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quinta-feira, novembro 11, 2010

Estudo de Natal-2010

"O fenómeno de um elevado consumo característico, na época do Natal, permanece intacto na Europa, segundo o Xmas Survey 2010 da Deloitte. No entanto, há uma nova atitude dos consumidores face ao tipo de produtos a comprar, o preço, o número de presentes e o papel das marcas, devido à actual situação económica. As prioridades na compra centram-se, agora, na utilidade dos presentes (98% dos portugueses; 92% dos europeus), na necessidade de reduzir o montante gasto em cada um (96% de portugueses; 85% dos europeus) e na procura do melhor preço (94% de portugueses; 84% dos europeus). O Xmas Survey 2010 marca a 13ª edição da análise anual da Deloitte sobre as intenções de compra dos europeus na época do Natal e Reveillon. Este ano, o estudo abrange 19 países, incluindo vários que adoptaram medidas de racionalização, tais como a Grécia, Irlanda, Reino Unido e Espanha. A recolha de informação foi feita durante as duas últimas semanas de Setembro, com uma amostra total de 20.655 inquiridos, através de um inquérito que pretendeu avaliar o estado de espírito dos consumidores e o orçamento para presentes, assim como a atitude face a compras adicionais, alimentos e bebidas. “Os consumidores estão perante conflito de influências. Estão claramente divididos entre um ambiente económico desfavorável e a existência de novos produtos inovadores no mercado. Para continuar a interagir com os consumidores, os fabricantes e retalhistas necessitam de incorporar os novos media nas suas ferramentas de comunicação, uma vez que estão a ganhar terreno à publicidade tradicional na orientação das escolhas dos consumidores”, destaca Sérgio do Monte Lee, Associate Partner da Deloitte Portugal.
Atitude pessimista afecta os planos de gastos de Natal
Depois da crise de 2008, quase metade dos europeus pensa que o seu país está em recessão, apesar de ser um sentimento em declínio. No entanto, Portugal é o país onde este sentimento mais cresceu (16 por cento durante o último ano) face a 59 por cento em 2009. Os jovens portugueses demonstram ser mais optimistas do que os adultos, sendo que a atitude pessimista é partilhada por toda a população com uma média de 75 por cento. Para 2011, os portugueses mantêm uma visão pessimista face às perspectivas económicas para 2011 com 58 por cento dos portugueses a temerem mesmo uma deterioração da situação economica, um cenário que apenas reunia 2 por cento das respostas do Xmas Survey de 2009. Este sentimento negativo tem uma expressão acentuada na faixa etária mais velha e no grupo das mulheres. Face a este clima, a grande maioria dos consumidores planeia reduzir o orçamento para o período de Natal e Passagem de Ano, em média os europeus vão gastar menos 2,5%. Esta redução tem uma enorme expressão ao nível dos custos com presentes (- 2,5%) e actividades de convívio (- 5,3%). Portugal acompanha esta tendência com uma redução de 6,3 por cento no orçamento total, planeando gastar cerca de 375 euros em presentes (- 6,4%), 150 euros em comida (- 4,4%) e 50 euros em actividades lúdicas (- 10,3%). Finalmente, é interessante analisar uma aproximação dos níveis de despesa total entre os países da Europa Ocidental, dado que este representa um espectro muito amplo. Apesar de um declínio nos gastos previstos, os consumidores da Irlanda e Luxemburgo estão entre os mais extravagantes, gastando 1.020 euros e 1.200 euros, respectivamente. No outro extremo da escala, os consumidores gregos são, previsivelmente, os menos extravagante (410 €), colocando os seus orçamentos ao mesmo nível que o dos holandeses, cujos hábitos de consumo, neste período, foram sempre modestos. Os consumidores portugueses têm um orçamento (575 €) ligeiramente abaixo da média europeia (590 €).
Para cumprir com orçamentos austeros, as decisões dos consumidores ilustram uma mudança nas prioridades de compra. Ao nível europeu, os consumidores revelam uma constante preocupação em manter os seus orçamentos controlados. Esta é uma necessidade transversal ao estrato social, idade, educação ou riqueza que tem um impacto directo no aparecimento de novas estratégias de compra e na mudança dos hábitos de consumo a longo prazo. Em Portugal, 90 por cento dos consumidores revelam a intenção de adquirir e oferecer produtos com um valor de utilidade elevado. Esta é uma preocupação muito simples, que surgiu com a crise de 2008, mas que se está a tornar um comportamento permanente e de longo prazo. A nova atitude reflecte-se também na decisão de em oferecer um menor número de presentes (91%), procurar de presentes mais baratos (96%) e oferecer presentes em grupo (86%). As grandes marcas estão a perder a sua posição e status anterior à crise, fruto de uma mudança de percepção por parte dos consumidores que agora procuram presentes mais baratos. Este é um novo equilíbrio entre as grandes marcas e os produtos de retalho, com 94 por cento dos consumidores portugueses a favorecerem a segunda opção, em detrimento da primeira. No que diz respeito à lista de presentes para adultos, os três primeiros lugares na lista de desejos dos portugueses são ocupados por dinheiro (61%), roupas/calçados (60%) e livros (57%). A vontade de receber dinheiro sobe três lugares na tabela de preferências face aos dados de 2009. Há também uma subida de 7 por cento na vontade de receber roupas e calçado. Contudo, os livros (62%) são o presente que os portugueses mais irão oferecer à família e amigos, enquanto na Europa a liderança é dos cosméticos e perfumes. Finalmente, para as crianças com menos de doze anos, os pais portugueses têm a intenção de comprar presentes didácticos (65%) e livros (56%) para os adolescentes entre os doze e dezoito anos de idade.
Os canais de distribuição tradicionais estão a ser afectados pela rápida mutação dos comportamentos de compra como resultado da nova dinâmica de utilização da internet. Em Portugal, a internet está a ganha relevância e 48 por cento dos consumidores vai utilizar este meio para pesquisar e comparar preços. Contudo, só 19 por cento dos inquiridos vai fazer compras on-line. Paralelamente, os dados deste ano revelam igualmente que 1/3 dos portugueses e dos europeus vão fazer mais compras através da internet, uma tendência que é transversal a toda a Europa com a excepção da Bélgica (- 15%). Os consumidores portugueses online (19% dos inquiridos) vão gastar cerca de 1/4 do orçamento na compra de presente através da internet, enquanto 33 por cento dos consumidores europeus vão gastar somente 1/3. Estes números expressam o potencial da internet no mercado europeu de retalho e a alteração de mentalidade dos consumidores que estão a habituar-se a comprar on-line e a ganhar confiança na segurança dos pagamentos e entregas. Apesar dos portugueses continuarem a preferir fazer as suas compras nas tradicionais grandes superfícies (28%) e hipermercados (27%), os que escolheram a internet (4%) apontam três razões essenciais que poderão vir a alterar substancialmente o local de compra: facilidade em encontrar produtos com preços mais competitivos, a conveniência de todo o processo, e a possibilidade de evitar as grandes multidões. No processo de decisão de compra, tanto os portugueses como os europeus estão muito mais sensíveis às questões ambientais, contudo 2/3 dos portugueses e europeus considera que estas ainda são uma desculpa para aumentar os preços. Neste sentido, é essencial que a indústria de retalho reforce a informação nas embalagens para que o consumidor encontre informações sobre a origem do produto e a forma de produção
”. (fonte: Deloitte)

Deloitte analisa competitividade fiscal nacional

"A Deloitte inicia hoje a divulgação de um conjunto de flash reports, no âmbito da política fiscal nacional, onde são comparadas algumas das conclusões do Observatório da Competitividade Fiscal de 2010 e a actual proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2011.
A Deloitte promove, anualmente, um inquérito junto das mil maiores empresas em Portugal, para avaliar a dinâmica evolutiva e competitividade do sistema fiscal. O Observatório da Competitividade Fiscal de 2010 apresenta as expectativas dos empresários relativamente ao sistema fiscal português, sendo possível estabelecer algumas comparações com a proposta do Orçamento do Estado para 2011.
• No Observatório da Competitividade Fiscal 2010, o número de empresas que considera que a política fiscal não favorece a competitividade da economia nacional duplicou, elevando assim para quase 50% a percentagem das empresas que o afirmam sem quaisquer reservas.
• A Proposta de Orçamento do Estado para 2011 prevê a introdução de medidas de austeridade adicionais, tais como o aumento da taxa normal do IVA; corte nos benefícios fiscais e na eliminação da dupla tributação económica em IRC; entrada em vigor do Código Contributivo, e várias medidas gravosas em sede de IRS, perspectivando-se que as mesmas venham a contribuir de forma significativa para o agravamento da competitividade nacional.
Consulte o website e o perfil da Deloitte no Twitter dedicados ao Orçamento do Estado 2011, com comentários e análises referentes às principais implicações deste instrumento de gestão, quer para o cidadão, quer para as empresas: www.orcamentoestado.com e no perfil “OE_Deloitte” do twitter
" (fonte: Deloitte)

domingo, setembro 13, 2009

Deloitte apresenta resultados do "Observatório da Competitividade Fiscal 2009"

Outro documento da consutora Deloitte, que embora não sendo novo não deixa de ter importância, tem a ver com os resultados do "Observatório da Competitividade Fiscal 2009": "As mil maiores empresas nacionais consideram que o funcionamento dos serviços fiscais on-line melhorou a já alta avaliação do passado. A conclusão consta do Observatório da Competitividade Fiscal, resultado de um inquérito anual promovido pela Deloitte para avaliar a dinâmica evolutiva geral da fiscalidade durante 2008 e as respectivas perspectivas para 2009. Da avaliação efectuada pelas mil maiores empresas à evolução do funcionamento recente dos serviços e legislação aplicável, os "serviços fiscais on-line" foram os que mais evoluíram positivamente em relação a 2007 (77 por cento), seguidos pela "administração fiscal" (49 por cento), pelos "serviços de finanças" (45 por cento) e pelos "serviços de inspecção" (38 por cento). Os resultados apontam também para uma avaliação positiva da inspecção, com mais de um terço das empresas a considerar que houve uma subida na qualidade. O Observatório da Competitividade Fiscal da Deloitte, indica ainda que 72 por cento das empresas continuam a considerar o sistema fiscal complexo e ineficaz, o que representa uma inversão positiva na tendência das respostas, que em 2007 eram ainda mais negativas.
Quanto à carga burocrática, um dos aspectos mais negativamente avaliados pelas empresas, a par do funcionamento dos tribunais, a Deloitte registou um aumento do número de respostas "sem alteração". Entre os inquiridos, cerca de 22 por cento consideram que a "carga burocrática em geral" melhorou, por oposição a cerca de 13 por cento, que respondem que piorou. Dentro da "carga burocrática fiscal", regista-se uma melhoria para perto de 24 por cento, contra cerca de 16 por cento que respondem que "piorou". No que diz respeito à competitividade e atractividade da economia portuguesa, as empresas nacionais são da opinião de que a área dos "incentivos fiscais ao investimento" é a mais relevante para captar/manter o investimento, seguida pelos "incentivos financeiros ao investimento". Os principais obstáculos ao investimento na opinião das empresas inquiridas, tal como considerado no Observatório anterior, são a "carga fiscal sobre as empresas", seguida dos "custos de contexto/burocracia em geral". Relativamente às vantagens comparativas da economia portuguesa, "acesso ao mercado europeu", "situação geográfica" e "clima" são apontadas como as maiores vantagens comparativas para as empresas nacionais. Curiosamente, a "taxa genérica de IRC" aparece como a quinta maior vantagem comparativa e os "incentivos fiscais e financeiros" como a sexta. O Observatório da Competitividade Fiscal da Deloitte tem como objectivo contribuir para a avaliação do sistema e das medidas fiscais enquanto motor de competitividade e desenvolvimento das empresas. "Esta é uma forma de contribuirmos mais uma vez para o fortalecimento e fomento da competitividade da economia portuguesa, em geral e, em particular, das empresas portuguesas, através da análise factual e objectiva, de uma área com tão grande importância neste âmbito como é a da fiscalidade", refere Carlos Loureiro, Managing Partner na área de Tax, da Deloitte
". O Observatório da Competitividade Fiscal, poderá ser consultado, na íntegra
aqui.