Os produtos alimentares estão a registar aumentos consecutivos de preço. O leite, os ovos, a farinha ou o açúcar sofreram aumentos na casa dos 30%. A RTP foi uma mercearia fazer as compras para o Natal e ver quão mais caro pode ser o cabaz este ano.
Os produtos alimentares estão a registar aumentos consecutivos de preço. O leite, os ovos, a farinha ou o açúcar sofreram aumentos na casa dos 30%. A RTP foi uma mercearia fazer as compras para o Natal e ver quão mais caro pode ser o cabaz este ano.
De janeiro até agora, um cabaz de produtos essenciais aumentou mais de 30 por cento. É a conclusão de uma simulação de compra feita pela RTP. Ovos, leites e derivados ou batatas são alguns dos alimentos em que os preços mais subiram.
Entrámos nos dois dígitos. A inflação em Portugal ultrapassou a barreira dos 10 por cento e atingiu o valor o máximo desde há 30 anos. A subida média dos preços em Outubro foi de 10,2 por cento, uma aceleração de 0,9 pontos em relação a setembro. É preciso recuar até maio de 1992 para encontrar um valor mais alto em Portugal, na altura 10,3 por cento. Os produtos que mais aceleraram a inflação foram a energia e os alimentos.
O valor divulgado pelo instituto nacional de estatística foi 10,2%. No dia seguinte ao anuncio de novo aumento das taxas de juro, numa subida de 0,75, que fixa agora a taxa em 2%. As prestações do crédito à habitação vão ficar mais caras.
Tendo por base a informação já apurada, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá diminuído para 9,0% em agosto (9,1% em julho). O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) terá registado uma variação de 6,5% (6,2% no mês anterior), registo mais elevado desde março de 1994. Estima-se que a taxa de variação homóloga do índice relativo aos produtos energéticos se situe em 24,0% (taxa inferior em 7,2 p.p. face ao mês precedente), enquanto o índice referente aos produtos alimentares não transformados terá apresentado uma variação de 15,4% (13,2% em julho). Comparativamente com o mês anterior, a variação do IPC terá sido -0,3% (nula em julho e -0,2% em agosto de 2021). Estima-se uma variação média nos últimos doze meses de 5,3% (4,7% no mês anterior). O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português terá registado uma variação homóloga de 9,4% (valor idêntico ao do mês anterior). Os dados definitivos referentes ao IPC do mês de agosto de 2022 serão publicados no próximo dia 12 de setembro (INE)
Transportes aéreos, férias organizadas, viagens de barco, gasolina, pão, fruta, carne e peixe estão mais caros desde janeiro. Para compensar, os serviços médicos, computadores e telemóveis estão mais em conta. A economia nacional começa a revelar sinais de fraqueza, seis meses após a invasão da Ucrânia pela Rússia, no dia 24 de fevereiro. O Dinheiro Vivo foi investigar como mudaram os preços de mais de uma centena de rubricas (bens e serviços) do cabaz de referência usado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para calcular a inflação no consumidor final. Entre janeiro e julho, o leque de diferenças é amplo. Em Portugal, a inflação total deste período ronda os 7%. Tirando os alimentos e a energia, está tudo 5% mais caro. Mas nos alimentos não-transformados, o poder de compra ressente-se bastante: a inflação supera os 11% nestes sete meses. Nos produtos energéticos, é mais do dobro, atingindo 24%. A guerra na Ucrânia veio somar-se a uma situação de constrangimento no abastecimento de matérias-primas que se agravou durante todo o ano de 2021, fazendo subir o custo de alimentos, semicondutores e componentes eletrónicos e petróleo.