quinta-feira, outubro 29, 2026

Microsoft oferece saídas voluntárias com compensação a 60 mil trabalhadores, quase um quarto dos funcionários

A gigante tecnológica Microsoft ofereceu saídas voluntárias com compensação financeira a 60 mil trabalhadores, quase um quarto dos seus funcionários a nível mundial, depois de ter realizado, este ano, duas reduções de pessoal através de reformas antecipadas incentivadas e despedimentos. A responsável pelos recursos humanos da Microsoft, Amy Coleman, enviou uma mensagem interna a anunciar uma "oferta de saída voluntária", justificando-a como uma "abordagem à mudança" que pretende proporcionar "maior flexibilidade" à empresa, segundo o Business Insider e outros órgãos de comunicação social.

"A oferta de saída voluntária reflete uma parte importante da forma como estamos a evoluir na nossa abordagem à mudança: criando maior flexibilidade e, sempre que possível, mais formas de os trabalhadores definirem a próxima etapa do seu percurso", refere a mensagem citada pelo jornal. Este programa de saídas incentivadas surge numa altura em que a empresa prevê investimentos avultados em despesas de capital para o desenvolvimento de infraestruturas de inteligência artificial (IA), uma tendência que partilha com os seus concorrentes do setor.

Os trabalhadores elegíveis para o programa incluem quadros de gestão intermédia, designados vice-presidentes, e níveis hierárquicos inferiores de determinadas equipas nos Estados Unidos, Canadá, Índia e Reino Unido. Ficam excluídos os grupos que trabalham em centros de dados, vendas e marketing, segundo o TechCrunch.

A medida surge depois de, em abril, a Microsoft ter disponibilizado pela primeira vez um programa de reformas antecipadas incentivadas nos Estados Unidos, ao qual aderiram cerca de 30% dos trabalhadores elegíveis, aproximadamente 8750 pessoas. Posteriormente, em julho, a Microsoft anunciou o despedimento de cerca de 4800 trabalhadores, o equivalente a 2% dos seus funcionários, explicando que os postos de trabalho não seriam substituídos pela IA, embora reconhecendo que a tecnologia "está, de facto, a mudar a forma como o trabalho é realizado" (CNN-Portugal)

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