domingo, março 08, 2026

A aposta na transição energética

Grande parte dos países, a nível mundial, tem apostado na transição energética para energias mais limpas, deixando para trás os combustíveis fósseis. No entanto, essa transição energética tem aumentado a procura de diversos minerais críticos, como o lítio, os metais de terras raras, o cobalto, o níquel ou o cobre. Um relatório da Agência Internacional de Energia destaca que as exigências de minerais são muito maiores nas tecnologias de energia limpa do que nas soluções movidas a combustíveis fósseis. Um veículo elétrico típico, por exemplo, requer seis vezes mais minerais do que um carro convencional, e um parque eólico necessita de nove vezes mais matérias-primas do que uma central elétrica movida a gás.

Tendo em conta a maior dependência mundial de minerais, importa perceber quem os extrai e quem os processa/refina. Em todos os minerais acima mencionados há uma elevada concentração da produção e processamento, sendo que no top-3 mundial dos principais países extratores ou países onde é feita a refinação do lítio, metais de terras raras, cobalto, níquel e cobre, há pelo menos um país não democrático em todos os casos (de acordo com o Democracy Index 2024). A nível de processamento, a 🇨🇳 China lidera o ranking em quatro dos cinco minerais, sendo que, por exemplo, no caso dos metais de terras raras representa 91% do processamento/refinação mundial. Outros países não democráticos têm também uma grande preponderância no fornecimento destes minerais, essencialmente ao nível da extração, como por exemplo a 🇨🇩 República Democrática do Congo, 🇲🇲 Myanmar ou a 🇷🇺 Rússia. Sendo estes minerais tão importantes para a transição energética, o mundo fica bastante dependente de países não democráticos. No entanto, essa também é já uma realidade no caso dos combustíveis fósseis (Mais Liberdade, Mais Factos)

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