Até onde irão as consequências, em Portugal, da crise económica internacional, iniciada nos EUA e que aos poucos foi invadindo a Europa, não "salvando" nenhum país como erradamente se tentou fazer passar para a opinião pública? Acho que vai sendo tempo de começarmos a falar verdade, sobretudo a verdade, para que os portugueses não se indignem e se revoltem. Mas tal como não concebo a demagogia propagandista de quem é poder, não aceito que, pela gravidade do tema em questão, e pelo total desconhecimento quanto aos seus efeitos em Portugal, a oposição faça chicana ou opte pela demagogia facilitista do ataque pelo ataque. Afinal estamos a falar de uma das piores crises económicas dos últimos trinta anos, dizem os especialistas - há mesmo alguns que dizem que ela pode ser a pior de todas as registadas nos últimos 100 anos"! Com o apoio da RTP, vou procurar recordar o ponto da situação:
- O Governador do Banco de Portugal reafirma que não há margem para baixar os impostos, nem para aumentar o investimento público. Vítor Constâncio lembra que a política orçamental deve ser mantida (veja aqui o video com a notícia da RTP);
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- EUA: Construção de novas casas ao ritmo mais lento desde 1991 - Segundo a jornalista do Diário Económico, Sara Gamito, "a construção de novas casas para famílias únicas desceu nos Estados Unidos em Abril para o número mais baixo dos últimos 17 anos, enquanto que a construção de novos condomínios e edifícios de apartamento registou uma recuperação.De acordo com o Departamento de Comércio norte-americano, os construtores iniciaram a construção de 692 mil casas em Abril, naquela que é a taxa anual mais baixa desde Janeiro de 1991. No entanto, o total de casas começadas subiu 8,2% para os 1,032 milhões, devido à construção de novas unidades multifamiliares ter crescido 36%, depois de uma queda de 35% em Março";
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- Presidente da CIP entende que "pior ainda está para vir" - O presidente da Confederação da Indústria mostra-se preocupado com o abrandamento da economia. Francisco van Zeller afirmou que o ano de 2008 vai ser difícil para as empresas e para os portugueses (veja aqui o video com a notícia da RTP);
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- Crescimento económico revisto em baixa - Comentando os resultados hoje anunciados, dois economistas dizem que tal era previsível. Silva Lopes e César das Neves afirmam que as previsões são agora mais realistas (veja aqui o video com a notícia da RTP);
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- Confiança dos consumidores nos Estados Unidos desce para mínimo de quase 28 anos - Segundo a jornalista do Diário Económico, Sara Gamito, "a confiança dos consumidores norte-americanos caiu mais do que o esperado, em Maio, para o nível mais baixo em quase 28 anos, numa altura em que os preços dos combustíveis batem recordes, o valor das casas baixa e diminuem os empregos. De acordo com o índice calculado pela Reuters e pela Universidade do Michigan, a confiança dos consumidores norte-americanos desceu para os 59,5 pontos, em Maio, o nível mais baixo desde Junho de 1980, e baixo dos 62,6 pontos registados em Abril";
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- Não há risco de recessão na Europa e em Portugal - Segundo a SIC, "o governador do Banco de Portugal subscreve as últimas decisões do Governo em matéria de economia. O Executivo anunciou uma quebra de 30% no crescimento económico. Vítor Constâncio considera que a revisão era esperada mas diz que não há motivo para falar em recessão. O arranque do ano trocou as contas ao Governo. Com a economia portuguesa a crescer apenas 0,9% no primeiro trimestre, alteraram-se de imediato as previsões: uma revisão em baixa do crescimento económico de 2,2% para 1,5% para este ano.São as consequências da crise financeira que começou nos Estados Unidos. A Europa não está imune. Mas tem de ter a força necessária para resistir";
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- Dados do PIB na zona euro espelham fortes assimetrias - Num trabalho publicado no "Diário Económico" da autoria de Lara Wemans, do Departamento de Estudos Económicos e Financeiros do BPI, é referido que "os dados divulgados nos últimos dias mostram que no seio da zona euro coexistiram, ao longo do primeiro trimestre de 2008, economias relativamente robustas a esta crise, como é o caso da alemã, com outras em séria desaceleração, como a portuguesa e a espanhola, entre outras.Segundo estimativas do Eurostat, o saldo no conjunto da zona euro levou a que, no primeiro trimestre, o PIB tenha crescido 2,2% em termos homólogos e 0,7% em cadeia, o que representa, no contexto actual, um sinal bastante positivo. No entanto, a probabilidade de que esta tendência se mantenha nos próximos trimestres é baixa";
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- Bancos centrais nórdicos emprestam 1,5 mil milhões de euros à Islândia - Segundo a jornalista do Diário Económico, Sara Gamito, "os bancos centrais nórdicos acordaram hoje disponibilizar 1,5 mil milhões de euros em fundos de emergência ao banco central da Islândia, de modo a fortalecer a coroa islandesa e suster a economia deste país, que se encontra com fortes dificuldades.Segundo afirmou o governador do banco central sueco, Stefan Ingves, citado pela Bloomberg, "o acordo de troca tem como objectivo ajudar o banco central islandês na sua tarefa de garantir a estabilidade macroeconómica e financeira"."Em tempo de incerteza e tumulto, os bancos centrais têm a responsabilidade de cooperar", acrescentou Ingves";
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- Constâncio contra aumento do investimento público - Segundo o jornalista do Jornal de Negócios, Rui Peres Jorge, "É bom que não haja demasiado entusiasmo" no Governo para tentar combater a crise económica com uma redução de impostos ou com aumento de investimento publico, avisou hoje Vitor Constâncio, governador do Banco de Portugal. As palavras surgem no dia seguinte ao Governo ter sinalizado que, face ao forte abrandamento da actividade económica conhecido ontem, iria fomentar o investimento público e privado. "Não há margem para descer impostos como tenho o dito ao longo dos últimos meses e também não há margem para aumento do investimento publico", afirmou";
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- Almunia encoraja Portugal a prosseguir as reformas - O ministro das Finanças anunciou, em Bruxelas, que a proximidade das eleições não vai afectar a política de reformas do Governo. O Comissário Europeu da Economia e Finanças, Joaquin Almunia, diz que este é o caminho necessário para escapar à crise (veja aqui o video com a notícia da RTP);
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- Cavaco sabia que a crise ia chegar - Diz a jornalista do DN de Lisboa, Jacinta Romão, que "o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, diz que números divulgados ontem sobre a situação da economia portuguesa e a descida drástica da natalidade em Portugal são "muito desfavoráveis" e que está "preocupado". "É preciso continuar o esforço de modernização das empresas face à concorrência que vem da Ásia, norte de África e países do Leste europeu", considerou ontem o PR, no Cadaval, onde inaugurou uma escola do primeiro ciclo e almoçou com produtores de pêra rocha, antes de seguir para Caldas da Rainha, para inaugurar um centro cultural que custou 18 milhões de euros."Sempre disse que seria muito difícil a Portugal escapar aos efeitos da crise financeira internacional", sublinhou o PR, aludindo às subidas das taxas de juro e às limitações de crédito, assim como à subida do preços dos produtos, com enfoque nos cereais e no petróleo, fundamentando a opinião com o abrandamento das economias europeias";
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- Cavaco Silva pede atenção aos mais atingidos pela crise - O Presidente da República afirmou que seria muito difícil Portugal conseguir ficar imune à crise internacional. Mas acredita que as reformas feitas poderão vir a trazer um outro fôlego a Portugal para enfrentar os embates (veja aqui o video com a notícia da RTP);
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- Portugueses trabalham 139 dias para impostos - Li no "Sol" que "os portugueses precisarão este ano de trabalhar 139 dias só para pagar impostos, até ao dia 19 de Maio, e apenas daí em diante o salário se torna verdadeiro rendimento líquido, indica um estudo ontem apresentado . O Dia de Libertação dos Impostos (DLI), em que a cobertura da carga fiscal pelos rendimentos dos cidadãos fica completa, acontece este ano a 19 de Maio, mais um dia de trabalho que o fisco consoem em comparação com 2007, segundo o estudo do Gabinete de Análise Económica da Universidade Nova de Lisboa, em colaboração com a Associação Industrial Portuguesa (AIP). Para António Pinto Barbosa, o coordenador do estudo, o indicador DLI não adianta nada em relação às contrapartidas que o Estado presta aos contribuintes pelo cumprimento das suas obrigações fiscais".
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- PS atribui recuo da economia portuguesa à conjuntura internacional - Segundo o Publico, "o porta-voz do Partido Socialista atribuiu o abrandamento da economia portuguesa no primeiro trimestre deste ano ao agravamento da situação internacional, ressalvando ser prematuro fazer uma leitura para o ano todo apenas com estes dados.A economia portuguesa abrandou no primeiro trimestre de 2008, apresentando um crescimento real de 0,9% em termos homólogos, o que correspondeu a menos nove décimas do que o valor apurado no trimestre anterior também em termos homólogos (1,8%)".
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