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quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Recuperação socialista: 90% dos portugueses consideram situação económica "má"

Diz o Sol que "mais de 90 por cento dos portugueses consideram a situação económica do país «má», segundo os resultados de um Eurobarómetro feito entre Maio e Junho de 2009. O inquérito mostrou ainda que a larga maioria dos europeus considerava a situação má ou muito má no seu país (quase 78 por cento), uma percepção que piorou desde 2007 quando a percentagem era de 48 por cento. Este Eurobarómetro, agora divulgado, inquiriu cidadãos dos 27 sobre a sua situação pessoal, a situação geral e acerca da inclusão social e protecção sociais. A insatisfação com o aprovisionamento das pensões é generalizada em 18 Estados Membros, com uma média de -1, numa escala entre -10 (nada satisfeitos) a +10 (satisfeitos). Os portugueses apresentam um valor de -4,3 (82 por cento), integrando o grupo dos mais desagradados, a par da Grécia, Bulgária, Roménia, Hungria e Croácia. Nos países escandinavos e do Benelux aumenta a satisfação. No relatório, os portugueses também são dos mais descontentes com o preço da Energia, das casas e com a gestão da administração pública. Neste último ponto, a média europeia é relativamente baixa (-1,2), sendo encontrado o valor português de -3. Nota negativa à situação do emprego também é dada por 93 por cento dos portugueses, assim como nos benefícios recebidos pelos desempregados (72 por cento contra uma média de 45 por cento) que acreditam que a situação piorou nos últimos cinco anos. Nove por cento dos nacionais consideram ainda que o custo de vida no país é positivo. A média europeia é de 28 por cento. Avaliando o sistema de Saúde, 53 por cento dos portugueses diz ser mau, num panorama geral europeu considerado satisfatório (64 por cento). Quarenta e dois por cento dos portugueses indica que nos últimos cinco anos a situação de pobreza e desigualdades piorou, quando 44 por cento do geral dos cidadãos acha que está na mesma e 38 por cento agravou-se. Em Portugal, o inquérito foi realizado pela TNS Euroteste, entre 29 de Maio e 16 de Junho de 2009, a 1020 pessoas".

terça-feira, dezembro 08, 2009

Pobreza preocupa mais os portugueses do que as alterações climáticas

Li no Publico que "a Pobreza, falta de alimentos e de água potável são os principais problemas da actualidade, na opinião dos portugueses, que relegam as alterações climáticas para sexto lugar, depois dos conflitos armados, segundo uma sondagem divulgada em Bruxelas. No Eurobarómetro sobre atitudes face às alterações climáticas, apenas 28 por cento dos portugueses consideraram que estas são um dos problemas mundiais mais sérios, contra 47 por cento da média europeia (UE27). Três em cada quatro portugueses (75 por cento) responderam que a pobreza e a falta de comida e de água potável são a principal preocupação global actual (69 por cento na UE27). Segue-se a disseminação de doenças infecciosas, com 39 por cento de respondentes portugueses (32 na UE27), o terrorismo internacional (37 em Portugal, 35 na UE27), uma quebra importante na economia global (31 em Portugal, 39 na UE27), e os conflitos armados (30 em Portugal, 29 na UE27). A proliferação das armas nucleares (11 em PT, 15 na UE27) e o aumento da população mundial (6 por cento em Portugal, 24 na UE27) são as questões menos valorizadas no inquérito. Na comparação com uma sondagem semelhante feita em Fevereiro, os resultados mostram que o número de portugueses preocupados com as alterações climáticas baixou dois pontos percentuais e a média europeia baixou três. Por outro lado, o número de portugueses que teme a disseminação de uma doença infecciosa subiu 17 pontos, tendência também acompanhada na média europeia, que subiu 14 em relação a Fevereiro. Já a separação do lixo é a actividade de eleição dos portugueses que dizem agir contra as alterações climáticas, seguindo-se a poupança de energia e de água, segundo o Eurobarómetro hoje divulgado em Bruxelas. Segundo a sondagem, 71 por cento dos portugueses que dizem fazer algo pela luta contra as alterações climáticas separam o lixo, sendo a média europeia (UE27) de 78 por cento. Seguem-se os portugueses que poupam no consumo de energia, desligando o ar condicionado ou o aquecimento, comprando lâmpadas de baixo consumo ou produtos energeticamente eficientes: 55 por cento (63 por cento UE27). No campo dos transportes, apenas 8 por cento optam por ser amigos do ambiente deslocando-se a pé, de bicicleta ou de transportes públicos (28 na UE27) e só 9 por cento reduziram o uso do automóvel optando, por exemplo, pela partilha de viaturas (24 na EU27). Por outro lado, não foram além dos 4 por cento os que optaram por comprar carros que consomem menos combustível ou que são mais amigos do ambiente (20 na UE27). A sondagem foi realizada entre 28 de Agosto e 17 de Setembro últimos, tendo sido feitas 26719 entrevistas pessoais em todos os Estados-membros da União Europeia, 1051 das quais em Portugal".
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quinta-feira, dezembro 18, 2008

Portugueses são os europeus mais apreensivos com situação económica europeia e mundial

Ficamos hoje a saber que "os portugueses são os europeus mais apreensivos com a situação económica tanto na Europa, considerada positiva por apenas 11 por cento dos inquiridos, como a nível mundial (7 por cento), revela um inquérito divulgado hoje pela Comissão Europeia. Os primeiros resultados disponíveis do Eurobarómetro de Outono, realizado entre Outubro e Novembro na União Europeia, revela que a crise financeira que «estalou» em Setembro afectou bastante a percepção dos cidadãos europeus relativamente à situação económica. Quase seis em cada 10 europeus (58 por cento) consideram «má» a situação económica na Europa, o que representa uma subida de 31 pontos percentuais relativamente à consulta realizada há um ano, no Outuno de 2007.
Os portugueses mostram-se particularmente preocupados, com apenas um em cada 10 inquiridos (11 por cento) a considerar «boa» a situação económica na Europa, o valor mais baixo entre os 27 e muito aquém da média comunitária, que ainda assim atinge os 33 por cento. Para os cidadãos portugueses, a situação a nível mundial é ainda mais preocupante, já que apenas 7 por cento dos inquiridos a vêem de forma positiva, também neste caso o valor mais baixo da UE e longe da média comunitária de 20 por cento. O panorama é semelhante a nível nacional, com somente 8 por cento dos portugueses a considerarem «boa» a situação económica no país, mas neste caso letões (7 por cento) e húngaros (5 por cento) são ainda mais negativos, sendo a média comunitária de 29 por cento. Os portugueses são também dos mais descontentes com a situação financeira do agregado familiar, que agrada apenas a 30 por cento dos inquiridos, e a sua situação profissional, encarada como boa por apenas 36 por cento, valores que em ambos os casos apenas são «superados» pelos húngaros (25 por cento de respostas positivas às duas questões). Tanto num caso como noutro, os portugueses estão muito mais descontentes que a média dos cidadãos europeus, já que 64 por cento dizem-se satisfeitos com a situação financeira do seu agregado familiar e 56 por cento estão agradados com a sua situação profissional. O «pico» do negativismo em Portugal prende-se todavia com a forma como os portugueses encaram a situação do emprego no país, considerada positiva por apenas 4 por cento dos inquiridos, também neste caso o valor mais baixo entre os 27 e distante da média da UE, de 28 por cento. O inquérito em Portugal foi realizado pela TNS Euroteste, junto de 1.000 pessoas, entre 11 de Outubro e 3 de Novembro".
O eurobarometro pode ser lido aqui e aqui, em inglês.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Eurobarómetro: “Os europeus e as suas línguas"

Segundo a Comissão Europeia, "hoje, a União Europeia abriga 450 milhões de habitantes com origens étnicas, culturais e linguísticas diversas. Os modelos linguísticos dos países europeus são complexos - moldados pela História, por factores geográficos e pela mobilidade das pessoas. Presentemente, a União Europeia reconhece 20 línguas oficiais1 e cerca de 60 outras línguas indígenas e não indígenas são faladas na área geográfica. O termo multilinguismo aplica-se a uma situação na qual diversas línguas são faladas numa dada área geográfica e à capacidade de uma pessoa dominar várias línguas. Assim, o multilinguismo é uma característica-chave da Europa em ambas as suas acepções. As vantagens de conhecer línguas estrangeiras são inquestionáveis. A língua é a via para a compreensão de outros modos de vida, o que, por sua vez, abre o caminho para a tolerância intercultural. Além disso, as competências linguísticas tornam mais fácil trabalhar, estudar e viajar através da Europa e permitem a comunicação intercultural. A União Europeia é uma instituição verdadeiramente multilingue, que promove o ideal de uma Comunidade única com uma diversidade de culturas e línguas. Para assegurar este desiderato, a Comissão Europeia adoptou em Novembro de 20052 a primeira comunicação da Comissão que explora a temática do multilinguismo. Os três objectivos principais da política do multilinguismo da Comissão são incentivar a aprendizagem de línguas, promover uma economia multilingue sólida e facultar aos cidadãos o acesso à legislação, aos procedimentos e à informação da União Europeia nas suas próprias línguas. Entre 5 de Novembro e 7 de Dezembro, 28 694 cidadãos3 dos 25 países da UE assim como da Bulgária, da Roménia, da Croácia e da Turquia foram inquiridos sobre as suas experiências e percepções de multilinguismo no âmbito da ronda 64.3 doEurobarómetro". Leia aqui.