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quinta-feira, março 12, 2009

A avaliação do governo de Sócrates

Segundo o Expresso, num texto do jornalista Humberto Costa, o Governo de José Sócrates completou hoje quatro anos no poder: "Solicitados a escolherem as áreas (no máximo três) de actuação do Executivo socialista que consideram terem sido bem sucedidas neste quadriénio, os inquiridos no estudo de opinião da Eurosondagem para o Expresso, SIC e Rádio Renascença, optam (23,7%) pela Segurança Social, seguindo-se o Ensino (19,5%) e a Política Externa (17,6%). Já quando a pergunta tem por objecto saber quais as piores intervenções do Executivo, na opinião dos inquiridos, a Justiça (27,6%) lidera nessa preferência dos portugueses. Curiosamente, nesta segunda pergunta, que segue a mesma metodologia da anterior - isto é, os inquiridos são convidados a votar entre 0 e 3, sendo 3 a pior e 0 a melhor -, o Ensino volta a ocupar lugar de destaque (na 2ª posição, com 19,7%). Neste particular, o resultado pode indiciar que as opções políticas da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, dividiram os portugueses.
FICHA TÉCNICA
Estudo de opinião efectuado pela Eurosondagem, para o Expresso, SIC e Rádio Renascença, de 26 de Fevereiro a 3 de Março de 2009. Teve por objecto saber como avaliam José Sócrates e Manuela Ferreira Leite no que respeita à arrogância, competência para governar, conhecimento dos problemas europeus e mundiais, conhecimento dos problemas do país, determinação, honestidade e liderança, saber se o Governo agiu bem perante a crise económica e se o impacto desta seria maior caso Portugal não pertencesse à União Europeia, quais as áreas de actuação do Governo nestes quatro anos que consideram terem sido bem sucedidas e as piores intervenções do Governo, além da intenção de voto e da actuação dos titulares dos órgãos de soberania e dos líderes partidários. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone fixo. A amostra foi estratificada por região: Minho, Douro e Trás-os-Montes (20,6%), Área Metropolitana do Porto (14,5%), Beiras, Estremadura e Ribatejo (28,6%), Área Metropolitana de Lisboa (26,4%), Alentejo e Algarve (9,9%). Foram efectuadas 1221 tentativas de entrevistas e, destas, 203 (16,6%) não aceitaram colaborar no estudo de opinião. Foram validadas 1018 entrevistas (83,4%). A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo. Desta forma resultou, em termos de sexo: feminino 50,9% e masculino 49,1%; e no que concerne à faixa etária: dos 18 aos 30 anos, 21,8%; dos 31 aos 59, 52,6%; com 60 anos ou mais - 25,6%. O erro máximo da amostra é de 3,07%, para um grau de probabilidade de 95,0%". Um tema também abordado pelo Correio da Manhã, num texto do jornalista e historiador Rui Ramos. "José Sócrates comemora hoje quatro anos de governo. Já houve no passado quem, por boas ou más razões, tivesse precisado de menos para deixar a sua pegada na história. E Sócrates? Para já, podemos dizer isto: o seu governo não parece ter sido nem o começo nem o fim das tendências que definiram a vida portuguesa nos últimos tempos. Sócrates foi o primeiro líder do PS a conseguir uma maioria absoluta e a vencer um referendo (o do aborto). Há cinco anos que mantém o PS à frente nas sondagens. Mas o PS já tinha ficado a 4 deputados da maioria absoluta em 1995 e a 1 em 1999, e o seu pior resultado, depois do colapso do guterrismo em 2002, tinha sido o melhor de sempre de um segundo partido (37%). Ou seja, Sócrates herdou um PS que, à custa da incapacidade do PSD para se reinventar depois do fim do cavaquismo (1995), já se transformara no partido natural de governo deste regime. Essa foi sempre a verdadeira vocação do PS. Mas Sócrates foi logo confrontado com o calcanhar de Aquiles que, durante muito tempo, impediu o PS de lá chegar. Nas eleições presidenciais de 2006 e nas autárquicas de Lisboa de 2007, Alegre e Roseta demonstraram que nas maiorias do PS há um ingrediente que tende a desligar-se: as "consciências de esquerda", que também sopram outros balões, como o do BE. O aborto não chegou para as aquietar. Chegará o casamento gay, a subida do défice e as pragas aos offshore?Talvez a liderança de Sócrates ainda veja o PS a descer. O que não verá quase certamente é o fim do declínio do país, iniciado sob o governo de Guterres. Sócrates fez esquecer este último detalhe, ao descobrir com sucesso as "reformas" que o governo PSD-CDS falhou. Ao reagirem na rua, as corporações ajudaram-no a criar a impressão de que estava a mudar o Mundo. Mas talvez tenha sido muito fumo para pouco fogo".

sexta-feira, janeiro 02, 2009

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Secretária da Educação dos Açores altera grelha de avaliação dos professores

Li hoje no Publico uma notícia com o título "Secretária da Educação dos Açores altera grelha de avaliação dos professores", segundo a qual "a nova titular da pasta da Educação no governo regional socialista dos Açores anunciou na Assembleia Legislativa Regional, que vai alterar a grelha de avaliação dos professores, contestada pelos profissionais do sector. Durante o debate parlamentar em torno do Programa do Governo para os próximos quatro anos, Maria Lina Mendes adiantou que o seu departamento decidiu retirar o parâmetro relativo ao “desenvolvimento profissional e investigação” e substituí-lo por outro, sobre o trabalho em equipa.Uma pequena modificação que, em seu entender, “favorece o trabalho em equipa” dos professores açorianos, embora reconheça que “não há modelos de avaliação perfeitos” e que “qualquer modelo está sujeito a críticas”.A secretária regional da Educação e Formação disse, também, que é sua intenção “simplificar todo o processo administrativo e burocrático” dos docentes, de forma a libertá-los “para as exigentes tarefas educativas”. Maria Lina Mendes garantiu ainda que vai dedicar especial atenção, nos próximos anos, ao processo de avaliação interna e externa das escolas açorianas".

Avaliação dos professores universitários arranca em 2009

Segundo o Diário Económico, num texto da jornalista Madalena Queiróz, "o anúncio foi feito por Mariano Gago, ministro da Ciência e Ensino Superior, numa reunião com representantes da Federação Nacional de Professores (Fenprof), na sequência de duas semanas de protestos nas instituições de ensino superior e de um mal-estar provocado pelas situações de ruptura financeira nas instituições. O ministro responde, assim, a uma das principais reivindicações dos docentes do ensino superior.10 mil com progressões congeladas - O atraso na criação de um sistema de avaliação está a afectar cerca de 10.000 professores, que têm as progressões na carreira congeladas. Um compasso de espera que afecta metade dos docentes das universidades e politécnicos. Mas, com esta promessa de lançamento do sistema de avaliação no próximo ano, fica ainda por resolver a situação de milhares de professores que deveriam progredir na carreira até ao final do ano, sublinhou ao Diário Económico João Cunha e Serra, responsável do departamento do ensino superior da Fenprof. A dúvida está agora em saber como é que os professores serão avaliados. Apesar do ministro ter garantido que as especificidades da carreira serão tidas em conta, Cunha e Serra admite que “não está excluída a hipótese de algum conflito”, tal como aconteceu com os professores do não superior. Tudo dependerá das propostas a anunciar pelo ministro. Por isso, a concentração de docentes prevista para esta semana frente ao Ministério da Ciência, desconvocada porque o ministro agendou esta reunião negocial, foi apenas suspensa".

quinta-feira, novembro 20, 2008

Avaliação dos professores: Conselho de Ministros extraordinário convocado para esta tarde

Segundo o Publico, "o primeiro-ministro decidiu convocar uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros para hoje à tarde sobre o processo de avaliação dos professores. O anúncio foi feito pelo ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, na conferência de imprensa do conselho de ministros. A conferência de imprensa do conselho de ministros extraordinário está marcada para as 18h00, e contará com a presença da ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues". Segundo julgo saber o Governo - e cada um sabe o que sabe e como sabe, mesmo que depois "bata de frente" - vai introduzir alterações no calendário estabelecido, pode reduzir substancialmente a carga burocrática que faz parte do processo de avaliação e pode inclusivamente ponderar a possibilidade de transformar o processo de avaliação neste ano escolar numa mera formalidade, visando sua entrada em vigor, definitivamente, no próximo ano. A posição que será anunciada na conferência de imprensa será discutida previamente entre José Sócrates e Cavaco Silva

terça-feira, novembro 18, 2008

Avaliação dos professores: conheça melhor a burocracia


Da edição de hoje do jornal Publico retirei com a devida vénia estes dois quadros, um que ajudam os interessados a perceber melhor a dimensão da burocracia relacionada com o processo de avaliaçãoo dos professores e outro que compara vários modelos de avaliação.

quinta-feira, novembro 13, 2008

Educação: continua a novela com novos episódios!

Governantes recebidos com ovos em escola de Lisboa

Os secretários de Estado da Educação foram recebidos numa escola com ovos e protestos. O incidente ocorreu na Secundária Dom Dinis.

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Secretário de Estado da Educação fala de protesto orquestrado
O Secretário de Estado adjunto da Educação lamentou os incidentes na Escola Secundário D. Dinis, em Lisboa. Jorge Pedreira afirma que a manifestação foi orquestrada pelos contestários da reforma educativa.

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Secretário de Estado da Educação lamenta acções na D. Dinis
Jorge Pedreira atribuiu os protestos a jovens que não seriam alunos da D. Dinis, mas antes "inimigos das políticas educativas do Governo".
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Rejeitados pedidos para suspender avaliação de professores
O Ministério da Educação rejeitou todos os pedidos para suspender o modelo de avaliação. Maria de Lurdes Rodrigues diz que o ministério está disponível para apoiar as escolas, mas apenas para encontrar soluções para que o processo avance.
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Líder do PSD insta Governo a rever avaliação de docentes
Manuela Ferreira Leite desafiou o Ministério da Educação a adoptar um novo modelo de avaliação dos professores. Sobre as ajudas prometidas pelo Governo às empresas, a presidente do PSD diz que o mais importante é que o Estado pague o que deve.
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SUSTO SILVA E OS PROFESSORES

Educação: a avaliação na Madeira

Professores da Madeira vão receber "Bom" afirma João Jardim

Alberto João Jardim não está de acordo com a política do Governo sobre a avaliação dos professores e decidiu que todos os docentes fossem classificados com "bom".

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PS desafia Ferreira Leite a tomar posição sobre avaliação dos professores na Madeira
O PS desafia Manuela Ferreira Leite a dizer o que pensa, sobre a decisão de Alberto João Jardim, em classificar por decreto, todos os professores com a nota de "Bom". Alberto João Jardim justifica a decisão por considerar o sistema de avaliação de professores, uma "palhaçada".
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Ferreira Leite não comenta situação na Madeira

Manuela Ferreira Leite não respondeu ainda ao desafio do PS, mas pergunta se não há mais modelos de avaliação de professores, que possam ser testados.