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segunda-feira, maio 20, 2019
terça-feira, dezembro 14, 2010
“Escutas de Belém”: Comissão da Carteira rejeita recurso dos jornalistas do "DN Lisboa"
Li aqui que "a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista decidiu por unanimidade julgar improcedente o recurso dos jornalistas do "Diário de Notícias" a quem tinha sido aplicada uma “sanção de advertência” no caso “escutas de Belém”. Na página da Internet da Comissão da Carteira Profissional, pode-se ler-se que os membros do plenário “acordam por unanimidade (...) em julgar improcedente o recurso e, em consequência, manter a decisão recorrida”. A sanção de advertência tinha sido aplicada ao director do "Diário de Notícias", João Marcelino, aos então diretores adjuntos Rui Hortelão e Filomena Martins e ao subdirector, Nuno Saraiva. Contactado pela Lusa, o director do "Diário de Notícias" disse que não pretende “fazer nenhuma consideração até ao final das eleições para a Presidência da República”. Por seu lado, o agora assessor do chefe da Casa Civil de Cavaco Silva, Fernando Lima manifestou à Lusa “o maior agrado sobretudo tendo em conta que a decisão da Comissão da Carteira Profissional de Jornalistas foi tomada por unanimidade”. O "Diário de Notícias" avançou a 18 de Setembro de 2009 que o assessor do Presidente da República Fernando Lima foi a fonte do diário PÚBLICO na sua manchete de Agosto, em pré-campanha eleitoral, segundo a qual já no ano passado Cavaco Silva suspeitava estar a ser espiado pelo Governo liderado por José Sócrates. Nesse dia, o DN publicou uma alegada mensagem de correio eletrónico entre dois jornalistas do PÚBLICO- Luciano Alvarez e o correspondente da Madeira, Tolentino de Nóbrega - com instruções para seguir pistas fornecidas pelo até então assessor de imprensa do Presidente, Fernando Lima, quanto a essa suspeita. Fernando Lima foi afastado do cargo de responsável pela assessoria para a Comunicação Social, mas mantém-se na Presidência da República como assessor do chefe da Casa Civil de Cavaco Silva".
segunda-feira, novembro 22, 2010
Circulação de jornais norte-americanos desce, mas a ritmo lento
Li aqui que "a circulação de jornais norte-americanos desceu de Abril a Setembro, contudo a taxa de declínio desacelerou. Os números divulgados pelo Audit Bureau of Circulations demonstram que a circulação semanal de 635 jornais caiu 5 por cento da circulação em período homólogo do ano passado. O declínio no ano passado ocorreu a um ritmo a mais do dobro dessa taxa. A circulação dos domingos caiu a um ritmo ligeiramente mais lento de 4,5 por cento. O The Wall Street Journal arrecadou o jornal com a maior circulação semanal com pouco mais de 2 milhões, embora esse número inclua 450 mil assinaturas electrónicas. O número médio de exemplares impressos pagos individualmente por semana rondou os 1,4 milhões”.
sexta-feira, outubro 22, 2010
ERC: conclusão do estudo
"CONCLUSÃO De um modo genérico pode-se considerar que o sector dos media tem duas grandes fontes de receita (venda de conteúdos e publicidade) integradas na sua cadeia de valor. Estas fontes de receita estão a ser impactadas pela actual migração digital e pela crise económica. Estas duas realidades representam importantes desafios para o sector já que têm alterado o seu contexto competitivo e têm tido um impacto directo nas receitas:
• Contribuíram para um aumento da concorrência;
• Permitiram a explosão do número de canais de distribuição;
• Potenciaram a redefinição da cadeia de valor e a oferta de conteúdos;
• Habituaram os consumidores a não pagar por conteúdos;
• Erodiram o valor da publicidade no mercado.
• Permitiram a explosão do número de canais de distribuição;
• Potenciaram a redefinição da cadeia de valor e a oferta de conteúdos;
• Habituaram os consumidores a não pagar por conteúdos;
• Erodiram o valor da publicidade no mercado.
Os efeitos destes desafios já se reflectiram nas receitas das empresas de media portuguesas:
• As receitas de media caíram em 2009 cerca de 7%;
• A publicidade foi a fonte de receita que mais sofreu (com uma descida de 4 pontos percentuais no peso da receita);
• A televisão e a imprensa foram os meios mais afectados com os novos desafios do sector;
• A internet e a televisão paga conseguiram resistir à crise e crescer em 2009;
• Os novos media têm vindo a ganhar importância no sector, embora os meios tradicionais ainda mantenham um peso muito superior.
• A publicidade foi a fonte de receita que mais sofreu (com uma descida de 4 pontos percentuais no peso da receita);
• A televisão e a imprensa foram os meios mais afectados com os novos desafios do sector;
• A internet e a televisão paga conseguiram resistir à crise e crescer em 2009;
• Os novos media têm vindo a ganhar importância no sector, embora os meios tradicionais ainda mantenham um peso muito superior.
Há uma série de aspectos e tendências que começam a fazer-se notar na resposta às novas condições do mercado:
• A recuperação não deverá ser uniforme em todo o sector;
• Os consumidores têm ganho poder no mercado;
• Há uma tendência para a integração e interdependência das cadeias de valor dos media e de telecomunicações;
• Marcas dos media começam a deixar de estar associadas ao meio / suporte para passar a estar associadas ao conteúdo;
• Há uma maior preocupação com a exploração dos conteúdos;
• Há diferentes modelos de negócio a emergir no mercado;
• A monetização dos conteúdos é um factor crítico para o futuro do sector;
• O governo e a regulação podem contribuir para o desenvolvimento do sector.
• Os consumidores têm ganho poder no mercado;
• Há uma tendência para a integração e interdependência das cadeias de valor dos media e de telecomunicações;
• Marcas dos media começam a deixar de estar associadas ao meio / suporte para passar a estar associadas ao conteúdo;
• Há uma maior preocupação com a exploração dos conteúdos;
• Há diferentes modelos de negócio a emergir no mercado;
• A monetização dos conteúdos é um factor crítico para o futuro do sector;
• O governo e a regulação podem contribuir para o desenvolvimento do sector.
Pode, então, concluir-se que os desafios do sector media têm tido um impacto profundo no mercado e que os actores da cadeia de valor procuram adaptar-se às novas condições. No entanto, não pode deixar de salientar-se que o contexto é de grande expectativa, o que amplifica a importância do poder de adaptação e aprendizagem das empresas de modo a poderem vencer num novo mercado dos media marcado pela inovação e criatividade, seja no domínio dos conteúdos seja nos modelos de gestão" (fonte: relatório ERC, "Estudo das receitas dos media em Portugal")
terça-feira, outubro 13, 2009
Jornalismo: claro que Salete Lemos foi demitida...
A apresentadora SALETE LEMOS, foi despedida da TV Cultura em Julho de 2007, porquê? Veja o video abaixo....
sábado, setembro 26, 2009
Caso das escutas: Marcelino contra-ataca, mas...
"A deontologia e as suas "fontes" é o título do editotial de hoje do DN de Lisbosa, assinado pelo seu por João Marcelino. Limito-me a deixar o link para aquele na certeza de que questões de consciencia e de ética é algo que Marcelino não consegue justificar. Provavelmente por outrios motivos como veremos em comentário posterior a este.
sexta-feira, novembro 28, 2008
Opinião: "O ciberespaço como fonte para os jornalistas"
(...)"A consolidação no jornalismo digital pressupõe a compreensão de que a tecnologia representa a possibilidade de criação de um formato distinto de jornalismo em que todas as etapas do sistema de produção de conteúdos – desde a apuração a circulação – são circunscritas aos limites do ciberespaço. A multiplicação dos difusores altera as relações entre os jornalistas e as fontes porque transforma os usuários do sistema em fontes. Enquanto no jornalismo convencional em que muitas vezes declarações são transcritas como notícias predomina o uso das fontes oficiais, no jornalismo digital a participação dos usuários contribui para a utilização de fontes independentes, desvinculadas de forma direta dos casos publicados. Com a descentralização da redação ocorre uma inversão no fluxo de notícias, antes muito dependente das fontes organizadas. O próprio jornalista necessita rastrear nas redes os dados antes de redigir a matéria solicitada ou mesmo quando apura a veracidade dos conteúdos das matérias enviadas pelos colaboradores. O alargamento do conceito de fontes coloca na ordem do dia a reflexão sobre as consequências para o jornalismo da incorporação dos usuários no circuito de produção de conteúdos" (...). Leia aqui o texto de Elias Machado da Universidade Federal da Bahia.
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