Um primeiro sinal foi dado hoje. Mas falta a decisão que deveria ter tomado rapidamente. O que não significa que esteja a ser julgado na praça pública, pois nem acusado foi. Dias Loureiro tem contudo que entender, e bem, que o facto do seu nome estar todos os dias na comunicação social, e que por lá andará muito mais tempo, coloca problemas complicados ao Presidente da República que por um mero gesto de amizade pessoal convidou o antigo ministro a fazer parte do Conselho de Estado. Julgo que Dias Loureiro – mas isso diz respeito à sua consciência – deveria retribuir essa atitude de amizade e demitir-se imediatamente do cargo.
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segunda-feira, novembro 24, 2008
domingo, novembro 23, 2008
Conselho de Estado: do que espera Dias Loureiro para se demitir?
Eu não entendo o que é que Dias Loureiro está à espera para se demitir imediatamente de membro do Conselho de Estado em vez de andar a fazer tristes figuras, sobretudo depois daquela triste palhaçada na televisão, insistindo que o seu lugar está sempre à disposição do Presidente Cavaco Silva. Demita-se. Se não o fizer está a comportar-se de uma forma imprópria e a evidenciar uma lamentável falta de ética, dado que é óbvio que o Presidente começa a ser prejudicado pelo seu "caso". Dias Loureiro não faz falta nenhuma ao Conselho de Estado e sendo certo que não está acusado de nada - embora o processo BPN esteja gora a dar os primeiros passos - o facto de ter sido executivo no banco falido e de fazer parte do Conselho de Estado por escolha pessoal de Cavaco Silva é algo que incomoda o Presidente. Se o ex-ministro continuar a manter-se no cargo persiste num comportamento indigno já que, sobretudo depois da desastrosa entrevista concedida à RTP, das suspeitas não se livra até que tudo fique esclarecido. O que é que está à espera Dais Loureiro para se demitir rapidamente? Nem sequer depois do comunicado de hoje de Cavaco Silva? A única atitude decente era anunciar imediatamente o seu abandono do Conselho de Estado, o que obviamente não implica que seja arguido nem muito menos que seja suspeito seja do que for. Da sua defesa, caso venha a ser caso disso, tratará no momento próprio e pelos meios adequados. Ou Dias Loureiro já se esqueceu que o Conselho de Estado tem que autorizar que os seus membros sejam ouvidos pela justiça? Está à espera que se chegue a esse ponto?
segunda-feira, outubro 13, 2008
Balsemão é o conselheiro presidencial mais rico
Segundo o Correio da Manhã, num texto da jornalista Ana Patrícia Dias, "Francisco Pinto Balsemão é o milionário do Conselho de Estado, com rendimentos superiores a dois milhões de euros. Já o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, ficou no último lugar da lista com 80 mil euros. Pela primeira vez, o CM revela os rendimentos que os conselheiros de Estado declararam ao Tribunal Constitucional. Dos 19 membros que integram o Conselho de Estado, órgão político de consulta do Presidente da República, Francisco Pinto Balsemão foi o que declarou os rendimentos mais elevados. Só em rendimentos de trabalho dependente o presidente do grupo Impresa e fundador do PSD declarou quase 1,2 milhões de euros. A este valor somam-se ainda rendimentos de capitais no valor de 785 mil euros, rendimentos prediais de 15 mil euros e mais-valias superiores a 88 mil euros. Feitas as contas, os rendimentos ultrapassam os dois milhões de euros. Mas há mais. Além do património imobiliário, que inclui duas moradias, Pinto Balsemão declarou em acções, obrigações, fundos de investimento e depósitos mais de 49 milhões de euros. Só as acções da Impresa valem, de acordo com a declaração entregue no Tribunal Constitucional, mais de 5,9 milhões de euros O segundo conselheiro mais rico é o neurocirurgião João Lobo Antunes, que declarou rendimentos no total de 911 mil euros. Mário Soares ficou em terceiro lugar da lista, com 482 mil euros, rendimentos referentes ao ano de 2004. Seguido de Jorge Sampaio, com 434 mil euros. Todos valores muito superiores aos rendimentos declarados pelo próprio Presidente da República, Cavaco Silva, que apresentou rendimentos na ordem dos 262 mil euros. Aliás, Cavaco Silva ocupa apenas o oitavo lugar da lista, atrás de Marcelo Rebelo de Sousa (332 mil euros), de Jorge Coelho (321 mil euros) e de Manuel Dias Loureiro (291 mil euros)".
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