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quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Rui Massena na equipa de programadores da Guimarães 2012

Li hoje no Publico, num texto do jornalista Samuel Silva, que "o bailarino e coreógrafo Rui Horta, o maestro Rui Massena e o crítico de cinema João Lopes vão ser três dos programadores da Capital Europeia da Cultura (CEC) de 2012, em Guimarães. A equipa de programação foi ontem aprovada pelo conselho de administração da Fundação Cidade de Guimarães (FCG), a entidade que será responsável pelo programa cultural do evento. O primeiro esboço da programação será apresentado durante o Verão. Os programadores da Guimarães 2012 vão reunir-se hoje pela primeira vez com a equipa de coordenação liderada por Cristina Azevedo. A reunião de trabalho servirá para divulgar as linhas orientadoras da programação aos artistas convidados pela FCG. A lista completa dos programadores será divulgada publicamente durante a próxima semana, num evento que está ainda a ser preparado. Rui Horta será uma das figuras centrais na preparação do programa artístico da Guimarães 2012. O fundador do Espaço do Tempo, em Montemor-o-Novo, será o responsável pela programação nas artes performativas. Apesar da abrangência de responsabilidades, Horta deverá ter como conselheiro o actor e encenador Jorge Silva Melo na área das artes dramáticas. Outro dos artistas que vão trabalhar na CEC 2012 é o maestro Rui Massena.O jovem maestro titular da Orquestra Clássica da Madeira tornou-se conhecido do grande público depois do trabalho ao lado de bandas como os Da Weasel. No último ano, Massena já trabalhou em Guimarães, onde dirigiu a Orquestra do Norte. Na equipa de programadores de 2012 terá também lugar José Bastos, director do principal espaço artístico de Guimarães, o Centro Cultural de Vila Flor. Bastos será uma das figuras centrais da ligação com o movimento cultural da cidade. O Plano Estratégico da Guimarães 2012 define a figura do programador-residente. A presidente da FCG, Cristina Azevedo defende que os artistas convidados devem ser capazes de "pensar a partir de Guimarães". A programação cultural da Guimarães 2012 vai combinar um programa do tipo de um festival, a possibilidade de programar para sala, os projectos de autor e uma aposta na diversidade. Outras das condicionantes a que a equipa de programação vai ter de responder na projecção do programa artístico para 2012 é o contexto histórico de Guimarães. "Temos que transmitir a esta equipa de programação que há um pano de fundo que tem que ser visível no produto final", destaca Cristina Azevedo. O urbanismo, o passado industrial da cidade e a geração de pensadores que marcou a cidade em finais do século XIX, liderada pelo arqueólogo Martins Sarmento, são três dos pilares em que o evento terá que assentar".

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Linz e Vilnius: capitais europeias da Cultura 2009

O projecto Capitais Europeias da Cultura teve início em 1985 e tem por objectivos valorizar a riqueza e a diversidade das culturas europeias, e contribuir para um maior conhecimento mútuo dos cidadãos europeus. Este ano, as Capitais Europeias da Cultura são Linz, a terceira maior cidade austríaca, e Vilnius, capital da Lituânia.
Linz é a terceira maior cidade austríaca. Situada nas margens do Danúbio, mais de metade da cidade é composta por zonas verdes, parques, colinas e prados. Caracterizada por uma economia próspera, Linz tem mais postos de trabalho do que habitantes.Vilnius
A capital da Lituânia, Vilnius, tem menos de 600.000 habitantes e celebra este ano o seu milénio. As florestas ocupam aproximadamente 30% da área da cidade e as 40 igrejas transformadas em armazéns e museus pelo regime comunista voltaram a ter a sua função inicial. A cidade é atravessada pelos rios Neris e Vilnele. A "Užupis Republic" é uma "República" dentro da cidade, habitada por artistas, que festejam a sua independência no dia 1 de Abril.
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Se pretender ficar a conhecer mais sobre as Capitais Europeias da Cultura, fique a saber que a "Capital Europeia da Cultura contribui para promover a riqueza, a diversidade e o património cultural europeu. Permite também um melhor conhecimento mútuo entre os cidadãos da União Europeia" (aqui)

sexta-feira, janeiro 30, 2009

INE: indicadores culturais


De acordo com os resultados estimados do Inquérito às Despesas das Famílias 2005/20061, a despesa total anual, a preços correntes de 2005, foi de 17 607€, em média por agregado residente em Portugal. Desse total, 997€ (5,7%) destinaram-se a Lazer, distracção e cultura (divisão 09 da COICOP – Classificação do Consumo Individual por Objectivo).As despesas com Lazer, distracção e cultura registaram um aumento da sua importância relativa no total das despesas familiares, passando de 3,7% em 1994/1995 para 5,7% em 2005/2006.A despesa anual média por agregado, por grupo etário do indivíduo de referência, foi superior nos indivíduos do grupo dos 45-64 anos (1 276€), seguidos dos indivíduos que têm entre 30-44 anos (1 230€). Considerando o sexo, verifica-se que os homens dos 45-64 anos, efectuaram uma despesa anual média por agregado em Lazer, distracção e cultura de 1 315€, enquanto que as mulheres que fizeram maior despesa (1 291€) foram as do grupo dos 30-44 anos. A análise por nível de escolaridade do indivíduo de referência, evidencia uma grande diferença entre a despesa total anual média dos agregados cujo individuo de referência possuía um nível de ensino superior (2 747€) e a efectuada pelo agregado cujo indivíduo de referência não possuía qualquer nível de escolaridade (167€).A análise à despesa média dos agregados segundo a principal fonte de rendimento, permite observar que os agregados que viviam principalmente de rendimentos de propriedade e capital, registavam o maior nível de despesa com Lazer, distracção e cultura (1 749€), seguidos dos agregados cuja principal fonte de rendimento é o trabalho por conta própria (1 313€) e o trabalho por conta de outrem (1 264€). Os resultados por NUTS II, evidenciam que na região de Lisboa se registou uma despesa total média, em Lazer, distracção e cultura superior à média nacional, com 1 405€, seguida da região do Algarve com 1 088€. Em todas as outras regiões o valor foi inferior à despesa total média, destacando-se a região do Alentejo (621€) e a Região Autónoma da Madeira (745€).

Considerando a despesa média por áreas de urbanização, observa-se que a despesa média por agregado em Lazer, distracção e cultura foi mais elevada (1 179€) nas áreas predominantemente urbanas. A despesa média por agregado nas áreas predominantemente rurais (418€) representou pouco mais de 1/3 do valor gasto pelos agregados residentes em áreas predominantemente urbanas. Do total da despesa média efectuada em Lazer, distracção e cultura (997€), quase metade desse valor teve como destino os Serviços recreativos e culturais (401€), dos quais se destacam os serviços de distracção e cultura (217€) e os jogos de azar (122€).
FINANCIAMENTO PÚBLICO DAS ACTIVIDADESCULTURAIS
Em 2007, as despesas das Câmaras Municipais com actividades culturais e desporto ascenderam a cerca de 789,4 milhões de Euros, traduzindo num decréscimo de 1,7% face ao ano anterior. Por regiões, as maiores diminuições nas despesas em cultura e desporto registaram-se nas autarquias localizadas na Região Autónoma da Madeira (-27%), Alentejo (-20%) e Centro (-5%). Pelo contrário, as autarquias da região de Lisboa e do Algarve aumentaram as despesas efectuadas em cultura e desporto em 12% e 11%, respectivamente. Face a 2006, verificaram-se decréscimos nas despesas efectuadas em recintos culturais (-22%) e em outras despesas com a cultura (-17%). Em todos os outros domínios as despesas aumentaram, destacando-se as efectuadas nas artes plásticas (42%), artes cénicas (29%), património cultural (11%) e na radiodifusão (10%). Do total das despesas em cultura e desporto realizadas em 2007, pelas Câmaras Municipais, continuaram a destacar-se as afectas aos seguintes domínios: jogos e desportos (38%), património cultural (12%), recintos culturais (11%), publicações e literatura (10%) e actividades sócio-culturais (9%). Os domínios que tiveram menor expressão na estrutura das despesas foram: radiodifusão, cinema e fotografia, artes plásticas, artes cénicas e música, as quais representaram, em conjunto, cerca de 9% do total das despesas em cultura e desporto. Do total das despesas em jogos e desportos (301,4 milhões de Euros), mais de metade destinaram-se à construção e manutenção de recintos (52%), seguindo-se o financiamento às associações desportivas (22%) e às actividades desportivas (20%). Os municípios do Algarve, Alentejo e Região Autónoma dos Açores foram os que destinaram maior proporção do seu orçamento às actividades culturais e de desporto 14,2%, 12,6% e 12,1%, respectivamente. As despesas em cultura e desporto tiveram menor peso nos orçamentos do conjunto das autarquias da Região Autónoma da Madeira (4,3%) e da região de Lisboa (8,2%). (para ampliar os quadros, clicar directamente sobre os mesmos)

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Porta 33

Li esta semana no DN do Funchal que a Porta 33, uma respeitável instituição há muitos anos virada para a actividade cultural, e que vem mantendo uma dinâmica assinalável, estaria em dificuldades, mesmo em risco de não sobreviver devido aos efeitos causados pelos atrasos nos pagamentos de verbas acordadas com a Região. Eu não sei exactamente o que se passa (ou passou), sei que a realidade financeira da Madeira é a que é, continua extraordinariamente difícil - e é bom que as pessoas não andem nem a deturpar a realidade, a esconder a verdade ou a inventar historiais da carochinha destinadas a impedir a tomada de medidas que a seu tempo, e inevitavelmente terão que ser tomadas. O que eu peço é que a "Porta 33", pelo seu percurso, pelo empenho pessoal que o Maurício Reis depositou neste projecto de vida que abraçou, pela seriedade com que trabalha, pela dedicação e seriedade que coloca no que faz, não seja obrigada a tomar medidas mais radicais que a penalizem e venham a penalizar a cultura regional de uma maneira geral.