No dia em que Portugal a Europa diz ser favorável ao pedido de alargamento do prazo de pagamento do empréstimo e se soube que o país vai regressar aos mercados amanhã, Constança Cunha e Sá considerou estes aspetos positivos, mas avisou que «os portugueses não vão sentir consequências diretas desta renegociação». A comentadora da TVI considera que a renegociação do prazo de pagamento do empréstimo «tem um ponto positivo»: «ter sido feito em associação com a Irlanda, o que nos cola à Irlanda, que é bom, e não à Grécia, que seria mau». As consequências desta renegociação não vão, no entanto, ser sentidas a curto e médio prazo pelos portugueses. «Num curto prazo vai haver um alívio no défice. Mas isto não quer dizer que o plano de austeridade desapareça. Não é nada de prever que os impostos baixem», disse. «O regresso aos mercados é uma boa notícia e o ministro das finanças esteve muito bem». Quanto ao regresso da dívida portuguesa aos mercados, que deve acontecer na abertura da sessão de amanhã, Constança Cunha e Sá considera que a «emissão da dívida é a prova de fogo para regresso aos mercados».«Vai correr bem, de certeza. Não temos grande dúvida que amanhã a banca portuguesa investirá. O regresso aos mercados implica que a banca também possa ir aos mercados e tenha novas fontes de financiamento. O problema que se põe aqui é saber se o refinanciamento da banca vai servir para financiar as pequenas e médias empresas ou não», interrogou. A comentadora considera que este «é um bom negócio para a banca», mas destaca que «é importante perceber até que ponto isso se vai refletir ou não no financiamento da economia portuguesa». De qualquer forma, Constança Cunha e Sá considera que «o regresso aos mercados é uma boa notícia e que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, esteve muito bem» (veja aqui o video com as declarações da jornalista na TVI)