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sábado, fevereiro 08, 2014

Testemunha da fita adesiva no Meco quer falar na PJ

A testemunha que afirma ter visto fita adesiva nos pés de um dos jovens que morreram no Meco quer mostrar as provas à PJ e testemunhar. A investigação tem prioridade máxima na PJ de Setúbal


sexta-feira, fevereiro 07, 2014

Meco: estudante sabia que ia ser praxada



Li no site da TVI “há novos desenvolvimentos na investigação da TVI sobre a tragédia do Meco. A TVI tem provas de que uma das vítimas sabia que ia ser praxada pelo conselho máximo das praxes, naquele fim-de-semana fatídico de dezembro. A aluna em causa, Joana Barroso, sabia que ia ser sujeita a uma praxe. Dois SMS trocados entre Joana Barroso e duas amigas, confirmam um fim-de-semana do MPC (Conselho Máximo das Praxes) e que a praxe seria feita pelo dux e diversos honoris dux. No dia 3 de dezembro, às 22:59, Alícia Ventura, uma amiga de Joana Barroso, envia uma mensagem a Joana, perguntando se estaria em Lisboa no fim-de-semana de 13 e 14 de dezembro.
«E ela, logo a seguir perguntou-me: onde? Eu respondi, às 23:00, que era no Main. E a Joana respondeu-me: não estou cá. Vou de fim-de-semana de MPC das praxes», disse Alícia Ventura à TVI. Alícia Ventura acrescenta que, no mesmo dia, às 23:01, respondeu a Joana Barroso: «Ai que chique!». E ela respondeu-me às 23:14: «De chique não tem nada, sermos praxados pelo mamute e mais outros mamutes». O mamute era o dux João Gouveia, o único sobrevivente da tragédia. Alícia Ventura explica que Joana Barroso «tinha noção que ia ser praxada e que estavam lá outros que a pudessem praxar. Os representantes não se podem praxar uns aos outros, por isso ela sabia que ia haver alguém superior, para além do João que os ia praxar. Ela sabia que havia mais gente no Meco». Outo SMS, enviado no dia da tragédia, a uma ex-aluna da Lusófona, confirma isso mesmo. No dia 14 de dezembro, às 17:33, «eu mandei uma mensagem à Joana a dizer: estás em Lisboa?, ao qual ela me responde cinco minutos depois: não, estou a ter fim-de-semana da praxe. E foi a última vez que falei com a Joana», diz Filipa Félix à TVI.
«Por isso, eu acho que a Joana sabia que ia ser praxada. E era normal doutores e veteranos também serem praxados pelos seus superiores. Quando ela me explicou a hierarquia que existia no COPA [Conselho Oficial da Praxe Académica], ela sempre me disse que o único que não podia ser praxado era o dux e que o dux podia praxá-los a eles. E que eles praxavam o que eram a seguir a eles e que era como uma cadeia», acrescenta Filipa Félix. Filipa Félix começou na Lusófona com Joana Barroso, em 2010. Ao contrário da amiga, não quis alinha em praxes que não considerava sequer razoáveis. «O que mais me chocou foi a forma como eles se dirigem às pessoas, com uma arrogância extrema de poder chegar aos insultos, a que nós não estamos habituados no dia-a-dia (...) Refiro-me a praxes duras de humilhação», referiu. Filipa Félix e Alícia Ventura confirmam à TVI que os pertences de Joana Barroso terão estado nas mãos de outras pessoas ligados ao COPA e de um cunhado de João Gouveia, antes de serem entregues à família. A pedido da família de Joana Barroso, as duas raparigas levantaram na Lusófona os pertences de Joana e terá sido a Polícia Marítima, no Meco, a dar-lhes o contacto de um cunhado de João Gouveia, como sendo a pessoa que estaria a tratar dos bens de todas as vítimas” (veja aqui o vídeo da TVI)

sexta-feira, janeiro 31, 2014

Dono de restaurante no Meco viu grupo de 6 a 10 jovens

Aquela que terá sido a última pessoa a ver as vítimas da tragédia do Meco com vida, falou à SIC. Trata-se do dono de um restaurante da praia do Meco, que viu o grupo - de seis a dez pessoas - a caminho do areal e que ainda estava no estabelecimento na altura da tragédia. Conta que o sobrevivente não lhe pediu ajuda e que até agora não foi contactado pelas autoridades.


quinta-feira, janeiro 30, 2014

Praxes violentas debatidas em vários países

Tal como em Portugal, a violência das praxes está a ser debatida em vários países que se confrontam com o problema. Em Espanha, por exemplo, 160 estabelecimentos de ensino uniram-se contra a praxe.


quarta-feira, janeiro 29, 2014

As praxes e a lei

Maria José Morgado diz que é preciso travar e punir as praxes violentas, que considera uma aberração. A procuradora-geral adjunta entende mesmo que algumas organizações de praxe têm caracteristicas semelhantes à máfia. Ainda assim, não defende a criação de um crime especial para estas situações.


Casos de praxes violentas e humilhantes

A polémica em torno das praxes académicas não é nova e alguns casos chegaram mesmo a tribunal. O mais grave levou à morte de um estudante da Universidade Lusíada de Famalicão.


sábado, setembro 27, 2008

O ministro e as praxes

O Ministro que tutela o ensino superior anda preocupado com as praxes. No passado dia 10 de Setembro enviou a todos os os reitores uma circular que, logo no primeiro parágrafo não deixa dúvcda quanto as suas causas: “As praxes académicas aos estudantes que ingressam nas instituições de ensino superior tendem a ganhar um relevo social e académico cada vez mais preocupante atendendo à recorrente inclusão de actos que, num ambiente de praxe violenta e não controlada e para lá do seu significado académico ou sócio-cultural, originam acidentes graves, configurando verdadeiros actos ilícitos de natureza civil, criminal e disciplinar”.