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terça-feira, dezembro 16, 2014

Estes FDP só à bomba: Taliban matam mais de 140 pessoas, a maioria crianças e adolescentes, numa escola de Peshawar

Segundo o Público, "o Governo de Nawaz Sharif decretou três dias de luto nacional e prometeu "não descansar, enquanto o flagelo do terrorismo não for completamente eliminado". Mesmo num país habituado há anos a acordar com notícias de ataques sangrentos em mercados, mesquitas, igrejas e escolas, o massacre desta terça-feira na cidade paquistanesa de Peshawar foi particularmente chocante. Seis combatentes do Movimento dos Taliban do Paquistão entraram pela manhã numa escola frequentada por filhos de militares, no Noroeste do país, e mataram mais de 140 pessoas, a maioria crianças e adolescentes entre os 12 e os 16 anos de idade. Muitos foram executados no principal auditório da escola, mas os sobreviventes dizem que os atacantes foram de sala em sala e abriram fogo contra alunos e professores. Para os taliban paquistaneses tratou-se de uma vingança; uma forma de “fazer sentir” aos militares que lhes fazem frente “o sofrimento de ver um ente querido morto”, disse o porta-voz do grupo, Muhammad Umar Khorasani, depois de revelada a dimensão do massacre. Antes, numa declaração às agências noticiosas internacionais, o mesmo responsável dissera que os seis combatentes taliban tinham “ordens específicas para não fazerem mal a menores”. Para Hassan Askari Rizvi, professor de Ciência Política na Universidade Punjab, em Lahore, e especialista em questões militares, o ataque “sem precedentes” contra a escola de Peshawar “mostra que os terroristas estão mais fracos”, na sequência da operação lançada em Junho pelas Forças Armadas do país na região montanhosa do Waziristão do Norte, junto à fronteira com o Afeganistão. “Agora estão a atacar alvos sem defesa”, disse Rizvi ao The Washington Post. “Este acto de terror horroroso mostra que os terroristas estão mais fracos após a operação militar, e é por isso que há menos ataques, apesar de continuarem a ter capacidade para atacarem alvos sem defesa.” O ataque foi lançado por volta das 11h (5h em Portugal continental), e sete horas depois os militares paquistaneses ainda percorriam com cuidado as salas e os corredores da escola, com receio das armadilhas deixadas para trás pelos combatentes taliban. Todos eles – seis, segundo o porta-voz do grupo radical, armados e com explosivos colados ao corpo – foram mortos durante a operação das forças paquistanesas. Números finais ainda mais trágicos Mas a dimensão do rasto de sangue estava ainda por perceber na sua totalidade. O balanço a maio da tarde era ainda provisório, e as autoridades alertavam para a forte possibilidade de os números finais poderem vir a ser ainda mais trágicos: pelo menos 141 mortos, incluindo 132 crianças e adolescentes entre os 12 e os 16 anos, e entre duas e três centenas de feridos, disse Pervez Khattak, ministro da província de Khyber Pakhtunkhwa, de que Peshawar é a capital. Um dos alunos do 9.º ano, identificado apenas como Kashan, descreveu ao jornal em língua inglesa The Express Tribune o que viu nos primeiros momentos do ataque: “Estávamos sentados no auditório e um coronel estava a dar uma palestra, quando ouvimos tiros. O som dos tiros começou a ficar cada vez mais próximo de nós. Subitamente a porta foi arrombada e duas pessoas começaram a disparar indiscriminadamente.” Mudassar Abbas, um assistente do laboratório de Física da escola, disse ter visto “seis ou sete pessoas a percorrer as salas e a abrir fogo sobre as crianças”. Um outro aluno, que o jornal com sede em Carachi não identifica, também disse que os atacantes atiraram de forma indiscriminada contra todos – estudantes, professores e outros funcionários. “Quando saímos da nossa sala, vimos os corpos de amigos no chão. Estavam a sangrar. Alguns foram atingidos três ou quatro vezes.” Numa medida pouco habitual, o primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, viajou para Peshawar, para coordenar pessoalmente a operação militar. “Estas crianças são as minhas crianças, o país está de luto e eu estou de luto”, declarou o chefe do Governo, descrevendo o massacre como “uma tragédia nacional provocada por selvagens”. Para além de ter decretado luto nacional por três dias, Nawaz Sharif convocou para quarta-feira uma reunião com todos os partidos políticos, num apelo à união. O líder do Movimento para a Justiça e principal rival político de Nawaz Sharif, Imran Khan, também se mostrou chocado com o ataque e garantiu que esteve sempre ao lado do primeiro-ministro na operação contra os taliban paquistaneses. “Ninguém nos pode acusar de não estarmos com o Governo nesta luta contra os terroristas. Apoiámos sempre o Governo. Todos nós – nas províncias, no Governo federal e nas Forças Armadas – temos de chegar a acordo sobre a melhor forma de ganhar esta guerra contra os terroristas”, disse Khan. Também a Prémio Nobel da Paz deste ano, Malala Yousufzai, reagiu ao massacre na escola de Peshawar, ela que foi atacada em 2012 pelos taliban paquistaneses: “Este acto de terror sem sentido e cometido a sangue-frio deixou-me com o coração partido. Crianças inocentes nas suas escolas não devem estar sujeitas a este tipo de horrores. Condeno estes actos atrozes e cobardes e junto-me ao Governo e às Forças Armadas do Paquistão, cujos esforços para lidarem com este acontecimento terrível são louváveis.”

segunda-feira, junho 30, 2014

Casal de jovens paquistaneses assassinado pela família



No Paquistão, uma jovem de 17 anos e o marido foram mortos pela própria família. O crime foi cometido por pais, tios e um avô. Tudo porque o casal não tinha pedido consentimento para casar. O caso ocorreu numa aldeia da província do Punjab. 

quarta-feira, outubro 10, 2012

Menina coragem: Médicos retiram bala da cabeça da ativista paquistanesa de 14 anos alvejada por talibã

Li no site da SIC que "uma equipa de cirurgiões retirou a bala alojada na cabeça de Malala Yousufzai, a ativista anti-talibã de 14 anos alvo de um ataque de fundamentalistas islâmicos a 9 de outubro. A adolescente ainda se encontra em estado crítico.Malala Yousufzai foi atacada em pleno dia na cidade de Mingora, na província paquistanesa de Swat. De acordo com fontes oficiais citadas pela agência norte-americana Associated Press, um homem com barba, armado, aproximou-se de um autocarro escolar e perguntou às raparigas no local qual delas era Malala Yousufzai. O chefe da polícia local, Rasool Shah, explicou que uma rapariga apontou em direção a Malala, mas o militante talibã não acreditou e abriu fogo contra as duas raparigas. A jovem ativista, que foi nomeada no ano passado para o Prémio Internacional da Paz para as Crianças, foi atingida duas vezes, uma na cabeça e outra no pescoço. A outra rapariga ferida no ataque está estável. Os talibãs reivindicaram a autoria do ataque, defendendo que a atividade de Malala é uma "obscenidade". "Isto é um novo capítulo de obscenidade e temos de encerrar este capítulo", afirmou um porta-voz dos talibãs Ahsanullah Ahsan, em declarações via telefone."Nós realizamos este ataque", indicou o mesmo representante".
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quinta-feira, maio 31, 2012

Médico que denunciou Bin Laden condenado a 30 anos

Li no DN de Lisboa que “o médico paquistanês que ajudou a CIA a encontrar o paradeiro de Bin Laden foi condenado a 30 anos de prisão. Shakil Afridi foi acusado de traição e julgado de acordo com a lei tribal paquistanesa por ter ajudado os Estados Unidos a capturar Bin Laden. Foi graças a um falso plano de vacinação contra a hepatite B que o médico conseguiu o DNA de Bin Laden que provou a sua presença no Paquistão. De acordo com a BBC, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, já apelou à sua libertação, argumentando que Shakil Afridi defendeu os intereses do Paquistão e dos Estados Unidos da América ao ajudar à descoberta do local onde se encontrava escondido Bin Laden, mas as autoridades paquistanesas não parecem dispostas a fazê-lo. Desde a operação especial do exército norte-americano, que levou á morte de Bin Laden, o governo paquistanês ficou numa posição delicada devido ao líder da Al Qaeda, com mandato de captura internacional, ter sido descoberto no Paquistão. O governo paquistanês acusou os Estados Unidos de violação da sua soberania nacional, e pouco tempo depois de Bin Laden ter sido morto pelos norte-americanos, o doutor Afridi foi preso pelas autoridades paquistanesas por conspiração contra o país. O Paquistão argumenta que qualquer país faria o mesmo se descobrisse que um dos seus cidadãos trabalhava para uma agência de espionagem estrangeira. O médico foi considerado culpado de traição e, além da pena que terá de cumprir, fica obrigado a pagar uma multa de 3.500 dólares. Caso não o faça vê a sua pena aumentada para mais três anos de cadeia. Este caso vem assim deteriorar ainda mais as relações entre os dois países, acentuando o clima de desconfiança entre ambas as partes”.

terça-feira, maio 31, 2011

Denunciou ligação dos militares à Al-Qaeda: jornalista paquistanês encontrado morto

Li no Correio da Manhã que "um jornalista paquistanês, que tinha desaparecido após ter escrito um artigo sobre as ligações entre as forças armadas do Paquistão e a Al-Qaeda, foi encontrado morto perto de Islamabad, indicaram esta terça-feira responsáveis paquistaneses. Syed Saleem Shahzad, de 40 anos, era correspondente da agência de notícias italiana Adnkronos (Aki), que foi a primeira a anunciar a sua morte, e responsável do escritório no Paquistão do Asia Times Online, site de informação com sede em Hong Kong. Segundo os responsáveis, o corpo foi encontrado perto do seu carro em Sarai Alamgir, a cerca de 150 quilómetros a sudeste da capital paquistanesa. Shahzad tinha desaparecido no domingo depois de ter saído de casa em Islamabad para participar num programa televisivo. O desaparecimento ocorreu dois dias após a publicação pelo Asia Times Online dos resultados de um inquérito que concluiu que o ataque na semana passada contra uma base aeronaval em Karachi, no sul do Paquistão, foi uma vingança da Al-Qaeda pela detenção de oficiais da Marinha suspeitos de ligação à rede terrorista. O jornalista tinha-se queixado de ameaças por parte do serviço de informações paquistanês (ISI), assegurou Ali Dayan Hasan da Human Rights Watch. "No passado, o ISI esteve envolvido em incidentes semelhantes", adiantou Hasan . O primeiro-ministro paquistanês, Yusuf Raza Gilani, ordenou uma investigação sobre o rapto e assassínio, assegurando que os culpados serão "levados à justiça".

sábado, agosto 14, 2010

Paquistão entregue à ladroagem...

Segundo a imprensa, "mais de 300 milhões de euros de auxílios concedidos ao Paquistão após o terramoto que matou 74 mil pessoas em 2005, foram desviados para outras causas. De acordo com a notícia publicada hoje, sábado, no jornal britânico The Daily Telegraph, 367 milhões de euros ainda não chegaram aos cofres das autoridades responsáveis para a reconstrução e reabilitação do país (ERRA), criado após o sismo de magnitude 7,6 na escala de Richter que causou 74 mil mortos em Outubro de 2005. Segundo “altos responsáveis” que pediram o anonimato, essa verba foi desviada pelo presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, para outras causas. As escolas, hospitais, casas e estradas que deviam ser reconstruídas com a ajuda internacional continuam por erguer, enquanto quatro milhões de pessoas permanecem sem abrigo. O desvio dessa verba limita a generosidade dos dadores internacionais na ajuda aos milhões de sinistrados das recentes inundações no país. “Há uma certa relutância. As pessoas, mesmo dentro do país, não estão a ser tão generosas porque não sabem se o dinheiro vai ser aplicado de forma honesta", disse ao The Daily Telegraph o líder da oposição paquistanesa, Nawaz Sharif. Segundo o jornal, em Março de 2009 as autoridades paquistanesas disseram aos responsáveis pela reconstrução após o sismo de 2005 que o seu orçamento seria reduzido e que 110 milhões de euros iriam para outros projectos. Em Junho passado, o orçamento da ERRA para 2010-2011 foi reduzido de 384 milhões de euros para 92 milhões de euros.Questionado pelo jornal, o ministro das Finanças paquistanês, Salman Siddiq, negou que tenham sido impostos cortes orçamentais à ERRA".
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sexta-feira, abril 10, 2009

Vídeo mostra taliban paquistaneses a chicotearem adolescente

Num texto da jornalista do Publico, Sofia Lorena, ficamos a saber que “as imagens são claras: há uma rapariga, que se sabe ter 17 anos, e ela está deitada no chão, há três homens que a seguram e mantêm quieta, e um terceiro que a chicoteia. Os homens são taliban paquistaneses e o espancamento aconteceu há cerca de duas semanas na região de Swat, no noroeste do Paquistão. Chand – escreve o jornal “Daily Telegraph” que é esse o seu nome – foi considerada culpada por adultério e condenada a ser chicoteada. As ordens foram dadas por um comandante taliban de Matta, um bastião dos “estudantes de teologia” nos arredores da capital de Swat, Mingora. “Por favor! Basta! Basta!”, grita Chand num dialecto do pashtu, escreve o site da BBC. O pashtu é a língua das tribos que dominam esta região paquistanesa e que é também a etnia maioritária no Afeganistão. Chand tem uma burqa (túnica que cobre corpo e rosto) por cima de umas calças e no vídeo voltará a gritar: “Por favor, parem. Matem-me ou parem”, implora. “Estou arrependida, o meu pai tem vergonha do que eu fiz, a minha avó tem vergonha do que eu fiz.” Vêem-se pernas de muitos homens em redor, que assistem. O vídeo, de cerca de um minuto, continua. A certa altura o castigo pára e ela pode levantar-se. Há depois um homem – um dos que esteve a segurá-la – que a leva dali. Um dos homens entre a assistência, o que parece estar a coordenar o castigo, fica zangado. Segundo a BBC, ele não terá gostado que os outros a deixassem erguer-se entre os homens, algo que os taliban não aprovam. Ao que é possível apurar-se, as imagens, gravadas por um telemóvel, são posteriores ao acordo de paz alcançado entre o Governo de Islamabad e os líderes taliban de Swat. Um porta-voz taliban garante que, pelo contrário, Chand cumpriu a sua pena antes do acordo de paz com o Governo, escreve o correspondente do Paquistão do jornal britânico “The Telegraph”.
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Fique a saber ainda que o Presidente afegão foi acusado de legalizar violações. E leia ainda este texto do Publico, intitulado "Karzai ordena revisão da lei que viola os direitos das mulheres", da autoria da jornalista Isabel Gorjão Santos e esta notícia, ambos relacionados com este lamentável caso.