Os preços do petróleo raramente se movem apenas com base na geopolítica, mas grandes conflitos, sanções e choques de oferta repetidamente atuaram como catalisadores para algumas das oscilações mais acentuadas do século. Da guerra do Iraque e da crise financeira de 2008 à Primavera Árabe, sanções ao Irã e Venezuela, COVID-19 e a invasão russa da Ucrânia, cada episódio ameaçou a oferta, enfraqueceu a demanda ou ambos. O padrão é claro: o petróleo reage mais rápido quando os mercados temem interrupções na produção, rotas de transporte ou crescimento global. Essa mesma dinâmica está se repetindo na atual guerra entre EUA e Israel contra o Irã. O conflito empurrou o Brent de volta para mais de $100 por barril, interrompeu os fluxos ao redor do Estreito de Ormuz e levou a IEA a anunciar um recorde de liberação de estoque emergencial de 400 milhões de barris enquanto os governos tentam acalmar os mercados. Vários veículos de notícias também relatam que a guerra já reduziu drasticamente os fluxos regionais de petróleo, com alguns analistas alertando que os preços podem subir para cerca de $150 em um cenário de grande perturbação. Isso realmente mostra que o petróleo não é apenas uma mercadoria econômica, mas um barômetro geopolítico. Quando as tensões aumentam nas principais regiões produtoras, o preço do petróleo bruto rapidamente começa a refletir tanto o risco imediato de oferta quanto o prêmio de medo mais amplo embutido nos mercados globais de energia (Voronoi)
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sábado, agosto 20, 2022
Petrolífera saudita lucra 47 mil milhões no segundo trimestre
Combinadas, as cinco principais empresas de petróleo e gás do mundo – Shell, Total, BP, Exxon e Chevron – lucraram, no segundo trimestre, quase 60 mil milhões de dólares (ou cerca de 58,4 mil milhões de euros). Sozinha, a gigante estatal da Arábia Saudita, a Saudi Aramco, lucrou 48,4 mil milhões de dólares (47 mil milhões de euros), um aumento de 90% face ao período homólogo. São cerca de 516 milhões de euros de lucro em cada um dos 91 dias do segundo trimestre deste ano, que tem estado a ser marcado por um aumento incontrolável dos preços energéticos, que tem feito subir a inflação em todo o mundo.
“Os nossos resultados do segundo trimestre reflectem o aumento da procura pelos nossos produtos – principalmente por sermos um produtor low-cost, com uma das intensidades carbónicas mais baixas da indústria”, afirmou o presidente da petrolífera estatal, Amin Nasser, citado em comunicado. Os resultados são uma combinação dos “preços altos do petróleo e dos volumes vendidos, bem como das fortes margens de refinação”, referiu a empresa sediada em Dhahran, que entrou em 2019 na bolsa saudita.


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