A frota naval tende a evoluir e a crescer anos pós anos, muito por conta da grande exigência do mercado global, e para melhor atender à essas exigências é necessário que os armadores acompanhem o crescimento macro do mundo mercantil. Hoje os países produtores de petróleo tendem a produzir muito mais do que produziam 10 ou 20 anos atrás, logo, o volume de escoamento é maior, portanto, há a necessidade de haver embarcações com tamanhos ou dimensões que facilitem o escoamento de forma prática e eficiente. Portanto, os navios de grande porte e tonelagem têm surgido desde décadas em décadas e a tendência é sempre de um navio maior ser mais tarde superado por outro maior navio que for construído, porém, atualmente, o maior navio petroleiro do mundo é o "SEAWOLF", construído pela empresa chinesa COSCO. Com um comprimento de 400 metros e uma capacidade de armazenamento de até 24,6 milhões de toneladas de óleo bruto. O Seawolf é considerado o maior navio petroleiro já construído (Internet, Angola Offshore)
quarta-feira, janeiro 08, 2025
Curiosidades: 7 factos que os pilotos muitas vezes não dizem aos passageiros
1. O piloto automático faz a maior parte do voo: Em voos longos, o piloto automático controla a maior parte da viagem. Os pilotos são principalmente responsáveis pela descolagem, aterragem e monitoramento.
2. Turbulência raramente é perigosa: Embora desconfortável, a turbulência normalmente não é perigosa. Os aviões são projetados para operar e os pilotos são treinados para navegar em segurança.
3. As máscaras de oxigênio têm um fornecimento limitado: Em uma emergência, as máscaras fornecem oxigênio apenas por 12 a 15 minutos, o suficiente para que o piloto desça para uma altitude segura.
4. Pilotos não comem a mesma comida que os passageiros: Para evitar intoxicações alimentares, os pilotos recebem refeições diferentes das dos passageiros e entre si mesmos.
5. Os voos são muitas vezes mais curtos do que o programado: As companhias aéreas adicionam tempo extra aos voos para garantir que eles cheguem a tempo ou cedo, mesmo com atrasos.
6. As comunicações com o controle de tráfego aéreo podem ser mais complexas do que aparentam: As comunicações entre pilotos e controladores de tráfego aéreo muitas vezes envolvem informações técnicas que os passageiros não entendem totalmente. Isso pode incluir mudanças de altitude, ajustes de velocidade ou direções, que são feitas para manter a segurança do voo e coordenar o tráfego aéreo.
7. O avião é projetado para falhas: Em um voo comercial, todos os sistemas são projetados com redundâncias. Ou seja, mesmo que um sistema falhe, há um sistema secundário pronto para entrar em operação. Pilotos estão bem treinados para lidar com essas situações, o que minimiza o risco (Internet, Portal do Mundo)
Curiosidades: Ocean Ark
O Ocean Ark é uma embarcação inovadora desenvolvida pela Ocean Arks Tech (OATECH) para transformar a aquacultura offshore. Com 170 metros de comprimento e 60 metros de largura, o navio possui uma superestrutura tripartida, que se limpa a si mesma e com tecnologia de baixa emissão, permitindo operações autónomas tanto em áreas costeiras como em alto-mar. Projectado para suportar ondas até 7 metros, o Ocean Ark pode deslocar-se a uma velocidade de até 4 nós, procurando as melhores condições de água para os peixes, evitando tempestades e até algas nocivas. As gaiolas de cobre que se limpam a si mesmas, proporcionam uma melhor resistência estrutural e protecção contra predadores, além de melhorar a saúde e a qualidade dos peixes.
Com capacidade para abrigar até 5.000 toneladas de biomassa por ciclo, o navio permite a produção de espécies como por exemplo o salmão, truta ou o atum . A sua autonomia operacional é de 20 a 25 dias, com armazenamento de 450 toneladas de ração. Além disso, o Ocean Ark pode ser mocimentado por um rebocador, se necessário, e não precisa estar ancorado numa área específica, podendo ser levado para áreas costeiras para colheita e manutenção. O projecto já recebeu aprovação de princípio da sociedade classificadora RINA e está em conformidade com as regulamentações da IMO, Marpol e Solas. A construção do Ocean Ark será realizada em colaboração com estaleiros na Turquia e na China (fonte: Internet, Portal do Mar)
Curiosidades: Julgamentos de Nuremberga
Os Julgamentos de Nuremberga (oficialmente Tribunal Militar Internacional) foram numa série de tribunais militares, organizados pelos Aliados, depois da Segunda Guerra Mundial, e referentes aos processos contra 24 destacados membros da liderança política, militar e económica da Alemanha Nazista. Os julgamentos, a cargo de um Tribunal Militar Internacional, ocorreram na cidade de Nuremberga, Alemanha, entre 20 de novembro de 1945 e 1º de outubro de 1946. Esse tribunal serviu como base para a criação do Tribunal Penal Internacional, com sede na cidade de Haia, nos Países Baixos. Posteriormente, entre 1946 e 1949, foram julgados os Processos de Guerra de Nuremberg, em 12 outros tribunais militares. Esses processos referiam-se a 117 acusações por crimes de guerra contra outros membros da liderança nazista.
Curiosidades: 10 factos sobre o Alasca
1. O maior estado dos EUA. Os EUA : O Alasca é tão grande que sua superfície é quase o dobro da do Texas, o segundo maior estado.
2. O topo da América do Norte: O Denali, com 6,190 metros de altura, é a montanha mais alta de toda a América do Norte.
3. Um reino de glaciares: o Alasca abriga mais de 100.000 glaciares, uma parte vital da paisagem deste estado.
Curiosidades: Túnel Transatlântico
O ambicioso projeto do Túnel Transatlântico, com um custo estimado de 20 bilhões de dólares, busca conectar Nova York e Londres em apenas 54 minutos. Este plano visionário contempla um sistema de transporte de alta velocidade através de comboios de levitação magnética num túnel submerso sob o Oceano Atlântico. Embora ainda seja apenas uma ideia em fase de desenvolvimento devido aos desafios tecnológicos, financeiros e ambientais, esta reflete o desejo constante de reduzir distâncias e revolucionar a mobilidade global (fonte:Internet, Conocimientum)
Os gigantes da aviação
1. Antonov An-124 Ruslan: Rei da carga pesada
2. Airbus A340: Elegante e de longo alcance
3. Boeing 747: A icónica rainha dos céus
4. Airbus A380: O titã de dois andares (fonte: Internet, apoio ao projecto Varig Vive)
terça-feira, janeiro 07, 2025
Venezuela: Un respaldo crucial de Washington a Edmundo ante su desafío a Maduro
El presidente
estadounidense respalda al ganador de las elecciones venezolanas durante una
reunión en la Casa Blanca, pero el reto es verse ahora con Trump. En paralelo y
a la misma hora. Los civiles en Washington y los militares en Caracas, dando la
espalda a un cuadro del Libertador Simón Bolívar. El espaldarazo político de
Joe Biden, que recibió este lunes en la Casa Blanca a Edmundo González Urrutia,
al que reconoce como presidente electo de Venezuela, coincidió con la respuesta
del alto mando militar del chavismo al último llamado del ganador de las
elecciones para que no traicionen la soberanía popular.
Dos imágenes que plasman el estado actual del pulso que mantienen las fuerzas democráticas, con el apoyo de sus aliados internacionales, y el régimen chavista, obligado a mostrar cada minuto que su atornillamiento fraudulento en el poder sólo depende de la fuerza bruta de sus cuerpos armados. "Agradecimos el apoyo que nos ha brindado el Gobierno de Estados Unidos en la lucha por la democracia venezolana. Es un compromiso que nos llevamos y que vamos a estar siguiendo hasta el último día del Gobierno del presidente Biden", informó González Urrutia tras un encuentro "largo, fructífero y cordial". Preguntado por los periodistas, el ganador electoral aseguró que Biden le acompañaría "de corazón" en su desafío de regresar a Caracas el próximo viernes.
El 10 de enero en Venezuela: la madre de todas las investiduras
La más que
probable toma de posesión como presidente de Nicolás Maduro no acaba con la
esperanza de Edmundo González y María Corina Machado de lograr imponer el
resultado de las elecciones. Diez días separan dos tomas de posesión que
decidirán el rumbo de las relaciones entre Venezuela y Estados Unidos durante
los próximos cuatro años. El 10 de enero jurará el cargo en Caracas Nicolás
Maduro, salvo sorpresa más que mayúscula y pese a las afirmaciones del líder
opositor Edmundo González que él estará en Venezuela para su propia investidura
y para tomar las riendas del Gobierno en esas fechas. El 20 de enero, será
Donald Trump quien asuma de nuevo la presidencia en Washington.
Todas las incógnitas están abiertas sobre lo que pueda ocurrir a partir de entonces en la relación entre el chavismo y el presidente republicano. El magnate inmobiliario optó en su primer mandato por una política de “presión extrema” hacia el Gobierno de Maduro y reconoció como el presidente legítimo al opositor Juan Guaidó. Aquella postura, adoptada también por la Unión Europea, Canadá y otros países aliados, no cambió las cosas: Maduro continuó al frente de Venezuela, pero el aumento de las sanciones solo consiguió empobrecer al país petrolero y aumentar la migración a EE UU y otros países. A lo largo del mandato de Maduro, cerca de ocho millones de venezolanos se han marchado de su país debido a la mala gestión económica y las sanciones internacionales. De ellos, cerca de 700.000 han recalado en Estados Unidos. Las encuestas apuntan a que, de continuar el régimen chavista, el flujo de migrantes podría continuar.
Venezuela: El Parlamento respalda la petición de encarcelar a Edmundo González si regresa al país
El presidente de la Asamblea Nacional de Venezuela, Jorge Rodríguez, propuso este domingo a los diputados solicitar el arresto inmediato del líder opositor, Edmundo González Urrutia, si este llegara a regresar al país, como lo viene anunciando desde hace varias semanas y como lo ha ratificado en su reciente gira sudamericana. “Extranjero que lo acompañe será tratado como invasor”, añadió, en referencia a los expresidentes de países de la región que se han ofrecido a acompañarlo. “Estamos obligados a colaborar con la Fiscalía”, continuó el líder del PSUV, el partido oficialista. “Cada diputado que defienda la paz solicitará al arresto de este individuo si pone un pie en Venezuela, por violación a la Ley Orgánica Libertador Simón Bolívar, por usurpación de funciones, traición a la patria y lavado de dinero.”
El líder chavista, uno de los operadores políticos por excelencia de Nicolás Maduro, invitó públicamente al presidente actual a asumir con todas sus letras y “en el marco de la Constitución”, su reelección como presidente de la República para el próximo 10 de enero. “La Constitución establece que el Palacio Federal Legislativo, sede de la Asamblea Nacional de la República Bolivariana de Venezuela, es el único órgano capaz y en condición de proclamar los cargos de elección popular en Venezuela. Y este proclamó a Nicolás Maduro Moros como presidente es el Consejo Nacional Electoral”, argumentó dando continuidad a la narrativa oficialista sobre lo sucedido el día de las elecciones, esto es, que el chavismo venció en las urnas, a pesar de las actas recogidas por la oposición, cotejadas por organismos internacionales y dadas por verdaderas, otorgan una victoria por amplio margen de Edmundo González.
Venezuela: El chavismo blinda la toma de posesión de Nicolás Maduro
El chavismo ha
aprendido a vivir en estado de combustión, sobre todo después de las elecciones
presidenciales del pasado julio. Nicolás Maduro, disgustado por la información
errónea que recibió en la campaña ―la victoria estaba “asegurada” por la
movilización de los fieles, los empleados públicos y sus familias―, mantiene en
máxima tensión al Gobierno y no quiere dejar nada al azar. Sobre todo en lo
relativo al 10 de enero, el día que da por seguro que se investirá como
presidente por otros seis años, a pesar de las sospechas fundadas de que
cometió un fraude electoral. Maduro y su entorno analizan todos los escenarios
posibles: una insurrección militar, una invasión y hasta la entrada en
Venezuela por alguna de sus fronteras de Edmundo González Urrutia, ganador de
las presidenciales según las actas electorales recogidas por la oposición y que
el régimen se ha negado a mostrar.
La sensación general es que todos estos planteamientos resultan improbables. Casi con toda seguridad, Maduro será investido presidente sin mayores problemas. “En verdad percibo que el enemigo poderoso y cruel está desactivado para cualquier plan subversivo”, dice un jerarca del chavismo muy próximo a Maduro. Pero eso no quiere decir que no se mantenga alerta llegado el caso. La cúpula del Gobierno ha querido transmitir una imagen de fuerza. Los últimos días de 2024 dejaron imágenes como la de Diosdado Cabello disparando con un fusil ―se trata de un militar en retiro con rango de teniente que acompañó a Hugo Chávez en un intento de golpe de Estado contra Carlos Andrés Pérez en 1992―. Cabello, en quien pensó Chávez como sucesor antes de decantarse por Maduro, ahora ejerce de ministro del Interior, un cargo que ocupa desde el conflicto postelectoral como una manera de cerrar el Gobierno y llenarlo de los más radicales. Lleva semanas hablando de una amenaza “inminente” para la que se dicen preparados.
Venezuela: El chavismo ofrece una recompensa de 100.000 dólares por Edmundo González
En una publicación en la cuenta oficial de la
policía judicial de Venezuela se ha anunciado el ofrecimiento de una recompensa
de 100.000 dólares –inicialmente era de 500.000 y minutos después corrigieron
la publicación- a quien de información que sirva para la captura del rival de
Nicolás Maduro en las presidenciales del 28 de julio, el opositor Edmundo
González que desde septiembre se fue al exilio en España tras una negociación
con el propio Gobierno que le amenazó con apresarlo y que ahora nuevamente le persigue
judicialmente. Una nueva orden de captura fue solicitada por el Ministerio
Público este jueves 2 de enero, de acuerdo con fuentes del chavismo, por lo que
la policía se ha propuesto cumplirla.
El nuevo movimiento del chavismo ocurre a ocho días de la fecha del inicio del nuevo periodo presidencial, que supone a su vez un nuevo choque institucional en Venezuela. Nicolás Maduro jurará para un tercer mandato para el que fue proclamado sin presentar las actas que avalan su triunfo y en medio de las denuncias de fraude de la oposición que ha mostrado copias de los escrutinios en los que Edmundo González figura como en vencedor de las elecciones del 28 de julio por un amplio margen de votos, por lo que desde hace semanas ha estado desafiado al chavismo asegurando que volverá al país para tomar el cargo como presidente. La tensión política en Venezuela ha venido en aumento a medida que se acerca el 10 de enero, una fecha que será un nuevo parteaguas en el prolongado conflicto venezolano y obligará a la comunidad internacional a marcar una posición ante un nuevo mandato de Maduro herido de legitimidad.
Venezuela: Seis meses de huida hacia adelante de Maduro
Reconstrucción del
último medio año convulso en Venezuela tras las elecciones de julio, de las
denuncias de fraude de la oposición, el exilio de González Urrutia, a la
presentación de las actas, la represión y persecución chavista y la tensión
ante la toma de posesión del próximo día 10. Las caras son de asombro. A medida
que reciben las actas de votación desde todos los puntos de Venezuela, tras las
elecciones celebradas el 28 de julio, las personas encerradas en el edificio
descubren que ocurre algo grave de lo que hay que informar al presidente.
Nicolás Maduro había recibido en campaña electoral decenas de dosieres con
estudios, sondeos, focus groups y todo tipo de métodos sofisticados avalados
por las universidades más prestigiosas. En todos, la victoria era suya. Entre
esos consejeros hay uno que ofrecía su mano a un serrucho si se demostraba que
estaba equivocado. Sin embargo, las comunicaciones que llegaban al Consejo
Nacional Electoral (CNE), en Caracas, demuestran que los asesores estaban
equivocados, siempre según una fuente del máximo nivel. Esta persona llevaba
días observando con sorpresa el autoengaño al que se sometía la cúpula del
Gobierno. Ahora, la verdad se ha revelado y todo es congoja y turbación. En ese
instante de shock comienzan seis meses de huida chavista hacia adelante con un
único propósito: mantener el poder. Cueste lo que cueste.
En los días
siguientes, Maduro apenas duerme. Multiplica sus apariciones públicas. Se
muestra ojeroso, irritado, con un tono grave que sus más allegados conocen
bien. Solo se relaja por momentos, cuando intercambia miradas y gestos de
complicidad con el amor de su vida, Cilia Flores. Las elecciones debían servir
para legitimarlo a ojos del resto de presidentes del mundo. Para que Estados
Unidos levantara las sanciones al petróleo y el oro y la economía venezolana,
que había crecido en los dos últimos años, se disparara de una vez. Era la
oportunidad de pasearse por las multilaterales sin que le hicieran el vacío ni
cuchichearan a sus espaldas. De paso, había llegado la hora de torcerle el
brazo al reverso de Cilia, es decir, a la mujer que más odia en este mundo, la
opositora María Corina Machado. En su presencia, sus asesores se referían a
ella como “esa”, “la innombrable”, “la loca”. Había que destruirla, acabar con
Machado, fumigarla en las urnas. Pero los planes no habían salido bien.
Se suceden 160 días
de conflicto entre el Gobierno y la oposición ante los ojos del mundo. Esa
controversia por ver quién es el verdadero ganador de las elecciones tiene su
momento culmen este 10 de enero, el día de la toma de posesión. Maduro ha
reiterado que nada le impedirá cruzarse en el pecho la banda presidencial y
mantenerse otros seis años en el Palacio de Miraflores, una casona de estilo
neoclásico en la que duerme a menudo por miedo a que lo maten. Ha desplegado
tropas por el país, ha mandado inspeccionar cuarteles y buscar debajo de los
colchones signos de traición. Edmundo González Urrutia, que se encuentra desde
este fin de semana de gira por América, ha asegurado que será él quien el
viernes salga al balcón recién nombrado presidente, porque así lo han dictado
las urnas. Estados Unidos sostiene que le ayudará a lograr su cometido, pero no
ha revelado la manera. En Venezuela, en las calles, se respira que algo grande
va a ocurrir.
La sospecha de que
Maduro cometió un fraude comienza a los pocos minutos de que se anunciase su
victoria, a la medianoche del 28. En los primeros minutos del 29. El presidente
del CNE, Elvis Amoroso, un amigo cercano del matrimonio Maduro-Flores, estaba obligado
por ley a mostrar las actas, pero ni lo hizo en esos días ni lo hará nunca. Eso
echa a las calles a decenas de miles de venezolanos, disgustados con el rumbo
que han tomado las cosas.
Se derriban
estatuas de Hugo Chávez a golpe de martillo, se pisotean sus bustos, se queman
llantas. El ambiente está envenenado. Se desató entonces la represión más
grande que ha vivido el país en los últimos 60 años. Las autoridades detienen a
más de 2.000 personas, muchos manifestantes, pero también gente que se ha
burlado del chavismo en TikTok. La policía y el servicio secreto derriban
puertas de pescadores y vendedores ambulantes a los que su vecino los ha
denunciado, ya por ser antichavistas o por algún ajuste de cuentas. Reina la
locura.
González Urrutia y
Machado blanden las actas recogidas por sus testigos. Después de años y años
sometidos por el chavismo, los opositores han aprendido de sus tácticas. La
organización, el despliegue, las concentraciones, el entusiasmo a prueba de
bombas. Y el verbo encendido y abrasador, el dardo en la palabra que erosiona
al contrincante: “Llega un nuevo amanecer, la transición está en marcha, el
final del régimen se encuentra detrás de esa nube que surca el cielo”. El
chavismo cierra filas espantado. Maduro se rodea de los más fuertes, los que
sabe que no tienen miedo a acabar en un tribunal de La Haya. Descabeza a
generales y pone a otros de reemplazo. Teme una rebelión interna. También que
le envenenen, que le dispare un francotirador desde una azotea. Le da a
Diosdado Cabello plenos poderes en las fuerzas de seguridad. Cabello, duro
entre los duros. Por si las dudas, presentaba un programa que se llama Con el
mazo dando.
El 30 de julio,
apenas dos días después de las elecciones, ocurren muchas otras cosas. González
Urrutia aparece por última vez en público y después se refugia en la embajada
de Países Bajos. Los observadores electorales del Centro Carter se marchan
alarmados del país, pero antes publican un comunicado que resulta un torpedo
para la versión chavista: “Las elecciones no pueden considerarse democráticas”.
Al día siguiente, el 31, Maduro acude al Tribunal Supremo de Justicia (TSJ),
bajo su ala, para solicitar un peritaje electoral.
La llave de todo
parecían tenerla los presidentes de izquierdas de los principales países
latinoamericanos, México, Brasil y Colombia. Andrés Manuel López Obrador, Luiz
Inácio Lula Da Silva y Gustavo Petro se reúnen y acuerdan el 3 de agosto sentar
en la mesa a González Urrutia y a Maduro. El principal operador político de
Maduro, Jorge Rodríguez, responde que no le parece una mala idea. Cuando los
cancilleres de esos países intentan concretarlo les resulta imposible. Nadie
contesta el teléfono en Miraflores.
A partir de ahí se
precipitaron los acontecimientos. El TSJ cita el 8 de agosto a González
Urrutia, que no se presenta —piensa que es una maniobra de distracción—. El
panel de Expertos de la ONU, al día siguiente, decidió hacer público el informe
que, inicialmente, solo iba a ser visto por su secretario general. Concluye:
“El proceso de gestión de resultados por parte del CNE no cumplió con las
medidas básicas de transparencia e integridad que son esenciales para la
realización de elecciones creíbles”.
Comienza el asedio
a González Urrutia. El Supremo abre a la vez una investigación por desacato. La
Fiscalía venezolana, liderada por otro halcón del chavismo, Tarek William Saab,
emite una orden de captura contra él. El 7 de septiembre, el opositor se marcha
de la sede diplomática de Países Bajos, donde estaba escondido sin que nadie lo
supiera, y se refugia en la residencia del embajador de España. Tenía 74 años
cuando recibió el encargo de Machado de presentarse a las elecciones en su
nombre. Aceptó, pese a las dudas de su esposa y a que estaba jubilado hacia
rato y se pasaba las mañanas jugando al tenis. Con todo lo que estaba
ocurriendo ahora, se dio cuenta de que no midió bien lo que se le vendría
encima. No solo él corre riesgo de ir a la cárcel, sino su familia entera. Sus
propiedades, confiscadas. Su mundo, destruido. Había prometido no marcharse de
Venezuela, pero esto es demasiado. Llega el momento de parar.
Eudoro Rodríguez,
íntimo amigo de González Urrutia, contacta con Jorge Rodríguez, operador
político de Maduro y psiquiatra con fama de Maquiavelo. Rodríguez responde que
están dispuestos a dejarlo ir, pero antes tenía que firmar una carta en la que
se compromete a mantener un perfil bajo en Madrid y a acatar los resultados.
Machado se entera de la jugada y comienza a llamar por teléfono a González
Urrutia. No obtiene respuesta. González Urrutia firma y se sube a un avión de
la Fuerza Aérea española.
Ese parece el fin
de la oposición. Maduro y Rodríguez lucen exultantes, felices por su marcha.
Pero Machado actúa con frialdad. Ya no es la diputada enérgica que se enfrentó
a Chávez cuando Chávez era dios, 12 años antes, sino una estratega que no se
deja llevar por las emociones. No rompe con González Urrutia, no lo critica en
público. Al contrario, le anima a seguir juntos la lucha por una transición
democrática en el país. A los pocos días de vivir en Madrid, González Urrutia
asegura que firmó la carta bajo coacción. Es decir, no se ha rendido. Pasa septiembre,
y en octubre, el día 2, el Centro Carter presenta las actas ante la OEA
(Organización de los Estados Americanos) que dan como ganador a González
Urrutia, por más del doble de votos. Las actas que tienen los opositores son
auténticas, concluyen.
Siguen dos semanas
valle, donde nada ocurre. De la nada, surge la furia chavista. Maduro cambia a
los responsables de la inteligencia militar y civil. Lanza una campaña llamada
“dudar es traición”. Y da pie a una purga en la estatal petrolera PDVSA. Nadie
está a salvo.
Maduro y los suyos
se ven ingresando en los BRICS, la alianza política y económica de países
emergentes no alineados con Washington. Maduro viaja a su cumbre en Kazán
(Rusia) el 24 de octubre. Llega con una boina negra y un abrigo del mismo color
hasta los pies. Se reúne con Vladímir Putin y da por hecho que entrará en el
club. Ni lo logra. Brasil veta su ingreso y Maduro se va de manos vacías. Se
vienen días eléctricos entre ambos países. Saab dice que Lula es otro desde su
salida de la cárcel, llegando a insinuar que en realidad se trata de otra
persona, un doble contratado por la CIA. El canciller venezolano, Yván Gil, le
rectifica en público y ese fuego se va apagando, hasta extinguirse.
Eso no amilana a
Saab, que el 7 de noviembre pidió a Interpol lanzar una alerta roja en contra
González Urrutia. El 18, el Gobierno, en un gesto de apertura, empezó a
excarcelar a detenidos. Una semana después, lo que nadie se espera del tímido
González Urrutia: asegura que tomará posesión el 10 de enero, de cuerpo
presente. Al chavismo le suena a bravata, pero responde con agresividad desde
todos los frentes. Cabello afirma que caerá preso en el momento en el que pise
suelo venezolano.
El chavismo entonces se enroca y aprueba, a finales de noviembre, una ley para perseguir a discreción a sus enemigos. Ese mismo día, Washington responde aplicándole una sanción individual a Daniella Cabello, la hija de Diosdado. Daniella es solo un personaje de la farándula, sin ninguna importancia política. El asunto se vuelve personal. La historia se acelera este diciembre. Así es Venezuela, periodos de calma seguidos de días de vértigo. Los de Navidad lo han sido. González Urrutia golpea el avispero de nuevo: llegará a Caracas y entrará por la puerta del Palacio de Miraflores. Las trompetas sonarán por él. Asegura no tener miedo a ser arrestado. La cúpula chavista ordena un despliegue de unidades por todo el país, requisas, inspecciones, controles de carretera, puertos y espacio aéreo. Han empapelado todas las dependencias gubernamentales con la foto de González Urrutia y la recompensa de 100.000 dólares que ofrece la policía por información que conduzca a su captura, como si fuera un forajido. Este fin de semana, el opositor se pasea por Argentina, Uruguay y EE UU. Más cerca de Maduro que nunca. En Caracas le aguarda Maduro, dispuesto a todo. El viernes, solo uno de los dos será presidente de Venezuela (El Pais, texto dos jornalistas Juan Diego Quesada, Florantonia Singe e Alonso Moleiro)
Curiosidades: A maior residência real do mundo!
O Palazzo Reggia di Caserta se encontra na região da Campania a 31km de Nápoles e foi projetado pelo arquiteto Luigi Vanvitelli. Tem 1.200 quartos, com 1.742 janelas (das quais 245 abrem para a fachada) em planta retangular, ocupa uma área de 44.000 metros quadrados e eleva-se por 42 metros ao longo de uma frente de 250 metros, 34 escadas e 1026 chaminés. No projeto o Palácio tinha que incluir, além das residências reais, as bandas da tropa, os escritórios administrativos, a capela, o teatro: dos 1.200 quartos, apenas 134, na verdade, eram destinados à família real. O jardim ocupa uma área de 120 hectares, com 3,3 km de extensão e a água é fornecida pelo aqueduto Carolino, que alimenta as piscinas, as fontes e o palácio.
As obras começaram em 1753, ao mesmo tempo que a construção do aqueduto. O enorme jardim, como é visto hoje, é apenas uma versão reduzida do que foi idealizado por Luigi, que morreu em 1773 e, devido a isso, as obras foram retomadas somente em 1777 por seu filho Carlo, que mostrou ao novo rei Ferdinand IV um novo projeto, com uma versão reduzida do projeto do seu pai. De fato, as dificuldades económicas e a necessidade de concluir as obras mais rapidamente, obrigaram a reduzir o número de fontes na segunda parte do parque. No entanto, a ideia original de Luigi manteve-se inalterada no aspecto geral e o mais importante do seu projeto foi mantido: um espetacular canal de 3,3 km de comprimento, cheio de fontes e piscinas que termina na incrível cascata (fonte: Internet)
Edmundo González promete que vai entrar na Venezuela “por qualquer meio” para reclamar a presidência
Edmundo González, líder da oposição venezuelana, foi recebido na Casa Rosada pelo presidente da Argentina, Javier Milei, considerado pela comunidade internacional o presidente eleito da Venezuela após as eleições em julho último: durante o evento, manifestou a sua intenção de entrar no seu país “por qualquer meio” e tomar posse a 10 de janeiro. Em declarações ao jornal ‘Clarín’, González garantiu que pretende deslocar-se ao seu país para reclamar a presidência. “Entrarei na Venezuela por qualquer meio”, avisou. “Eu estarei lá”, sublinhou, sobre a sua presença a 10 de janeiro. “Também nos encontraremos nas ruas do nosso querido país”, reforçou, nas redes sociais. Também a líder da oposição venezuelana María Corina Machado celebrou o encontro na rede social ‘X’ com palavras de agradecimento a Milei por “todo o seu apoio” à causa da oposição. “Resta pouco”, apontou. Nas horas anteriores ao encontro, González surgiu num pequeno vídeo para enviar “uma saudação cordial e afetuosa, especialmente a todos os presos políticos e requerentes de asilo na embaixada da Argentina em Caracas” (Executive Digest, texto do jornalista Francisco Laranjeira)
Portugal ainda é um dos países mais desiguais da UE, revela estudo
Portugal permanece um dos países mais desiguais da União Europeia, com um quinto da população (2,1 milhões de pessoas) a viver em situação de pobreza ou exclusão social, de acordo com um estudo hoje divulgado. Na ausência de qualquer tipo de transferência social, a pobreza seria de 40,3%, constatou o investigador Carlos Farinha Rodrigues, numa atualização de dados do projeto “Portugal Desigual”, da Fundação Francisco Manuel dos Santos. Em 2022, Portugal era o quarto país mais desigual da UE, assinalou o autor do trabalho.
Os indicadores de privação material e social mostram uma evolução positiva. Contudo, alguns aspetos mais sensíveis pioraram, como a existência de mais atrasos – motivados por dificuldades económicas – em algum dos pagamentos regulares. A isto “não será alheio o agravamento dos preços, em particular os da habitação”, sublinhou o investigador.
Em 2023, cerca de 1,8 milhões de residentes em Portugal encontravam-se em situação de pobreza monetária, ou seja, auferiam um rendimento mensal inferior a 632 euros, sendo que a intensidade da pobreza (que avalia quão pobres são os pobres) manteve-se praticamente inalterada (25,7%), acima dos 21,7% registados em 2021, segundo a mesma fonte. O autor conclui que também a distribuição das prestações sociais é desigual.
Avião da SATA colide com “bando significativo” de gaivotas a descolar de Ponta Delgada
Um Airbus A320 da
SATA colidiu com um “bando significativo” de gaivotas (Bird strike) durante uma
descolagem em Ponta Delgada, São Miguel, Açores, obrigando a aeronave a
declarar emergência e a regressar ao aeroporto, reportando problemas nos dois
motores. A colisão aconteceu no passado dia 2 de Janeiro, disseram à agência
Lusa por várias fontes aeronáuticas. Segundo as mesmas fontes, o A320, com
destino a Lisboa, descolou às 13:40 do Aeroporto João Paulo II, mas
“imediatamente após a descolagem declarou emergência devido ao embate num bando
significativo de gaivotas”, tendo a aeronave prosseguido para a aterragem, o
que aconteceu, em segurança, 18 minutos depois, “reportando problemas nos dois
motores”.
Questionado pela Lusa, o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) diz que foi notificado do “incidente pelo gestor aeroportuário [ANA], pelo operador envolvido [SATA] e pela NAV Portugal”, empresa responsável pela gestão do tráfego aéreo. Este organismo acrescenta que “iniciou um processo de recolha de informações junto do gestor aeroportuário relativamente às medidas implementadas e em aplicação no dia, previstas nos regulamentos” que contemplam a redução do risco de ‘wildlife strike’. As mesmas fontes da aviação alertam também para o facto de os controladores aéreos não conseguirem visualizar toda a pista de Ponta Delgada, pois à frente da torre de controlo foi construído o quartel dos bombeiros que prestam serviço no aeroporto.
Curiosidades: Alguns dos maiores enigmas...
1. A Construção das Pirâmides do Egito - As pirâmides de Gizé, especialmente a Grande Pirâmide de Khufu, são impressionantes pela precisão e magnitude, mas os métodos usados para sua construção permanecem um mistério. Como foi possível mover blocos pesando toneladas, com tecnologias tão primitivas? Várias teorias tentam explicar, mas ainda não sabemos ao certo.
Curiosidades: A "misteriosa" Enya
A cantora que fez fortuna mora num castelo onde só é possível chegar de helicóptero. A cantora e compositora irlandesa Eithne Pádraigín Ní Bhraonáin, a rainha da New Age, mais conhecida como Enya, é uma das pessoas mais enigmáticas da indústria musical. Enya O'Brennan, uma adaptação do gaélico irlandês para a fonética e a ortografia do inglês, apareceu pela última vez em público há mais de oito anos e vive reclusa em seu castelo de estilo vitoriano chamado Castelo Manderley, na cidade de Killiney, não muito longe de Dublin. A propriedade de 4 milhões de euros representa apenas uma ínfima parte da sua fortuna pessoal, que ultrapassa os cem milhões de euros, o que o torna uma das três pessoas mais ricas da Irlanda. Não é casada nem tem filhos, e aos 63 anos não é conhecida por ter outra companhia que não a de uma dezena de gatos e os serviçais que cuidam do seu castelo
Enya começou no mundo da música em 1979 com vários de seus irmãos como parte do grupo Clannad, antes de seguir carreira solo e lançar até o momento 8 álbuns que venderam mais de 80 milhões de cópias, sem nunca ter dado um show ao vivo. Ela é a artista solo irlandesa com maior número de vendas totais e a segunda artista exportadora do país, depois da banda U2 (fonte. Internet). Veja aqui o video do castelo da cantora
‘Processos-elefante’ do DCIAP: Ordem do novo Procurador-Geral da República para acelerar
Caso Monte Branco, que já leva 14 anos, deverá ser encerrado em 2025. Equipas de investigação do DCIAP vão ser reorganizadas para dar maior celeridade aos inquéritos. José Sócrates e os outros 21 arguidos da Operação Marquês já não escapam ao julgamento. O procurador-geral da República (PGR) está com pressa em arrumar a casa e uma das primeiras decisões internas foi em relação ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), onde é investigada a criminalidade mais complexa e os megaprocessos. No tempo de Lucília Gago, era o vice-PGR que despachava os assuntos do DCIAP, por delegação de poderes, mas agora Amadeu Guerra mudou tudo e é ele próprio quem despacha todos os assuntos do departamento que exigem uma intervenção do topo da hierarquia.
Segundo o Nascer do SOL apurou, o PGR já falou com os procuradores titulares dos inquéritos mais complexos e badalados – como a Operação Influencer, que fez cair António Costa, a Operação Zarco, que investiga suspeitas de corrupção na Madeira e atingiu Miguel Albuquerque em plena campanha eleitoral, e a Operação Maestro, onde o empresário Manuel Serrão é suspeito de fraude na obtenção de subsídios da União Europeia, que poderão ultrapassar os 40 milhões de euros.
Amadeu Guerra quis fazer um ponto de situação e ouvir o elencar de provas enunciadas pelos investigadores. Ouviu as equipas, deu luz verde para continuarem, mas exigiu a todos maior organização, planificação de trabalhos e rapidez nas decisões. Ao trio que lidera a investigação Influencer, atolado em informação resultante das 42 buscas realizadas no ano passado, incluindo ao gabinete do então primeiro-ministro, em S. Bento, já despachou favoravelmente o pedido que fizeram de um computador com capacidade-extra para analisar a prova.
Governo de Lisboa aumenta verba para ligações de serviço público nos Açores para 62,5ME
O Governo da República reforçou em 17,5 milhões de euros as ligações de serviço público aéreo dos Açores com o continente e Madeira, totalizando 62,5 milhões, depois de o anterior concurso ter ficado deserto. Segundo a resolução publicada em Diário da República, o Conselho de Ministros autorizou o aumento do valor do concurso destinado a assegurar as rotas não liberalizadas Lisboa-Horta, Lisboa-Santa Maria, Lisboa-Pico e as ligações entre as ilhas de São Miguel e Terceira com o Funchal pelo período de cinco anos.
“Considerando o hiato de tempo entretanto decorrido, importa proceder à reprogramação dos encargos inicialmente previstos, aumentando o valor máximo da despesa global autorizada para 62,5 milhões de euros”, lê-se na publicação. O Governo lembra que, em outubro de 2023, a verba para as obrigações de serviço público dos Açores tinha sido fixada no montante máximo de 45 milhões de euros, tendo o concurso público (lançado a 14 de março de 2024) recebido apenas uma proposta que acabou excluída por apresentar um preço contratual superior em “mais de 20% ao preço base”.
Tarifa Açores custou 18,9ME desde 2021 e atrasos no pagamento oneram SATA
O Tribunal de Contas (TdC) revelou que a Tarifa Açores custou 18,9 milhões de euros desde 2021 e alertou que os atrasos do Governo Regional no pagamento do subsídio oneram a tesouraria da SATA. Segundo uma auditoria do TdC, a que a agência Lusa teve acesso, a Tarifa Açores, um apoio criado pelo Governo Regional que permite viagens áreas a 60 euros (ida e volta) para residentes, custou 18,9 milhões de euros entre 2021 e 2024 “com referência às resoluções aprovadas até 2023”.
De acordo com o relatório, apesar do regulamento do subsídio prever que a compensação do Governo Regional à SATA seja realizada num prazo de 15 dias, foi “registado um atraso médio no prazo de pagamento de 30 dias”, o que onera a tesouraria da companhia aérea. “Os atrasos nos pagamentos oneram a gestão financeira interna de tesouraria da SATA, afigurando-se pertinente reconsiderar a morosidade e exigência do atual sistema implementado de faturação ao Governo Regional, a par da necessidade de reforçar a transparência”, lê-se no documento.
Açores: Prejuízo do Grupo SATA até setembro quase quadruplica face a 2023
O Grupo SATA apresentou um prejuízo acumulado de janeiro a setembro de 43,6 milhões de euros, quase quatro vezes mais do que o prejuízo de 11,1 milhões de euros que se registava de janeiro a setembro de 2023, revelou a companhia aérea açoriana em nota de imprensa. Isto apesar do prejuízo ter reduzido em relação aos 45 milhões de euros registados no acumulado do primeiro semestre, uma vez que o terceiro trimestre do ano é o do verão, altura de maiores receitas e menores problemas operacionais derivados do mau tempo. Para o prejuízo registado pelo Grupo SATA nos primeiros nove meses do ano contribuiu sobretudo a Azores Airlines, com um resultado líquido negativo de 34, 9 milhões de euros até setembro, enquanto que a SATA Air Açores registou no mesmo período 8,2 milhões de euros de prejuízo.
Em nota de imprensa, o Grupo SATA justifica estes resultados em função da “redução do EBITDA (resultados operacionais antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), do aumento dos custos com depreciações, que resulta do aumento de frota disponível, e imparidades”, apesar de salientar também que “em sentido inverso, foram registadas melhorias nos gastos financeiros do Grupo”. De janeiro a setembro, o Grupo SATA transportou 2,1 milhões de passageiros, “atingindo este número pela primeira vez na sua história”, ao mesmo tempo que ultrapassou os 350 milhões de euros de receitas, “o que representa um aumento de cerca de 17% quando comparado com igual período de 2023”, refere a companhia em nota de imprensa. Contudo, o Grupo SATA reconhece que “a ocorrência de alguns eventos extraordinários com impacto negativo na operação e a evolução da estrutura de custos operacional e regulatória fizeram recuar o EBITDA consolidado para 17,8 milhões de euros até setembro de 2024, que compara com os 40,4 milhões de euros verificados no período homólogo” (Açoriano Oriental, texto do jornalista Rui Jorge Cabral)
Que cargos públicos oferecem salários superiores aos do primeiro-ministro e do Presidente?
A lei prevê que a remuneração do chefe do Governo corresponde a 75% do salário do Presidente da República, ou seja, 5.838 euros mensais, mais despesas de representação. Os salários dos dirigentes do Estado e dos gestores públicos têm este valor como referência, mas há exceções. A polémica com o salário de 15 mil euros do primeiro secretário-geral do Governo veio levantar a questão do teto salarial dos funcionários do Estado. Teoricamente, o salário mais alto é o do Presidente da República, mas há quem receba mais. O salário do Presidente da República é a referência para o cálculo dos restantes salários do Estado. Em 2024, a remuneração base do Presidente era de 8.193,97 cêntimos brutos, antes do corte de 5% que vinha do tempo da Troika, e que agora acabou a 1 de janeiro.
Com despesas de representação, o valor sobe para 11.471,56 euros brutos. Ou seja, limpos, o presidente recebia 5.715,58 € por mês, de acordo com dados fornecidos pelo Palácio de Belém ao jornal Público. A seguir, vem o primeiro-ministro. A lei 4/85 de 9 de Abril, prevê que a remuneração do chefe do Governo corresponde a 75% do salário do Presidente da República, ou seja, 5.838 euros mensais, mais despesas de representação. Depois é sempre a descer. Os salários dos dirigentes do Estado e dos gestores públicos têm como referência o salário do primeiro-ministro que funciona como teto. Mas há exceções.
Venezuela destaca 1.200 militares para tomada de posse de Nicolás Maduro
O Governo venezuelano enviou 1.200 militares para todo o país, para "garantir a paz" antes e durante a tomada de posse de Nicolás Maduro para um novo mandato presidencial, em 10 de janeiro. A operação foi anunciada pelo Comando Estratégico Operacional das Forças Armadas Bolivarianas (CEO-FANB), num vídeo divulgado nas redes sociais, onde se vê militares em várias ruas do centro e em estações de metro de Caracas. “Iniciámos um destacamento pela segurança e a paz do nosso povo. Somos 1.200 homens e mulheres uniformizados da gloriosa Força Armada Nacional Bolivariana (…) Vamos garantir a paz do país, vamos dar segurança ao povo, vamos garantir que no dia 10 de janeiro o presidente tomará posse. No dia 10 tomamos posse com ele”, disse o coronel Alexander Granko Arteaga, da Direção de Contrainteligência Militar (serviços de informações militares), num vídeo divulgado no Instagram. Arteaga afirmou ainda que a revolução e a Venezuela estão sob ameaça e que têm sido realizadas operações contra mercenários, com resultados frutíferos. Vários portugueses disseram à agência Lusa que, além da presença de militares, a circulação de viaturas nas ruas próximas do palácio presidencial de Miraflores, no centro de Caracas, está condicionada. A Venezuela realizou eleições presidenciais em 28 de julho, após as quais o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) atribuiu a vitória ao atual Presidente Nicolás Maduro, com pouco mais de 51% dos votos.
A oposição afirma que o seu candidato, Edmundo González Urrutia, (atualmente exilado em Espanha) obteve quase 70% dos votos. Além da oposição venezuelana, vários países denunciaram fraude eleitoral e têm exigido que o CNE apresente as atas de votação para uma verificação independente. Em 02 de janeiro, as autoridades venezuelanas ofereceram uma recompensa de 100.000 dólares norte-americanos (97,4 mil euros) por informações sobre o paradeiro de Urrutia. Os resultados eleitorais foram contestados nas ruas, com manifestações reprimidas pelas forças de segurança, com o registo, segundo as autoridades, de mais de 2.400 detenções, 27 mortos e 192 feridos. O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela ainda não divulgou as atas do sufrágio desagregadas por assembleia de voto. O Presidente da Venezuela toma posse a 10 de janeiro de 2025 para um período de seis anos (Sapo)
Tribunal Constitucional chumba referendo a alojamento local em Lisboa
O Tribunal Constitucional chumbou a realização de um referendo sobre a proibição do Alojamento Local (AL) em todos os apartamentos privados destinados à habitação na cidade de Lisboa, avança o jornal Público. Segundo o jornal, os juízes votaram no mesmo sentido e apresentaram várias questões de forma e processuais para justificar o travão ao referendo. Uma dessas questões prende-se com o facto de o quadro legal que rege o Alojamento Local não permitir que o referendo avance. Além disso, não foram recolhidas assinaturas suficientes e o processo carecia ainda de um parecer do presidente da Câmara de Lisboa. O pedido de referendo sobre o Alojamento Local em Lisboa tinha sido promovido pelo Movimento Referendo pela Habitação e aprovado pela Assembleia Municipal de Lisboa (CNN-Portugal)
Venezuela: O Natal é quando Maduro quiser. Quis que fosse de três meses, mas vendas souberam a pouco
Apesar de em outubro o Presidente Nicolás Maduro ter ordenado antecipar a quadra natalícia na Venezuela, as vendas dos últimos três meses souberam a pouco para os comerciantes, que se queixam de falta de dinheiro para dinamizar a economia. “Comercialmente, o Natal foi um período alongado, entre outubro e dezembro, mas as vendas ficaram abaixo do esperado, souberam a pouco. Houve vendas, foi melhor do que no ano anterior, mas com o pouco dinheiro que as pessoas têm a prioridade é alimentação”, disse o proprietário de uma loja de brinquedos à agência Lusa. Fernando Ferreira explicou que há movimento nas lojas, que os venezuelanos estão cada vez mais seletivos com as compras, “muitos procuram o que é mais barato e quem tem possibilidade exige produtos de qualidade”.
“Antes as pessoas compravam os brinquedos porque viam nas montras e gostavam, agora entram na loja, pedem para ver o produto e perguntam se não há algo parecido, mas mais económico, e muitas vezes saem sem comprar nada. Ou seja, há movimento nas lojas, mas poucas compras”, disse.
Proprietário de um mini-supermercado em Caracas, José Lopes, abriu, pela primeira vez, o seu estabelecimento durante meio-dia no dia de Natal e em 01 de janeiro. “Também nos produtos alimentares a venda ficou aquém do esperado”, disse à Lusa.
Cinco maiores bancos em Portugal lucraram 21 mil milhões de euros em comissões na última década
Os cinco maiores bancos em Portugal – BPI, Caixa Geral de Depósitos, Millennium bcp, Novobanco e Santander – cobraram 21.372 milhões de euros em comissões entre 2014 e 2024. Este montante equivale quase ao valor das ajudas financeiras ao setor bancário pelo Estado português entre 2008 e 2023, que totalizaram 21.590 milhões de euros, de acordo com o Tribunal de Contas. Durante a última década, os consumidores enfrentaram um aumento de 30% nas comissões bancárias, superando largamente a inflação acumulada. A DECO PROteste, considera muitas destas comissões desproporcionais e sem justificação. Os bancos justificaram, durante anos, o aumento das comissões pela baixa margem financeira decorrente dos juros reduzidos ou negativos. Em 2022, as comissões representaram 96,7% dos lucros dos “cinco grandes”, que totalizaram 2.524 milhões de euros, revela a DECO PROTeste. Porém, com a escalada das taxas Euribor em 2023, os lucros destas instituições dispararam cerca de 80%, atingindo quase 4 542 milhões de euros. Apesar disso, as comissões registaram apenas uma redução de 2,5%, somando 2.379 milhões de euros, o equivalente a 52% dos lucros totais.
Desde 2013, a associação de defesa do consumidor tem pressionado pelo fim de comissões de manutenção que considera injustificadas. Apesar da legislação exigir que as comissões correspondam à prestação de um serviço, a falta de uma definição clara permitiu aos bancos contornar as regras. Entre as comissões eliminadas nos últimos anos estão as de processamento de prestações no crédito à habitação, as de emissão de distrates e as cobradas por transferências via MB Way. Em 2023, o prolongamento da isenção da comissão de amortização no crédito à habitação a taxa variável permitiu uma poupança estimada de 56 milhões de euros para os consumidores. “A DECO PROteste sempre se manifestou contra a cobrança de comissões de manutenção de contas à ordem, por considerar que estas não correspondem a qualquer serviço. Foi por isso que, em 2013, entregou no Parlamento uma petição pelo fim deste encargo, que reuniu mais de 90 mil assinaturas”, sublinham (Executive Digest, texto do jornalista André Manuel Mendes)







































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