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quinta-feira, novembro 19, 2009

Coimbra: o drama fatal de Joana, 17 anos

O Correio da Manhã, pela jornalista Paula Gonçalves, divulgou a história dramática de uma jovem de Coimbra que , violada, acabou por se suicidar: "O padrasto da vítima do ‘violador em série’ que se suicidou, revela pormenores sobre as mudanças que jovem sofreu após abusos. A vida de Joana Sophia, a jovem de 17 anos que se suicidou em Coimbra, mudou 'completamente' desde que foi abusada à porta de casa, na Lousã, pelo homem que ficou conhecido por ‘violador em série’. 'Ficou totalmente destroçada e nunca mais recuperou', contou ontem ao CM o padrasto, José Godinho. 'Passou a ser uma moça totalmente diferente: passou a ser uma aluna menos boa e deixou de sair com os amigos', disse o familiar. A adolescente vivia em Coimbra, com o padrasto, desde o início do ano lectivo, quando entrou na Escola Superior de Enfermagem. De Março a Julho deste ano – período em que decorreu o julgamento do violador – Joana Sophia tentou suicidar-se três vezes e esteve duas semanas hospitalizada. Segundo José Godinho, tinha acompanhamento psiquiátrico e psicológico e nunca falava com a família do que lhe tinha acontecido. A única vez que o fez, na presença do padrasto, foi no domingo, horas antes de se atirar do 6º andar. 'Fomos ao hospital ver a mãe, operada no dia 12. Ao regressar a casa, perguntou-me se a mãe ia ficar boa. Eu descansei-a e dei-lhe um beijo, mas ela teve uma reacção de repulsa. Mais tarde pediu-me desculpa e disse que estava a lembrar-se do que lhe tinha acontecido', recorda José Godinho. 'Antes de ir para o quarto, pediu ao meu filho para ir ao computador imprimir o horário escolar' e disse que 'ia ver a segunda parte dos ‘Ídolos’ no quarto', diz o padrasto, que não a voltou a ver viva. Estranha, no entanto, que se tenha suicidado quando parecia ter projectos: 'Até tinha feito os testes para entrar na tuna da escola e já tínhamos combinado que eu a iria buscar aos ensaios'. Na Escola Superior de Enfermagem, os colegas do 1º C descrevem-na como uma pessoa 'muito sossegada e calada, que estava sempre no seu canto'. Diogo Santos recorda que uma vez até se 'meteu com ela', mas a Joana 'nem sequer reagiu'. Ficámos em estado de choque com a notícia', diz Andreia Domingues".

segunda-feira, agosto 24, 2009

Coisas que me emocionam e entristecem...

Há notícias, actos, factos que pela sua natureza nos chegam bem dentro e nos emocionam. Como é o caso da história destes avós algarvios, num texto escrito pelo jornalista do DN de Lisboa, Luis Maneta: "A família de Martim, um menino com dois anos e meio com problemas hepáticos, puseram à venda uma casa no Algarve para pagar o transplante de fígado do filho em Londres, uma operação avaliada em cerca de 200 mil euros. Os avós de um menino com dois anos e meio colocaram à venda uma casa em Cabanas de Tavira, no Algarve, para pagar uma operação de transplante do fígado à criança no hospital King's College, em Londres. Uma cirurgia avaliada em 200 mil euros, mais 50 mil do que o valor que a família pede pela casa. Isto depois de o Ministério da Saúde se ter recusado a comparticipar os custos da intervenção cirúrgica. "Os médicos ingleses dizem que o ideal seria efectuar o transplante durante este Verão", diz ao DN a mãe do menino, Ana Margaça, antiga profissional dos seguros, que vive na Costa de Caparica e entretanto deixou de trabalhar para acompanhar o filho. Para agravar a situação, o marido, engenheiro civil, procura emprego. Martim nasceu com um problema genético que origina um défice numa enzima hepática chamada alfa 1 antitripsina. Começou por ser seguido em Londres, com consultas de acompanhamento no Hospital Pediátrico de Coimbra, onde uma das responsáveis terá aconselhado a família a "fazer o transplante em Inglaterra", caso existisse essa possibilidade. "Se o Martim tem hipóteses de ser tratado no King's, não vejo que haja vantagem em vir a Coimbra", escreveu uma médica que acompanhou a criança, num e-mail a que o DN teve acesso. "A operação custa cerca de 200 mil euros. Colocámos a casa à venda numa imobiliária por 150 mil euros, mas, infelizmente, ainda não apareceu comprador e não temos muito tempo para salvar a vida do Martim", acrescenta Ana Margaça. Pertencente aos avós paternos da criança, a casa de Cabanas de Tavira tem dois quartos, um jardim e está na família há 25 anos. Segundo a família, vendê-la tornou-se "inevitável" pois o mon- tante exigido para a operação "é muito elevado". "Para variar, estamos por nossa conta", diz a mãe, revelando que as despesas com a saúde do filho são "bastante elevadas": cada lata de leite espe- cial, por exemplo, custa 50,10 euros e esgota-se em quatro dias, enquanto uma caixa de ácido ursodeoxicólico, custa 150 euros e dá para um mês.Os problemas de saúde da criança agravaram-se nos últimos meses, com a ocorrência de hemorragias, osteopo-rose (partiu um braço e uma perna) e com a dilatação do fígado e baço. Segundo Ana Margaça, qualquer problema de saúde, como uma simples constipação ou o contágio do novo vírus da gripe, poderá ser "fatal" para o Martim, cujo sistema imunitário se encontra debilitado. Segundo a família, uma das dúvidas sobre o transplante hepático do Martim em Portugal prende-se com o facto de a operação só poder ser feita nos Hospitais da Universidade de Coimbra, o que obriga à posterior transferência da criança para o hospital pediátrico. "Ou seja, uma criança imunodeprimida, que devia estar protegida de todos e quaisquer vírus e bactérias, tem de fazer uma transferência de hospital no momento em que está mais debilitada", critica a mãe. Ana Margaça diz ainda que, em 2007, durante o período em que o filho esteve internado em Coimbra, fez uma queixa no Livro de Reclamações daquela unidade de saúde relacionada com a medicação das crianças. Por isso, garante que se não conseguir reunir o dinheiro suficiente para pagar a transplantação em Inglaterra, procurará fazê-la em Espanha". Os avós são sempre um amparo. Por isso o céu está reservado a avós como estes.