Li no Publico que
este caso “aconteceu na base que aloja um terço de todo o arsenal nuclear dos
Estados Unidos. Oficiais tinham nas suas mãos a decisão sobre três em caso de
guerra. Dois oficiais norte-americanos responsáveis por decidir o eventual
lançamento de mísseis balísticos intercontinentais a partir de uma base em
Montana foram acusados de posse de droga e suspensos dos lugares até que a
situação seja esclarecida, informou a Força Aérea dos Estados Unidos. De acordo com as
informações dadas à NBC News, os dois oficiais estavam destacados na base aérea
de Malmstrom, no noroeste do país, e tinham nas suas mãos a decisão final sobre
três mísseis nucleares de alcance intercontinental em caso de guerra. Por isso,
e perante a acusação, por questões de segurança foram afastados do cargo.
Aliás, lembra a AFP, a equipa desta mesma base falhou no Verão passado uma
inspecção relacionada com segurança. Os postos dos dois oficiais não foram
avançados, mas é na base de Malmstrom que se encontram cerca de 150 mísseis
intercontinentais (ICBM) — cerca de um terço do total do armamento deste tipo
dos Estados Unidos. À AFP, uma porta-voz da Força Aérea, Ann Stefanek,
limitou-se a confirmar a abertura de um inquérito por posse de droga, mas
escusou-se a avançar informações sobre as quantidades e tipo de droga
envolvida. As acusações de posse de droga surgiram na mesma altura em que o
secretário da Defesa norte-americano, Chuck Hagel, estava a visitar uma outra
base, em Wyoming, na qual fez um discurso sobre a importância da missão de
armas nucleares dos Estados Unidos, envolta em críticas. Este não é o
primeiro incidente a causar embaraço nos últimos tempos na Força Aérea. Em
Dezembro, o major-general Michael Carey, responsável por todos os mísseis
balísticos intercontinentais do país, tinha sido também sido despedido por
comportamento inapropriado e consumo excessivo de bebidas alcoólicas durante
uma visita à Rússia. O incidente aconteceu pouco depois de um dos principais
responsáveis da Stratcom ter sido afastado por suspeita de falsificações
relacionadas com jogo. Já em Outubro, outros quatro oficiais em dois sítios distintos tinham
protagonizado mais incidentes que levaram a mais críticas e desconfiança sobre
a segurança destas missões, ao terem deixado aberta uma porta para o local de lançamento
de uma bomba atómica”