A percentagem de empregos em risco de automatização em Portugal fica acima da média dos países da OCDE, estando em linha com o que enfrenta Itália, Estónia e também a Alemanha. O lançamento do ChatGPT a 30 de novembro de 2022 levou a discussão em redor do impacto da inteligência artificial nas economias e nas sociedades para outro nível. Desde então muito se tem especulado sobre a quantidade de empregos que irão desaparecer e também aqueles que serão criados nos próximos anos. No ano passado, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) fez um inquérito junto de mais de duas mil empresas e 5.300 trabalhadores dos setores da indústria transformadora e da área financeira de sete países da OCDE, e concluiu que os trabalhadores dizem que a inteligência artificial pode melhorar o trabalho, mas receiam que possa ameaçar os seus empregos e salários. No relatório “OCDE Emprego Outlook 2023” publicado esta terça-feira, a OCDE revela que três em cinco trabalhadores mostram-se preocupados em perder o seu trabalho para a inteligência artificial nos próximos dez anos; e que dois em cinco trabalhadores expressa preocupações de que os seus salários possam baixar nos próximos dez anos, como resultado da robotização da economia.
