Nem todos os ministérios têm a mesma estabilidade governativa. Em Portugal, nas últimas três décadas, desde a data de tomada de posse do primeiro governo liderado por António Guterres (28 de outubro de 1995), algumas pastas apresentam uma grande rotatividade de ministros, enquanto outras tendem a ter ministros que permanecem mais tempo em funções. As áreas com maior estabilidade são a Agricultura (1.108 dias, em média), a Presidência (1.080 dias), e a Justiça e os Negócios Estrangeiros (1.007 dias). Já as pastas com maior rotatividade — ou seja, onde os ministros ficam em média menos tempo — são a Administração Interna (583 dias), a Cultura (593 dias) e a Economia (616 dias). Houve ministros que permaneceram longos períodos, de forma contínua. Alguns mais de seis anos, como é o caso de José Pedro Matos Fernandes no Ambiente, Tiago Brandão Rodrigues na Educação, Augusto Santos Silva nos Negócios Estrangeiros, ou Francisca Van Dunem na Justiça. Por outro lado, houve ministros que nem um mês o foram, como é o caso dos ministros que assumiram funções durante o segundo governo de Pedro Passos Coelho que durou apenas 27 dias.
É importante realçar que, embora existam ministérios que tendem a apresentar menor estabilidade, a permanência dos ministros não depende apenas da pasta em si, mas também do contexto político e governativo em que exercem funções, bem como do perfil dos próprios ministros e a sua adaptação a estas funções políticas de topo. Notas: foram tidas em conta as alterações nas designações dos ministérios. Nos casos em que as pastas estavam incluídas noutros ministérios foi contabilizada e existência de um ministro. Exclui situações em que PM assumiu temporariamente. Foram consideradas as pastas mais relevantes e com mais anos de existência (Mais Liberdade, Mais Factos)

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