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sexta-feira, abril 10, 2009

Marinha vai manter encmenda depois do fracasso com o barco dos Açores?

Depois do fracassso com o barco dos Açores, a pergunta impoe-se: vai a marinha manter a encomenda? Vem isto a propósito desta notícia do semanário Sol com o título "Marinha formaliza encomenda de 500 milhões de euros aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo": "A Marinha portuguesa assinou com os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) contratos para a construção, nos próximos cinco anos, de navios e lanchas, cujo valor ascende a 500 milhões de euros Segundo o ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, os contratos dizem respeito à construção de cinco lanchas de fiscalização costeira, com possibilidade de opção por mais três, seis navios de patrulha oceânica (NPO) e dois navios de combate à poluição. Estes contratos significam uma «reprogramação» do plano de reequipamento da Marinha, que previa a construção de oito NPO e de cinco lanchas de fiscalização costeira. De acordo com os prazos hoje avançados pelo ministro, o primeiro NPO será entregue à Marinha em Janeiro de 2010 e o segundo seis meses depois. O esqueleto dos dois navios já está construído e as embarcações já estão em água desde finais de 2005, à espera de luz verde para conclusão dos trabalhos, para que possam ser entregues à Marinha.Inicialmente, a entrega chegou a estar prevista para 2006, mas o processo atrasou-se e foram fixados novos prazos, dessa vez para finais de 2008 e inícios de 2009, que também não foram cumpridos. Severiano Teixeira admitiu que «não é justificável um atraso tão grande», mas ressalvou que «este é o primeiro navio de uma série que é nova», pelo que houve necessidade de «afinar detalhes técnicos, para que os navios cumpram todos os requisitos». «O problema está ultrapassado» , afirmou, garantindo que desta vez os prazos de entrega serão cumpridos. Os NPO vão substituir as corvetas da classe João Coutinho, já com 40 anos de vida. Em relação às lanchas de fiscalização costeira, que vão substituir os barcos patrulha da classe Cacine, datados de 1970, a primeira será entregue até final de 2012, o segundo par em 2013 e o terceiro par em 2014".

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Portugal: mais almirantes que navios!

Achei piada nesta notícia publicada há dias no Correio da Manhã, da autoria da jornalista António Sérgio Azenha e intitulado "Almirantes são mais do que navios". Só neste país de nmediocridades: "A Marinha conta com mais almirantes no activo e na reserva em efectividade de serviço do que o número de navios em actividade operacional. Ao todo, no final de 2008, existiam 52 almirantes em situação efectiva de serviço, um número superior aos 40 navios operacionais referidos no relatório e contas do Ministério da Defesa de 2007. Face a esta disparidade numérica, a Associação de Praças da Armada (APA) considera que “o número de almirantes é exagerado”, mas o ramo liderado por Melo Gomes argumenta que, “como em qualquer Marinha, não existe uma relação directa entre o quantitativo de oficiais generais e o número de unidades navais.” A 31 de Dezembro de 2008, os 52 almirantes na situação de serviço efectivo estavam, segundo a Marinha, assim distribuídos: 23 exerciam funções na estrutura da Armada (segundo decreto-lei 202/93), 18 desempenhavam cargos no ramo na situação de reserva em efectividade de serviço, e 11 estavam colocados em compromissos externos no Ministério da Defesa, no Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), na NATO e na União Europeia. A Armada argumenta que os almirantes em serviço externo, 'por não exercerem funções concorrentes com a actividade operacional dos navios, não devem ser relacionados com a esquadra'. E garante que 'o quadro de oficiais-generais reflecte as necessidades globais da Marinha em termos de cargos de topo, tanto na estrutura operacional, como nas estruturas administrativa e de apoio, indispensáveis à sustentação da componente naval do Sistema de Forças". Só que um oficial da Armada, que solicitou o anonimato, frisa que, 'dentro do ramo, nós temos a noção de que o número de almirantes é desproporcionado com o número de navios', até porque hoje 'não faz sentido termos tantos almirantes.' E Luís Reis, presidente da APA, garante que 'há almirantes em determinados serviços que têm meia dúzia de homens sob o seu comando".