Li no Expresso que “em
sete países islâmicos foi perguntado se as mulheres devem ter ou não liberdade para escolher a própria roupa.
Cabeça à mostra só na Turquia e no Líbano. Um estudo recente da Universidade do
Michigan, conduzido em sete países islâmicos, revela que a maioria das pessoas
considera apropriado que uma mulher cubra completamente o cabelo em público,
mas não necessariamente o rosto. O inquérito abrangeu cidadãos de sete países,
aos quais foi colocada a pergunta "Que estilo de roupa é apropriado para
mulheres em público?". Os entrevistados deveriam escolher uma de seis
imagens sem legenda representadas num cartão, entregue pelos entrevistadores.
As ilustrações iam da peça de roupa mais conservadora, a burqa, que cobre
integralmente a cabeça e apenas permite a visão por detrás de uma rede, até à
imagem de uma mulher de rosto descoberto e cabelos soltos. Tunísia (57%), Egito
(52%), Turquia (46%) e Iraque (44%) consideram o hijab branco, um véu que cobre
o cabelo e as orelhas mas deixa a totalidade do rosto à mostra, a peça de
vestuário mais adequada para uma mulher usar em público. No Iraque e no Egito,
o hijab negro, mais conservador, foi a segunda escolha mais popular. No
Paquistão as opiniões dividem-se com 32% a defenderem o hijab negro e 31% a
preferirem o niqab, que apenas deixa descobertos os olhos da mulher.
Turquia e Líbano, os mais
liberais
Só na Turquia
e no Líbano é que mais do que um em cada quatro inquiridos respondeu que as
mulheres devem mostrar, em público, a totalidade da cara e o cabelo solto. Com
quase metade dos contactados (49%) a defenderem este visual, o Líbano é o país
mais liberal na escolha, onde 27 % dos inquiridos praticam a religião cristã. A
Turquia é o único país onde ninguém (pelo menos em termos percentuais) escolhe
a burqa. Em média, 62% dos entrevistados pensam que uma mulher não pode
escolher o que vestir. A Tunísia é o país mais tolerante neste aspeto, onde 56%
defendem o direito de escolha da mulher. Seguem-se a Turquia (com 52%), o
Líbano (49%) e a Arábia Saudita (47%). O Egito, com 86% de votos contra, é o
mais castrador nesta matéria. O Alcorão, o livro sagrado do islamismo, defende
que as mulheres se devem vestir de forma "modesta e decente".

