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terça-feira, dezembro 15, 2009

Joralistas promovem "missa do parto"

A Direcção Regional do Sindicato dos Jornalistas promove no próximo domingo, dia 20 de Dezembro, na Igreja da Nazaré pelas 6 horas da manhã, uma missa do parto dedicada à comunicação social regional. O Sindicato dos Jornalistas associa-se a esta iniciativa da Paróquia da Nazaré e "convida todos os associados a participarem no acto litúrgico e no convívio que se seguirá à celebração, pelo que se apela a quem desejar um contributo para este momento festivo e de partilha de afectos e sabores: bolos, broas, licores, etc".

sábado, maio 16, 2009

E qual é o problema?

Para mim é uma questão de opção pessoal com implicações profissionais – Moura Guedes é que se esquece que já foi deputada do CDS/PP na Assembleia da República… - mas que tem que ser respeitada. Ou será que o facto do jornalista Hernâni Carvalho ter anunciado que será candidato independente, pelas listas do PSD, à presidência da Câmara Municipal de Odivelas nas próximas eleições autárquicas” é uma coisa do outro mundo ou diferente de outras situações? Ruben Carvalho, jornalista, dirigente e candidato do PCP, não o faz há muitos anos? José Manuel Rodrigues, líder do CDSS/PP, não é político? O que as pessoas têm que saber é que uma pessoa nestas condições, se um dia regressar ao jornalismo activo – e muitos o fizeram – não deve ter um envolvimento e um mediatismo tão acentuado, porque um dia corre o risco, caso esteja a ser incomodativo nas questões colocadas, de ser confrontado com uma justificada falta de neutralidade, por exemplo, no caso de uma entrevista a um político, devido ao seu passado político (não profissional). E depois?

domingo, maio 10, 2009

PS: Luís Miguel França da RTP para candidato em Santa Cruz

Li aqui que "o jornalista Luís Miguel França da RTP-M é o candidato socialista à Câmara Municipal de Santa Cruz, revelou hoje o presidente da concelhia por aquela autarquia, Óscar Teixeira. "A Comissão Política Concelhia de Santa Cruz teve ontem uma reunião e, por unanimidade e voto secreto, foi aprovada a candidatura de Luís Miguel França à presidência daquela autarquia", revelou Óscar Teixeira. "É uma pessoa que está muito ligada à sociedade civil, conhece a realidade da região pela profissão que desempenha e está dentro da política", disse". Por razões pessoais, de princípio e, se quiserem corporativistas, não me ouviram criticar a decisão de LMF, tão legítimo como outras que antes deles foram tomadas. Como a minha, por exemplo, quando em 1992 abandonei o jornalismo devido ao facto de ter aceite um envolvimento mais efectivo na política. Mas isso não faz com que me envergonhe da minha actividade profissional, que me impeça de olhar para o meu percurso de 20 anos e continue a ter a convicção absoluta de que não fui manipulador, mentiroso, sectário, deturpador e que não cumpri regras e princípios deontológicos e éticos que foram determinantes para a minha postura profissional. Antes de Luís Miguel França e de mim próprio, outros jornalistas foram candidatos e envolveram-se na política, outros estão discretamente ligados à política e a partidos, sem terem contudo um envolvimento activo e militante. Outros certamente seguirão o mesmo procedimento, no futuro. Um jornalista é um cidadão como qualquer outro, com a liberdade de pensar da forma que entender, de acordo com as suas convicções e a consciência. Mas enquanto jornalista, e nessa qualidade e no exercício da profissão, será sempre um cidadão com responsabilidades acrescidas, mas a quem lhe basta a convicção de que foi isento, foi sério e que teve como referência o código deontológico do jornalista. Mas tal como nunca admiti juízos de valores ofensivos, indignos e mentirosos em relação à minha pessoa, recuso fazê-los em relação a Luís Miguel França, de quem sou amigo, fui colega durante anos, e com quem mantive sempre uma relação pessoal e profissional. Fica-me, e perdoem-me este desabafo pessoal, alguma pena por não o acompanhar numa aventura em S.Bento, caso LMF venha a ser, como certamente acontecerá, um dos candidatos dos socialistas locais.

domingo, março 01, 2009

"O jornalista e o blogger"

Li aqui um texto interessante:
"Um tema inesgotável. Acaba de ser abordado por um nome forte da blogosfera, Loïc Le Meur, no decorrer da conferência da Associação Mundial de Jornais que decorreu anteontem e ontem em Lisboa. Segundo reporta Leonor Figueiredo, no DN, ele centrou a sua comunicação na defesa de que o «aparecimento de blogs é o elemento mais significativo nos últimos dois anos nos media, e irá influenciar bastante o mundo do jornalismo». Deixo a síntese das ideias apresentadas, feita pela jornalista: "Quais são as diferenças entre o jornalista e o blogger? O jornalista é pago, o blogger, não; o jornalista segue directrizes, o blogger escreve quando e como quer; o jornalista corrige antes de publicar, o blogger emenda depois; o jornalista trabalha para a marca do seu jornal, o blogger escreve anonimamente; o jornalista está limitado no espaço e não sabe para quem escreve, o blogger não tem estes constrangimentos; o jornalista não diz «eu», enquanto o blogger escreve na primeira pessoa do singular; o jornalista escreve como sabe e aprendeu, o blogger é mais espontâneo, segue uma linguagem muito oral." Já agora, é interessante a perspectiva do evento da Associação Mundial de Jornais em Lisboa, através do comentário de Loic Le Meur: "Classic discussions about blogs with or against newspapers already started tonight. Anyway, great evening in Lisbon, lots to say, great fun and amazing food. More tomorrow".

segunda-feira, novembro 17, 2008

Futebol: o SJ e Rui Alves

Na sequência das declarações proferidas pelo Presidente do Nacional, Rui Alves, o Sindicato dos Jornalistas divulgou hoje em conferência de imprensa o seguinte "Comunicado de Imprensa":
1. A Direcção Regional da Madeira do Sindicato dos Jornalistas vem publicamente repudiar e condenar o inadmissível, criminoso e vil incitamento à violência contra jornalistas protagonizado pelo Presidente do Clube Desportivo Nacional, no passado sábado, durante um jantar do Grupo “Os Alvi-negros”.
2. Se o sr. eng.º Rui Alves tem motivos de queixa dos órgãos de Comunicação Social, deve recorrer aos mecanismos legais e órgãos adequados, em vez de assumir um comportamento que configura uma tentativa de intimidação aos profissionais da Comunicação Social, logo um atentado à liberdade de informação. Atendendo à extrema gravidade das declarações produzidas pelo Presidente do CDN, com uma clara ameaça à integridade física dos jornalistas e um criminoso incitamento à violência e agressão, o seu autor será responsabilizado criminalmente não só pelas suas declarações como também pelo que venha a acontecer no futuro em termos de incidentes.
3. Em conformidade, a Direcção Regional da Madeira do Sindicato dos Jornalistas informa que irá proceder judicialmente contra o Sr. Eng.º Rui Alves, remetendo as suas declarações para o Procurador da República na Madeira, responsável pelo MP na Região, por forma a que aquele dirigente seja chamado a responder e a assumir as responsabilidades pelos crimes de ameaça, coacção e instigação pública a um crime, tipificados no Código Penal pelos artigos 153.º, 154.º e 297.º, respectivamente.
4. Face às afirmações proferidas pelo dirigente desportivo e não sendo esta a primeira vez que se registam lamentáveis episódios de pressão sobre jornalistas nas instalações do Clube Desportivo Nacional, o Sindicato dos Jornalistas decidiu também agir com participações junto das seguintes entidades:
- Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC);
- Liga Portuguesa de Futebol Profissional (Liga de Clubes);
- além de dar conhecimento ao Clube Nacional de Imprensa Desportiva (CNID) e ao Sindicato de Jogadores de Futebol;
5. Perante as ameaças do Presidente do CDN, a Direcção Regional do SJ insta a empresa do Diário de Notícias da Madeira a proceder de igual modo por forma a defender a honra e dignidade dos jornalistas do DN, cabendo ainda ao respectivo Conselho de Redacção uma eventual tomada de posição sobre o sucedido. Os jornalistas têm a obrigação de denunciar estes comportamentos violadores do Estado de Direito e da própria Democracia, rejeitando todos os ataques ao direito inalienável da liberdade de informar.
6. Porque a instituição e os adeptos do Clube Desportivo Nacional continuam a merecer todo o nosso respeito, a Direcção Regional da Madeira do Sindicato dos Jornalistas desafia os restantes membros da direcção do clube a se demarcarem do condenável incitamento à violência realizado pelo Presidente, em honra da longa história e do prestígio da instituição desportiva. Fazemos ainda um apelo directo aos sócios e adeptos do Clube Desportivo Nacional e em particular ao Grupo “Os Alvi-negros”, para que em nome do desportivismo e do respeito pelos mais elementares princípios do Estado de Direito, façam respeitar os direitos dos profissionais da Comunicação Social em exercício de funções durante os eventos desportivos.
7. Reiterando um anterior apelo nacional do Sindicato dos Jornalistas sobre incidentes no futebol, entendemos ser oportuno convocar todos os jornalistas, para que resistam colectivamente a quaisquer acções de discriminação, intimidação ou agressão, assim como para que não deixem de actuar, imediata e solidariamente, em defesa dos seus camaradas de profissão, designadamente:
a) Abandonando as conferências de imprensa, quando jornalistas ou órgãos de informação forem impedidos de entrar ou de fazer perguntas;
b) Auxiliando os jornalistas em quaisquer dificuldades, inclusivamente procurando protecção policial nos casos de intimidação ou agressão;
c) Participando às autoridades policiais, ao SJ e à ERC quaisquer actos de que tenham sido vítimas e disponibilizando-se para apoiar os jornalistas que o tenham sido, especialmente através do seu testemunho.
8. Por fim, o Sindicato dos Jornalistas exorta todos os actores do fenómeno desportivo – dirigentes, técnicos, atletas e adeptos – a manterem os padrões de respeito pela liberdade de informação, abstendo-se de quaisquer atitudes que os ponham em risco. Tal responsabilidade cabe especialmente à Federação Portuguesa de Futebol e à Liga Portuguesa de Futebol Profissional. Porque são muitas e variadas as ameaças, todos temos que proteger a liberdade de informação, pois ao fazê-lo também defendemos um pilar da Democracia.
Funchal, 17 de Novembro de 2008
A Direcção Regional da Madeira do Sindicato dos Jornalistas"

Futebol: Rui Alves meteu água

O Presidente do Nacional protagonizou no passado fim-de-semana uma intervenção dispensável e lamentável, incentivando os associados do Nacional a terem uma outra atitude em relação aos jornalistas, particularmente a comunicação "hostil" e aditando mesmo que se se necessário for "mostraremos que também, somos guerreiros e que podemos pregar duas chapadas, se for necessário". Rui Alves pode ter razões de queixa - não sei se tem - da comunicação social desportiva (porque acredito que é dela que falava). Mas tem ao seu dispor recursos para protestar inclusivamente para participar junto de entidades competentes. Foi uma infelicidade, admito que tenha sido episódica, e que o Presidente do Nacional neste momento estará a clarificar no programa desportivo "Prolongamento" na RTP-Madeira. Mas a participação do Sindicato dos Jornalistas já foi formalizada, natural e comnpreensivelmente. E Rui Alves percebe que, por exemplo, o empate com o Rio Ave, um dia depois dessas declarações, não foi por culpa dos jornalistas. Um alerta aos responsáveis do programa: se a ideia era haver contraditório, então não tinham nada que levar o Presidente do Nacional ao estúdio. Aliás, Rui Alves fez revelações e acusações nessa intervenção que deveriam merecer debate e destaque - as que se reportagem aos apoios concedidos ao Marítimo - e não tiveram.

domingo, setembro 21, 2008

ERC escondeu processo Sócrates?

Foi o Expresso, num texto de Humberto Costa e Rosa Pedroso Lima com o título "ERC legitima pressões de Sócrates", que o assunto foi colocado no primeiro plano: "Só nove meses depois da Comissão de Acesso aos Dados Administrativos (CADA) ter ordenado à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) que divulgasse o conteúdo do ‘processo Sócrates’, o Expresso conseguiu aceder a este dossiê. Pagou €169,22 pelas quase 300 páginas, onde o Conselho Regulador minimiza todos os depoimentos e dados que apontavam para a existência de pressões do Gabinete - e do próprio primeiro-ministro - para travar as notícias sobre a sua licenciatura na Universidade Independente. O processo, onde foram ouvidos oito jornalistas, dois assessores de imprensa do primeiro-ministro e o próprio Sócrates (depoimento escrito), gastou quatro meses de audições e acabou arquivado, em Agosto de 2007, com apenas um voto contra. Na deliberação, a ERC começa por assumir como inevitável “um certo grau de tensão” nas relações entre jornalistas e o poder. “O que se compreende”, sustentam, “dada a cultura profissional dos primeiros e pelo choque que resulta do facto de ambas as partes agirem com interesses divergentes”. A ERC reconhece mesmo na “actividade jornalística um patamar inevitável de condicionamento da liberdade individual” que classifica “aceitável e próprio das relações sociais”. Já na introdução, a ERC recusava usar o termo “pressão” para qualificar as «démarches» de Sócrates junto da comunicação social, alegando que essa palavra “adquire uma conotação negativa”. E embora vários depoimentos apontassem claramente para a existência de pressões, a ERC preferiu “a designação intervenção - menos marcada do ponto de vista valorativo”. A ERC vai mais longe e, se considera certo e “natural” que os poderes pressionem os jornalistas, o inverso também se verifica. É uma espécie de equilíbrio entre as partes; “o poder de influência é igualmente susceptível de ser exercido tendo como protagonistas os órgãos de Comunicação Social”, afirma. Esta preocupação de esvaziar o balão da polémica esteve presente em todo o inquérito. Exemplo? A discussão em torno da chamada do primeiro-ministro à ERC. O conselho dividiu-se entre os que consideravam que Sócrates devia ser ouvido (Gonçalves da Silva e Assis Ferreira) e os que queriam poupar o primeiro-ministro a essa diligência (Estrela Serrano, Elísio Oliveira e Azeredo Lopes). A discussão foi dura e na declaração de Gonçalves da Silva este diz ter sido vítima de “insultos, ameaças e intimidações”, em algumas das reuniões. A chamada de Sócrates foi evitada numa primeira votação mas realizada no decurso do processo. Não sem que antes Estrela Serrano aconselhasse o relator do questionário. Para lembrar que “as relações institucionais com os órgãos de soberania devem pautar-se pelo respeito”, que o PM só responde perante o PR e a Assembleia e que a “ERC não tem poderes policiais ou jurisdicionais sobre o Governo”.
“Com Tony Blair é pior”
A ERC pouco ou nada encontrou de relevante. Nas tentativas de pressão ao ‘Público’ - referidas por Dias Felner e José Manuel Fernandes, que receberam vários telefonemas do Gabinete e do próprio José Sócrates - não viu “elementos factuais que comprovem ter existido o objectivo de impedir, em concreto, a investigação”. Isto apesar de Felner assumir que, por várias vezes, foi contactado directamente pelo primeiro-ministro, num tom “violento”, sem que, nas conversas tenha sido avançando “um nome, um facto, um documento, nem uma resposta”. “Eu entendi isso como uma tentativa de pressão”, disse o jornalista na audição perante a ERC. Também o director do ‘Público’ foi claro em considerar como “pressão ilegítima a tentativa de evitar que as notícias saiam” e relatou uma parte da conversa com o PM para exemplificar o tipo de diálogo ocorrido: “Fiquei com uma boa relação com o seu accionista (Paulo Azevedo) e vamos ver se isso não se altera”, terá dito Sócrates ao director do jornal da Sonae.Na Rádio Renascença - cuja direcção de Informação também recebeu telefonemas do assessor do PM para travar a emissão de uma notícia sobre a licenciatura - a ERC voltou a não encontrar “factos” que mostrassem que “por essa via, tenha sido afectada a autonomia redactorial”. Sarsfield Cabral e Raquel Abecassis assumiram os factos e, a certa altura, a jornalista lamentou que os assessores considerassem ser sua função “fazer este tipo de pressão”. Serrano, que a inquiria, respondeu: “Com o Tony Blair é pior”. O caso foi encerrado e arquivado, sem direito a consulta directa. Apenas o vogal e professor de Direito Gonçalves da Silva se opôs, considerando existirem “elementos probatórios no processo” - nomeadamente através dos relatos dos jornalistas - “que revelam a prática, pela parte do PM, de actos condicionadores do exercício da actividade jornalística”. Outras situações de suspeita de tentativa de ingerência do poder político junto da Comunicação Social investigados pela ERC tiveram o mesmo destino de arquivamento: os casos Rodrigues dos Santos, Cintra Torres e Lusa
".
Hoje o jornalista do Publico, José Bento Amaro, recorda que "apesar de intimada pela Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA), em Janeiro, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) só agora permitiu que o Expresso consultasse o "processo Sócrates", de quase 300 páginas.Inicialmente a ERC recusou a sua consulta, tendo o semanário protestado junto da CADA. A edição de ontem do jornal revelava pormenores sobre as audições, que tiveram como objectivo avaliar a existência de pressões sobre os jornalistas no caso do diploma de Sócrates. A ERC concluiu ser normal que existam pressões nas relações entre jornalistas e políticos. Esta conclusão é aventada no acórdão que se reporta às diligências efectuadas pelo Governo e pelo próprio primeiro-ministro, José Sócrates, para que fossem travadas as notícias sobre a sua licenciatura na Universidade Independente".

quinta-feira, setembro 18, 2008

Mário Soares diz que criminalidade é para "vender papel"....

Pois é os jornalistas também têm destas coisas. Calam-se quando deveriam falar. Ou melhor, cometem o erro grave de falarem apenas de alguns e para alguns, seleciconando os alvos...
Vejam alguns exemplos de descaradas "invenções de jornalistas" para "venderem papel"...
18 suspeitos de crime violento ouvidos em tribunal
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Cidade de Lamego esteve cercada
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Repartição de Finanças de Sacavém foi assaltada à mão armada
Dois homens armados e encapuzados entraram na Tesouraria da Repartição no primeiro andar do prédio. Os assaltantes ameaçaram funcionários e utentes e saíram, minutos depois, com o dinheiro que se encontrava em caixa (veja aqui o video da RTP).