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sexta-feira, março 20, 2026

Preços do petróleo e eventos geopolíticos

Os preços do petróleo raramente se movem apenas com base na geopolítica, mas grandes conflitos, sanções e choques de oferta repetidamente atuaram como catalisadores para algumas das oscilações mais acentuadas do século. Da guerra do Iraque e da crise financeira de 2008 à Primavera Árabe, sanções ao Irã e Venezuela, COVID-19 e a invasão russa da Ucrânia, cada episódio ameaçou a oferta, enfraqueceu a demanda ou ambos. O padrão é claro: o petróleo reage mais rápido quando os mercados temem interrupções na produção, rotas de transporte ou crescimento global. Essa mesma dinâmica está se repetindo na atual guerra entre EUA e Israel contra o Irã. O conflito empurrou o Brent de volta para mais de $100 por barril, interrompeu os fluxos ao redor do Estreito de Ormuz e levou a IEA a anunciar um recorde de liberação de estoque emergencial de 400 milhões de barris enquanto os governos tentam acalmar os mercados. Vários veículos de notícias também relatam que a guerra já reduziu drasticamente os fluxos regionais de petróleo, com alguns analistas alertando que os preços podem subir para cerca de $150 em um cenário de grande perturbação. Isso realmente mostra que o petróleo não é apenas uma mercadoria econômica, mas um barômetro geopolítico. Quando as tensões aumentam nas principais regiões produtoras, o preço do petróleo bruto rapidamente começa a refletir tanto o risco imediato de oferta quanto o prêmio de medo mais amplo embutido nos mercados globais de energia (Voronoi)

sábado, agosto 20, 2022

Petrolífera saudita lucra 47 mil milhões no segundo trimestre

Combinadas, as cinco principais empresas de petróleo e gás do mundo – Shell, Total, BP, Exxon e Chevron – lucraram, no segundo trimestre, quase 60 mil milhões de dólares (ou cerca de 58,4 mil milhões de euros). Sozinha, a gigante estatal da Arábia Saudita, a Saudi Aramco, lucrou 48,4 mil milhões de dólares (47 mil milhões de euros), um aumento de 90% face ao período homólogo. São cerca de 516 milhões de euros de lucro em cada um dos 91 dias do segundo trimestre deste ano, que tem estado a ser marcado por um aumento incontrolável dos preços energéticos, que tem feito subir a inflação em todo o mundo.

“Os nossos resultados do segundo trimestre reflectem o aumento da procura pelos nossos produtos – principalmente por sermos um produtor low-cost, com uma das intensidades carbónicas mais baixas da indústria”, afirmou o presidente da petrolífera estatal, Amin Nasser, citado em comunicado. Os resultados são uma combinação dos “preços altos do petróleo e dos volumes vendidos, bem como das fortes margens de refinação”, referiu a empresa sediada em Dhahran, que entrou em 2019 na bolsa saudita.