i) Aumento real no país do VAB das actividades da agricultura, caça e silvicultura, pesca e aquicultura (2,5%), particularmente acentuado na RAM (14,0%) e Lisboa (10,3%);
ii)Ligeiro aumento real no VAB do país nas actividades de indústria, incluindo energia e construção (0,8%) que, todavia, teve maior significado na RAA (2,5%), no Alentejo (1,8%) e no Norte (1,4%), ao contrário do que se verificou em Lisboa (-0.1%), devido ao comportamento das actividades de construção;
iii) Crescimentos em volume do VAB das actividades de serviços em todas as regiões, com particular ênfase na RAA (5,1%), na RAM (3,7%), no Algarve (3,5%) e no Norte (2,2%), que registaram um crescimento superior à média do país (1,8%). È de referir que em Lisboa o crescimento desta actividade foi mais moderado (0,8%) o que esteve associado principalmente ao impacto nas actividades não mercantis da contracção das despesas finais das Administrações públicas em 2006.
1.2 CONCENTRAÇÃO E EVOLUÇÃO DO PERFIL ECONÓMICO REGIONAL
Em 2006, a concentração económica, no que se refere à repartição geográfica do VAB e do Emprego, é claramente visível na figura 1.1. onde, com notória evidência, a região de Lisboa figura como a de maior peso em termos do VAB e o Norte como a que detém maior relevância no que se refere ao Emprego.
1.3 COESÃO REGIONAL
O PIB per capita nacional passou de 8,5 milhares de euros em 1995, para 14,7 em 2006, o que correspondeu a um aumento no período de 73% (em valor). Na figura 1.2 é possível observar os respectivos índices de disparidade regional (Portugal = 100). Ao longo do período, verificou-se uma evolução do índice do PIB per capita inferior à média nacional nas regiões Norte e Centro, embora no primeiro caso se tenha evidenciado um comportamento da sua região NUTS 3 Grande Porto claramente mais positivo. As Regiões Autónomas são as que registaram evolução mais favorável dos índices do PIB per capita. Mas, enquanto o aumento do índice da RAA foi insuficiente para ultrapassar a média do país, a RAM apresentava, em 2006, um índice superior à média nacional. Lisboa e o Algarve apresentavam em 2006 índices superiores à média nacional e ligeiramente superiores aos de 1995. Quanto às assimetrias do PIB per capita no interior de cada região, diminuíram no Norte e no Centro e aumentaram nas regiões de Lisboa e do Alentejo.
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