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segunda-feira, outubro 13, 2008

Balsemão é o conselheiro presidencial mais rico

Segundo o Correio da Manhã, num texto da jornalista Ana Patrícia Dias, "Francisco Pinto Balsemão é o milionário do Conselho de Estado, com rendimentos superiores a dois milhões de euros. Já o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, ficou no último lugar da lista com 80 mil euros. Pela primeira vez, o CM revela os rendimentos que os conselheiros de Estado declararam ao Tribunal Constitucional. Dos 19 membros que integram o Conselho de Estado, órgão político de consulta do Presidente da República, Francisco Pinto Balsemão foi o que declarou os rendimentos mais elevados. Só em rendimentos de trabalho dependente o presidente do grupo Impresa e fundador do PSD declarou quase 1,2 milhões de euros. A este valor somam-se ainda rendimentos de capitais no valor de 785 mil euros, rendimentos prediais de 15 mil euros e mais-valias superiores a 88 mil euros. Feitas as contas, os rendimentos ultrapassam os dois milhões de euros. Mas há mais. Além do património imobiliário, que inclui duas moradias, Pinto Balsemão declarou em acções, obrigações, fundos de investimento e depósitos mais de 49 milhões de euros. Só as acções da Impresa valem, de acordo com a declaração entregue no Tribunal Constitucional, mais de 5,9 milhões de euros O segundo conselheiro mais rico é o neurocirurgião João Lobo Antunes, que declarou rendimentos no total de 911 mil euros. Mário Soares ficou em terceiro lugar da lista, com 482 mil euros, rendimentos referentes ao ano de 2004. Seguido de Jorge Sampaio, com 434 mil euros. Todos valores muito superiores aos rendimentos declarados pelo próprio Presidente da República, Cavaco Silva, que apresentou rendimentos na ordem dos 262 mil euros. Aliás, Cavaco Silva ocupa apenas o oitavo lugar da lista, atrás de Marcelo Rebelo de Sousa (332 mil euros), de Jorge Coelho (321 mil euros) e de Manuel Dias Loureiro (291 mil euros)".

domingo, setembro 21, 2008

Balsemão exige mudança radical na televisão pública

Li no Publico que "Francisco Pinto Balsemão exigiu uma "solução radical" na forma como na Europa são geridos os serviços públicos de televisão, quando discursava num encontro em Helsínquia como presidente do European Publishers Council (Conselho Europeu de Empresas Proprietárias de Jornais), associação que representa alguns dos principais grupos de media.O também "patrão" da SIC e do grupo Impresa, que preside ao EPC desde 2001, considera que os Estados europeus devem "limitar o tamanho" dos operadores públicos de televisão, que no futuro terão de se concentrar na transmissão de programas de "alta qualidade" - sem contarem para isso com apoios do Estado ou com taxas pagas pela população, defendeu. "Podem claramente conseguir receitas significativas se produzirem programas fora de série!", salientou Balsemão, que falava durante uma conferência internacional sobre o futuro do serviço público de televisão. Exemplos de programas de "alta qualidade"? "Mais programas de história natural, documentários pesquisados de forma adequada, notícias que abordem assuntos caprichosos de forma justa e séria, melhores comédias inovadoras ... e menos telenovelas, ou exploração de exibicionistas vulneráveis [em reality shows]", afirmou o responsável máximo da SIC". Não será complicado que o dono de uma estação de televisão privada se atire contra a televisão pública?