devastadoramente as freguesias de Machico, Santa Cruz, Porto da Cruz, Água de Pena e Santo da Serra, segundo a ordem de sua maior intensidade, causando prejuízos incalculáveis em prédios urbanos e rústicos, destruição de pontes e estradas, arrasamento de campos de cultura, morte de pessoas e gado com a proporção e violência dum verdadeiro cataclismo. Mais uma vez foi atingida pela cheia da Ribeira, que a margina, a capela do Senhor dos Milagres, construída primitivamente pela Ordem Militar de Cristo, no local onde se celebrou a primeira Missa da descoberta da ilha (…). Situa-se esta capela na Banda d’Além, a leste da Vila de Machico, bairro de pescadores, que sofreu o mais violento embate da corrente, arruinando algumas habitações», (Ilhas de Zargo).
- 1970:
- 09 de Janeiro. «Em consequência de mau tempo de sudoeste, o mais chuvoso e catastrófico de terra e de mar, na Madeira, alagou de chuvas torrenciais, durante três semanas, a parte sul da ilha. A ribeira que atravessa todo o Concelho da Ribeira Brava, cujo nome provém das violentas e tradicionais cheias daquele curso de água, transbordou das margens, na data referida, em quantidade de aluvião, assolando campos, destruindo culturas, derrubando casas, submergindo estradas, causando mortes. Na Vila da Ribeira Brava destruiu o miradouro e a rua marginal, causou duas vítimas; na Serra d’Água as enxurradas destruíram moradias e cortes de gado, vitimaram quatro pessoas e animais. Das casas abatidas apenas escapou uma criança, Helena Maria, de três anos de idade que ficou presa nos escombros algumas horas e donde saiu sorridente, na inconsciência do perigo, com pasmo dos seus salvadores. Um autocarro turístico cheio de estrangeiros foi surpreendido entre as duas freguesias, ficando bloqueado na Estrada Marginal por efeito de dois enormes rombos naquela via, o mesmo sucedendo a um carro ligeiro com ocupantes alemães. Os Bombeiros do Funchal trabalharam quase toda a noite sob tremenda invernia para salvar os surpresos viandantes. Esta catástrofe alarmou toda a população madeirense, deixando as famílias sinistradas na mais desoladora e triste situação com a perda de tudo quanto possuíam. O mar também invadiu a Vila da Ribeira Brava, causando prejuízos de irremediável reparo e substituição. Mais uma vez aquela Ribeira justificou o nome de Brava que tem», (Ilhas de Zargo)
- 10 de Janeiro. «Caiu 42 mm de precipitação nas 24 horas: 4 mortos e 4 feridos na Ilha e elevados prejuízos materiais na Ribeira Brava e Serra d’Água», (Adenda às Ilhas de Zargo).
- 08 de Março. «Uma tromba de água flagelou o Porto Santo durante 11 horas. Dois mortos», (Adenda às Ilhas de Zargo).
- 1972 - 20 de Janeiro. «Tremor de terra na Madeira e Porto Santo. A ausência de um sismógrafo nos serviços de meteorologia impediu medir a intensidade do sismo», (Adenda às Ilhas de Zargo).
- 1973 - 21 de Dezembro. «Violento temporal na costa norte, especialmente Ribeira da Janela e Porto Moniz: vários carros boiaram nas estradas», (Adenda às Ilhas de Zargo).
- 1975 - 26 de Maio. «Um sismo da escala 6 provocou danos na Madeira. O epicentro localizou-se a 300 milhas da Madeira», (Adenda às Ilhas de Zargo).
- 1977:
- 03 de Dezembro. «Chuva diluviana e vento ciclónico flagelaram o Porto Santo, inundando estradas e interrompendo as ligações com o exterior.
- 20 de Dezembro. «Um forte temporal assolou a Madeira originando 4 mortos. (Adenda às Ilhas de Zargo)
- 1979 - 07 de Janeiro. «Forte temporal provocou milhares de contos de prejuízo na Região. O mau tempo durou até ao dia 23 de Janeiro, originando 9 mortos na Fajã do Penedo», (Adenda às Ilhas de Zargo).
- 1982 - 07 de Fevereiro. «Violento temporal no litoral da Madeira», (Adenda às Ilhas de Zargo).
- 1984 - 01 de Março. «Um forte temporal provocou devastações e elevados prejuízos na ilha. A ponte do Faial foi destruída», (Adenda às Ilhas de Zargo).
- 1985 - 07 de Fevereiro. «O mar invadiu a Ribeira Brava provocando avultados prejuízos e partindo o cais a meio», (Adenda às Ilhas de Zargo)". (fonte: blog Madeira, gentes e lugares)

Madeira: homenagear no 1 de Julho

O Dia 1 de Julho, Dia da Madeira, da Autonomia e das Comunidades Madeirenses, deve ser aproveitado este ano para testemunhar o reconhecimento e o agradecimento da região a todas as instituições (porque partimos do princípio que as estruturas regionais não fizeram mais do que pugnar por aquilo que é de todos nós, a Madeira, e ajudar o nosso povo numa solidariedade que tem que começar na própria ilha para depois de estender a outros espaços territoriais). Dispondo a Madeira de diversas condecorações, que habitualmente atribui naquela data, sinceramente é uma proposta que deixo à consideração, porque a região foi decisivamente ajudada por entidades – Marinha, Força Aérea, GNR, PSP - que acabaram por ser, nalguns casos, fundamentais para uma resposta eficaz á recuperação da ilha após o temporal de 20 de Fevereiro. Trata-se apenas de uma sugestão, mas sobre a qual não quero alongar-me mais.

A fazer na cidade (III)

Finalmente uma questão mais complexa, mas que exige a coragem de respostas: em, que situação se encontra o processo relacionado com o prédio construído indevidamente – nem sei mesmo como foi possível semelhante autorização camarária – com aquela dimensão e com outros “pormenores” que acabaram por estar na origem do embargo. Pessoalmente acho que a CMF, mais do que o dever de esclarecer em que ponto se encontra este processo de embargo e que soluções existem (embora elas parecem não existir), deveria entender-se e demover os proprietários a estudarem uma saída airosa para o impasse e dos factos ocorridos no passado 20 de Fevereiro, quer por via da demolição parcial (quem sabe se mesmo total) do edifício. Não acredito que a construção ofereça hoje as condições de segurança que eventualmente tinha no passado, antes do 20 de Fevereiro. E acho intolerável, inconcebível que o acesso às garagens do edifício seja feito por elevador. Além de que, comprovadamente, a construção se encontra localizada numa zona de risco que Alberto João Jardim anunciou que sofrerá uma significativa alteração. Com aquele mamarracho é que não entendo como.

A fazer na cidade (II)

Desactivar definitivamente o posto de combustível existente na ponte do Campo da Barca, junto ao Instituto do Bordado e que “desapareceu” devido ao temporal. Francamente acho que com dois opostos de abastecimento mais acima, não faz sentido nenhum manter aquele posto, pelo que espero que o assunto seja resolvido definitivamente.

A fazer na cidade (I)

Repensar muito seriamente a localização do posto de combustíveis em S. João que esteve em vias de “desaparecer” no temporal, preferencialmente desactivando-o, mas essencialmente porque me parece que as cidades andam cada vez mais a acabar com estas estruturas junto de zonas residenciais e hoteleiras.

Grécia: Bruxelas aperta o cerco...

Jornalismo: leitores preferem notícias online

Li aqui que a "diversificação ao nível das fontes e uma crescente importância da Internet enquanto meio de acesso à informação, são os resultados do último estudo da Pew Research Center's Project for Excellence in Journalism. A análise mostra que a consulta de notícias online já ultrapassou a demanda por jornais, ocupando actualmente o terceiro lugar na tabela dos meios de comunicação mais utilizados pelos norte-americanos. Referida como preferencial por 61 por cento dos entrevistados, é superada apenas pelos canais de televisão locais (78 por cento) e nacionais (73 por cento). A rádio fica-se pelos 54 por cento e os jornais não vão além dos 50 (locais) ou 17 por cento (nacionais). Mas a principal conclusão a retirar prende-se com a quantidade de fontes consultadas pelos leitores. Numa altura em que 99 por cento dos inquiridos afirma "consumir" notícias todos os dias, apenas 7 por cento recorrem a apenas um canal de comunicação. Se noventa e dois por cento dizem recorrer a mais que uma fonte, 50 por cento afirmam consultar diariamente quatro a seis plataformas diferentes. No que respeita aos conteúdos online, a tendência ganha ainda maior expressão. Cinquenta e sete por cento dos leitores consultam entre dois e cinco sites de notícias e 11 por cento mais de seis. Apenas 21 por cento confiam num só serviço e, neste domínio, a preferência vai para os agregadores de notícias, como o Google News, ou para sites de notícias como CNN e a BBC. O acesso à Internet para procurar notícias é feito pelo menos uma vez por dia, em 61 por cento dos casos, e 71 por cento dos entrevistados afirmam recorrer à rede para conferir informação nem que seja ocasionalmente. Também ao nível dos equipamentos utilizados se verifica alguma diversidade: pelos menos 33 por cento recorrem ao telemóvel, por exemplo. A Web não é utilizada apenas para procurar notícias mas também para a sua partilha, com 28 por cento dos utilizadores a explicarem que adaptaram as suas páginas pessoais para que estas apresentem as notícias mais importantes e 37 por cento a partilharem activamente informação e links através do email ou redes sociais".

Alberto João Jardim: "Não vamos estar a distribuir cheques"

Segundo o Jornal de Negócios, "Alberto João Jardim afirmou hoje, depois da reunião com José Sócrates para traçarem um plano de ajuda à Madeira na sequência dos estragos causados pelo temporal, que não vão distribuir cheques, já que o objectivo é "revitalizar" a economia da região. Depois de decidirem um plano, através do qual a Lei das Finanças Regionais será substituída em termos financeiros por uma outra durante o período de reconstrução, os dois responsáveis falaram também na necessidade de convergência, que se traduziu neste plano. Mas Alberto João avisa “não vamos estar a distribuir cheques”. “O objectivo é revitalizar a economia”, acrescentou o presidente do Governo Regional da Madeira, referindo que o dinheiro será entregue apenas a quem mantiver o seu negócio aberto.Alberto João Jardim agradeceu ainda a solidariedade dos portugueses e do Governo nacional, uma solidariedade “que se foi manifestando no acompanhamento diário que o primeiro-ministro fez e hoje materializou-se nesta convergência deste plano”.“Estamos a fazer o que está certo e a corresponder a toda a solidariedade do povo português”, concluiu o responsável. Também o primeiro-ministro felicitou todo o povo madeirense no seu “empenho e na rápida” recuperação".

Portugal tem a quarta maior taxa de desemprego na Zona Euro

O desemprego continua a subir em Portugal e é já o quarto mais elevado da Zona Euro. Depois de dois meses estabilizada nos 10,3 por cento, a taxa de desemprego portuguesa subiu para 10,5 por cento em Janeiro

Madeira: declarações de Sócrates e Jardim (vídeo na íntegra)

Madeira: Governos da República Regional criam "comissão paritária mista"

O Governo da República e o Governo Regional da Madeira vão criar uma "comissão paritária mista" que irá fazer a avaliação dos prejuízos e elaborar a "lei extraordinária" que substituirá os efeitos financeiros da Lei das Finanças Regionais". Segundo o DN de Lisboa, "estabelecemos um quadro de cooperação que passa pela constituição de uma comissão paritária mista entre o Governo Regional e o Governo da República", afirmou o primeiro ministro José Sócrates, em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com o presidente do Governo regional da Madeira, em São Bento. Essa comissão, adiantou, terá como objectivo "fazer uma avaliação muito rigorosa e concreta do que há a fazer" nos domínios dos desalojados, apoio ao sector privado e reconstrução das infra-estruturas públicas. "Essa comissão avaliará a dimensão das obras que é necessário realizar e também a sua dimensão financeira", sublinhou. Assim, acrescentou, do trabalho dessa comissão resultará "o estabelecimento de um quadro geral de cooperação entre os dois Governos". "Este quadro de cooperação deverá ser definido por lei, uma lei de meios para a reconstrução das zonas afectadas na Madeira que será apresentada à Assembleia da República", concretizou José Sócrates, Essa lei irá, então, substituir durante o período da reconstrução, ou seja, até ao máximo de três anos, "os efeitos financeiros da Lei das Finanças Regionais". Interrogado sobre a constituição da comissão paritária, José Sócrates revelou que será liderada por um secretário de Estado e um secretário Regional e integrará três técnicos. A tarefa principal da comissão, continuou, será identificar as obras de reconstrução pública, privada e de alojamento que são necessárias. Além disso, irá "também propor um plano geral que permita aos dois governos comprometerem-se com uma lei da República", ou seja, a "lei extraordinária" que irá substituir os "efeitos financeiros" da Lei das Finanças Regionais no período da reconstrução. O objectivo, concluiu, será "fazer aquilo que todo o país está à espera": "que recuperemos rapidamente a economia madeirense num curto espaço de tempo", disse. Na conferência de imprensa conjunta, o presidente do Governo Regional fez ainda questão de sublinhar "o acompanhamento diário" do primeiro ministro à tragédia que atingiu a Madeira no dia 20 de Fevereiro, destacando a "convergência" encontrada quanto aos objectivos e metodologia que será seguida na reconstrução da ilha. "Concordámos logo com necessidade de fazer avaliação", disse, reconhecendo que a avaliação dos prejuízos já realizada foi "feita muito pelo ar". O Governo Regional da Madeira tinha estimado os prejuízos em 1,3 mil milhões de euros. Assim, acrescentou, a comissão irá "fundamentar obra por obra, o custo e a sua necessidade". Interrogado sobre o apoio que será dado aos comerciantes, Alberto João Jardim disse que as linhas de crédito já estão tratadas. "Mas nós não vamos estar a distribuir cheques", avisou, sustentando que "o objectivo é revitalizar a economia". Quanto às casas danificadas, o Governo estima que existam "400 fogos afectados". Porém, também aqui, a comissão paritária irá analisar "caso por caso" os estragos e verificar se a casa foi realmente perdida ou se está em causa um "simples problema de um arranjo" ou "uma casa suja".
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Madeira: BEI já aprovou concessão de empréstimo

Li no DN de Lisboa que "o primeiro-ministro anunciou hoje que o Banco Europeu de Investimentos vai conceder um empréstimo que servirá para investimentos públicos de 245 milhões de euros para a reconstrução da Madeira, com uma comparticipação de 75 por cento. "O Banco Europeu de Investimentos aprovou um empréstimo quadro para a reconstrução da Madeira e já nos comunicou que esse empréstimo quadro servirá para investimentos públicos de 245 milhões de euros, sendo que a comparticipação é de 75 por cento", afirmou o primeiro ministro, José Sócrates, que falava no final de uma reunião com o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim. Interrogado sobre a candidatura ao Fundo de Solidariedade da União Europeia, José Sócrates disse que o executivo já está a trabalhar nisso em conjunto com o Governo Regional da Madeira. Contudo, acrescentou o chefe do executivo, é ainda difícil avançar com o montante que será candidatado, apesar dos trabalhos estarem "já muito avançados". José Sócrates disse ainda ser "obrigação" reunir todas as verbas necessárias para a reconstrução da Madeira, adiantando que será "uma parceria" em que o Governo mobilizará "todos os meios comunitários e todos os meios financeiros que o Governo da República e o Governo Regional puderem mobilizar". No final da reunião que juntou em São Bento, além de José Sócrates e Alberto João Jardim, os ministros da Finanças, Administração Interna e Presidência, o vice-presidente do Governo Regional da Madeira e os secretários Regionais do Plano e Finanças, Ambiente e Equipamento Social, houve ainda lugar a uma troca de elogios, com todas as partes a mostrarem a sua satisfação pelo trabalho que tem estado a ser realizado. "O Governo está muito satisfeito por poder responder a uma emergência nacional, não apenas uma emergência para madeira, mas uma emergência para todo o país", disse José Sócrates, considerando ser essa a "obrigação" do executivo e agradecendo o trabalho com Governo Regional da Madeira, "que sempre demonstrou uma grande cooperação com o Governo da República". "Quem tem de agradecer somos nós", respondeu Alberto João Jardim. "Foi um gosto poder trabalhar convosco", replicou o primeiro ministro". Recordo (na imagem) o que o BEI resolveu em 1993...

Madeira: TAP vai promover turismo regional

Segundo o Jornal de Negócios, "a TAP vai avançar com um novo pacote de medidas para apoiar a Madeira, que passará sobretudo pela promoção da ilha como destino de turismo dos passageiros da transportadora aérea. De acordo com fonte oficial da TAP, a empresa esteve hoje na Madeira com uma delegação da Agência Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo (APAVT), para se “inteirar da situação do sector de turismo na região”. A TAP anunciou a Conceição Estudante, secretária Regional de Turismo, as cinco medidas que a empresa pretende implementar, para “promover a recuperação do turismo para a Região, em especial a partir da Festa da Flor em meados de Abril”. A primeira passa por promover uma campanha em Portugal Continental, através da qual no período de 12 de Abril até 31 de Maio as crianças até aos 12 anos acompanhadas não pagarão bilhete. A TAP vai ainda promover campanhas especiais nos mercados em que opera, sobretudo Espanha, França, Reino Unido, Itália e Rússia e irá também apoiar visitas à região de jornalistas e operadores turísticos. Além disso, a transportadora aérea vai lançar uma campanha junto dos membros do programa Victoria para doarem milhas que serão utilizadas para viagens para acções de solidariedade e utilizar os seus meios de comunicação, em especial a revista UP e os filmes de bordo, para divulgar o destino turístico Madeira".

Madeiora: plano de recuperação dura três anos

Segundo o Correio da Manhã, "o plano de recuperação da ilha da Madeira, na sequência do dilúvio de há cerca de uma semana, vai durar três anos. “Ou dois, se for possível”, disse o primeiro-ministro José Sócrates, esta segunda-feira, em São Bento, depois de uma reunião com Alberto João Jardim. A acção, que resulta na cooperação do Governo nacional com o regional da Madeira, será distribuída em três eixos: “Primeiro agir naquilo que é de uma operação de maior urgência que visa recuperar as condições de vida dos desalojados. Outra área é um plano de apoio à economia afectada e um apoio aos privados para que possam repor os seus projectos empresariais. Finalmente, as infraestruturas públicas que foram afectadas”, sintetizou José Sócrates. Durante o referido tempo da recuperação, o compromisso implicará uma nova lei, a ser apresentada na Assembleia da República, que substituirá os “efeitos financeiros da Lei das Finanças Regionais”. Assim, o Governo regional da Madeira e o Executivo de José Sócrates vão criar uma comissão “paritária e mista” com os objectivos de uma avaliação “rigorosa e concreta”, precisou o primeiro-ministro. “A comissão vai avaliar as obras que são necessárias realizar e a sua dimensão”, acrescentou. Sobre o mesmo assunto, Alberto João Jardim agradeceu “toda a solidariedade” desde “os primeiros minutos”. “Concordámos logo com o senhor primeiro ministro que seja feita esta avaliação. A comissão vai fundamentar, obra por obra, o custo e a sua necessidade”, disse Jardim sobre a nova comissão. “Estamos a fazer o melhor do que possível e o que está certo”, disse".
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Madeira: lei extraordinária" substitui Lei das Finanças Regionais

Li no Jornal I que "o primeiro ministro anunciou hoje que o Governo vai apresentar no Parlamento uma “lei extraordinária” que irá substituir os “efeitos financeiros” da Lei das Finanças Regionais no período da reconstrução. “Os efeitos financeiros da Lei das Finanças Regionais ficarão suspensos enquanto durar a lei especial que apresentaremos e que substituirá esses efeitos”, adiantou o primeiro ministro, José Sócrates, no final de uma reunião em São Bento com o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim". Isto vai ser um problema para os "procuradores" do governo socialista de Lisboa na Madeira que se socorriam de tudo para tentarem diabolizar o Funchal. De repente, a política mostrou que em determinados momentos, vale rigorosamente nada, porque acima dela estão os interesses dos povos e das regiões.

Funchal de regresso à normalidade uma semana após temporal

Madeira: encontradas partes de viaturas soterradas

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Buscas na Madeira concentram-se em carros soterrados

Televisão: SIC recupera segundo lugar

Segundo o Correio da Manhã, "a TVI manteve-se como a estação televisiva mais vista no mês de Fevereiro, mas, ainda assim, perdeu telespectadores. A SIC recuperou o segundo lugar, relegando assim a RTP 1 para a terceira posição. No entanto, ambas as estações ganharam share (quota de mercado). No mês de Fevereiro, e no dia em geral, a TVI registou um share de 27,5%, menos um por cento do que em Janeiro, quando obteve 28,5%. A SIC ficou com 25,3% (em Janeiro obteve 25,2%) e a RTP1 com 24,7% (contra 24,5% do mês anterior). O cabo obteve 17,6% de share, o que representa uma subida face aos 14,8% de Janeiro, e a RTP2 conquistou 4,3% de share (4,7% em Janeiro). No horário nobre (das 20h00 às 24h00), continua a ganhar a TVI com 32,8% de share. A SIC obteve 26,3% e a RTP1 21,3%. Nesse horário, o cabo regista 15,3% e a RTP2 4,3%".

Madeira: líderes parlamentares aprovaram voto

Na reunião de líderes parlamentares da Assembleia Legislativa da Madeira, realizada hoje sob a presidência de Miguel Mendonça, foi aprovada uma deliberação (voto de pesar) sobre os temporal que assolou a Madeira, iniciativa que não exclui outras que possam ser apresentadas no retomar dos trabalhos parlamentares, a 9 de Março:
"Considerando que é nos momentos de calamidade, como a que ocorreu na Madeira, consequência das fortes chuvadas que assolaram a Região, que uma comunidade deve pugnar pela sua união e pela concentração de esforços na ultrapassagem das dificuldades que, em determinado momento, tem de enfrentar;
Considerando que estamos perante aquela que já é tida como, possivelmente, a maior catástrofe natural ocorrida na Madeira, nos últimos 100 anos, e a que as regiões insulares e montanhosas estão particular, e imprevisivelmente, expostas e que gerou sofrimento, choque, destruição, dor e morte, que afectaram a sociedade madeirense;
Considerando as manifestações de solidariedade e de apoio que têm chegado à Madeira bem como a resposta, pronta e possível, dos órgãos de governo próprio, das autarquias, da protecção civil, das corporações de bombeiros, das forças militares e policiais e população em geral, que são de enaltecer, e são sinal claro de que a Madeira vai ser capaz de ultrapassar este drama, que é de todos,
A Conferência dos Presidentes dos Grupos Parlamentares, reunida hoje, apresenta o seu mais profundo pesar, às famílias enlutadas que perderam os seus entes queridos; declara a sua extrema preocupação, e solidariedade, pelos que perderam os seus haveres e releva, como sinal de esperança no futuro, o facto de os madeirenses estarem com os madeirenses e o País e a Comunidade Internacional se terem mostrado sensíveis e disponíveis, para apoiarem a Madeira no enorme esforço de recuperação dos danos provocados pelo temporal.
Funchal, 1 de Março de 2010
A Conferência dos Presidentes dos Grupos Parlamentares".

Madeira: Gala de apoio às vítimas do temporal angariou mais de 525 mil euros

Li no site da SIC que "a gala "Uma Flor para a Madeira", promovida pela SIC com o alto patrocínio da Presidência da República, angariou ontem à noite mais de 525 mil euros para a reconstrução da ilha. O espectáculo em que participaram várias personalidades deixou uma mensagem de esperança aos madeirenses e contou com o contributo de milhares de portugueses. O valor final da ajuda é de 537.943,50. Durante três horas, o Coliseu dos Recreios, em Lisboa, lembrou o passado em nome do futuro da Madeira. Uma noite marcada pela presença de actores, músicos, desportistas e tantas outras personalidades e pelos telefonemas de muitos portugueses que quiseram contribuir para a causa. Uma festa que contou também com as mensagens de Alberto João Jardim e Cristiano Ronaldo. Em nome do que foi e do que voltará a ser, a Madeira foi relembrada com as imagens de marca que fazem da ilha a pérola do Atlântico".
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"Uma flor para a Madeira" angariou mais de meio milhão de euros
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Fátima Lopes “foge” ao guião e convida Presidente da República para subir ao palco do Coliseu

"Madeira Livre": violento editorial de Jaime Ramos

O director do Madeira Livre, mensário editad0 pelo PSD da Madeira, Jaime Ramos, publica na edição que esta semana é distribuída um violento editorial que a seguir transcrevo:
"Todas as regiões do mundo têm os seus problemas naturais, a Madeira não é excepção.
A nossa Região, que foi descoberta em 1419, tem uma orografia difícil e propícia a deslizes de terras e de basalto. A origem vulcânica da nossa ilha originou um desgaste na sua estrutura basáltica, que, aliado no tempo às grandes e inesperadas trombas de água, que de vez em quando nos atingem, causam grandes derrocadas. Já os acontecimentos do século XVII e XIX que atingiram toda a ilha, destruindo principalmente a actual cidade do Funchal, repetem-se e nós Madeirenses, uma vez mais, temos de ser fortes e ultrapassar esta situação. Não temos, felizmente, tufões, terramotos ou tsunamis, mas por outro lado temos grandes derrocadas de basalto que em conjunto com as terras das serras montanhosas se deslocam vertiginosamente para o mar através das nossas ribeiras. A este facto junta-se o fenómeno atmosférico de um conjunto de nuvens verticais de quase 12 km de altura com uma base de pouca dimensão, como aconteceu no sábado 20 de Fevereiro de 2010. O resultado é uma tempestade feroz com consequências destruidoras. No percurso, do cimo das montanhas para o mar, as águas tudo arrastam e quando, infelizmente, as ribeiras encontram na sua foz uma praia mar aliada a ventos sudoeste estas não conseguem fazer desaguar as suas águas como o fazem normalmente.
A orografia da Ilha da Madeira é muito particular e temos de viver com a herança que nos deixou a mãe natureza.Todos nós sabemos que no início do século XX as populações, por razões de segurança, no sentido de evitar pilhagens e pela dificuldade financeira de adquirir terrenos nos centros, foram obrigadas a viver nas zonas altas e montanhosas da ilha, onde edificaram as suas casas e do cultivo da terra tiravam a sua subsistência. No centro situavam-se as propriedades dos ingleses e dos grandes senhores da ilha. É preciso lembrar que os Madeirenses sempre tiveram a tradição de construir a sua casa e por tal facto quase 80% da população possui casa própria. Todos os factos acima referidos são as causas naturais desta tragédia e não outras que infelizmente meia dúzia de garotos incompetentes querem se aproveitar para fazer política “baixa e miserável”. Se é natural que essa política seja feita por incompetentes biólogos de origem duvidosa e que não têm formação académica para tal, não podemos aceitar os argumentos dados nos meios de comunicação social por políticos da Região ditos sérios e responsáveis.
E por tal facto temos de condenar a “ pulhice” dos dirigentes do Partido Socialista da Madeira que, contrariando a solidariedade e reconhecimento das causas naturais dos socialistas de Lisboa, querem tirar proveito desta infelicidade que atingiu mortalmente quase 50 Madeirenses para fazer uma política baixa, chegando ao ponto de se aliarem a um desesperado BE e a um partido dos senhorios e dos exploradores da Madeira velha que andam a defender aqueles que sempre nos exploraram. O povo da Madeira demonstrou nesta fase difícil que tem espírito de unidade, que sabe e muito bem ultrapassar grandes e difíceis dificuldades e por tal nunca perdoará a estes “patifes” que querem brincar com o povo que trabalha e vive honradamente na sua Madeira.
Façam política da verdade mas não política à custa da infelicidade dos outros e deixem em paz aqueles que já não fazem parte deste mundo. Deixem viver aqueles que, felizmente, não foram atingidos por esta tragédia, viverem e trabalharem no sentido de recuperar e reconstruir, dando continuidade ao desenvolvimento socioeconómico da Madeira, que a muitos aflige, mas é imparável. Nesta sociedade não há lugar para incompetentes, traidores nem “pulhas” como aqueles políticos que, infelizmente, através de alguns órgãos de comunicação social umbilicalmente ligados vêm deturpando a realidade desta tragédia. Acredito que os Madeirenses vão continuar a viver calmamente e em paz nos locais que outrora optaram, pois o espírito de luta pela sua terra que os viu nascer não será travado nunca por meia dúzia de desonestos".

Marcelo elogia entendimento entre Continente e Madeira

Marcelo Rebelo de Sousa destaca a importância do entendimento entre o Governo da República e o Governo Regional madeirense. O comentador despediu-se ontem da RTP. O último programa "As Escolhas de Marcelo" foi emitido a partir da Madeira.


Sporting: provocações da "cambada"...

Depois da derrota ontem em Alvalade é natural que a "cambada" (citando o comentador "Esteves") ande a provocar o leão que todos pensavam morto ou em vias disso, mas que com as três "batatadas" de ontem - agora é tarde para recuperar um lugar mais digno na classificação - pode ter afastado o Porto da renovação do título. Como sou tolerante e não me repugna nada alinhar na brincadeira da concorrência, aí fica a imagem que me enviaram, hoje com comentários anti-Sporting que não deixaram de ter piada.

"Madeira Livre": texto de João Jardim

"RECONSTRUÇÃO
- por Alberto João Jardim
Uma catástrofe desabou sobre a Madeira.
É hora de luto, mas também de apelo às forças íntimas de cada um, as quais, ao longo de gerações e da História, fizeram e sustentaram a gesta do Povo Madeirense.
O nosso passado é construído de confrontos cíclicos entre Povo e Natureza.
Em todos os momentos que a fúria Desta parecia nos derrotar de vez, a Alma possante dos Madeirenses revestiu a couraça para enfrentar o Destino, feriu as mãos no basalto e reconstruiu.
RECONSTRUÇÃO é a palavra de ordem.
Todos os braços serão poucos.
Depende muito dos apoios que se materializarem. Mas a solidariedade que logo recebemos de todo o lado dá-nos fé para crer que não se trata de palavras vãs.
Não é a hora da Política.
É a hora de muito TRABALHO SOLIDÁRIO E ORGANIZADO.
O Turismo e a Economia têm de assumir o seu funcionamento, custe o que custar, e estão já a fazê-lo.
Eu próprio substituí por este o escrito que aqui hoje iria ser publicado, bem como suspendi outros já preparados. E só continuarei a escrever quando for possível.
A vida mudou por estes próximos tempos, e de que maneira!
Não há espaço sequer para distracção com aqueles de comportamento canalha, que logo se aproveitaram desta tragédia sem precedente.
A catástrofe também mostrou o sempre denunciado analfabetismo de alguns. “Não se tira pedra da ribeira”, porém ela veio sobre nós. Não se robustece o litoral, como na expansão territorial de alguns países, e eis o mar em cima de nós. Não se canaliza as ribeiras, e se não o fizéssemos, hoje o Funchal, como cidade, teria desaparecido, tal como a Ribeira Brava.
Basta de institucionalizar a asneira!
E não percamos mais tempo com eles.
RECONSTRUÇÃO
O mais célere e correctamente possível. Não é tempo para burocracias e positivismos jurídicos.
Não é tempo para rivalidades e confrontos mesquinhos.
Estamos em ESTADO DE NECESSIDADE.
Um grande MUITO OBRIGADO a todos os que nos estão a ajudar. Desde Instituições do Estado e todas as outras, através dos seus Titulares, até ao Cidadão mais anónimo.
Que pessoas fantásticas!
E como esta Nação Portuguesa é fantástica quando toca a reunir!
Obrigado, muito obrigado".

Alberto João Jardim admite recandidatar-se à presidência do Governo Regional em 2011

O presidente do Governo Regional da Madeira admite repensar a intenção de abandonar o cargo em 2011. Em declarações à TVI, Alberto João Jardim afirmou que o ideal seria continuar a ajudar mas ao mesmo tempo haver renovação.

Lisboa: José Sócrates recebe Alberto João Jardim

Alberto João Jardim encontra-se hoje com José Sócrates em Lisboa. A reunião entre o Presidente do Governo Regional da Madeira e o primeiro-ministro servirá para apresentar propostas para a reconstrução da ilha. Alberto João Jardim estima que os prejuízos sejam na ordem dos 1,3 mil milhões de euros. O Presidente do Governo Regional da Madeira tem elogiado a forma como José Sócrates tem conduzido as ajudas para o arquipélago.

Mais uma edição do "Madeira Livre"

O PSD-Madeira vai distribuir esta semana mais uma edição do Madeira Livre, órgão informativo mensal dos social-democratas que tem os recentes acontecimentos ocorridos na Madeira como principal acontecimento em destaque, conforme o confirma a primeira página do jornal.

Acesso ao Funchal: uma recomendação

Para os que pretendam chegar ao centro da cidade através da Avenida do Infante - e porque eventualmente não foi bem explicado - recomendo o uso da Rotunda do Infante (cuidado porque devido à concentração de autocarros, em chegada ou em partida, o tráfego automóvel na descida da Avenida do Infante, a partir da Quinta Vigia para a Rotunda, ou em sentido inverso no caso dos que pretendam sair da cidade, será por vezes bastante lento). Depois descem entre o Teatro e o Marina, mas esta rua foi dividida em duas faixas - descida e subida. No cruzamento com a Avenida do Mar, continua impossível virar à direita (rotunda de Sá Carneiro), assim como está vedada a faixa sul da Avenida do Mar devido aos trabalhos de limpeza que ali decorrem. Apenas a faixa norte da Avenida foi aberta, e dividida em dois sentidos, pelo que em todo este percurso a circulação será lenta. O acesso à Rotunda da Autonomia faz-se normalmente, sendo obrigatório circundar o edifício da Empresa de Electricidade, quer para aceder ao parque do Almirante Reis, quer para aceder ao Parque Oudinot ou à Rua Bela de Santiago, neste caso, virando à direita (junto ao restaurante Combatentes) e seguindo em direcção ao mercado dos Lavradores. Quem sair do parque do Almirante Reis ou vier da Rua Bela de Santiago para o centro da cidade ou pretenda sair da cidade, deve usar a Almirante Reis, virar à esquerda junto ao edifício da EEM, "apanhar" a Avenida do Mar (faixa norte) e seguir em direcção ao Marina. Neste cruzamento sobe entre este edifício e o teatro e chegado à Avenida Arriaga vira obrigatoriamente à esquerda (Loja do Cidadão e Rotunda do Infante) seguindo depois para a Avenida do Infante. Esta circulação faz-se normnalmente embora lenta. Atenção porque o tráfego automóvel no túnel que vem desembocar na Pousada da Juventude (acima do Edifício 2000) faz-se de forma lenta, mas o acesso a este parque é permitido. O acesso ao largo da Cruz Vermelha está bastante demorado, principalmente em horas de ponta.