CONTAS REGIONAIS
2006 Preliminar
Actividade económica em 2006 cresceu a ritmos diferentes nas Regiões
As Contas Regionais preliminares do Produto Interno Bruto para 2006 permitiram apurar crescimentos, em termos reais, superiores à média nacional (1,4%) nas regiões do Centro (1,6%), Norte (1,7%), Algarve (2,5%), Região Autónoma da Madeira (2,8%) e Região Autónoma dos Açores (3,3%); a região de Lisboa apresentou o menor aumento (0,6%), entre as regiões NUTS II. A análise da nova série (1995 – 2006) das Contas Regionais (Base 2000) permite evidenciar, por um lado, o reforço da terciarização na estrutura produtiva das regiões, e por outro, um ligeiro aumento das disparidades regionais ao longo do período observado. O Instituto Nacional de Estatística (INE), em simultâneo com a sequência completa de Contas Nacionais, divulga as Contas Regionais de 2006, embora com carácter preliminar, reservando para data posterior do corrente ano a apresentação dos resultados definitivos, que incluirão informação sobre Formação de Capital Fixo (FBCF) e Contas das Famílias. Procede-se, simultaneamente, à divulgação da série alargada em resultado da retropolação da Base 2000 das Contas Regionais, para o período de 1995 a 2005. As contas regionais agora disponibilizadas asseguram a consistência das diferentes séries que integram entre si e, também, com as Contas Nacionais, cujo exercício de retropolação foi divulgado em 15 de Outubro de 2007. A retropolação das Contas Regionais, tal como a das Contas Nacionais, teve como objectivo primordial a projecção ao período anterior ao do início da Base 2000 das alterações metodológicas que a mesma base introduziu. As Contas Regionais apresentam resultados da regionalização de vários agregados macroeconómicos nacionais segundo duas geografias de NUTS II: as definidas nos Decretos-Lei n.º 244/2002 e n.º 46/89. No presente Destaque são apresentados os principais resultados deste exercício, relativos à NUTS 2002. Brevemente será ainda editada uma publicação on-line que incluirá, para além da apresentação mais detalhada dos resultados, uma descrição da metodologia das contas regionais na Base 2000.
I. PRODUTO INTERNO BRUTO REGIONAL
1.1 REPARTIÇÃO E EVOLUÇÃO DO PIB REGIONAL
A repartição regional do Produto Interno Bruto (PIB) nacional é estruturalmente condicionada pela divisão do país pelas NUTS II, sendo patentes dois grandes grupos de regiões: um correspondente a três grandes regiões: (Lisboa, Norte e Centro), responsável por mais de 4/5 do PIB nacional; outro, abrangendo as quatro restantes regiões (Alentejo, Algarve e as duas Regiões Autónomas), em que a actividade económica tem uma dimensão significativamente mais reduzida. Essa diferenciação é visível no quadro 1.1, que apresenta os contributos (em valor e em percentagem) das regiões para o PIB em 2005 e 2006, assim como as taxas de crescimento anuais, em valor e em volume, do PIB regional para 2006.
Em termos nominais, o PIB regional cresceu mais que a média nacional, por ordem decrescente, na Região Autónoma dos Açores (RAA), na Região Autónoma da Madeira (RAM), no Alentejo, no Algarve e no Norte. As regiões Centro e Lisboa apresentaram evoluções nominais aquém do crescimento nacional. Em resultado do efeito da evolução desigual dos preços, o comportamento regional do PIB em volume foi um pouco diferente do nominal: a região de Lisboa (0,6%) registou um aumento real inferior à média nacional (1,4%); com crescimentos sucessivamente maiores, seguem-se o Alentejo (1,5%), o Centro (1,6%), o Norte (1,7%), o Algarve (2,5%), a Região Autónoma da Madeira (2,8%) e a Região Autónoma dos Açores (3,3%). A evolução real do PIB das regiões em 2006 reflecte fundamentalmente a evolução do Valor Acrescentado Bruto (VAB), que se encontra ilustrada no quadro 1.2, de acordo com os três principais grupos de actividades económicas.
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