Eu não vou falar nem nas frequentes cenas de porrada que ocorrem nas noites das Docas, no Porto Santo - ainda ontem foi digno de se ver bem como o ajuste de contas que os dois grupos prometeram para hoje... - nas "fumaças" ou "cheiradelas" de canalha miúda, ou menos miúda, escondida nos carros estacionados na zona, etc. Estes factos são óbvios e estão à vista de todos pelo que a minha opinião é que compete sobretudo às autoridades agir caso queiram. Eventualmente até ir mais longe e pensar em medidas ainda mais gravosas, de controlo dos passageiros do Lobo Marinho para permitir a detecção, com recurso a equipamento próprio, de determinado..."material" transportado pelos passageiros, muitos deles nem de maior idade são! Não se pode continuar a dar a ideia de que no mês de Agosto no Porto Santo impera a bandalheira e que tudo ali é possível acontecer. O que hoje vos vou dar conta é de uma situação caricata nas "Docas" do Porto Santo, que a partir de determinada hora da noite - recordo que apenas 7 dos 10 dos espaços estão abertos e que um deles optou por montar um balcão com DJ, mantendo os clientes na rua, sem acesso ao interior, fechando a maior parte dos restantes entre as 3 ou 4 horas da manhã - têm a particularidade de não terem WC disponíveis para clientes. Ainda ontem à noite ou estavam fechadas ou avariadas. A solução? Os "seguranças" contratados por uma conhecida empresa madeirense de eventos que parece estar a explorar aquele espaço (não se percebe bem como) controlam as saídas dos clientes fazendo uma marcação com caneta preta numa mão - uma espécie de rubrica do "segurança"!... - para que os (as) clientes pudessem ir ao estacionamento e, escondidos entre os carros, satisfazer as necessidades fisiológicas e incontornáveis. Como é possível que pagando todos os que ali se deslocam 5 euros sem qualquer direito a consumo (!) ainda por cima sejam enxovalhados com situações como estas? Ontem à noite contaram-me que um conhecido médico do Funchal, completamente "passado dos carretos", pegou numa nota de 50 euros, pagou dois bilhetes de 5 euros para o casal e deixou os restantes 40 euros como contributo para a compra ou aluguer de casas de banho! Já agora, e por exemplo, porque não vão ao Chão da Lagoa ver como é que o PSD resolve esse problema na sua festa? Aprendam com quem sabe. Finalmente, não havendo a ASAE (instituição contra a qual nada tenho, desde que a sua actividade seja a de zelar pelos interesses e pelos direitos dos consumidores e pelo combate ao oportunismo de empresários bandalhos e corruptos), talvez nem seja recomendável que as actividades económicas locais ou outras instituições por lá passem para ver se estão naquele espaço "clientes" menores e se há ou não controlo na venda de bebidas alcoólicas. Uma bandalheira. Mas eu é que posso estar equivocado, sobretudo para os que acham que "qualidade" é aquilo. Falo da gestão do espaço, não da infraestrutura em si mesma - que deveria ser melhor cuidada por alguns concessionários.
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