quarta-feira, agosto 06, 2008

Afinal o que divulgou o INE? (II)



De assinalar, como aspectos mais relevantes:
i) Aumento real no país do VAB das actividades da agricultura, caça e silvicultura, pesca e aquicultura (2,5%), particularmente acentuado na RAM (14,0%) e Lisboa (10,3%);

ii)Ligeiro aumento real no VAB do país nas actividades de indústria, incluindo energia e construção (0,8%) que, todavia, teve maior significado na RAA (2,5%), no Alentejo (1,8%) e no Norte (1,4%), ao contrário do que se verificou em Lisboa (-0.1%), devido ao comportamento das actividades de construção;

iii) Crescimentos em volume do VAB das actividades de serviços em todas as regiões, com particular ênfase na RAA (5,1%), na RAM (3,7%), no Algarve (3,5%) e no Norte (2,2%), que registaram um crescimento superior à média do país (1,8%). È de referir que em Lisboa o crescimento desta actividade foi mais moderado (0,8%) o que esteve associado principalmente ao impacto nas actividades não mercantis da contracção das despesas finais das Administrações públicas em 2006.

1.2 CONCENTRAÇÃO E EVOLUÇÃO DO PERFIL ECONÓMICO REGIONAL

Em 2006, a concentração económica, no que se refere à repartição geográfica do VAB e do Emprego, é claramente visível na figura 1.1. onde, com notória evidência, a região de Lisboa figura como a de maior peso em termos do VAB e o Norte como a que detém maior relevância no que se refere ao Emprego.

É também de destacar que em três das sete regiões – Lisboa, RAM e Alentejo – o peso relativo no VAB é superior ao peso no emprego. Os resultados da retropolação da Base 2000 das Contas Regionais referentes a 1995 e os preliminares de 2006, relativos ao VAB, por ramos de actividade, permitem avaliar a evolução do perfil económico das regiões, tendo-se verificado que a estrutura produtiva evoluiu no sentido do reforço da terciarização. Com efeito, as actividades de serviços (ramos 4, 5 e 6, no Quadro 1.3) dominaram a actividade produtiva nas sete regiões NUTS II portuguesas e reforçaram a sua importância, sobretudo no Alentejo, Centro e Norte. Em 2006, o contributo destes ramos foi particularmente expressivo na RAM, em Lisboa e no Algarve, tendo sido superior a 80% do VAB em cada uma das regiões. Pelo contrário, o peso da agricultura, caça e silvicultura; pesca e aquicultura diminuiu em todas as regiões, tendo, contudo, permanecido com pesos significativos no Alentejo, no Algarve e na RAA. Também a importância relativa da indústria, incluindo energia diminuiu em todas as regiões, excepto no Alentejo e Regiões Autónomas. Refira-se que, em 2006, deixou de figurar como o ramo que mais contribuía para o VAB regional do Centro e do Norte, como acontecia no início da série. O Algarve continuou a ser a região em que esta actividade tinha, comparativamente às outras regiões, o peso mais reduzido. Nesta mesma região sobressaía o aumento de peso da construção. A RAM, continuou a ser a região onde esta actividade apresentou o maior peso relativo, embora menor que o observado em 2005.

1.3 COESÃO REGIONAL

O PIB per capita nacional passou de 8,5 milhares de euros em 1995, para 14,7 em 2006, o que correspondeu a um aumento no período de 73% (em valor). Na figura 1.2 é possível observar os respectivos índices de disparidade regional (Portugal = 100). Ao longo do período, verificou-se uma evolução do índice do PIB per capita inferior à média nacional nas regiões Norte e Centro, embora no primeiro caso se tenha evidenciado um comportamento da sua região NUTS 3 Grande Porto claramente mais positivo. As Regiões Autónomas são as que registaram evolução mais favorável dos índices do PIB per capita. Mas, enquanto o aumento do índice da RAA foi insuficiente para ultrapassar a média do país, a RAM apresentava, em 2006, um índice superior à média nacional. Lisboa e o Algarve apresentavam em 2006 índices superiores à média nacional e ligeiramente superiores aos de 1995. Quanto às assimetrias do PIB per capita no interior de cada região, diminuíram no Norte e no Centro e aumentaram nas regiões de Lisboa e do Alentejo.

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