Segundo o Correio da Manhã, num texto do jornalista António Sérgio Azenha, "a um ano do termo da actual legislatura, já abandonaram o Parlamento 38 deputados, um aumento de 31 por cento face a igual período na legislatura anterior. Em 230 parlamentares, 119, mais de metade do total, já suspenderam o mandato para o qual foram eleitos.Os dados da Comissão de Ética deixam claro que a fuga dos deputados se acentuou nos últimos três anos. E indicam que os principais destinos destes deputados são a administração de empresas, os escritórios de advogados e as autarquias. Nos últimos seis anos – com uma legislatura interrompida e o actual ciclo de governação – PS e PSD contabilizaram o maior número de saídas de deputados. Das 38 renúncias já contabilizadas na actual legislatura, vinte pertencem ao PS, 12 ao PSD, três ao CDS--PP, duas ao PCP e uma ao BE. Na anterior, que durou de 5 de Abril de 2002 a 9 de Março de 2005, a situação não foi muito diferente: dos 29 deputados que abandonaram o Parlamento, 15 eram do PSD, nove do PS, quatro do CDS-PP e um do PCP. Em ambas, Porto e Lisboa são os círculos eleitorais mais afectados pelas renúncias: se na anterior legislatura o Porto perdeu cinco deputados eleitos, na actual já ficou sem dez; e Lisboa, que perdera seis deputados, na actual tem menos seis parlamentares.As mexidas no Parlamento são visíveis também nas suspensões temporárias do mandato: a um ano do termo da legislatura, já suspenderam funções 119 deputados, quase 52 por cento do total e quase tanto quanto as 137 suspensões registadas nos três anos que durou a anterior legislatura".
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